ok diagnostico 22.02.11
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ok diagnostico 22.02.11

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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daí a importância de fazer o balotamento. Essa presença de cristais e muco está relacionada à alimentação, animais com dietas hiperproteicas (ex. animais que comem alfafa, ração) tendem a apresentar a urina desse jeito, assim como suplementação com cálcio, animal que tem suplementação exclusiva de cálcio (ex. alem de usar sal mineral, usa sal mineral + carbonato de cálcio na ração), esses animais tendem a apresentar a urina também desse jeito, sendo normal, fisiológico. Mas atenção com uma coisa, às vezes o animal é um cavalo de pasto, e aparece com a urina assim, e a pessoa fica achando que é alguma clinica na historia, mas não pode esquecer que na pastagem também tem suplemento de cálcio, às vezes fez uma adubação com cálcio ou a pastagem é rica em cálcio, então vc pode encontrar sim, não adianta vc pegar só esse dado, tem que ter clinica.

O que agente pode encontrar em termos de alterações no rim
	As doenças agudas são mais difíceis. Doenças em que eu só observo aumento de tamanho, por exemplo, é difícil pra gente, porque não consigo fazer uma mensuração apropriada, tem que ser uma coisa mais drástica pra avaliar.
Ex. cálculo uma litíase renal. Eu posso encontrar com mais facilidade.

O calculo é uma estrutura muito dura e densa, então ele vai se caracterizar por um ponto hiperecóico. É tão denso que quando o som bate nele é refletido totalmente, em baixo dele vai se formar uma sombra acústica. Então se eu encontrar um cálculo, vou encontrar tudo preto em baixo dele, porque o som bateu e voltou totalmente. Então vai ser um ponto hiperecoico com sombra acústica. Mais um detalhe: esse cálculo está num parênquima, então está obstruindo a passagem de urina, então eu vou observar ao redor dele um halo anecóico, que é o acumulo de urina.

Outra patologia
Uma doença renal policística. É uma doença crônica, mais tardia (vc tem uma mudança grande na morfologia do rim).
O que é: É a presença de cistos no parênquima renal.
É muito fácil observar porque o rim tem uma imagem “impar” ai vc chega e encontra uma imagem de cacho de uva (rim) cheio de cistos. Os cistos são uma estrutura circunscrita anecóica.
Então vc vai ver um cacho de uva cheio de imagens circunscritas anecóicas.

Outra patologia
	Hidronefrose
	O que é: Quando começa a acumular urina na pelve renal. Isso é uma alteração secundaria, tem que haver uma obstrução pra acontecer uma hidronefrose.
	A pelve é uma linha hiperecóica (normal), na patologia vamos observar um espaço anecoico, pois como vai reter urina, vc vai ver no lugar da pelve (da linha hiperecoica) um espaço anecóico.

Neoplasias
	Imagem: massa heterogênea, vc pode ter áreas hiperecoicas, hipoecóicas ou até anecoicas (se ela é adenomatosa). Vc vai ter uma imagem bem misturada no rim.

Bexiga
Litíase
Posso identificar uma litíase. Com a mesma característica.
Imagem de uma litíase: (do calculo: ponto hiperecoico com sombra acústica e halo), só que na bexiga não tem halo, porque está livre na urina, não está obstruindo um parênquima. Vc vai encontrar como se fosse uma linha hiperecoica com sombra acústica.

Atonia de bexiga
É a falta de movimento na bexiga. Isso normalmente acontece por lesão nervosa. Acontece muito freqüente pós parto, animais que sofrem algum traumatismo durante o parto ou em animais que sofreram acidentes. Problema disso: a bexiga não esvazia, ela fica sempre repleta de urina.
Diagnostico: (lembrem que a urina do cavalo tem muco e cristais) o que acontece: como a bexiga não se movimenta (não contrai pra eliminar a urina) esse conteúdo deposita de forma como se fosse um bloco no fundo da bexiga (por isso é importante balotar pra vc re-suspender isso tudo). Num caso de atonia como esse, quando vc balota, vc vê que a parte de baixo não se mexe, como se fosse um cimento ali no fundo, compactado, hiperecoico.
A égua de marcha, qualquer animal marchador, ele tem que marchar com a cabeça levantada e cauda abaixada. O cavalo que marcha levantando a cauda ele perde ponto.

