ok clin equi 02.05.11
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ok clin equi 02.05.11

Disciplina:Clínica Médica Veterinária De Equídeos12 materiais174 seguidores
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o posterior, ele se posiciona como cão sentado, isso é muito característico. Quando agente palpa ele, não encontramos nada no reto, geralmente está vazio, não tem conteúdo.
Decúbito.
Tomar cuidado com sondagem, palpação, importância de usar luvas, limpar sempre, tomar cuidados com essas coisas por conta disso.

Se apresenta de 2 formas: clássica (raivosa) e a branda.
Na branda eles vão ficar mais sentados, na raivosa que seria uma coisa mais rápida ele já deita, já entra em decúbito, faz paralisia e morre. Essas características vamos ver nas doenças infecciosas.

Agente não perde muito tempo com a raiva aqui porque agente parte do principio que esses animais são vacinados. A não ser que eu esteja em locais onde tem um foco (propriedade, região, etc.), nesses casos tenho que ficar mais esperto.

Teoricamente os herbívoros não transmitem a raiva como os carnívoros. Mas tem relatos de casos de humanos que pegam a raiva com herbívoros.

A característica é andar cambaleante e ficar como um cachorro sentado, o cavalo arria o posterior e fica sentado quase como um cachorro.

Cuidado sempre na clínica: Palpar sempre com luva, procurar saber se existe foco na região, se está tendo algum caso, e tenho que desconfiar porque não é uma cólica como agente vê, é um pouco diferente, não é uma cólica característica, não vemos ele rolando de dor, etc. a principio parece ser ainda mais pra um leigo, mas quando vc chega e começa a observar vc observa uma ataxia, um arreamento dos posteriores, as vezes ele nem chega a sentar, mas ai ele anda um pouco e dá uma arriada no início e volta, leva de 10-15 dias de evolução.

Temos 2 situações importantes:
Mieloencefalopatia por herpesvirus tipo 1
Encefalomielite eqüina (é uma zoonose)

A mioencefalopatia por herpesvírus do tipo 1 é a forma respiratória. A do tipo 2 é a forma abortiva.
Principalmente do tipo 1 tem tropismo pelo sistema nervoso, ai vc pode ter a manifestação nervosa do herpesvirus tipo 1. Ai vamos observar isso principalmente nos criatórios onde eu tenho problemas respiratórios e problemas de aborto.

Encefalomielite eqüina
“doença do sono”

- doença contagiosa caracterizada por uma meningoencefalite não purulenta e hemorrágica
- vírus (RNA) família togaviridae
	Venezuelano
	Oeste (EEO)
	Leste (EEL)
- o ciclo se desenvolve entre aves silvestres e mosquitos
	Culex SP e aedes SP

Encefalomielite eqüina: doença do sono.
São de 3 tipos: venezuelano, tipo leste e tipo oeste.
No Brasil agente já encontrou leste e oeste. Os humanos acometidos nos EUA, foi pelo tipo leste, é uma zoonose, de notificação obrigatória.

É muito confundido com tétano, mas a diferencia é que não tem protusão de 3ª palpabra na encefalomielite equina, no tétano tem. Tem animais que tem a doença (portadores) que transmitem a doença mas que não manifestam. E tem os animais que se curam e passam a ser transmissores.
É uma doença contagiosa, então tem uma meningoencefalite que não é purulenta e hemorrágica.

O ciclo se desenvolve entre aves silvestres e mosquitos
Culex e aedes,então isso faz com que agente pense em doença de verão
Diz que o tipo venezuelano também utiliza roedores silvestres.

Sinais clínicos
	Febre alta (41ºC) e discreta depressão que evolui para cura (são os portadores).
	Febre cede 24 – 48 horas
		Manifestação: hipersensibilidade a ruídos, excitação
				Andar em círculos, tropeçam muito
				Anorexia
	A partir do 3º - 4º dia
		Ataxia posterior
		Sinais de paralisia
		Decúbito, movimento de pedalagem, paralisia completa e morte

