Direito Administrativo (41)
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dos cônjuges de se separar, poderá recusar-se a 
homologar a separação judicial, determinando a realização de nova audiência para ratificação, importando 
a ausência de um ou ambos os consortes, ao arrependimento.
Preenchidos todos os requisitos, o juiz, depois de ouvir as partes sobre as causas da dissolução e ouvido o 
Ministério Público, reduzirá a termo as declarações e homologará o acordo. 
Homologado o acordo, deverá ser a sentença averbada no Registro Civil e, havendo bens imóveis, haverá 
necessidade de expedição formal de partilha ou carta de adjudicação para encaminhamento ao cartório de 
Registro de Imóveis da circunscrição respectiva, como determina o artigo 1.124 do Código de Processo 
Civil.
Importante esclarecer que a sentença de separação judicial importa na separação de corpos e, se o caso, na 
partilha de bens, não extinguindo o vínculo matrimonial.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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RECONCILIAÇÃO
De acordo com o artigo 1.577, do Código Civil, os cônjuges podem restabelecer a qualquer tempo a 
sociedade conjugal por ato regular em juízo, não importando seja a causa da separação judicial litigiosa ou 
consensual.
DIVÓRCIO
A Emenda Constitucional nº 9 de 1.977 extinguiu o princípio da indissolubilidade do casamento e instituiu o 
divórcio no direito brasileiro. A Constituição Federal de 1.988 trouxe modificações na Emenda, reduzindo o 
prazo da separação de fato para um ano, no divórcio-conversão, e criou a modalidade de divórcio direto 
desde que comprovada a separação de fato por mais de dois anos.
Assim, são duas as espécies de divórcio: por conversão da separação judicial, divórcio indireto, e pela 
separação de fato, divórcio direto. 
A nossa legislação não permite a discussão das causas que conduziram o casal ao divórcio, pois para obtê-
lo basta a comprovação do lapso temporal.
DIVÓRCIO CONVERSÃO 
Também denominado divórcio indireto, rompe o vínculo conjugal, cujo relaxamento já havia ocorrido pela 
separação judicial. É procedimento de jurisdição voluntária, em que os divorciandos podem manter as 
cláusulas estabelecidas na separação judicial, ou modificá-las. No caso de conversão da separação judicial 
em divórcio, por pedido de um dos cônjuges em face do outro, assume a forma litigiosa, sendo 
procedimento de jurisdição contenciosa.
O novo Código Civil trouxe alteração ao permitir a concessão do divórcio sem que haja prévia partilha de 
bens, conforme estabelece o artigo 1.581, do Código Civil. Não há necessidade de fase conciliatória no 
processo de conversão. O Ministério Público será necessariamente ouvido, pois se trata de ação de estado, 
referente a casamento.
No divórcio indireto litigioso, uma das partes oferece contestação e a ação segue o procedimento ordinário.
DIVÓRCIO DIRETO
Resulta de um estado de fato, autorizando a conversão direta da separação de fato por mais de dois anos 
consecutivos, desde que comprovada, em divórcio, sem que haja prévia separação judicial, havendo pedido 
de um, será litigioso, ou de ambos os consortes, será consensual. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Efeitos do divórcio: a sentença depois de registrada no Registro Público competente, produz os seguintes 
efeitos:
- dissolução do vínculo conjugal;
- fim dos deveres recíprocos dos cônjuges;
- extinção do regime de bens e do direito sucessório dos cônjuges;
- possibilidade de novo casamento aos divorciados; 
- impossibilidade de reconciliação (se quiserem restabelecer a união, terão que contrair novo casamento);
- subsistência da obrigação alimentícia ao ex- consorte que dela necessitar, que cessará se houver renúncia 
ou novo casamento do ex-cônjuge credor;
- perda do direito de usar o nome do cônjuge, se assim estiver consignado na sentença de separação judicial.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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