257_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
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A = [\u2202 F/\u2202 B]V .
Diferenciando novamente essas relações, encontra-se:
[\u2202 p/\u2202 v]B = \u2202 2F/\u2202 B \u2202 v
e
[\u2202 A/\u2202 v]B = \u2202 2F/\u2202 B \u2202 v
p
v
A
B
Fig. VI.3 - Representação esquemática de um mesmo processo cíclico, no diagrama 
(v, \u2013p) de Clapeyron (esquerda) e em um diagrama (B, A) equivalente (direita).
Desses resultados se depreende que, para manterem a condição de equivalência, as no-
vas coordenadas (B, A) necessitam obedecer à seguinte restrição:
[\u2202 p/\u2202 v]B = [\u2202 A/\u2202 v]B (VI.11.2)
Observa-se que a coordenada B pode ser escolhida, arbitrariamente, dentre as variáveis
de uso mais comum em Meteorologia. Dada a arbitrariedade da escolha, a condição VI.11.12 ad-
mite uma série de soluções. A adoção de uma delas depende apenas da preferência do usuário.
A seguir serão comentadas as soluções normalmente utilizadas e os diagramas aerológicos delas
decorrentes.
11.1 - Emagrama.
Talvez a solução mais simples para atender à condição VI.11.2 seja eleger a temperatura
como a coordenada horizontal (B = T) e usar a equação de estado do ar seco para estabelecer a
coordenada vertical. Essa foi a opção adotada por A. Refsdal, em 1935 (Godske et al., 1957), daí
o emagrama ser conhecido como diagrama de Refsdal (Fig. VI.4).