2ª Parte do Trabalho de Consultoria
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2ª Parte do Trabalho de Consultoria

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2ª Parte do Trabalho de Consultoria – Globosat LTDA

PROCESSO 1: Exibição de Conteúdo Audiovisual da Globosat
Modelagem do Processo Atual:
O processo de Exibição de Conteúdo Audiovisual da Globosat foi devidamente mapeado, desenhado e será explicado detalhadamente, antes que sejam expostas as melhorias e recomendações propostas.
	O conteúdo que é exibido nos Canais Globosat pode vir de dois locais: CAP ou Produção de Conteúdo. Normalmente, o conteúdo Internacional vem pelo CAP e o nacional (que é produzido em território brasileiro) é produzido pelo próprio canal que irá exibi-lo.
O processo de exibição do conteúdo internacional começa no CAP (Conteúdo: Aquisição e Pesquisa), que é um departamento de apoio central que contribui para todos os canais da empresa, de acordo com suas respectivas demandas por conteúdo internacional. A pesquisa do conteúdo CAP pode vir de diversas fontes como Mercado Audiovisuais, Web, Catálogos de Distribuidores, Revistas ou pelo conhecimento dos próprios pesquisadores. O CAP apresenta semanalmente suas pesquisas para os Canais, que escolhem quais produtos eles desejam ou não desejam assistir de acordo com o formato e conteúdo dos produtos. Todos os produtos que são encaminhados aos Canais, precisam ter uma avaliação da Equipe de Programação do Canal: aprovados para negociação ou descartados. Em seguida, o CAP negocia com os distribuidores internacionais que possuem os direitos do produto e caso ambos cheguem a um acordo, a negociação é fechada e é encaminhada para a área de Logística, que irá elaborar um contrato formal entre ambas as partes. Após o fechamento do contrato, a área de Tráfego Internacional é encarregada de receber e registrar as fitas dos produtos, sendo que muitas vezes eles não estão informados sobre os produtos com negociações fechadas. Após o recebimento, o material é encaminhado para a Engenharia, que irá testar a qualidade do produto ou converter o arquivo para outro formato caso seja necessário. Se tudo estiver correto com a fita, a Equipe de Programação do Canal irá incluir o produto na grade de programação e a fita será enviada para a Equipe de Transmissão, que irá exibir o produto na TV por assinatura.
Também, há o processo de exibição do conteúdo que é produzido pelo próprios canais. É feito um brainstorming, seguido de uma análise orçamentária. Caso seja aprovado, o programa é produzido e depois de editado, ele já está pronto para ser exibido.

Abaixo, o processo é explicado graficamente:

Figura 1: Processo "as is"

Análise do Processos Atual:
No atual processo, diversas falhas que foram detectadas. Primeiramente, o CAP pesquisa muito conteúdo e alguns são caros demais para a Globosat adquirir seus direitos. Todavia, não há uma comunicação entre CAP e Produção que possibilite que os próprios canais utilizem esses programas como benchmarking para produzir seus próprios programas de forma similar. Também, não há feedback do Tráfego sobre o recebimento do material como também o Tráfego não fica informado sobre o andamento de todas as negociações, especialmente as de produtos com menor expressão. O Tráfego e a Logística têm funções muito similares e estão localizados na mesma sala (divididos apenas por uma parede provisória). Por que ambos os departamentos não se unificam? Essa ideia é altamente discutida na empresa, mas não foi colocada em vigor devido a barreiras políticas, especialmente porque a diretora do Tráfego perderia seu cargo, e isso causou grande desentendimento entre os diretores. Como consultor, pode-se afirmar que seria algo benéfico para a organização. Outro problema em evidência é a falta de organização da Engenharia em criar uma lista com as especificações de materiais e formatos que são aceitos na Globosat. Uma vez que há sempre novas tecnologias, formatos e equipamentos, a lista está desatualizada.

Desenho (Projeto) do Processo:
 	Neste desenho (to-be) do processo, todas as falhas apontadas acima receberem seu devido “diagnóstico” e soluções que privilegiam o feedback, a comunicação entre os departamentos e a inclusão de novos players no processo.
Seria crucial a inclusão do pequeno departamento de Inteligência Competitiva, que presta serviços apenas para a Diretoria da Empresa e não tem contato com as demais áreas envolvidas, no processo em estudo. Este departamento poderia dar feedback para o CAP sobre os formatos e conteúdos de programas que obtiveram os melhores resultados de audiência e captação publicitária. Desta forma, o CAP poderia ter uma pesquisa mais eficaz, buscando sempre as categorias de produtos que trazem os melhores resultados para a empresa e não apenas os produtos que agradam o gosto pessoal dos pesquisadores. Também, o departamento de Tráfego deve ser incorporado para dentro de Logística, facilitando o controle dos contratos e do recebimento dos materiais.
Seguem os detalhamentos técnicos das modificações efetuadas (BizAgi):
Message Flow do CAP para a Produção de Contéudo
Message Flow do Tráfego para a Logística
Exclusão da Lane “Tráfego Internacional” e a inclusão das suas Tasks na Lane Logística
Message Flow da Engenharia que impacta na Task de “Negociação” do CAP
Criação de uma Lane para o Departamento de Inteligência Competitiva e um Message Flow para o início do processo (Pesquisa da Oferta de Conteúdo Audiovisual)
Abaixo, o novo processo é ilustrado:

Figura 2: Processo "to be"
Recomendações Finais:

PROCESSO 2: Captação Publicitária para os Canais Globosat
Modelagem do Processo Atual:
A principal fonte de receita dos Canais de TV por assinatura são os fees pagos pela operadoras para ter os canais dentro do sistema delas. A segunda maior fonte de receita é proveniente da publicidade veículada dentro dos canais. Esse processo é coordenado pelo setor comercial, que mantém o contato com empresas interessadas em veícular seus anúncios nos canais. As empresas costumam a comprar cotas de publicidade de três formas: em um programa específico, em uma faixa de horário específica ou tendo seu anúncio encaixado em uma horário alternativo por um preço inferior. A equipe de programação mantém o setor comercial informado sobre a programação e sobre os targets dos programas, seu conteúdo/ briefing e o formato em que eles são apresentados, os elementos pelos quais as empresas anunciantes irão decidir em qual programa desejam veícular sua publicidade.

Figura 3: Processo 2 "as is"
Análise do Processo Atual:
O processo atual é eficiente, porém sua maior falha é a falta de comunicação entre a Produção e o Setor Comercial. É uma tendência nos EUA, por exemplo, ter programas em produção que são literalmente bancados pela empresas anunciantes em troca de espaço para publicidade no próprio programa. Ou seja, isso é chamado de “programa patrocinado” e é muito benéfico para a programadora (no caso, a Globosat), pois ela não assume riscos financeiros na produção do programa e já tem um retorno esperado antes mesmo do programa ir ao ar.Todavia, a Globosat ainda não foi capaz de adotar esse processo devido à falta da inclusão de um sistema de comunicação coordenado entre Produção e Comercial.
Desenho (Projeto) do Processo:
O projeto para esse processo irá incluir uma troca de informação entre o Comercial (após o contato com as empresas interessadas em patrocinar programas) até a Produção (antes de iniciar a produção de um programa por conta própria. Consequentemente, haverá um gateway na produção dos programas, pois haverá a opção de ser com ou sem patrocinador, mudando drasticamente a forma de elaborar os orçamentos de cada um.

Recomendações Finais: