ok clin equi 09.05.11
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ok clin equi 09.05.11

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fazer 3ml.

= Óleo mineral vc pode utilizar pra diminuir a absorção de endotoxemias.

= Pode usar carvão ativado que é absorvente.
= Mas o que é mais efetivo e que deve ser usado é o flumexin meglumine.

O 2º objetivo é bloquear o ciclo de dor e hipertensão.
Porque quanto mais dor, mais liberação de catecolaminas e mais vasoconstricção.
É imprescindível que vc faca o uso de antiinflamatório não esteroidais – AINE’s, pra bloquear o ciclo de dor e hipertensão. Então o ideal é vc usar um AINE’s analgésico (porque por ex, a dipirona é um analgésico, mas ela não tem ação antiinflamatória significativa, então ela não tem eficácia).

Medicamentos usados:
- Fenilbutazona que é o equipalazone,
- Flumexin meglumine que é o banamine,
- Cetoprofeno entre outros.

Na laminite o que é mais utilizado é a fenilbutazona (que tem efeito melhor músculo esquelético e é mais barato que o flumexin meglumin). O professor gosta mais de usar a fenilbutazona, e deixa pra usar o flumexin meglumin em quadro endotoxemico, e ele usa o fenilbutazona como antiinflamatório e analgésico, porque ele pra efeito músculo esquelético melhor e é mais barato que o banamine.
Isso vai variar de animal pra animal, mas a partir de 1 semana ou menos, clinicamente o cavalo é até bem resistente (as vezes mais resistente que o cão e o gato), as vezes vc faz 2 semanas com dose alta o animal clinicamente está inteiro, mas se vc fizer uma endoscopia ele está horrível, com isso vc pode fazer concomitantemente o uso de omeprazol, ranitidina, cimetidin, vc pode também fazer um protetor.

Agente não pode usar corticóide no tratamento da laminite, pode piorar! (além de provocar pode piorar o tratamento da laminite).

Existe o dimesol (DMSO) que se inclui, mas ele não tem um efeito analgésico muito significativo, mas ele tem ação anti-agregante plaquetário, causa a diurese, mas ele diretamente não causa uma analgesia muito boa. Mas ele está indicado no tratamento da laminite. É diluído em soro glicosado (5%) e administrado IV.
OBS: o DMSO vai ser sistêmico, é 1g/kg e vc vai diluir isso no soro, o soro glicosado é o mais indicado e vc vai infundir via intravenosa.
OBS2: agente faz o uso de DMSO por no máximo 3 dias, porque mais do que isso ele causa hemólise.

3º objetivo: melhorar o fluxo sanguíneo digital e a perfusão laminar.
Vc faz isso com o uso de vasodilatadores e anti-agregantes plaquetários. O vasodilatador que o professor mais gosta de usar é a acepromazina (que é o acepram). Mas existem outros vasodilatadores como: isoxissuprime e a pentoxifilina.

Como anti-agregantes plaquetários vamos usar: heparina sódica (liquemine) ou ácido acetil salicílico (aspirina)

4º objetivo: prevenir a rotação da falange distal
Fazer com ferrageamento terapêutico.
Existe uma ferradura clássica usada no tratamento da laminite: Ferradura de coração, essa ferradura é fechada atrás e tem um apoio na ranilha, esse apoio teoricamente faz uma forca contraria a forca da contração, ai ajudaria a não ocorrer à rotação.
Existem algumas modificações mais atuais em que vc alem de ter esse apoio de ranilha vc coloca tipo um salto na parte de trás da ranilha, então vc eleva a parte de trás do casco e diminui a tensão do TFDP, isso é bem efetivo.

OBS: O ferrageamento por si só não cura a laminite, mas ele é uma parte importante no tratamento porque dá uma condição melhor ao animal, mas ele sozinho não é responsável em salvar o cavalo.

