ok clin equi 25.04.11
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ok clin equi 25.04.11

Disciplina:Clínica Médica Veterinária De Equídeos12 materiais173 seguidores
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fratura ele não consegue recolher mais o pênis, e ai causa uma parafimose e ai o cavalo vai ficar andando, no mato ou na cerca, e a glande dele acaba fazendo algum tipo de escoriação, faz uma ferida, a mosca pousa ali e faz uma miiase, é uma situação.
Agora existem drogas como a acepromazina que podem acontecer outras doenças de origem nervosa que causam exposição permanente do pênis. A solução aqui seria a amputação do pênis.

Carcinoma epidermoide
	O carcinoma epidermoide é muito comum em animais com áreas despigmentadas, principalmente região do fucinho, porque incide radiação solar, e isso causa o carcinoma epidermoide. Mas também é muito comum em cavalos senis, e cavalos castrados.
Esses animais senis e castrados sofrem um manejo adequado, com a higienização periódica da bolsa (região do prepúcio, parte interna do prepúcio), o tratador tem que periodicamente levar o animal numa mangueira, calcar uma luva expor o pênis do animal e lavar, porque isso acumula uma quantidade muito grande de “esméguima” (é tipo uma substancia oleosa e sebácea que se acumula ali) e isso causa uma irritação pro animal, e a irritação continua vai dar origem a esse carcinoma epidermóide. Além disso, também, esse excesso de “esmégma” pode atrair a presença de mosca causando miíase. Então às vezes vc vai perceber que o cavalo está normal lá, mas apresenta o prepúcio edemaciado em região ventral com edema. Ai vc vai inspecionar e às vezes é miíase ou alguma lesão já por carcinoma epidermoide. Se for o caso de carcinoma epidermoide vc não tem outra alternativa se não vc fazer a amputação do pênis alem da altura que estão as lesões, mas ainda assim a tendência é de vc ter recidiva, isso é uma complicação que pode acontecer. Mas essa cirurgia é uma opção.

Dermatofitose
	É uma doença por fungos dermatófilos, que são: tricophytum, microsporum e epidermofitum (que não tem importância na veterinária)

	Tem vários tipos de microsporum de acordo com a espécie que tem mais especificidade, mas nada impede também que o microsporum canis venha a infectar o cavalo. E a importância maior é por criar uma zoonose, por ex: gato pode passar pro cavalo que passa pro cavaleiro.
	
	São alterações que normalmente no cavalo não tem um curso prolongado, muitas das vezes vc melhorando o trato essas infecções tem uma remissão quase que espontânea, senão o tratamento é muito simples, basta fazer o tratamento tópico, se restringe apenas ao tratamento tópico, diferente dos animais de pequeno porte que muitas vezes tem que fazer um tratamento sistêmico e o cavalo não, basta vc fazer o uso de solução iodado, ou seja, glicerina com iodo, xampus de cetoconazol, ou até aquele celson louro, celson azul servem pra vc combater essas dermatofitoses, soulbam (sabonete de tiabendazol), etc.
É um tratamento fácil, não precisa estar utilizando o tratamento sistêmico.
	
	Na dermatofitose vamos ter lesões na região da cabeça e pescoço, as vezes também na pata interna do membro, mas o que é mais comum é na cabeça, no pescoço e na crina. Nem sempre vc vai flagrar essas lesões circulares, porque as lesões vão se emendando e depois vc não vai ter essa forma bem definida.
	
Uma característica da dermatofitose que normalmente ela não é pruriginosa, ao contrário da sarna que é. Só que agente observa que a freqüência de dermatofitose no cavalo é muito maior do que a de sarna, a sarna no cavalo de uma forma geral é mais difícil de ver. Mas vc percebe que a sarna é pruriginosa e a dermatofitose geralmente não é. O leigo tem uma tendência ao observar o cavalo com alopecia e dizer que é sarna, mas isso normalmente não é.

