Entendendo ethernet
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Entendendo ethernet

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usuários do Departamento de Marketing
serão conectados. As demais portas de ambos os comutadores participariam da

133 Melhores Práticas para Gerência de Redes de Computadores

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VLAN 2 e nelas serão conectados os usuários do Departamento de Vendas. Este ce-
nário é ilustrado na Figura A12-2.

Quando VLANs abrangem múltiplos comutadores, é necessário que eles tro-
quem informações entre si. Os comutadores 1 e 2 estão ligados entre si através de
um enlace que chamamos de tronco, no qual passam dados de ambas as VLANs.

FIGURA A12-1: VLANs definidas por portas.

Quando definimos VLANs por portas, limitamos uma porta a participar de ape-
nas uma VLAN. Em outras palavras, ao definir VLANs por portas, não podemos con-
figurar uma porta para participar de mais de uma VLAN. Essa é uma limitação desse
tipo de VLAN mais simples de ser configurado e mantido. Nesse ambiente de VLANs
por portas, se tivermos o intuito de conectar um repetidor com várias máquinas a
uma porta do comutador, todas as máquinas participarão de uma mesma VLAN.

Portanto, se existirem equipamentos (servidores corporativos e roteadores, por
exemplo) que necessitem participar de mais de uma VLAN, outro tipo de VLAN de-
verá ser definido. Comutadores mais baratos oferecem apenas esse tipo de VLAN.

VLANs por porta nos permitem a segmentação da rede de acordo com o cabea-
mento físico. Esse tipo de segmentação é pouco flexível, dificultando operações de
Acréscimos, Movimentações, Mudanças (AMM) de equipamentos. Se um usuário
tem IP fixo e precisa se locomover com sua máquina, um novo IP precisará ser con-
figurado a cada mudança. E pior: suponha que a máquina desse usuário, lotado no
Departamento de Marketing, seja um cliente DHCP. Ele poderá se locomover na
empresa como desejar, sem necessidade de reconfigurações. No entanto, cada vez
que ele mudar de local, ele passará a participar de uma sub-rede lógica diferente
(terá endereço IP de uma sub-rede que não é a de Marketing) e poderá não ter aces-
so a certos serviços que só são permitidos aos usuários do Departamento de Marke-
ting. Configurar VLANs por porta é bastante simples. No entanto, esse tipo de
VLAN não oferece a flexibilidade necessária para facilitar AMMs.

Introdução a VLANs 134

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FIGURA A12-2: VLANs definidas por grupos de portas que abrangem múltiplos
comutadores.

12.1.2 VLANs por MAC
Podemos, também, definir VLANs por endereço MAC. Em vez de dizer quais portas
participam de quais VLANs, dizemos quais endereços MAC participam de quais
VLANs. Esse tipo de VLAN é bastante trabalhoso de configurar e, muitas vezes, de
manter. Inicialmente, devemos inserir cada máquina em pelo menos uma VLAN.
Mais tarde, cada vez que uma nova máquina for adicionada na rede, é necessário in-
serir seu MAC na VLAN correta.

VLANs baseadas em endereço MAC permitem-nos mover estações de trabalho
para uma localização física diferente na rede e, ainda assim, a estação continuará
pertencendo à mesma VLAN original. Dessa forma, VLANs definidas por endereço
MAC podem ser pensadas com um tipo de VLAN baseada em usuário – já que ela se-
gue o usuário aonde ele for.

Veja um exemplo de VLAN definida por MAC na Figura 12-3. Note que exis-
tem usuários com computadores portáteis (00:ab:43:90:30:9e e 09:34:eb:44:12:5e).
Não importa em que comutadores eles se conectam dentro da rede corporativa, eles
sempre farão parte da mesma VLAN.

12.1.3 VLANs por endereço lógico
Um terceiro tipo de VLAN leva em consideração o endereço de rede dos equipa-
mentos. Essas VLANs são configuradas exatamente como roteadores e segmenta-
ção física. Cada segmento físico recebe seu endereço de sub-rede.

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FIGURA A12-3: VLANs definidas por endereço MAC.

