ok clin equi 02.05.11
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ok clin equi 02.05.11

Disciplina:Clínica Médica Veterinária De Equídeos12 materiais173 seguidores
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nisso porque vc pode complicar o quadro.

Dizem que quando vc tem diarréia, vc tem que deixar a diarréia sair. Como agente interpreta isso:
Eu tenho que hidratar esse animal, manter a flora microbiana normal, entra com probiótico e entra só depois com o antibiótico.

Prognóstico:
Duodeno jejunite proximal: reservado à desfavorável
Colites: são sempre reservados. A partir do encaminhamento, do histórico e do diagnostico agente vai saber se é favorável ou desfavorável.

Afecções sistema nervoso

Os exames neurológicos na neurologia têm que ter em mente a manifestação clínica vai dizer pra gente à área que está acontecendo algum problema. Os sinais clínicos não vão dar o diagnostico pra gente, eles vão localizar a lesão em sistema neurológico.
Na neurologia temos um mapeamento de identificação das lesões, se está de um lado, se está do outro, se tem hipometria, se tem alteração de assimetria de posicionamento, se tem pálpebra caída, peito torto, enfim, todas essas observações feitas, todos os sinais clínicos observados tem que ser anotados. Isso é facilitado quando temos um mapeamento dessas lesões, onde só olhamos isso e conseguimos localizar a lesão.
A partir daí o comportamento delas, a forma da evolução, a anamnese vai ajudar agente a chegar ao diagnostico do que pode estar acontecendo.

Dentro dos problemas neurológicos temos
- Problemas não infecciosos:
	- Traumatismos: Craniano
			 Coluna vertebral
			 Medula espinhal

A partir do momento que eu tenho um traumatismo craniano evidente, clínico, eu preciso fazer um alivio dessa pressão, só que temos uma série de limitações, e no que se diz respeito em cirurgias neurológicas nem se fala.

Dentro do traumatismo craniano a primeira coisa que eu tenho que fazer é observar clinica, se em 92 horas não apresentou clinica, o animal está tranqüilo.
	A clínica vai sempre ser soberana, então eu vou pensar num traumatismo craniano: Houve o traumatismo, ai tenho hemorragia, necrose, liberação de tromboplastina e formação de edema, no que formou edema, começa a comprimir as áreas, essa compressão faz com que haja manifestação de sinais, e esses sinais vão me dizer onde está acontecendo essa compressão, aonde aconteceu esse traumatismo.

Na verdade a manifestação clinica vai dizer pra gente o local da lesão. No primeiro momento não vai me dizer que lesão que é, eu posso ter um tumor, posso ter uma lesão degenerativa, posso ter uma lesão parasitária, posso ter uma lesão focal, etc.

O nível da lesão vai estar relacionado ao grau e a intensidade desse edema.
A gravidade é o seguinte: o animal sofreu o traumatismo, esse edema cresceu tão rápido ou cresceu devagar. Porque se eu não tenho clinica eu tenho que esperar 92 horas? Se eu não tenho clinica, esse animal tem que ficar em observação 92 horas, porque isso pode estar se formando, ai ele vai apresentando a clinica dentro desse período de 92 horas.
	
Sinais clínicos:
	- Lesão na superfície cerebral
		Alteração de comportamento
		Depressão => às vezes comatoso
		Andar em círculo, cabeça baixa e ptose palpebral
		Fundoscopia = edema na papila óptica

Em geral, a localização vai me dar alguns sinais, eu tenho lesões de superfície cerebral: alteração de comportamento, geralmente depressão, mas raramente às vezes pode levar a um estado comatoso, mas em geral eles ficam mais deprimidos. Anda em círculo, cabeça baixa. O exame de fundo de olho eu posso observar edema na papila óptica. São mais tranqüilos, agente consegue reverter.

	- Lesão em área media e posterior, pegando diencéfalo, mesencéfalo e ponte:
		Profundo estado de depressão => coma
		Andar cambaleante com hemiparesia / tetraparesia
		Grave => tetraplegia
		Anisocoria (uma pupila diferente da outra, ex. uma dilatada e a outra contraída) ou midríase
		Estrabismo ventrolateral (pode ocorrer)

Quando tenho lesão em área média e posterior, pegando diencéfalo, mesencéfalo e ponte: é um pouco mais grave, com isso tenho uma exacerbação maior, meu estado de depressão é mais profundo, podendo chegar ao coma, ou as vezes quando agente chega ele já está no coma. Andar cambaleante com hemiparesia/tetraparesia (ou os 4 ou um lado só). Quando é grave, ele está tetraplégico. Anisocoria ou midríase: a anisocoria é uma pupila diferente da outra. Estrabismo pode acontecer, mas quando acontece o estrabismo ele é ventrolateral.

