ok clin equi 23.05.11
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ok clin equi 23.05.11

Disciplina:Clínica Médica Veterinária De Equídeos12 materiais174 seguidores
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vc faz uma dieta de concentrado.
Então restrição de concentrado.
- Depois vc vai tratar a causa inicial. Se for uma pneumonia vc vai tratar com antibiótico. Se for um processo digestivo ou se vc não souber, passa flumexin meglumine na dose anti-toxêmico (3 a 4x ao dia). Se vc suspeita de endotoxemia vc pode utilizar óleo mineral pra diminuir a absorção de toxinas. Mas o flumexin meglumine vc sempre faz. Vc vai fazer também a fenilbutazona 2x ao dia.
- O dimesol é 1g/kg, é mais bem diluído no soro glicosado, mas vc pode diluir em qualquer soro.
- Heparina: pode usar, na dose de 40-70u/kg. Ou pode usar Acido acetil salicílico
- Acepromazina: 4 a 6x ao dia. 1,5ml vc consegue manter esse animal com uma boa vasodilatação.
- Agente não pode esquecer de fazer o gelo, o máximo possível, pelo menos 30 min de gelo, 3x ao dia. pode deixar o máximo de tempo que puder.
- A baia do animal é importante: ou cama muito fofa com muita serragem ou preferencialmente areia. Hoje em dia o professor gosta de deixar o animal na areia, e durante a noite coloca ele na baia de serragem. A areia tem que estar sempre fofa.

Ferraduras
	Normalmente não temos disponível no Brasil.
Mas agente faz uma que tem o mesmo princípio: ela é de ferro, vai ter um apoio na ranilha e vai ter um salto, uma rampa pro animal fica numa certa posição que diminui a tensão do TFDP. (tipo um salto alto)

Ferradura de coração: é muito usada. Qual tipo de ferradura que é usada no tratamento de laminite? É a ferradura de coração.

Ferradura ao contrário: faz menos apoio na região do talão e com isso o animal se locomove melhor.

Cavalo com laminite, vc tira ou deixa a ferradura?
	Tradicionalmente o que se faz de imediato é afrouxar a ferradura. Vc retira alguns cabos da ferradura mas deixa o animal ferrado, até que o ferrador coloque a ferradura terapêutica apropriada pro animal com laminite e mesmo assim continua na baia com areia.
O professor faz isso e coloca na baia com areia. Ou ele retira a ferradura e coloca o animal na baia com areia.

Foto aula: Tem gente que faz a ressecção do casco, uma janela pra diminuir o edema no casco.
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Faltou falar sobre 3 enfermidades.

Osteíte podal
	Também conhecida como osteíte da falange distal, e trapo.
	É um processo degenerativo decorrente de desmineralização resultante de inflamação ou infecção situada no interior do estojo córneo.

Causas:
Laminite crônica, ferimentos perfurantes da sola, contusões no casco.

Fatores pré-disponentes:
Causas nutricionais que diminui o metabolismo, e a própria morfologia do casco.

O que vc vai observar, como vc vai diagnosticar isso:
Pode ser através do exame clinico, mas vc vai confirmar através do exame radiológico. A osteíte podal o exame é radiológico.

O que vou observar na radiologia: uma rarefação óssea, porque tem dismineralização, perda de matriz óssea, que ai vc vai observar o osso rarefeito como se fosse uma osteoporose. Em função da intensidade dessa rarefação, do grau dessa rarefação, vc vai classificar a osteíte podal das formas a seguir:

	- Osteíte difusa total: é quando compromete a maior parte da 3ª falange. A difusa é quando vai ter maior parte da 3ª falange acometida. O grande segmento desse osso está comprometido por essa rarefação óssea. Pode ocorrer fratura mas não é comum.
	
- Osteíte angular: na apófise angular. Pode ser uni ou bilateral.

- Osteíte coronária ou piramidal: que é quando acomete o processo extensor digital comum do tendão, comum dos dedos. Isso pode favorecer uma fratura. Causa claudicação. Leva 9 meses para o animal se restabelecer.

	- Osteíte semilunar: quando acomete a crista semilunar.

	- Osteíte palmar: quando acomete a palma ou a borda marginal da falange distal. Vc vai observar que a falange está mais rarefeita.

