Entendendo ethernet
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Entendendo ethernet

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diferentes, não sendo possível
realizar a autonegociação.

1.3 Padrão IEEE de tecnologias Ethernet
Vários sistemas de mídia têm sido padronizados pelo IEEE ao longo dos anos. Nem
todos são usados na prática, mas pelo menos seis padrões diferentes são importan-
tes numa rede típica. Os padrões variam de acordo com:

� A velocidade da transmissão;

� O tipo de codificação do sinal utilizado;

� O tipo de mídia utilizado;

� O tipo de conector utilizado.

As velocidades em uso hoje incluem:

� 10 Mbps (Ethernet original);

� 100 Mbps (Fast Ethernet);

� 1000 Mbps ou 1 Gbps (Gigabit Ethernet).

As codificações do sinal incluem:

� Manchester;

� 4B/5B;

� 8B6T;

7 Melhores Práticas para Gerência de Redes de Computadores

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� 5B/6B;

� 8B/10B;

� 4D-PAM5.

As mídias incluem:

� Cabos coaxiais (raramente utilizados hoje, embora fossem comuns no início
da vida da tecnologia Ethernet);

� Pares trançados de várias categorias, as mais comuns sendo Cat 3 (Voice Gra-
de – ou “feitos para voz”), Cat 5 e Cat5e. É o tipo de mídia mais comumente
utilizado para chegar ao desktop;

� Fibras óticas monomodo ou multímodo, mais comumente utilizadas na es-
pinha dorsal (backbone) da rede.

Os conectores mais utilizados são:

� RJ-45, para par trançado;

� ST e SC, para fibras óticas.

Podemos agora descrever brevemente os tipos mais comuns de tecnologias
Ethernet padronizadas pelo IEEE.

1.3.1 10BASE-5 e 10BASE-2
Essas são as 2 tecnologias originais Ethernet, utilizando cabo coaxial. Funcionam a
10 Mbps e são consideradas tecnologias obsoletas. Não têm suporte ao modo
full-duplex. Todas as outras tecnologias descritas a seguir permitem operação em
modo full-duplex.

1.3.2 10BASE-T
Essa é a tecnologia que popularizou o Ethernet. Utiliza velocidade de 10 Mbps e
2 pares de fios trançados de categoria 3, embora cabos de categoria 5 sejam mais
largamente utilizados hoje em dia. Os cabos têm comprimento máximo de 100
metros.

1.3.3 10BASE-FL
Operando a 10 Mbps, o enlace é de fibra ótica multi-modo. É uma extensão de um
padrão mais antigo chamado Fiber Optic Inter-Repeater Link (FOIRL). A fibra pode
ter até 2000 metros de comprimento.

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1.3.4 100BASE-TX
Fast Ethernet mais comumente empregado, com velocidade de 100 Mbps usando 2
pares de fios trançados de alta qualidade (categoria 5 ou melhor). O cabo está limi-
tado a 100 metros, sem uso de repetidor.

1.3.5 100BASE-FX
Fast Ethernet utilizando fibras óticas multi-modo. A fibra pode ter até 2000 metros
de comprimento.

1.3.6 1000BASE-T
Gigabit Ethernet, funciona a 1000 Mbps (1 Gbps). Utiliza 4 pares de fios trançados
de categoria 5 ou melhor, com comprimento máximo de 100 metros.

1.3.7 1000BASE-X
Gigabit Ethernet utilizando fibra ótica. Largamente utilizando em backbones de re-
des de campus. A fibra pode ter até 220 metros de comprimento, se for multi-modo
e até 5000 metros, se for mono-modo.

1.3.8 10 Gb Ethernet (10GEA)
Em maio de 2002 foi realizada a maior demonstração de interoperabilidade de uma
rede 10 Gigabit Ethernet. Equipamentos de vários fabricantes participaram da de-
monstração. A rede 10Gb Ethernet de 200 Km incluiu 4 dos 7 tipos especificados
em drafts pela força tarefa IEEE 802.3ae: 10GBASE-LR, 10GBASE-ER,
10GBASE-SR e 10GBASE-LW. Leia mais sobre 10Gb Ethernet em [10GEA].

2 Bibliografia

[GUIA-ETHERNET] Spurgeon, C. E. Ethernet – O Guia Definitivo. Campus, 2000.