Fígado
	A janela USG pra fígado, é do 6º ao 16º espaço intercostal do lado direito, e do 6º ao 8º espaço intercostal do lado esquerdo, sempre na margem ventral do pulmão (a janela USG do pulmão é do 4-5º espaço intercostal até o 16º espaço intercostal), então é uma das estruturas que agente não consegue ver inteira porque parte dele fica sob o pulmão. O som não atravessa o ar, então vc só consegue ver as partes do fígado que ficam na margem ventral do pulmão.
Como faz o exame: nos espaços intercostais vc vai pegar o transdutor e colocar no alto do espaço intercostal, ai vc vai localizar a margem ventral do pulmão, quando acabar o pulmão começa o fígado.
	O transdutor que vou usar é o setorial, 3,5 mHz aproximadamente.

Protocolo de exame: o mesmo protocolo do espaço intercostal, sempre do dorsal para o ventral, do cranial para o caudal. Sempre iniciando do 6º espaço intercostal (ponto mais alto do fígado) vc acha o final do pulmão e o começo do ponto mais alto do fígado, vou dorsal pro ventral, quando acabo o espaço, 7º espaço intercostal e localizo o final do pulmão, vai começar o fígado, dorsal pro ventral e assim por diante. É um exame trabalhoso, porque vc vai ter que ficar o tempo inteiro identificando a margem ventral do pulmão em todos os espaços intercostais que vc estiver avaliando.

Imagem normal do fígado
	No fígado vc vai observar o parênquima que tem uma imagem hipoecóica, com um detalhe, o parênquima hepático tem uma imagem hipoecoica homogênea, toda a área tem que ser igual, porque não pode ter variação, ela tem que ser toda igualzinha, se vc começar a ver variação é porque tem alguma coisa errada (ex. fibrose, neoplasia)

Vasos sg do fígado
	Pequenos vasos podem ser visualizados. Mas a veia porta não é visualizada num animal normal de grande porte. Vc pode ver pequenos vasinhos no parênquima, mas a veia porta não dá pra ver.

Ductos biliares
	Não são visualizados num animal normal, vc só vai ver ducto se tiver alteração.
	(lembrando: eqüino não tem vesícula biliar)

O que agente pode identificar em relação a fígado:
	Assim como o rim, o fígado é um órgão muito grande que não tem como mensurar. Vale o mesmo esquema: diminuição ou aumento discreto não dá pra ver, então vc só vai ver se é muito drástica a diminuição ou aumento.

Podemos identificar quadro de fibrose hepática. A imagem da fibrose é hiperecóica. Então no caso de uma fibrose eu vou ver no parênquima hipoecóica homogênea uma área hiperecóica.

	Neoplasias: imagem: massas heterogêneas.

Agente só consegue fazer esses diagnósticos quando estes estão visíveis. Ex: se eu tenho uma área de fibrose mas ela está sob o pulmão, vc não vai ver, por isso digo que o diagnostico de certa forma é limitado em certas porções.

Colangite, colestase, coliristiase.

Colangite:
 Inflamação dos ductos biliares. Vamos observar aqui uma imagem com presença de ductos biliares. Quando vc tem inflamação dos ductos biliares vc começa a ver esses ductos, que antes (num ducto saudável) não aparece.
Vamos ver a imagem de um ducto: imagem anecóica, vc vai ver como se fossem vários furinhos anecoicos no parênquima hepático, que são os ductos biliares.

Colilitíase:
Cálculo nos ductos biliares. A imagem de um cálculo é um ponto hiperecoico com sombra acústica e halo anecóico, porque está interrompendo o fluxo nos ductos biliares, então tem acumulo de líquido, que na verdade é colestase (que é acumulo do liquido ali nos ductos).

Deslocamento ou encarceramento hepático
	É quando o fígado sai da posição. O diagnostico é fácil, porque vc vai chegar do 6º ao 16º espaço intercostal na margem ventral do pulmão e vc não vai ter fígado ali, vc vai encontrar o intestino ali, vai estar com muito gás. Vc chega ali onde tinha que ter um parênquima homogêneo, tem alça intestinal repleta de gás.

Baço
	Vai estar localizado do 8º espaço intescostal à fossa paralombar esquerda, essa é a janela USG pra avaliação do baço, sempre na margem ventral do pulmão. Quando chega na fossa paralombar esquerda, agente encontra o rim esquerdo. Então o baço é ligado ao rim