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Clínica Médica de Eqüinos
Rio, 25/04/2011
Alexandra Woods

Principais afecções dermatológicas dos eqüinos

A freqüência que desenvolvem nos cavalos é bem menor se formos fazer uma comparação na clinica de pequenos animais, e isso pode ser devido a alguns fatores como o processo de humanização, os animais de companhia convive estreitamente com as pessoas, se submetendo a um esquema de vida bem peculiar o que muitas vezes vai favorecer o desenvolvimento dessas alterações dermatológicas nos cães e nos gatos. Já os eqüinos e os animais de grande porte de uma forma geral ele não tem essa convivência intima.
As alterações dermatológicas não são tão freqüentes mas elas ocorrem. E também ao mesmo tempo essa falta de humanização, esse distanciamento entre o homem e o cavalo, porque o cavalo não é considerado um animal pet, pode favorecer a não ocorrência dessas afecções, mas ela pode também por outro lado favorecer um desenvolvimento de um agravamento ate que o proprietário se torne incomodado ou perceba que tem uma afecção se desenvolvendo ali.
	No cavalo em especial existem algumas particularidades, principalmente quando agente for falar em reparação de feridas, no processo cicatricial.

1º tópico:
Dermatofilose
	O eqüino pode ser acometido pelo Dermatofilos congolenses.
	A dermatofilose é uma bactéria, que ela incide principalmente em animais jovens, animais imunossuprimidos e animais que normalmente estão expostos a condições extremas como, por exemplo, expostos a chuvas há longos períodos. Então animais no pasto, animais jovens, animais imunossuprimidos que ficam no pasto por longos períodos principalmente naquelas épocas do ano que a pluviosidade é mais intensa, eles normalmente são acometidos.

Como agente observa isso: por áreas de alopecia, principalmente na região do dorso. Nessas áreas de alopecia (que são áreas sem pelo) se iniciam com pequenos pontos que vão se destacando, inclusive se vc puxar um desses tufos, ele vai vir junto, uma parte, fica uma lesão tipo úmida.

É uma alteração que é relativamente freqüente, principalmente em animais criados a campo ou animais que tem esquema de manejo inadequado.

Por outro lado, é uma alteração que é fácil de ser tratada, basta vc corrigir esse esquema de manejo, se for possível em animais com aspecto mais grave da doença, vc retira ele da chuva, pode fazer tratamento tópico local com solução de povidine ou uma solução de clorexidine, muitos colocam vaselina na região afetada, pra impermeabilizar.
O que é mais efetivo pra tratar a doença é a penicilina.
Tratamento da dermatofilose
Então o tratamento da dermatofilose é com penicilina, alem do tratamento tópico com povidine ou clorexidine, agente vai utilizar também o tratamento com antibiótico, que nesse caso é a penicilina.

2ª afecção
Não tem nada a ver com microrganismo, são os sarcoptes.

Sarcoide equine
	Podem se apresentar sob diversas formas. Temos o sarcoide oculto, temos o sarcoide fibroblasto, sarcoide verrucoso, sarcoide misto.
Dentre esses todos, o fibroblasto é o mais agressivo, porque ele tem uma tendência a ulcerar e aumentar, então ele tem uma importância clinica maior. Ele tem uma capacidade de ulcerar e alcançar uma extensão maior no corpo do animal, e por conta disso ele vai causando um dano maior.
	
Alem disso os sarcoides de uma forma geral tem uma grande característica a recidiva. É comum que mesmo após a incisão cirúrgica dele, que tenham recidivas, eles retornam, no mesmo local ou em outros locais.
Isso é um fator que dificulta o tratamento.

Existem alguns locais onde o aparecimento dos sarcóides se dá com uma maior freqüência, principalmente na região peri orbital (em volta do olho), na região peitoral e na região do abdômen. Podem acontecer em outras regiões, mas essas são as regiões mais acometidas.

