Direito Administrativo (39)
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Professora: Dra. Eliana Fiorini

DISCIPLINA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Capítulo 2 - Aula 1

BENEFÍCIOS CONCEDIDOS

AOS DEPENDENTES

Coordenação: Prof. Dr. Wagner Balera

DE APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL

01

Benefícios Concedidos aos Dependentes:

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d

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A presente apostila é dividida em quatro partes: 1. sujeitos da relação de proteção da seguridade social;

2. pensão por morte ; 3. auxílio reclusão, e, 4. serviços prestados pela Previdência Social,

habilitação e reabilitação profissional e do serviço social.

1. Sujeitos da relação e proteção da Seguridade Social

No sistema de Seguridade Social existem três tipos de sujeitos: o segurado, o dependente e o assistido.

Os segurados podem ser obrigatórios ou facultativos.

As categorias de segurados obrigatórios estão previstas no artigo 11 da Lei n. 8213/91. Regra geral, é

segurado obrigatório quem exerce atividade remunerada, de natureza rural ou urbana, abrangida pelo

Regime Geral da Previdência Social, de forma efetiva ou eventual, com ou sem vínculo empregatício.

O segurado facultativo é aquele que opta pela proteção oferecida pelo sistema. A definição está no artigo

13 da Lei n. 8213/91.

O assistido terá direito, entre outras ações, ao benefício assistencial previsto no inciso V do artigo 203 da

Constituição da República, regulamentado pela Lei n. 8742/93.

A Saúde, nos termos do artigo 196 da Constituição da República, é direito de todos. Desta forma, todos

somos sujeitos desta proteção.

O tema da aula e da apostila são os benefícios concedidos aos dependentes. Desta forma, vamos estudar a

figura do dependente.

Primeiro, é importante frisar que o dependente é aquele de depende economicamente ou juridicamente do

segurado. O dependente não tem vinculação com o sistema de previdência social. A vinculação com o

sistema previdenciário é do segurado.

Desta forma, temos duas relações: uma entre o segurado e a instituição previdenciária, e, outra, entre o

segurado e seus dependentes.

O rol de dependentes previdenciários está no artigo 16 da Lei n. 8213/91.

As duas regras sobre os dependentes são: a hierarquia entre as classes e a presunção de dependência

econômica para os dependentes elencados no inciso I.

Capítulo 2

02

Cada inciso do artigo 16 da Lei n. 8213/91 é uma classe. O inciso I é a primeira classe. Existindo

dependente de uma das classes superiores, é excluído o direito ao benefício dos dependentes das classes

seguintes.

Existindo mais de um dependente da mesma classe, o benefício será dividido, em partes iguais, aos

dependentes habilitados. A partir da Lei n. 8213/91, com a extinção do direito do titular ao benefício, sua

cota é revertida aos demais dependentes. Antes da Lei n. 8213/91, a cota era extinta.

Por definição legal, a dependência econômica dos dependentes elencados no inciso I é presumida. Desta

forma, o cônjuge, os companheiros e os filhos, menores de 21 anos ou inválidos, não precisam comprovar

que dependiam economicamente do segurado. Basta a dependência jurídica ou o vínculo civil.

Já a dependência econômica dos pais e dos irmãos, menores de 21 anos ou inválidos deverá ser

comprovada. A comprovação é feita pela apresentação de, no mínimo três, dos documentos elencados no

parágrafo 3º. do artigo 22 do Decreto n. 3048/99. A mesma relação de documentos que comprova o

vínculo no caso de união estável é utilizada para comprovação da dependência econômica.

A pessoa perde a qualidade de dependente quando sua situação econômica se desliga da situação

econômica do segurado.

O artigo 17 do Decreto n. 3048/99 traz as causas da perda da qualidade de dependente. O cônjuge perde

a qualidade de dependente, com a separação judicial ou divórcio, desde que não haja a obrigação de

prestar alimentos, com a anulação do casamento, morte ou sentença judicial transitada em julgado. Embora

a Lei e o Decreto exijam para a manutenção da qualidade de dependente do ex-cônjuge ou companheiro

que haja a obrigação de prestar alimentos, existem decisões judiciais que entendem que, comprovada a

necessidade do ex-cônjuge, este terá direito ao recebimento da pensão por morte previdenciária. Neste

sentido:

PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. CÔNJUGE SEPARADO JUDICIALMENTE SEM ALIMENTOS.

PROVA DA NECESSIDADE. SÚMULAS 64 TFR E 379 STF.

O cônjuge separado judicialmente sem alimentos, uma vez comprovada a necessidade, faz jus à pensão por

morte do ex-marido.

Recurso não conhecido.

Data do julgamento. 14/12/1999

(Recurso Especial 195.919 SP)

 A perda da qualidade de dependente do companheiro e da companheira segue a mesma lógica da perda

da qualidade de dependente do cônjuge. Cessada a união estável, a qualidade de dependente será mantida

se o segurado for obrigado a prestar alimentos.

O filho e o irmão do segurado perdem a qualidade de dependentes no seu 21º. aniversário ou com sua

emancipação. Se inválidos, perdem a qualidade de dependentes com a cessação da invalidez.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d

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03

Por fim, todos os dependentes perdem esta qualidade como a morte.

As regras sobre os dependentes estão nos artigos 16 e 17 da Lei n. 8213/91 e nos artigos 16, 17, 22 e 24 do

Decreto n. 3048/99.

2. Pensão por morte

A pensão por morte está prevista nos incisos I e V do artigo 201 da Constituição da República e nos artigos 74

a 79 da Lei n. 8213/91 e 105 a 115 do Decreto n. 3048/99.

O benefício será devido aos dependentes do segurado, aposentado ou não, que falecer. A morte pode ser

real ou presumida.

O benefício terá início na data do óbito do segurado, se requerido até trinta dias após esta data. Se o

requerimento for feito após trinta dias do óbito, o início do benefício será a data do requerimento. No caso de

morte presumida, o início do pagamento será a data da decisão judicial (se a presunção decorrer de

ausência) ou da data do óbito ou do requerimento, no caso de desaparecimento em decorrência de

acidente, desastre ou catástrofe.

O benefício da pensão por morte não poderá ser inferior ao valor do salário mínimo, nos termos do artigo 33

da Lei n. 8213/91.

A cota da pensão extingue-se: com a morte do pensionista, a emancipação ou o aniversário de 21 anos do

filho ou irmão e pela cessação da invalidez, no caso do dependente inválido.

Enquanto existir pensionista, as cotas daqueles que perderam o direito ao benefício, serão revertidas aos

demais. A reversão das cotas foi regulamentada pela Lei n. 8213/91. Antes disso, as cotas eram extintas

juntamente com o direito de seus titulares.

Apenas com a extinção da parte do último pensionista a pensão é extinta.

A pensão pode ser requerida judicialmente.

Nas ações concessórias, os pais buscam o reconhecimento judicial da dependência econômica e a

concessão do benefício de pensão.

Já os companheiros buscam o reconhecimento do vínculo união estável - e a concessão do benefício

previdenciário.

Na primeira ação concessória o que se tem que provar é a dependência econômica. Na segunda, o vínculo.

A ação revisional busca a alteração do coeficiente de cálculo para as pensões concedidas até 28 de abril de

1995 (Lei 9032/95).