Entendendo ethernet
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Entendendo ethernet

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Porém, do ponto de vista da gerência de tais redes, a situação ainda
favorecia arquiteturas proprietárias, devido à inexistência de soluções de gerência
de redes TCP/IP.

O termo “gerência” engloba as seguintes atividades típicas:

� Gerência de configuração: inclui saber quais elementos fazem parte da rede,
quais são suas relações uns com os outros, que parâmetros de configuração
cada um deve assumir etc.

� Gerência de falhas: diz respeito à detecção de eventos anormais, o diagnósti-
co de problemas que levaram a esses eventos, acompanhamento e solução
dos problemas.

� Gerência de desempenho: responsável pela monitoração de indicadores de
desempenho, solução de problemas de desempenho, planejamento de capa-
cidade etc.

� Gerência de segurança: responsável pela proteção dos recursos disponíveis
na rede.

� Gerência de contabilidade: responsável pela contabilização e verificação de
limites da utilização de recursos da rede, com a divisão de contas feita por
usuários ou grupos de usuários.

Neste livro, nosso foco se mantém nos primeiro três aspectos de gerência.

ED. CAMPUS — MELHORES PRÁTICAS PARA GERÊNCIA DE REDES DE COMPUTADORES — 0700 – CAPÍTULO 16 — 1ª PROVA

Introdução ao SNMP

O crescimento de redes TCP/IP ao longo da década de 1980 aumentou conside-
ravelmente as dificuldades de gerência. A demora no aparecimento de soluções
abertas baseadas no modelo OSI fez com que um grupo de engenheiros decidisse
elaborar uma solução temporária baseada num novo protocolo: Simple Network
Management Protocol (SNMP).1

A simplicidade do SNMP facilitou sua inclusão em equipamentos de intercone-
xão. No final da década de 1990, a solução SNMP já era tão difundida que se estabe-
lecera como padrão de gerência de redes de computadores. Hoje, praticamente to-
dos os equipamentos de interconexão dão suporte a SNMP, bem como muitos ou-
tros dispositivos (nobreaks, modems etc.), e sistemas de software (servidores Web,
sistemas de bancos de dados etc.).

Neste capítulo, discutimos a arquitetura do mundo SNMP e detalhamos o pro-
tocolo SNMP, além da parte mais importante para o gerente de rede: a informação
de gerência, presente na forma de Management Information Bases (MIBs).

3.2 Arquitetura do mundo SNMP
Qualquer solução de gerência, seja ela baseada no SNMP ou não, exibe uma arqui-
tetura básica comum. Esta arquitetura tem quatro componentes:

� Vários elementos gerenciados;

� Uma ou mais estações de gerência;

� Informação de gerência;

� Um protocolo de gerência.

Passamos a discutir cada componente no resto do presente capítulo.

3.2.1 Elementos gerenciados
Os elementos gerenciados constituem os componentes da rede que precisam ope-
rar adequadamente para que a rede ofereça os serviços para os quais foi projetada.
Exemplos de elementos gerenciados incluem:

� Hardware: equipamentos de interconexão, enlaces de comunicação, hospe-
deiros, nobreaks, modems, impressoras etc.

� Software: sistemas operacionais, servidores de bancos de dados, servidores
Web, servidores de mail etc.

Introdução ao SNMP 16

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1 Formalmente, o mundo SNMP chama-se “Internet-Standard Network Management Framework”. Se-
guindo uma tendência mundial, preferimos usar o termo mais simples “mundo SNMP”.

Elementos gerenciados devem possuir um software especial para permitir que
sejam gerenciados remotamente. Esse software chama-se “agente”.

3.2.2 Estações de gerência
As estações de gerência são hospedeiros munidos de software necessário para ge-
renciar a rede. Para facilitar a vida dos especialistas em gerência, as estações de ge-
rência são normalmente centralizadas; aliás, é muito freqüente que haja uma única
estação de gerência. Só se recorre a várias estações de gerência quando a escala da
rede impede que seja gerenciada por uma única estação. Usaremos a expressão “es-
tação de gerência” no singular.