Apesar de ocorrerem esse processo de recidiva após o tratamento, existem algumas terapias que tentam minimizar essa ocorrência. Algumas delas seriam:
- Braquioterapia: quando vc por baixo da lesão vc implanta fios de lídimo (que são fios radioativos). O lídimo é um isótopo radioativo, quando vc implanta esse lídimo em baixo da lesão ele vai soltando pequenas doses de radioatividade localizadas e acabam matando a célula daquele local, então o índice de recidiva com esse tratamento é baixo.
- Criocirurgia: com nitrogênio.

São formas que se tem de minimizar ocorrências da recidiva. Existem outras formas.

Sarcoide oculto:
É bem benigno, ele não tem nenhum tipo de alteração, geralmente ele permanece sem progredir.
No fibroblasto que é mais agressivo que vc tem que retirar porque ele está progredindo, vc faz a criocirurgia ou a braquioterapia.
Nesse caso do oculto, é recomendado não fazer nada, porque ele só causa uma alteração de estética no animal que é bem discreta, então não vale a pena. Não vale a pena, é uma área que fica com uma pele mais crostosa que se vc tirar por biopsia, por exemplo, pode vir a demorar a cicatrizar (o professor citou um caso que demorou 1 ano para cicatrizar de um animal que ele retirou).

Sarcoide fibroblasto
	Esse vc observa que ele ulcera, ele atinge grandes proporções, então isso realmente causa mal ao animal, ai vc vai ter que debelar.
Um processo cirúrgico acaba dando possibilidade de recidiva, então vc vai acabar apelando pra criocirurgia ou pra braquioterapia.

Caso: égua apareceu com nódulos na região Peri orbital grandes, estava difícil de operar, foi feito uma homeopatia, e no inicio da terapia houve uma regressão grande no tamanho, então é uma situação que agente pode auxiliar no tratamento.

Sarcoide:
A apresentação é comum na região Peri orbital, na base da orelha, pescoço.
	Membros: não é muito comum, mas pode encontrar. Isso pode te confundir com outras doenças.

Micose subcutânea
	As micoses subcutâneas ou as micoses profundas, a mais comum em cavalo seria a Pitiose, que é causada pelo Ptium sp.

A apresentação do ptium, temos sempre uma associação com áreas alagadiças, que normalmente é onde o fungo habita com maior freqüência.
Então por exemplo, regiões que existe essa condição climática e geográfica como o pantanal mato-grossense, em que vc vai ter áreas alagadiças por longos períodos, agente observa muito, a ocorrência da ptiose tanto nos membros, que são as partes que ficam em contato com a água ou na região ventral do abdômen, que são os locais que ocorrem com maior freqüência a ocorrência da ptiose.
	Isso não impede de vc diagnosticar casos de ptiose em áreas que não tenham essa característica, já se isolou pitium em regiões arenosas, mas a freqüência é maior nessas áreas alagadiças.

Tratamento	
A ptiose é muito difícil de ser tratado, o tratamento é normalmente com cetoconazol ou anfotericina. Antigamente era com anfotericina, só que a anfotericina tem efeitos colaterais graves. Hoje a terapia instituída é o cetoconazol.
Normalmente essas feridas vão aparecendo em regiões diversas do corpo. Às vezes vc trata uma ferida e aparece outra espontaneamente, pois não há necessidade às vezes de ter uma ferida pré existente pra ela acontecer, ela aparece espontaneamente.

Campers são característicos da pitiose, são pequenos grampos em forma de coral que é característico da pitiose. É um achado na pitiose. Os campers são a formação do fungo. Às vezes acontece de aparecer com mais freqüência em determinadas épocas do ano, o animal não tem nada ai às vezes começa a aparecer.
É um tratamento que não é muito gratificante, nada impede que as lesões retornem em locais diferentes. Mas é um problema clássico em cavalo, tem tido com freqüência relativamente alta, principalmente em certas regiões.
É importante vc ter consciência dela pra vc fazer diagnóstico diferencial com uma outra afecção dermatológica que é comum, que é a habronemose.

Tanto a pitiose como a habronemose tem uma apresentação clinica muito semelhante, são lesões no corpo do animal.

Na habronemose as lesões não tem tanta especificidade por essas regiões dos membros, pode ser nos membros, mas também pode ser na face e de qualquer outro local.
Na habronemose normalmente