Entendendo ethernet
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Entendendo ethernet

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referência OSI são incorporadas na camada de aplicação e transporte.

7.7 Endereçamento
A arquitetura TCP/IP define um esquema de endereçamento universal – endereço
IP – que deve:

Introdução ao TCP/IP 86

ED. CAMPUS — MELHORES PRÁTICAS PARA GERÊNCIA DE REDES DE COMPUTADORES — 0700 – CAPÍTULO 20 — 3ª PROVA

� Identificar unicamente uma rede na Internet;

� Identificar unicamente cada máquina de uma rede.

Um endereço IP compõe-se de uma quadra de números naturais na faixa de 0
(zero) a 255 – um byte, normalmente representado por

número . número . número . número

Exemplos de endereços IP são:

� 100 . 101 . 102 . 103

� 150 . 165 . 166 . 0

� 200 . 201 . 203 . 255

Os endereços IP são divididos em 5 classes: A, B, C, D e E, conforme mostrado
a seguir.

FIGURA A7-11: Classes de endereços IP.

Essaclassificação forneceos limitesdeendereçamentoapresentadosnaTabelaA7-1.

TABELA A7-1: Limites de endereços de cada classe.

Classe Menor Endereço Maior Endereço

A 1 . 0 . 0 . 0 126 . 255 . 255 . 255

B 128 . 0 . 0 . 0 191 . 255 . 255 . 255

C 192 . 0 . 0 . 0 223 . 255 . 255 . 255

D 224 . 0 . 0 . 0 239 . 255 . 255 . 255

E 240 . 0 . 0 . 0 247 . 255 . 255 . 255

Observa-se que alguns endereços são reservados.

87 Melhores Práticas para Gerência de Redes de Computadores

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7.7.1 Endereço de loopback
Um dos endereços reservados é o endereço 127.0.0.0 da classe A. Ele é usado para
testes do TCP/IP e para comunicação interprocessos em uma máquina local. Quan-
do um desenvolvedor de aplicações escreve seu sistema cliente-servidor, uma for-
ma de testá-lo é ativar o lado servidor em uma máquina A e ativar o lado cliente em
uma máquina B para verificar a correta comunicação entre os dois lados.

Uma forma mais confortável e menos dispendiosa de realizar esses testes é ati-
var o lado servidor e o lado cliente em uma única máquina. Para tanto, basta que
cada porção do sistema faça referência ao endereço IP 127.0.0.1, dado que ele, na
implementação da arquitetura TCP/IP, é uma referência explícita à máquina onde o
programa está sendo executado.

Quando uma aplicação usa o endereço de loopback como destino, o software do
protocolo TCP/IP devolve os dados sem gerar tráfego na rede. É uma forma simples
de fazer com que um cliente local fale com o servidor local correspondente, sem
que se tenha de alterar o programa cliente e/ou o programa servidor.

Do ponto de vista do programador de aplicações, seu sistema funciona sempre
do mesmo jeito, não importando se está ou não usando a rede de comunicação.

7.7.2 Máscara de rede – netmask
A máscara de rede é um padrão de endereço IP que serve para extrair a identificação
de rede de um endereço IP através de uma operação simples de AND binário.

Exemplo:

Endereço IP: 200 . 237 . 190 . 21

AND

Máscara de rede: 255 . 255 . 255 . 0

=

200 . 237 . 190 . 0

Para obter o endereço de máquina, faz-se uma operação binária AND com o
complemento de 2 da máscara de rede.

Endereço IP: 200 . 237 . 190 . 21

AND

Máscara de rede: 0 . 0 . 0 . 255

=

0 . 0 . 0 . 21

Introdução ao TCP/IP 88

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7.7.3 Endereço de difusão – broadcast
O endereço de difusão serve para endereçar simultaneamente todas as máquinas de
uma rede. Ele é formado colocando-se todos os bits da parte de endereçamento de
máquina de um endereço IP com valor 1.

Exemplo:

Endereço IP Endereço de difusão

200 . 237 . 190 . 21 200 . 237 . 190 . 255

150 . 165 . 166 . 21 150 . 165 . 255 . 255

26 . 27 . 28 . 21 26 . 255 . 255 . 255

Exemplo final:

Endereço IP Máscara
de rede

Endereço
de rede

Endereço
de máquina

Endereço
de difusão

200.4.2.91 255.255.255.0 200.4.2.0 0.0.0.91 200.4.2.255

150.165.7.8 255.255.0.0 150.165.0.0 0.0.7.8 150.165.255.255

26.27.28.21 255.0.0.0 26.0.0.0 0.27.28.21 26.255.255.255

A Figura A7-12 mostra um exemplo de atribuição de endereços IP às máquinas
de uma rede local.