Sinais
	Apoio cuidadoso, ou seja, o animal apóia o casco com cuidado. Ou manutenção do pé em flexão passiva.
	Claudicação de apoio. Quando o animal apóia, ele vai tender a sentir mais, inclusive ele pode assinalar isso com o movimento de cabeça, quando ele apóia ele levanta a cabeça e assim ele tira mais peso.
	No processo extensor, se o problema for no processo extensor, ele pode ter dificuldade na extensão do membro. (na locomoção)

Diagnostico
	São sinais clínicos. Sensibilidade na pinça do casco.
Mas o que é determinante é a análise radiográfica que é o único meio pra confirmar o diagnostico.
	
Prognostico
	Grave. Porque é um processo degenerativo, então essa desmineralização, essa rarefação tende a ser irreversível e progressivo.

Tratamento
Vc pode retardar o avanço. Existem vários tratamentos e até cirúrgicos bem cruentos. Mas o que é mais utilizado é o tratamento conservativo, com pedilúvio, com água fria pra diminuir o processo inflamatório.
Quando vc tem uma inflamação vc vai ter agregação plaquetária, vc vai ter microtrombos, vc vai diminuir a irrigação daquela área. Por isso vc faz pedilúvio ou gelo.
	Cloreto de cálcio adicionado na dieta do animal. 20g/dia.
	Calcitonina.
	Alguns adicionam a essa terapia o ácido acetil salicílico, porque vc tem dor, e isso funciona como analgésico, e funciona como antiinflamatório e vc favorece a vascularização. A rarefação que ocorre normalmente não é só pela deficiência de cálcio, vc tem uma deficiência de irrigação do local também.

Enfermidade navicular
	É uma enfermidade ou síndrome ou doença navicular.
	É um processo degenerativo
É na verdade o sesamóide distal. Então é uma lesão no sesamóide distal e suas bolsas subcutâneas (que envolvem o sesamoide)
Acomete normalmente animais adultos, vc não vai ver animal jovem com doença navicular. Quanto mais velho maior a probabilidade dele vir a apresentar.
Predominância gritante é nos membros anteriores. O professor nunca viu em membro posterior.
Em função da idade e do acometimento maior nos membros anteriores, vamos observar uma maior freqüência em animais principalmente de salto, que já são animais mais velhos e eles têm processo de “recepção?” que favorece isso.

Causas predisponentes
	Encastelamento do casco. É quando os talões ficam muito altos. No casco encastelado a pinça diminui e o talão aumenta, tipo casco de mula, e isso dificulta a expansão do casco, sendo assim a absorção do trauma e do impacto vai ser maior. a vascularização vai ser menor naquela área, porque a cartilagem alar que bombeia o sangue não se movimenta. E o TFDP pode aumentar, porque tem intima relação com o osso navicular.
	A atrofia de ranilha predispõe, fica menor do que o normal. Isso ocorre muitas vezes pelo casqueamento mal feito. Às vezes é um defeito da morfologia do animal, tem animais que já vem com esse defeito.
	Desequilíbrio na relação cálcio e fósforo (2:1).
	Ferrageamento inadequado (às vezes o cara coloca uma ferradura menor do que o cavalo tem que receber).
	Ao contrario do casco encastelado, os cascos achinelados também podem ser fator predisponente para o aparecimento da doença navicular. Tanto o casco encastelado (que tem a pinça curta e o talão alto) como o casco achinelado (que tem pinça comprida e talão baixo, pequeno) são fatores que podem predispor ao aparecimento da doença navicular.
	
Tem causas determinantes
	Traumas repetidos
	Tipo de trabalho que esse animal faz e o tipo de piso. Ex. trabalho prolongado num piso muito duro, pode favorecer esse impacto.
	Deformações do casco. Ou seja, dependendo da morfologia que esse animal apresente no casco isso pode concorrer ou até determinar o aparecimento da doença navicular.

Patogenia ou fisiopatologia
	Quais são as causas do desenvolvimento da doença navicular?
	A doença do navicular se desenvolve em função de trombo nas arteríolas prejudicando a nutrição e favorecendo a desmineralização, e a resistência dela diminui.

Sinais
	Claudicação de apoio intermitente. Ela piora com o trabalho e melhora com repouso. O animal com doença navicular também arrasta a pinça e quando parado mantém o pé em semi-flexão, apoiando levemente a pinça no solo.

Diagnóstico
	Pode ser clínico, que vai se basear na deangulação do animal, na claudicação. E vc pode submeter