Entendendo ethernet
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Entendendo ethernet

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duas redes locais.

Rotear é preciso 98

ED. CAMPUS — MELHORES PRÁTICAS PARA GERÊNCIA DE REDES DE COMPUTADORES — 0700 – CAPÍTULO 21 — 3ª PROVA

Como seria impraticável a utilização de roteamento estático nesse caso, a em-
presa optou pela utilização do roteamento dinâmico usando o protocolo RIP. Para
tanto, ela ativou o serviço de roteamento dinâmico com protocolo RIP em cada um
dos seus roteadores (A, B e C).

Os endereços de rede, máscara e difusão usados em cada segmento de rede são
indicados na Tabela A8-2.

TABELA A8-2: Endereços utilizados.

Segmento Rede Máscara Endereços Difusão

ISP - Empresa 10.10.10.4 255.255.255.252 .5 e .6 10.10.10.7

Rot. A – Rot. B 192.168.1.4 255.255.255.252 .5 e .6 192.168.1.7

Rot. A – Rot. C 192.168.1.8 255.255.255.252 .9 e .10 192.168.1.11

Rot. B – Rot. C 192.168.1.12 255.255.255.252 .13 e .14 192.168.1.15

Rede 1 200.1.1.0 255.255.255.0 .1 a .254 200.1.1.255

Rede 2 200.1.2.0 255.255.255.0 .1 a .254 200.1.2.255

Rede 3 200.1.3.0 255.255.255.0 .1 a .254 200.1.3.255

Rede 4 200.1.4.0 255.255.255.0 .1 a .254 200.1.4.255

Logo após a ligação dos roteadores, cada um deles vai conhecer as redes às quais
estiver diretamente conectado. As tabelas de roteamento de cada um deles seriam
semelhantes à ilustração a seguir.

Roteador A

Rede destino Máscara Roteador/Interface Métrica

200.1.1.0 255.255.255.0 200.1.1.7 0

200.1.3.0 255.255.255.0 200.1.3.7 0

192.168.1.4 255.255.255.252 192.168.1.5 0

192.168.1.8 255.255.255.252 192.168.1.9 0

10.10.10.4 255.255.255.252 10.10.10.6 0

99 Melhores Práticas para Gerência de Redes de Computadores

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Roteador B

Rede destino Máscara Roteador/Interface Métrica

200.1.2.0 255.255.255.0 200.1.2.7 0

192.168.1.4 255.255.255.252 192.168.1.6 0

192.168.1.12 255.255.255.252 192.168.1.13 0

Roteador C

Rede destino Máscara Roteador/Interface Métrica

200.1.4.0 255.255.255.0 200.1.4.7 0

192.168.1.8 255.255.255.252 192.168.1.10 0

192.168.1.12 255.255.255.252 192.168.1.14 0

Após algumas poucas trocas de tabelas de roteamento entre os roteadores vizi-
nhos, o chamado tempo de convergência, todos os roteadores teriam suas tabelas
de roteamento atualizadas com informações a respeito de todas as redes acessíveis.
A tabela de roteamento do roteador B, por exemplo, seria como ilustrado a seguir.

Roteador B

Rede destino Máscara Roteador/Interface Métrica

200.1.1.0 255.255.255.0 192.168.1.5 1

200.1.2.0 255.255.255.0 200.1.2.7 0

200.1.3.0 255.255.255.0 192.168.1.5 1

200.1.4.0 255.255.255.0 192.168.1.14 1

192.168.1.4 255.255.255.252 192.168.1.6 0

192.168.1.8 255.255.255.252 192.168.1.5 1

192.168.1.12 255.255.255.252 192.168.1.13 0

10.10.10.4 255.255.255.252 192.168.1.5 1

0.0.0.0 255.255.255.252 192.168.1.5 2

É interessante observar que nos enlaces ponto a ponto, como o estabelecido en-
tre os roteadores A e B, foram usados endereços IP de subrede. Em particular, nes-

Rotear é preciso 100

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ses enlaces foram usados endereços privativos na faixa 10.0.0.0 (pelo provedor de
acesso Internet) e na faixa 192.162.x.y. Essa é uma prática comum para economizar
endereços IP não privativos.

Nas máquinas dos usuários, o roteamento utilizado será o estático, com cada
máquina tendo como rota default o roteador que dá acesso à rede local onde a má-
quina se localiza. A tabela a seguir ilustra a tabela de roteamento da máquina 2 da
rede 200.1.3.0.