Por exemplo, podemos configurar em um comutador duas VLANs: a
VLAN 1, que abrange equipamentos cujo endereço IP pertencem à
sub-rede 192.168.1.0/24 e a VLAN 2, que abrange as máquinas que parti-

cipam da sub-rede 192.168.2.0/24. Veja um exemplo de VLAN definida por ende-
reço lógico na Figura A12-4.

Uma grande vantagem desse tipo de VLAN é que usuários podem se locomover
livremente e continuarem a participar da sua VLAN original. Além disso, não preci-
sam ser trocadas informações sobre VLANs entre comutadores diminuindo o custo
de se manter estas VLANs. A grande desvantagem é que os comutadores terão de
abrir e analisar pacotes de rede, o que, obviamente, é uma tarefa muito mais cara do
que a tarefa original de apenas analisar quadros (nível 2).

É importante ressaltar que, apesar de o comutador analisar informações da ca-
mada de rede, nenhuma decisão de roteamento está sendo tomada. Isto é, o comu-
tador não está agindo necessariamente como um roteador. Como veremos adiante,
qualquer que seja o tipo de VLAN definida, a função de roteamento é necessária
para que membros de VLANs distintas possam se comunicar2 e muitos comutado-
res – os chamados comutadores de nível 3 – sejam capazes de realizar o roteamento
entre VLANs.

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2 Falaremos mais sobre roteamento entre VLANs na Seção 12.3.

FIGURA A12-4: VLAN baseada em endereços lógicos.

12.2 Outros tipos de VLANs
Além dos três tipos de VLANs já citados, existem outros. Dentre eles encontramos:

� VLANs baseadas em protocolos� com este tipo de VLAN podemos separar
máquinas que conversam protocolos de rede diferentes em VLANs distintas.
Fazemos, então, a separação de NetBeui, DECNET, IP, IPX etc. Estas VLANs
são extremamente simples de configurar;

� VLAN baseada em endereços de multicast� este tipo de VLAN é criado di-
namicamente pela escuta de pacotes de IGMP (Internet Group Management
Protocol);

� VLANS baseadas em políticas gerais� são VLANs formadas pela combina-
ção de quaisquer informações que apareçam no quadro (endereço MAC, en-
dereço de nível 3, tipo de protocolo etc.). Este tipo de VLAN é muito flexível;

� VLANS baseadas em autenticação de usuários� com este tipo de VLAN
poderíamos formar, por exemplo, uma VLAN com todos os usuários do De-
partamento de Finanças. Mesmo que um usuário saia de seu departamento e
use uma máquina em outro, ao autenticar-se (efetuar logon na rede) ele faria
parte da VLAN de seu departamento. Este tipo de VLAN usa um servidor de
autenticação que depois autoriza a entrada desse equipamento na VLAN.

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12.3 Roteamento entre VLANs
Quando duas máquinas participam de VLANs diferentes, mesmo que estejam co-
nectadas ao mesmo comutador, elas não podem mais realizar uma entrega direta de
pacotes entre elas. A razão é bem simples. Antes, quando ambas as máquinas faziam
parte da mesma VLAN, elas participavam do mesmo domínio de difusão. Assim,
uma requisição ARP (ver Apêndice 7), que é um quadro de difusão, sempre atingia
a outra máquina. Mas, quando elas são separadas em VLANs distintas, uma requisi-
ção ARP de uma máquina não atinge mais a outra máquina, pois elas não mais com-
partilham o mesmo domínio de difusão. Sendo assim, para cruzar VLANs, temos de
usar roteamento.

O próprio comutador pode fazer o roteamento de nível 3. Os chamados comuta-
dores nível 3 ou brouters incluem roteador embutido para os protocolos IP e IPX. Uma
outra saída é usar roteadores externos de apenas um braço (one-arm routers). Estes ro-
teadores só são usados por causa de suas tabelas de roteamento e não por causa de suas
múltiplas interfaces como seria o caso normal para cruzar segmentos físicos.

O fato de muitos comutadores serem capazes de realizar o roteamento