ok clin equi 23.05.11
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ok clin equi 23.05.11

Disciplina:Clínica Médica Veterinária De Equídeos12 materiais173 seguidores
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lâmina dérmica levando nutrientes e oxigênio, volta pela via venosa. Quando vc tem a recepção dessas endotoxinas, dos mediadores vaso ativos que são estimulados pela presença de endotoxinas no sangue, vamos ter como resposta a venoconstricção digital, a nível de casco. Até o calibre dessa artéria fica maior, e isso agente consegue percebe claramente quando vamos aferir a pulsação de um cavalo com laminite, que fica com a pulsação mais cheia, não porque a freqüência esteja aumentada, mas vc consegue perceber que uma quantidade maior de sangue deve está passando por ali.
Agente percebe no cavalo o pulso cheio, normalmente vc não teria facilidade de perceber o pulso no cavalo na artéria digital palmar com tanta facilidade como vc percebe num cavalo com laminite ou também com outras inflamações na região do casco.
O animal quando está com dor aumenta a freqüência cardíaca, quando o aniaml tem uma afecção no casco que não precisa ser uma laminite, pode ser um abscesso podal, pode ser uma contusão no casco, ele vai ter esse incremento na repleção, vc vai perceber o pulso cheio. Por isso que agente não pode unicamente pelo fato que o animal está com pulso cheio falar que o animal está com laminite, porque existem outras alterações do casco também que provocam essa mesma sintomatologia.

Quando o processo se agrava mais, o organismo percebe que não tem mais condição de mandar o sg pela via normal porque houve uma venoconstricção muito severa, essa venoconstricção aumentou a pressão hidrostática (que é a força do sg dentro do vaso), houve o extravasamento que causou um edema no espaço intersticial, esse edema faz uma forca contraria nessa área, diminuindo ainda mais a vascularização e ai é aquele efeito cadeia. Se tem venoconstricção, não tem vascularização, tem alteração no fluxo laminar favorece a microtrombose, porque os fatores da coagulação estão parados ali e vão acabar se aglutinando, formando microtrombos que vão entupir ainda mais esses vasos, tudo isso de uma forma simultânea.
Além disso, esse edema causa uma compressão nas terminações nervosas que vão causar dor. A dor vem disso ai.
Com isso determina o quadro de hipoxia, conseqüentemente de necrose isquêmica no interior do casco, mais precisamente o processo de necrose isquêmica acontece na junção entre a lâmina dérmica e a lâmina epidérmica. Como ocorre a necrose ali, há perda da integridade da junção e elas se separam, e ai a 3ª falange vai ficar exposto sujeita a ação do TFDP.

Animal sadio: aspecto radiológico:
Conforme vamos tendo o agravamento do quadro da laminite, vamos percebendo algumas alterações: inicialmente, vc não percebe uma clínica, o animal vai vir em estação sem alterações radiológicas, mas vc já começa a perceber o incremento na pulsação, vc percebe que tem o inicio de um processo inflamatório se instalando ali na região do casco.
Em função da gravidade desse processo inflamatório, agente vai ter um determinado nível de claudicação, que é mensurado de 1 a 4. A claudicação nível 1 é a menos intensa e a 4 é a claudicação mais extensa.

Grau 1: o animal praticamente não tem claudicação, ele se locomove espontaneamente, mas se vc perceber bem, ele vai ter uma claudicação bem sensível e as vezes a literatura fala que ele alterna, descansando o membro mais comprometido. Nesse caso o que seria mais evidente seria o animal descansando apenas o membro que está acometido.
Grau 2: vc já visualiza claudicação no animal, mas ele se movimenta ainda espontaneamente, sem vc fazer nada, vc percebe ele andando na baia, ele fazendo as coisas que tem que fazer, mas vc já observa claudicação. Assume mais uma posição antialsta (os membros torácicos são os mais acometidos, então ele joga pra frente, ele adianta esses membros torácicos e se apóia mais com o peso nos posteriores, que geralmente são os menos afetados)
Grau 3: essa claudicação alem de ser observada visualmente, é perceptível também que ele só se locomove quando vc estimula ele. Ex. quando vc o puxa pelo cabresto, vc dá uma chicotada nele, senão ele fica parado. O grau 3 ele só vai se movimentar quando vc estimular.
Grau 4: permanece a claudicação grave, ele só se locomove quando estimulado, permanece uma grande parte do tempo deitado. Geralmente há perfuração da sola e o animal fica deitado. Vc pode encontrar escaras no animal.