[10GEA] 10 Gigabit Ethernet Alliance. Em: http://www.10gea.org/

9 Melhores Práticas para Gerência de Redes de Computadores

ED. CAMPUS — MELHORES PRÁTICAS PARA GERÊNCIA DE REDES DE COMPUTADORES — 0700 – CAPÍTULO 14 — 3ª PROVA

A P Ê N D I C E

2

2 Algumas palavras sobre
ferramentas de gerência

2.1 Introdução e motivação
As ferramentas de gerência são o nosso braço direito (às vezes, o esquerdo também)
no dia-a-dia de nossas atividades de gerência. São elas que nos ajudam a detectar
problemas quando eles ocorrem, ou antes mesmo de ocorrerem (gerência de rede
proativa). Gerenciar uma rede sem o auxílio de instrumentação adequada é uma ta-
refa bastante árdua e que muito provavelmente não oferecerá uma boa qualidade de
gerência. Gerenciar uma rede sem ferramenta alguma, ou com ferramentas inade-
quadas – que, por exemplo, não nos dêem uma boa visão dos principais elementos
da rede – é o mesmo que ir para a guerra cego e sem armas.

Tomemos novamente a nossa analogia entre a Gerência de Redes e a Medicina.
Na Medicina, podemos dar vários exemplos de que quando o médico não está bem
instrumentado fica bem mais difícil dar o diagnóstico ou prever doenças futuras.
Imagine, por exemplo, um paciente que chega no médico com febre alta, sintoma
característico de infecções. Sem um hemograma (exame de sangue) o médico não
poderia descobrir que tipo de infecção está se manifestando no paciente: se virótica
ou bacteriana. Sem saber qual o diagnóstico, o médico não poderia tratá-lo. Um ou-
tro exemplo: uma mulher vai ao ginecologista para realizar exames de rotina. Ela
está com câncer de colo do útero em fase inicial e nenhum sintoma se manifestou
ainda. Se o médico não possuir um colposcópio, a detecção desta doença não pode-
rá ser realizada. Mais tarde, apenas quando os sintomas se manifestarem e o câncer
já estiver em um estado mais avançado será possível sua detecção.

Com a gerência temos uma situação bastante semelhante. Quando não estamos
bem instrumentados, não somos capazes de descobrir problemas e por conseqüên-
cia, não seremos capazes de solucioná-los. Isso nos afastará substancialmente de
nosso objetivo, que é manter o bom funcionamento da rede.

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Algumas palavras sobre ferramentas de gerência

Existem ferramentas de gerência para todos os gostos e finalidades. Com ferra-
mentas mais simples de gerência, que vêm no próprio sistema operacional de rede,
podemos realizar uma gerência ad hoc. Esse tipo de gerência tem seus problemas,
como veremos na Seção 2.2.

Plataformas de gerência oferecem aplicações de monitoração e controle da rede
mais sofisticadas, possibilitando, portanto, a gerência de grandes redes mais facil-
mente. Na Seção 2.3 falaremos um pouco mais de plataformas de gerência.

Com o advento da Internet e a proliferação de serviços Web, aplicações de ge-
rência de redes baseadas em Web (que acessamos através de um navegador) estão
sendo cada vez mais bem aceitas. Falaremos sobre ferramentas de gerência basea-
das em Web na Seção 2.4.

Além de todas essas ferramentas, existem os analisadores de protocolos, dos
quais falaremos na Seção 2.5, que nos permitem bater um raio-X do tráfego que per-
corre uma rede.

2.2 Ferramentas mais simples
Chamamos aqui de ferramentas mais simples as ferramentas que não nos dão uma
visão geral da rede, mas que muitas vezes nos ajudam a descobrir características
mais internas de determinados elementos da rede. Essas ferramentas são geralmen-
te oferecidas junto com o sistema operacional de rede dos próprios hospedeiros.

Exemplos de ferramentas mais simples são traceroute (tracert para máquinas
Windows), ping, route, netstat, ifconfig (essas duas últimas são ferramentas
Unix-like) e ipconfig (Windows).

Em muitos momentos, necessitaremos dessas ferramentas. Mas elas sozinhas
não são suficientes para realizar bem a tarefa de gerência. Em geral, utilizamos essas
ferramentas como ferramentas de apoio depois de termos descoberto que um pro-
blema existe.

Com traceroute, podemos descobrir onde o problema está localizado. Mas cer-
tamente seria muito mais rápido descobrir o problema com o auxílio de uma esta-
ção de gerência onde o mapa da rede é apresentado e alarmes são gerados automati-
camente quando limiares ou mudanças de estado operacional são detectados.

Quando possuímos apenas essa instrumentação mais simples, dizemos que