ok clin equi 02.05.11
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ok clin equi 02.05.11

Disciplina:Clínica Médica Veterinária De Equídeos12 materiais174 seguidores
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caudal a lesão e membros torácicos normais.

	Quando eu tenho lesão após o 2º segmento torácico, ai as características vão ficar nos membros pélvicos. Há aumento de tônus e reflexos nos membros pélvicos.
Hipoalgesia caudal a lesão: T3 em diante, eu não vou ter essas alterações de membros torácicos e sim nos membros pélvicos. Diminui a sensibilidade caudal à lesão. Nos casos bem graves posso ter paresia ou paralisia dos membros pélvicos. E ai vou ter membros torácicos normais.
Vou ter alteração nos membros torácicos até T2, de T3 em diante eu já não vou ter alteração de membro torácico.
Uma coisa é certa, se eu tenho alteração em membro torácico, eu já consigo identificar que está bem ali pertinho, bem ali na frente essa minha compressão.

Sinais clínicos
	Trauma medular segmento lombo-sacral
		Perda da propriocepção e da função motora
		Hipalgegia (quando ausente => prognóstico ruim) caudal a lesão
		Redução do tônus muscular e reflexos membros pélvicos
		Paresia ou paralisia dos membros pélvicos
		Retenção urinaria e fecal com diminuição do tônus da cauda

	No segmento lombo-sacral, eu tenho minha função motora posterior. Diminuição da sensibilidade (redução de sensibilidade ou ausência de sensibilidade), se reduziu a sensibilidade tudo bem, mas se estiver ausente a sensibilidade o meu prognostico é ruim, então eu posso suspeitar que eu tenho uma lesão completa nessa medula.
Eu tenho redução do tônus muscular e redução dos reflexos dos membros pélvicos. Paresia ou paralisia dependendo da intensidade.
Retenção urinária e fecal e a diminuição do tônus da cauda.

Quando eu conseguir reduzir essa pressão, mais eu vou aliviar essa sintomatologia.
Quanto mais estiver comprimindo essa medula, seja por áreas inflamadas ao redor (ex. caiu e bateu e fez um processo inflamatório), enquanto isso não passar, eu tenho a manifestação dele. A partir do momento que o processo inflamatório começa a diminuir vc vai passar a ter essa medula voltando as suas funções normais, vc volta a ter a resposta de forma correta. Pra vc não importa se é no neurônio motor inferior ou superior, pra vc importa é que vc não está tendo resposta, e ai pode ser porque ele não está conseguindo mandar ou porque ele não está conseguindo responder.

Diagnostico
	Histórico, exame clínico, Raio-X, mielografia contrastada
	Analise do líquor (é mais complicado, mas posso colher atlanto-occiptal e posso colher lombo-sacra. Mas dificilmente vc colhe): CK e PTN aumentadas

Tratamento
	Dexametasona, DMSO, flumixim meglumine
	Cirúrgico: artrodese cervical ou laminectomia (40-60% sucesso)

Pro tratamento eu tenho que usar um antiinflamatório como: dexametasona ou um DMSO ou um flumexin meglumine.
	Cirurgia: se eu tenho uma estenose eu posso fazer uma artrodese cervical, posso fazer uma laminectomia. Ou seja, se eu tenho uma estenose eu tenho que fazer com que eu aumente esse canal pra que não haja compressão dessa medula.
Temos poucos profissionais no Brasil que trabalham com neurologia em grandes animais.
Os traumas, essas injurias não infecciosas são basicamente traumatismos e temos outras 2 condições que não são infecciosas que são:
- Mieloencefalopatia
- Doença do neurônio motor
Ambas tem a mesma característica, são relacionadas à deficiência de vitamina E.

Mieloencefalopatia degenerativa (MDE)
	Desordem do sistema nervoso central de origem desconhecida (distrofia neuroaxonais)
	Faixa etária = 6 meses aos 2 anos, preferencialmente
	Todas raças e ambos sexos

Mieloencefalopatia degenerativa (MDE): tenho uma distrofia das junções neuroaxonais. Acomete potros entre 6 meses aos 2 anos. É uma doença que é degenerativa mas ela tende a estabilidade, ou seja, a literatura cita que o tratamento com reposição de vitamina E recupera o animal. Acomete todas as raças de todos os sexos, mas tem uma origem desconhecida. A literatura também cita alguma coisa referente a intoxicação por piretroides, mas não é confirmado. O que se sabe com consistência é que animais que apresentavam sinais dentro dessa faixa etária se recuperavam com a reposição de vitamina E, então que talvez estivesse relacionado com a deficiência de vitamina E.