	Febre alta (41ºC), discreta depressão e evolui pra cura. Que são aqueles portadores. Essa febre pode ceder em 24-48 horas e ele pode ter uma manifestação de excitação e hipersensibilidade a ruídos (uma buzina deixa esse cavalo enlouquecido). Andar em círculos, eles tropeçam muito. Entram num quadro de anorexia.
	Se agente trata, faz tratamento de manutenção porque não tem tratamento específico, em 48 horas ele vai voltando ao normal (vai evoluir pra cura).
Se a partir do 3-4º dia ele não voltou ao normal, ele evolui pra morte. Ele vai evoluir pra morte porque (porque mata um e não mata outros): tanto características do hospedeiro quanto características do próprio vírus (virulência, quantidade de vírus que foi inoculado, imunidade do hospedeiro, vacinação, etc.). Quando o animal está em decúbito, faz um movimento de pedalagem, que chega a cavar um buraco (quando é terreno). Evolui para paralisia e morre.
	Dentro dessas 24-48 horas eu estou fazendo um suporte nele, eu não tenho um tratamento contra o vírus, não tem o que fazer. Então o que eu tenho que fazer: tentar manter ele bem, e ele vai sair da virose. Ou: agente não consegue manter ele bem, o sistema imunológico dele ou a virulência é alta, ai ele entra num quadro e vai só involuindo pra decúbito, começa com movimento de pedalagem, (que dura em torno de 1 semana, e eles chegam a afundar centímetros do local onde estão) paralisia e morre.
Não faz protusão de 3ª pálpebra. Já no tétano eles fazem isso tudo e mais a protusão de 3ª pálpebra..

Diagnostico
	Sinais / Época do ano
	Fixação de complemento
	Histopatologia (fragmentos do sistema nervoso em gelo e em formol 10%) = substancia cinzenta e degeneração aguda de neurônios

Diagnostico: pelos sinais, a evolução, anamnese e época do ano (Culex e Aedes, então é verão).
Pode ser feito o exame de fixação de complemento. E pode ser feito a histopatologia com fragmentos do sistema nervoso. Quando for mandar fragmento de sistema nervoso pra laboratório tem que mandar em gelo e em formol.

É uma doença de notificação obrigatória, zoonose, o homem pode desenvolver encefalomielite pelo torgavirus.

Tratamento e controle
Sintomático
	Poso usar o DMSO, de preferência com a glicose (o DMSO dilui melhor na glicose do que no ringer)
Vacinação (tem que vacinar!)
	Aos 3, 4 e 6 meses e depois vacina anualmente os potros
	Éguas (que nunca foram vacinadas): aproximadamente 30 dias antes do parto e depois vou fazer as 2 doses com intervalos de 30 dias. Então eu vacino antes do parto e depois do parto. 	
	Adultos: iniciar com 2 doses com intervalos de 3-4 semanas

De preferência que esses animais já sejam vacinados para que vc não tenha que vaciná-los nessa época.

Tipos de vacinas disponíveis no Brasil
(quadro aula)

Mieloencefalopatia por herpes vírus
	HVE–1 = síndrome paralítica
	Distúrbio da medula espinhal associado ao HVE – 1 => vasculite com parênquima neural acometido por infarto e isquemia
	Eqüinos adultos e éguas.

Mieloencefalopatia por herpes vírus: O HVE-1 faz uma síndrome paralítica, então ele é responsável pela doença respiratória, mas ele tem tropismo pelo parênquima neural, fazendo infarto e isquemia. Acometem eqüinos adultos, principalmente éguas.

Fisiopatogenia
	HVE-1 não tem fase extra-celular
		Anticorpos pouco potencial protetor
	Leucócitos com HVE-1 podem infectar células endoteliais do SNC
	Provavelmente neurotrópico
		Pode estabelecer reservatórios nos gânglios sensoriais

Vai infectar do SNC e gânglios sensoriais, então eles entram num estado de ataxia e as características clássicas são as fasciculações nos membros torácicos

Sinais clínicos
	Relacionados à isquemia:
		Ação direta do vírus
		Secundaria a doença imunomediada
	Trato urinário inferior
		Bexiga paralítica e distendida = cistite
		Incontinência urinária

Os sinais relacionados à isquemia: é a ação direta do vírus e a ação secundaria a doença imunomediada. Então alem do vírus destruir, existe toda uma reação imunomediada (os Ac brigando ali) e provocando um processo inflamatório intenso no local.
Agente tem também os quadros de paralisia de bexiga e ai associada a aquelas lesões ganglionares. Pode ter cistite, posso ter incontinência urinária, isso pode caracterizar aquelas assaduras de perna laterais, às vezes fica um pouco assado por conta da urina porque como está com incontinência, ele acaba soltando urina que pega nas laterais e dá uma assada no pelo e apele fica assada.

Sinais clínicos
	Achados de anamnese
		Histórico de vacinação
		Doença respiratória ou