O ideal no caso, quando vc se depara com um animal que vc tem duvida se é dermatofitose ou se é sarna vc vai fazer um raspado com um imprint. Vc vai no cavalo, faz o raspado com uma lamina estéril, pode ser um raspado superficial, escarifica, não precisa sair sangue, pega uma fita durex e faz um imprint, coloca numa lamina e observa no microscópio e ai vc vai perceber a presença de sarna ou não. O fungo vc não consegue flagrar com esse exame, mas ai vc vai fazer um diagnostico por exclusão, se vc fez um raspado ali e não deu sarna, vc sabe que é dermatofito.
Pra fazer a coloração vc pode fazer esse procedimento: coleta o material, escarifica sem sangue superficialmente, vai fazer uma clarificação daquele material que vc coletou (com hidróxido de sódio ou hidróxido de potássio a 10 ou 20%) e ai quando vc fez essa clarificação vc pega uma amostra, coloca na lamina, recobre com a laminula e coloca no microscópio, que ai vc vai ter a oportunidade de observar as estruturas fúngicas, e isso vai te dar o diagnostico positivo pra fungo. Nem sempre mesmo sendo dermatofitose vc vai ter um diagnostico positivo, dá muito falso negativo. Ai o mais indicado pra fungo seria vc pegar outra parte dessa amostra, semear na cultura e depois que tiver crescimento, coleta a estrutura fungica pra ver se tem dermatofito, mas ai demora muito tempo, acaba que ninguém faz.
Então se eu fiz um raspado e vi que não é sarna, eu vou tratar como fungo.

Animal de “rua”: Às vezes um animal que só de vc colocar numa baia, dando alimentação direita, fazer a higienização, ele vai melhorar.

Se fosse sarna, usaria um vermífugo a base de morfivectina, porque a invermectina pra cavalo não age tão bem, mas a morfivectina sim, chamado equest, que combate inclusive carrapato, e se combate carrapato pode combater a sarna também, e alem disso vc poderia fazer um banho acaricida como “megobom”, mas nunca com o amitraz, triatox (que causa hipomotilidade, cursa com impactação, não pode ser usado em cavalo).

Pra tratar uma lesão no cavalo demora uns 6 meses, porque tratar uma ferida no cavalo não é algo tão simples assim, durante o processo de cicatrização, o animal vai e morde, vc tem que manter ele no cabresto, não pode ter acesso a ferida, ou colocar um rosário que é um colar tipo o elizabetano só que é com vários cabos, que evita que o animal tenha acesso ao local lesionado.

Na região do carpo, no joelho do animal vc tem uma grande de ferida, qual seria o procedimento: tem que limpar e dependendo da situação vc pode aproximar os bordos da lesão ou até suturar os bordos da lesão completamente, vai depender do tempo que vc tem a ferida ali. Dependendo da distancia vc não tem como aproximar os bordos da lesão, isso vai cicatrizar.
O que agente tem que ter em mente: algumas substâncias que são amplamente utilizadas no tratamento de feridas, ela muitas das vezes prejudica a epitelialização, a recuperação, num primeiro momento vc poderia até utilizar povidine, água oxigenada, até pra fazer a higienização e até debridar porque pode ter muito tecido morto ai, quando vc debrida vc retira o tecido morto dali. Vc vai perceber que tem uma área lesionada, com perda de tecido. O que vc quer inicialmente: estimular a granulação, a granulação é um tecido conjuntivo que vai ser a massa de cimento que vai fechar aquele furo, isso no cavalo vc consegue fácil, basta vc higienizar e existem diversas pomadas cicatrizantes, ex. mitrofurazona, mitrofurazona com açúcar, sulfadiazeno de prata, serfuracin, bandvet, as pomadas de uma forma geral, estimulam a granulação. E nesse processo inicial que vc quer “tapar o buraco” vc pode fazer, o ungüento não é muito bom, porque pra retirar no próximo curativo não é muito bom ele fica aderido contaminando a ferida, o ungüento não é bom colocar em cima da ferida, sempre em volta. Nesse caso especificamente, depois de ter feito uma tricotomia ao redor da ferida, depois de ter feito tudo isso vc iria fazer uma bandagem, porque essa ferida por mais que vc ponha ungüento, vai ter mosca, vai incomodar o animal, vai acabar colocando a boca ali, então se vc fizer uma bandagem vc vai proteger muito mais a ferida.
	Então num momento inicial, lavou com soro fisiológico, um povidine, uma água oxigenada num momento inicial, depois vai fazer a tricotomia e tal, depois quando vc perceber que já houve a granulação, a ferida está na altura do bordo da ferida, vc vai diminuir ou tentar