Etiologia
	Deficiência de vitamina E
	Hereditária (Nas raças: Apaloosa, PSI, PSA)
	Intoxicação intra-uterina com piretróides (mas não é comprovado, não conseguiu se comprovar).

Sinais clínicos
	Lesões degenerativas a nível encefálico e medular
		Ataxia simétrica com hipometria (maior incidência nos posteriores)
		Hemiplegia facial
		Hiporreflexia regional (anterior ao membro torácico)
		Esplenomegalia (alguns animais apresentaram, foi relacionada com a intoxicação com piretroides)

	Como eu identifico: ataxia simétrica com hipometria (são os passos curtos, que ocorre com maior incidência nos posteriores, que também é característica da doença do neurônio motor), hemiplegia facial, agente pode ter um aumento dos reflexos anterior ao membro torácico, e alguns animais apresentaram esplenomegalia (esses animais que apresentaram foram relacionados com a intoxicação por piretróides)

Diagnostico
	Baixa mortalidade, tendem a reverter o quadro
	Liquor: aumento de proteína e CK
	Alfa-tocoferol (vitamina E) = baixa concentração plasmática (abaixo de 1,5 mg/ml) de plasma

Diagnostico: tem baixa mortalidade, ou seja, eles tendem a reverter o quadro. Agente pode encontrar o aumento de proteína e creatinakinase no liquor. Na literatura, diz que a maioria dos cavalos que apresentaram essa sintomatologia tinham deficiência de vitamina E.

Tratamento e profilaxia
	Doses maciças de vitamina E
		Injetável
		Alimento a base de milho
	Medidas profiláticas
		Afastar garanhões da reprodução
		Alimentação rica em vitamina E ou 1500 a 2000 UI em potros no 1º ano de vida.

	Tratamento e profilaxia: já que tem caráter hereditário vc afasta e não usa como garanhão (não usa na reprodução). O tratamento específico é a utilização da suplementação com vitamina E, então vc suplementa, faz injeção com vitamina E, faz alimentação a base de milho que é rico em vitamina E.
	Profilaxia: pode fazer suplementação de suplemento vitamínico ao longo do 1º ano de vida dos potros.

Doença do neurônio motor

	- Patologia neurodegenerativa
		(degeneração e perda de neurônios e atrofia neurogênica)
	- Adultos
	- Sinais: emagrecimento progressivo, atrofia e fraqueza muscular generalizada, fasciculações e tremores musculares, alternância constante de apoio dos membros posteriores, deslocamento do apoio dos membros anteriores caudalmente e dos membros posteriores cranialmente, decúbito lateral prolongado e morte.
	
Doença do neurônio motor: Vai acometer adultos. Está relacionada com a deficiência de vitamina E. houve um surto há alguns anos atrás na cavalaria militar de SP, eles apresentavam emagrecimento progressivo, atrofia, fraqueza muscular generalizada, fasciculações e tremores musculares, principalmente relacionados a essa fraqueza muscular, deslocamento do apoio dos membros anteriores caudalmente (pra se manter mais equilibrado), alternância constante do apoio dos membros posteriores (porque tem uma característica mais no posterior, começa atrofiando o posterior), decúbito lateral prolongado e acaba tendo óbito.
São animais adultos, na nossa anamnese, temos histórico de animais subnutridos, com alterações de alimentação, animais que não pastam e etc.

Resumo
Injurias não infecciosa: traumatismos, DNM, encefalopatia degenerativa, as 2 relacionadas a deficiência de vitamina E. E temos os traumatismos.

Enfermidades virais
	Virais
		Raiva
		Mieloencefalopatia por HVE 1
		Encefalomielite eqüina
			EV = venezuelano
			EOR = leste
			EOC = oeste

Importância: a raiva tem as formas de manifestação, e em geral, a clinica de raiva no eqüino dá a impressão de que é uma cólica, que ele tem um desconforto abdominal porque faz uma paralisia, ele pateia, e em geral eles chamam agente pra atender uma cólica, ai chegamos lá, sondamos, palpa, e não acha nada.
Profilaxia da raiva é importante, os animais precisam ser vacinador.
Vamos observar esse cavalo, o animal tende a arriar