O software presente na estação de gerência que conversa diretamente com os
agentes nos elementos gerenciados é chamado de “gerente”.

A Estação de gerência pode obter informação de gerência presente nos elemen-
tos gerenciados através de uma sondagem2 regular dos agentes ou até mesmo rece-
bendo informação enviada diretamente pelos agentes; a estação também pode alte-
rar o estado de elementos gerenciados remotos. Adicionalmente, a estação de ge-
rência possui uma interface com o usuário especialmente projetada para facilitar a
gerência da rede.

3.2.3 Informação de gerência
As conversas entre gerente e agentes envolvem informação de gerência. Essa infor-
mação define os dados que podem ser referenciados em conversas gerente-agentes.
Exemplos incluem: informação de erro de transmissão e recepção em enlaces de co-
municação, status de um enlace de comunicação, temperatura de um roteador, ten-
são de entrada de um equipamento nobreak etc.

3.2.4 Protocolo de gerência
O gerente e os agentes trocam informação de gerência usando um protocolo de
gerência. O protocolo inclui operações de monitoramento (leitura de informação
de gerência) e operações de controle (alteração de informação de gerência presen-
te no elemento gerenciado). Um exemplo de operação de monitoramento ocorre
quando o gerente pergunta a um roteador: “Qual é a quantidade de erros ocorren-
do no fluxo de entrada na interface número 17?” Um exemplo de uma operação
de controle ocorre quando o gerente diz ao roteador: “Desligue sua interface nú-
mero 17.”

17 Melhores Práticas para Gerência de Redes de Computadores

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2 A palavra sondagem é freqüentemente empregada no inglês (poll) no mundo da gerência. Efetuar son-
dagens de elementos gerenciados chama-se polling, em inglês.

3.2.5 Plataformas de gerência
Um Sistema de Gerência de Redes é normalmente composto por uma plataforma de
gerência e aplicações construídas sobre esta. Elas oferecem funções e serviços bási-
cos de gerência que são comuns a muitas aplicações de gerência. Leia mais sobre
plataformas de gerência no Apêndice 2.

3.2.6 O mundo SNMP
O mundo SNMP está organizado conforme a arquitetura explicada anteriormente.
Porém, difere de soluções alternativas devido ao chamado “axioma fundamental”:
o impacto de adicionar gerência de rede aos elementos gerenciados deve ser míni-
mo, refletindo um menor denominador comum . O resultado é que a solução básica
de gerência e o protocolo SNMP são muito simples. A complexidade está nas pou-
cas estações de gerência e não nos milhares de elementos gerenciados. A simplici-
dade dos agentes SNMP foi fundamental na enorme difusão dessa solução ao longo
dos anos 1990.

O mundo SNMP (ou, mais formalmente, “Internet-Standard Network Manage-
ment Framework”) está baseado em três documentos:

� Structure of Management Information (SMI). Definido pela RFC 1155, a
SMI define essencialmente, a forma pela qual a informação gerenciada é defi-
nida.

� Management Information Base (MIB) principal. Definida na RFC 1156, a
MIB principal do mundo SNMP (chamada MIB-2) define as variáveis de ge-
rência que todo elemento gerenciado deve ter, independentemente de sua
função particular. Outras MIBs foram posteriormente definidas para fins
particulares, tais como MIB de interfaces Ethernet, MIB de nobreaks, MIB de
repetidores etc.

� Simple Network Management Protocol (SNMP). Definido pela RFC 1157, é
o protocolo usado entre gerente e agente para a gerência, principalmente tro-
cando valores de variáveis de gerência.

3.2.6.1Sondagens e traps
No mundo SNMP, é normalmente o gerente que inicia a conversa com os agentes,
numa operação chamada de sondagem (polling). Sondagens são consultas periódi-
cas feitas pelo gerente aos agentes de todos os elementos gerenciados, pedindo que
informem o valor de algumas variáveis de gerência mais críticas. É assim que a esta-
ção de gerência descobre a existência de eventos anormais nos elementos gerencia-
dos. A comunicação iniciada pelos agentes também é possível,