ok clin equi 16.05.11
21 pág.

ok clin equi 16.05.11

Disciplina:Clínica Médica Veterinária De Equídeos12 materiais173 seguidores
Pré-visualização6 páginas
a situação do potro, (não faz em cavalo adulto, porque depois que fechou já era, não dá pra corrigir) vc vai mudando a medida que vai melhorando, vê geralmente a cada 2 a 3 dias (não é lei)
Cirurgia pode ser feito nos casos mais graves, onde está completamente torto.
O que posso fazer: compressão, eles utilizam os grampos ortopédicos, então se está crescendo mais eles colocam o grampo daquele lado na tentativa daquele lado não crescer para o outro lado acompanhar o crescimento.
Pode ser feito transeção periosteal principalmente nos casos que por ex, vc tem uma epifisite é porque vc tem um processo inflamatório instalado junto, e aqui não, eu tenho só um crescimento, ele está só crescendo mais de um lado do que o outro. Essa área que já cresceu muito, posso fazer a retirada desse excesso, também é complicado mexer em articulação de potro. Não posso fazer em qualquer lugar, eu preciso ter um local adequado, preciso de um centro cirúrgico pra fazer a cirurgia.

Osteotomia: vc vai retirar o excesso desse osso depois do osso já formado. Então o osso já cresceu, eu tenho o osso lá, então eu posso fazer essa retirada. O pós-operatório é muito ruim. Não é indicado.

Foto: Valgo carpiano bilateral com ligeiro valgo do boleto presente.

Valvo/Valgus => quando o desvio é lateral
Varo/Varus => quando o desvio é medial

Diagnóstico: visualização do defeito e RX (grau)

Com a radiografia agente consegue ver a gravidade dessa alteração. Elas podem ser graduadas, então vemos na literatura diversos graus. Mas o que importa pra gente é diagnosticar e tratar, ter noção que o negocio tem uma escala que pode ser mais ou menos grave.

Deformidade combinada:
	Varo-valgo carpiano ou varos valgos carpiano
Deformidades angulares das articulações do joelho (articulação do carpo), jarrete (articulação do tarso), e boleto (art. Metacarpofalangeana) são encontradas em potros em fase de crescimento.

Tendência especial: PSC e 4º Milha

	Não significa que não acontece nos posteriores, mas a maior incidência é nos anteriores, até porque os anteriores recebem mais peso, o peso maior é nos anteriores. A probabilidade de desequilíbrio nos anteriores é maior.

	Geralmente os problemas que vem do útero, não chegam a ser tão grave.
	
Nessa situação o problema está nas alterações de crescimento de cartilagem epifisária, por conta principalmente desses erros de força.

Literatura cita que Puro sangue e 4º de milha são freqüentes. E agora nos campolinas estamos vendo também, principalmente os flexurais do que os angulares, muito problema nos flexurais no campolina por conta desse crescimento muito rápido, eles crescem muito rápidos e o tamanho não acompanha e ai fica tudo tracionado.

	Essas deformidades angulares, elas adquiridas com aquela característica nutricional, todas as histologias desses distúrbios ortopédicos de desenvolvimento são também muito relacionados aos processos inflamatórios dessa cartilagem, as vezes elas inflamam e eu posso ter um crescimento maior, e posso ter essas deformidades flexurais num potro já com 4 meses, 5 meses de vida.

Deformidades flexurais

- Ocorrem sob forma de contratura da articulação metacarpo-falangeana ou/e da articulação interfalângica distal.

- Podem ser:
	- Adquirida: manejo nutricional; qualidade do leite; crescimento rápido
	- Congênita: posição intra-uterina (auto-reversiveis); manejo nutricional da égua.

	Nas deformidades flexurais, elas vão acontecer de 2 formas assim como as angulares: uma sob a forma de contratura do tendão flexor digital profunda e a outra sob a forma da contratura do tendão flexor digital superficial.
Se eu tenho uma contratura da articulação interfalangica distal, o tendão relacionado é o tendão flexor digital profundo. (que incide até a 3ª falange)
Se eu tenho uma contratura da articulação metacarpo-falangeana eu tenho o tendão envolvido o flexor digital superficial. (incide sobre o boleto na articulação metacarpo-falangeana)

	Quando temos um afrouxamento das laminas, o tendão que está ali, vai fazendo com que ela tracione mais ainda.