5º objetivo: promover a queratinização e a correção do casco.
- Existem também os cascos que vc vai fazer a ressecção.
- Isso vc faz com uso de bandagem, porque a laminite inicialmente é um processo asséptico, ele só se torna séptico quando a 3ª falange perfura a sola e por aquela perfuração vc pode ter entrada de MO ascendentes pela aquela solução de continuidade, e até descolamento do casco.
- Mas originalmente não é séptico! O que está acontecendo no casco até antes de ocorrer à perfuração é asséptico, porque não tem bactéria nenhuma lá, é um meio estéril. Vc só tem o processo contaminado quando a 3ª falange perfura a sola e vc pode ter por via ascendente bactérias entrando. -> importante pra não confundir a pododermatite séptica com a laminite.

6º objetivo: manter o paciente em bom estado geral.
- Nesse caso vai entrar o piso macio. Vc pode colocar uma cama com muita serragem ou uma cama de areia. O professor prefere um piso de areia, porque quando vc pega um cavalo que está com laminite e não está locomovendo dentro da baia, ele está parado, mesmo com uma baia com muita serragem, se vc coloca ele numa baia com muita areia ele começa a andar, e o caminhar é bom porque favorece a circulação do sg. Só que pra dormir não é bom a cama com areia, e ainda tem contaminação maior porque é difícil de limpar.
- Existem animais em que vc faz um bloqueio anestésico na região da quartela e isso suprime a dor do cavalo, isso é uma forma de no lugar do AINE’s ali no bloqueio de dor e hipertensão vc pode fazer isso também, e normalmente quando vc faz isso o cavalo anda. O professor não gosta desse tipo de tratamento porque vc pode estimular ele a andar mais do que o necessário, mais do que ele realmente tem condição. E se vc for fazer, fazer anestésico sem vasoconstrictor senão vc piora o quadro ali (a maior parte dos anestésicos tem vasoconstrictor).

OBS:
São outros artifícios de tratamento que não vão estar incluídos nesses 6 objetivos acima.

- Ressecção do casco: vc faz uma janela e retira, pra drenar o edema que está comprimindo causando dor e causando uma dificuldade na vascularização.
É um tratamento feito largamente.

- Sangria: é retirar da jugular uma quantidade considerável de sangue. O raciocínio inicial que se tinha era que se vc tem um quadro de vasoconstricção vc tem hipertensão, e quando vc retira 8L de sg do cavalo vc causa uma hipovolemia, vc diminui a volemia, então a pressão hidrostática (que vc tem no interior do vaso quando vc diminui a quantidade de liquido) a pressão diminui e o edema diminui também. Então a laminite teria inicialmente e o organismo de forma reflexa quando percebe que tem essa diminuição da volemia causa a vasoconstricção, e quando vc faz a sangria vc retira a endotoxemia circulante no sangue, e teoricamente vc poderia diminuir o estimulo toxêmico que gera a laminite. Ai vc infunde no animal (soro fisiológico, plasma) pra não ter muita diminuição na volemia. O professor particularmente não gosta.

- Gelo. Tem que comprar um sacão de gelo e ficar com tudo aquilo imerso. Pode deixar a vontade, o máximo de tempo possível, tem gente que faz 20 minutos, mas pode fazer o quanto tempo quiser. Se vc for ficar muito tempo vc pode impermeabilizar o casco pra ele não amolecer, é uma cera vegetal que ele impermeabiliza e ele não amolece. Faz pelo menos 3x ao dia, ou até mais. O gelo inicialmente faz uma vasoconstricção e com isso diminui a dor, mas depois de 20 minutos faz vasodilatação. Quando vc diminui a temperatura vc diminui o metabolismo celular que está ocorrendo ali dentro. Tem um autor que diz que se colocar o gelo, vai diminuir o metabolismo celular e a ação dessas enzimas que são deletérias nessa região, com isso vc diminui o consumo de O2 (e ali é uma área que está mais privada de O2), então vc o coloca numa área mais propensa ao restabelecimento. Diminui dor, temperatura, edema, etc.

- No cavalo com laminite principalmente quando a desordem é de ordem digestiva vc suprime o concentrado, vc tira a ração e deixa-o ele comendo só verde. O proprietário reclama porque o animal perde peso visivelmente, mas vc tem que falar que isso inclusive é bom pro animal porque ele tem menos peso pra carregar, aliviando um pouco o peso nos membros.