Quando eu tenho traumas cerebelares:
Trauma cerebelar:
	- Ataxia com hipermetria (passos longos) e tremor de cabeça
	- Perda de equilíbrio (qnd tenho compressão da área dos núcleos vestibulares)

Lesão na porção posterior da medula e bulbo (já onde temos áreas vitais importantes):
	- Depressão, ataxia e falha respiratória
	- Torção de cabeça, nistagmo, estrabismo medial
	- Disfagia e protrusão da língua

Tratamento
Observação dos dados vitais, de 92 a 96 horas, mas nunca menos que esse período.
Se não alterou nada dentro dessas 96 horas, libera ele.
Quando tenho	Clinica evidente:
Dexametasona, antiinflamatório como de eleição pro sistema neurológico
DMSO: posso fazer porque ele vai passar a barreira hematoencefalica e vai ter ação antiinflamatória também e principalmente anti-edematosa
Manitol: é um diurético (e também ultrapassa a barreira hematoencefálica)

Os animais comatosos (que não estabilizam) (em geral é alça celestial):
	- Craniotomia exploratória
	- Punção de liquor => reduz pressão intracranial
	- Eutanásia

Traumas

Traumas de medula espinhal e coluna vertebral

Injúrias congênitas
	- ma formação atlanto – occiptal
		Potros PSA (hereditário/congênito)
		Sinal = estalo durante o movimento da cabeça para baixo e para cima.
		Tratamento = sacrifício ou cirurgia (artrodese cervical / laminectomia)
		- Mielopatia estenótica cervical (síndrome de wobbler): o que é e como acontece, tratamento, sinais clínicos, etc. folha de caderno a mão.

Injúrias traumáticas
	- Trauma medular segmento toracolombar
	- Trauma medular segmento lombo-sacral

Compressão da medula => deficiência neuromotora

A má formação atlanto-occiptal, não tem o que fazer, é comum agente ver em potros árabes, várias vezes os potros nascem e quando vão fazer o movimento da cabeça pra cima e pra baixo ela estala.
O tratamento é o sacrifício. Por que a literatura cita que o sucesso da cirurgia é muito baixo, então dependendo da situação nem vale a pena.
Tem caráter hereditário, então de repente não justifica o tratamento, mas cada caso é um caso, cada proprietário e cada proprietário e agente tem que deixar claro pra ele a situação.

Injúrias traumáticas: tenho aqueles traumas do segmento toraco-lombar e trauma dos segmentos lombo-sacros. Quanto maior a compressão medular, maior vai ser a deficiência neuromotora. Quanto mais grave, se eu tiver uma lesão completa de medula, esse animal não vai mais andar.

Sinais clínicos
	- trauma medular segmento toracolombar
		Deficiência de propriocepção, ataxia
		Diminuição do tônus muscular nos torácicos e aumento nos pélvicos
		Diminuição dos reflexos e atrofia dos músculos membros torácicos
		Síndrome de horner presente ou não

Trauma medular no segmento toracolombar: agente tem deficiência de propriocepção e agente tem ataxia. Diminuição do tônus muscular nos membros torácicos e aumento nos membros pélvicos (ele vai forçar os pélvicos pra tentar se equilibrar melhor).
Se eu tenho uma lesão que faz com que eu tenha uma perda de orientação nos membros torácicos, ele não tem firmeza nos membros torácicos, com isso ele vai tentar equilibrar mais com os posteriores, então ele vai estar mais firme com os posteriores e mais frouxo com os anteriores.
Diminuição de reflexos e atrofia dos músculos dos membros torácicos. E pode ter síndrome de Horner presente ou não. A síndrome de Horner vai acontecer quando essas lesões acontecerem de T1 pra frente, pra cranial. As lesões quanto mais caudais, raríssimo a síndrome de Horner.

Sinais clínicos
	- Lesão após o 2º segmento torácico = aumento do tônus e reflexos dos membros pélvicos.

	- Casos graves = paresia ou paralisia dos movimentos voluntários dos membros pélvicos, hipoalgesia