	A deformidade flexural pode ser adquirida ou congênita:
- Adquirida: manejo nutricional; qualidade do leite; crescimento muito rápido

- Congênita: pode ter a ver com posição intra-uterina (são os auto-responsíveis, nascem com a contratura e com 10 dias já estão bem); manejo nutricional da égua.

Os potros nascem e agente não mexe nos potros até 1 semana, ficamos só observando. Geralmente com 1 semana vc já consegue perceber que ele está regredindo. Se em 1 semana não regrediu nada, vc radiografa, vê qual é a alteração e ai vc interfere.

Deformidades flexurais
- Sinais:
	- > 1 ano => articulação metacarpo-falangeana (do boleto) = contratura TFDS.
	- < 1 ano => articulação interfalangica distal = contratura TFDP
- Diagnóstico
	- Observação da manifestação dos sinais.

As 2 formas tem 2 características marcantes:
	Vamos ter em geral, potros maiores de 1 ano, vão apresentar a articulação metacarpo falangeana, contratura do TFDS.
Potros com menos de 1 ano vão apresentar contratura de interfalangica distal (TFDP).

As congênitas, todas vão ser TFDP, eles não vão nascer com a contratura do boleto (TFDS).
Vou diagnosticar através da manifestação da observação da manifestação.

Quais são as manifestação dos sinais:
O que vou observar nesses sinais:
- Claudicação.
- Se eu tenho contratura de boleto, ou seja, articulação metacarpo-falangeana, o meu TFDS está contraído (tracionado), se eu sei que a inserção desse tendão vai passar pelos sesamóides proximais, se bifurca e sua inserção vai ser lá no boleto, na 1ª falange. Se ele está tracionado, o que vai fazer com o boleto: vai ser tracionado, projetado pra frente, ele faz uma alteração na angulação, projeta o boleto pra frente enquanto que o casco está apoiado no chão normalmente, ele não altera nada da quartela pra baixo, o que ele está fazendo é uma alteração na angulação do boleto.

Nos potros com menos de 1 ano, eu tenho uma contratura do TFDP, que está lá na 3ª falange. Com isso o meu potro vai pisar na pinça, então ele está tracionando a 3ª falange e começa a pisar na pinça, ele tira o boleto do chão e vai pisar na pinça. Isso causa uma alteração no seu andar e agente percebe.

Tanto na contratura do boleto quanto na interfalangica distal, que existe um certo desconforto pro animal, aquilo dói e não está relaxado.

Contratura do desenvolvimento do tendão flexor digital superficial (do boleto)

Aspecto de “corda de arco” com boleto e a quartela verticalizados, mas com posição normal dos pés, com relação ao solo.

	Contratura de boleto: crio uma verticalização dessa angulação. A quartela tem uma angulação, ela é mais arriada. Existe uma graduação até que o boleto se encoste no chão, ai vc tem alteração total do casco.

Obs: Geralmente vemos bilaterais. Mas não obrigatoriamente é bilateral.

O meu casco está apoiado totalmente no chão, o que eu vou ter é essa projeção do boleto, é como se ele viesse aqui e altere a angulação de modo que só o boleto vai pra frente. A graduação é grave quando tem boleto encostando no chão.

Outra coisa que agente vai observar: o tendão tem um aspecto de corda de aço, porque ele é bem tenso. O boleto e quartela verticalizados, e a posição normal do casco em relação ao solo (então o casco está todo apoiado no chão)

Na articulação interfalangica distal eu tenho uma alteração no posicionamento do casco, que não tem no boleto, não tem como confundir uma contratura de TFDP com uma contratura de TFDS.

A literatura diz que a maior freqüência que agente observa da contratura do TFDP com potros até 1 ano.

Se eu tenho uma tração maior sobre as laminas, qualquer por qualquer menor que seja, pode gerar uma laminite. Não significa que vai ter, mas ele vai ser um animal mais susceptível a ter laminite do que um animal normal.

Tratamento:
	- Até 6 meses = tetraciclina (talcin) 6g/1x/dia. é um quelante de cálcio que relaxa os tendões nessa faixa etária, ou até 7 meses no máximo. Não se sabe o porquê, mas só sabe que funciona.
	- Selênio e vitamina E.