Diagnóstico
	Agente tem que fazer não só pela radiologia, mas por um processo clínico também. Num processo inicial, vc pode fazer uma radiologia e não acusar nada, e o animal estar com laminite. Vc tem que tratar o animal nessa fase, pra tentar fazer com que ele não chegue a uma fase mais grave. Vc confirma o diagnostico com o exame radiológico.

Na radiografia:
	Observamos rotação e perfuração da sola pela 3ª falange.
	Uma coisa que vc observa na radiografia antes mesmo de ocorrer a rotação é o descolamento, e ai vc vai perceber na radiografia uma parte mais escura como se tivesse ar, e ai é indicativo que está ocorrendo o descolamento.

Diagnóstico diferencial
	Outras patologias que cursam com claudicação. Então as alterações que causam claudicação (umas mais e outras menos), agente têm que fazer diferencial. Ex. miopatias, pododermatites sépticas, abscesso podal.
De uma forma geral, o cara que tem experiência e que já viu um cavalo com laminite, ele diagnostica com facilidade, porque o andar do cavalo com laminite é bem característico justamente por ele jogar os anteriores pra frente e se apoiar nos posteriores. O cavalo com laminite, se vc for puxando e fazer uma curva, ele não vai querer fazer, vc vê que ele está apoiando muito nos posteriores, etc.

Tratamento
	São 6 objetivos:

Ex. se o animal tem pneumonia, vou tratar com antibiótico.
Ex. se o animal tem uma cólica, vc vai tratar alem da cólica do momento vc vai ter que prevenir endotoxemia, como:

2º objetivo: bloquear dor e hipertensão. Por quê? Quanto mais dor, a dor continua vai aumentando a vasoconstricção. Vamos usar antiinflamatórios não esteroidais, ex. fenilbutazona, flumexine meglumine, diclofenato de sódio. O que agente mais usa é o fenilbutazona que no inicio agente faz de 12 em 12 horas. A fenilbutazona é um antiinflamatório muito utilizado quando se trata de dor músculo esquelética. {Já quando vc tem dor visceral vc usa o flumexine meglumine (banamine)}.
Num cavalo com laminite vc pode usar o omeprazol pq vc vai ter um tratamento por um longo período.
Pra um cavalo adulto agente geralmente faz 10ml de fenilbutazona, que seria 4,4mg/kg. (animal de 450kg)
A fenilbutazona é de 2,2 a 4,4 mg/kg
	O certo, o preconizado pra quando vc faz qualquer tratamento com fenilbutazona é aplicações de 12 em 12 horas, ou seja, 4,4mg/kg 2x ao dia.
Mas de uma forma geral se o animal não tem um problema tão grave, por ex. uma tendinite, vc pode fazer 1x ao dia.
No cavalo com laminite não, vc tem que fazer 2x por dia.
Mas depois de 1 semana vc fazendo de 12 em 12 horas vai dar algum problema. Então vc pode diminuir, ai vc faz a dose máxima de manha e a noite vc vai reduzindo. Ou no 1º dia vc já dá a dose máxima e depois vai reduzindo. No inicio vc vai ter que fazer uma dose alta, uma vez que o animal respondeu, vc vai diminuindo gradativamente, e após o 5-6º dia vc já deixa numa dose bem basal. Ideal é monitorar esse animal, fazendo função renal, porque também dá problema renal alem de gástrico, porque causa vasoconstricção
A novalgina não se presta muito pra esse tipo de terapia porque só tem a função analgésica e não tem função antiinflamatória.

3º objetivo: melhorar o fluxo sanguíneo digital e a perfusão laminar.
Isso vc vai fazer com:
Anti-agregantes plaquetários como: heparina sódica, com ácido acetil salicílico.
E vasodilatadores como: acepromazina, pentoxifilina.

4º objetivo: prevenir a rotação da 3ª falange ou seu afundamento.
O afundamento é pelo peso. E a rotação é pela pressão do TDFP.
Como faz isso: cirúrgico.
Normalmente vc vai prevenir a rotação com ferrageamento terapêutico e também cirurgia.

Protocolo de tratamento com as drogas
- Dieta. Vc associando ou não sabendo a causa