Rede destino Máscara Roteador/Interface

200.1.3.0 255.255.255.0 200.1.3.2

0.0.0.0 0.0.0.0 200.1.3.7

O protocolo de roteamento dinâmico RIP tem sua aplicação limitada dadas suas
duas grandes deficiências:

� Sua noção de métrica é baseada somente na quantidade de nós intermediá-
rios que um datagrama IP tem de atravessar para atingir uma dada rede desti-
no. Tal métrica não leva em consideração as características dos enlaces de
rede que o datagrama terá de percorrer, particularmente a velocidade, o atra-
so as taxas de congestionamento e de erro desses enlaces;

� Sua pequena abrangência, dado que a métrica 16 é considerada infinita em
termos de roteamento, ou seja, para o RIP, uma métrica 16 indica que a rede
destino é inacessível.

Apesar dessas deficiências, o roteamento dinâmico com RIP ainda é usado em
diversas redes mundo afora.

Um substituto bem mais elaborado, que supre as deficiências anteriores é o
protocolo OSPF (Open Shortest Path First) que vem paulatinamente substituindo
o RIP.

8.7 Bibliografia

Comer, D. Internetworking with TCP/IP: Principles, Protocols, and Architectures.
Volume 1. 4a edição. Prentice Hall, 2000.

101 Melhores Práticas para Gerência de Redes de Computadores

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A P Ê N D I C E

9

9 Introdução ao DHCP
9.1 Motivação
Para que uma máquina possa participar de uma rede TCP/IP, é necessário que seu
software TCP/IP esteja corretamente configurado. Configurar o software TCP/IP (a
rede) em uma máquina significa basicamente1 definir endereço IP da máquina,
máscara de rede e endereços IP do roteador default e do servidor de nomes a serem
utilizados.

Imagine uma rede TCP/IP com cinco máquinas clientes e um servidor. Seria fá-
cil para João, o administrador dessa rede, configurar manualmente o software
TCP/IP em cada uma das suas seis máquinas.

Agora imagine que essa rede está crescendo rapidamente, e passou a conter 50
máquinas. Cada vez que uma nova máquina é inserida na rede, João é chamado,
pois só ele tem o controle de quais endereços IPs já foram atribuídos. João precisa
ser cauteloso para evitar duplicação de endereços IPs.

Suponha agora que a rede da qual estamos falando tenha 200 máquinas clientes
e meia dúzia de servidores. Dois outros profissionais foram contratados para ajudar
João. Os três têm autoridade para configurar o software TCP/IP das máquinas. Para que
não haja IPs duplicados na rede, eles precisam manter as informações sobre a atribui-
ção de IPs atualizada. Mas agora existem 3 pessoas modificando essas informações.

Manter a configuração manual do software TCP/IP em redes grandes é algo im-
praticável: requer muito tempo dos administradores, além de ser uma prática bas-
tante vulnerável a erros.

Para complicar ainda mais a situação, o presidente da empresa está incentivan-
do os funcionários a levarem um notebook pessoal para o trabalho. Assim, eles po-
dem continuar em casa o que estavam fazendo na empresa. João vai precisar gastar

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Introdução ao DHCP

1 Esta é a configuração básica. Mas configurações adicionais podem ser feitas, como, por exemplo, infor-
mar o nome de domínio da máquina e quem é o servidor WINS.

um endereço IP para cada notebook? E o que pode ser ainda pior: quando o usuário
do notebook for para uma outra sub-rede2, João ou outro membro da equipe terá de
ser chamado para reconfigurar o software TCP/IP do notebook.

A solução para todos os problemas de João e de sua equipe é simplesmente pas-
sar a utilizar o serviço DHCP. O DHCP – Dynamic Host Configuration Protocol – é
um protocolo de comunicação que permite que administradores de rede gerenciem
de forma central e automática a atribuição das configurações do software TCP/IP
das máquinas de uma rede. O serviço DHCP permite que os administradores super-
visionem a distribuição dos endereços IP de um ponto central (a partir do servidor
DHCP), e quando as máquinas forem levadas para outro local, serão passadas as
configurações adequadas.

9.2 Visão geral do DHCP
O serviço DHCP apresenta, como a maioria dos serviços das redes TCP/IP, uma ar-
quitetura cliente/servidor. Nessa arquitetura, as máquinas que precisam ser confi-
guradas são chamadas de clientes DHCP e as máquinas que oferecem as configura-
ções são chamadas de servidores DHCP. Para que uma máquina tenha suas confi-
gurações