FIGURA A7-12: Endereçamento de rede TCP/IP.

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7.7.4 Sub-redes
O esquema de endereçamento da arquitetura TCP/IP pode ser mudado localmente,
a critério do administrador de rede, usando bits de endereçamento de máquina
como um adicional para endereçamento de rede.

Para tanto, deve-se definir uma máscara de rede “não-padrão” que permita ex-
trair os endereços de rede e de máquina corretamente.

Por exemplo, o administrador da classe B 150.160 (que comporta aproximada-
mente 256 x 256 máquinas) pode “tirar” 8 bits do endereço de máquina e “acres-
centar” 8 bits no endereço de rede, passando a dispor das redes:

150 . 160 . 1 . 0
150 . 160 . 2 . 0
. . .
150 . 160 . 254 . 0

Agora, cada sub-rede dispõe de endereços de máquina variando de 1 a 254. A
máscara de rede usada passaria a ser 255 . 255 . 255 . 0.

Algo semelhante pode ser feito com a classe C 200.237.190.0, “tirando” 3 bits
do endereço de máquina, “colocando-os” no endereço de rede, como apresentado
na Tabela A7-2.

TABELA A7-2: Exemplo de endereços de sub-rede.

Endereço de rede Máquina inicial Máquina final Endereço de difusão

200.237.190.0 1 30 200.237.190.31

200.237.190.32 33 62 200.237.190.63

200.237.190.64 65 94 200.237.190.95

200.237.190.96 97 126 200.237.190.127

200.237.190.128 129 158 200.237.190.159

200.237.190.160 161 190 200.237.190.191

200.237.190.192 193 222 200.237.190.223

200.237.190.224 225 254 200.237.190.255

A máscara de rede usada passaria a ser 255.255.255.224, de acordo com o ilus-
trado na Figura A7-13.

A seguir, temos a utilização de sub-redes em duas redes locais.

Introdução ao TCP/IP 90

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FIGURA A7-13: Máscara de sub-rede (exemplo).

FIGURA A7-14: Uso de sub-rede.

Observa-se que um endereço IP deve ser atribuído a cada interface de comuni-
cação de um equipamento ligado em rede. Na figura anterior, o roteador está conec-
tado em ambas as redes R1 e R2, tendo em cada uma um endereço.

7.8 Bibliografia

Comer, D. Internetworking with TCP/IP: Principles, Protocols, and Architectures.
Volume 1. 4a edição. Prentice Hall, 2000.

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A P Ê N D I C E

8

8 Rotear é preciso
8.1 Conceituação
Roteamento é o mecanismo através do qual duas máquinas em comunicação “en-
contram” e utilizam o melhor caminho através de uma rede. O processo envolve:

� Determinar que caminhos estão disponíveis;

� Selecionar o “melhor” caminho para uma finalidade particular;

� Usar o caminho para chegar aos outros sistemas;

� Ajustar o formato dos dados às tecnologias de transporte disponíveis (Maxi-
mum Transmission Unit – MTU).

Na arquitetura TCP/IP, o roteamento é baseado no endereçamento IP, particu-
larmente, na parte de identificação de rede de um endereço IP. Toda a tarefa é de-
senvolvida na camada Inter-rede da pilha de protocolos TCP/IP. A Figura A8-1 ilus-
tra esse esquema.

8.2 Mecanismos de entrega de dados
Quando uma máquina destino encontra-se na mesma rede física da máquina ori-
gem, faz-se uma ENTREGA DIRETA de dados. Nesse caso, o mapeamento do en-
dereço lógico (IP) para o endereço físico (Ethernet, Token-ring) é feito via proto-
colo ARP, seguido da entrega dos dados. A Figura A8-2 ilustra esse mecanismo.

Quando uma máquina destino não se encontra na mesma rede física da máqui-
na origem, faz-se uma ENTREGA INDIRETA de dados. Nesse caso, os dados são
enviados para o roteador mais próximo, e assim sucessivamente até atingirem a má-
quina destino. A Figura A8.3 ilustra esse mecanismo.

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Rotear é preciso

FIGURA A8-1: Roteamento