Estrutura Familiar

Disciplina:TÓPICOS ESPECIAIS EM FISIOTERAPIA524 materiais3.340 seguidores
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PROFA. ROANE C. FARIA
2009
FISIOTERAPIA PREVENTIVA E SAÚDE DA COMUNIDADE

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ESTILO DE VIDA
A ABORDAGEM DOS HÁBITOS E ESTILOS DE VIDA VISANDO A PROMOÇÃO DE SAÚDE ENVOLVE NÃO APENAS O CONHECIMENTO DOS FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS, MAS ESPECIALMENTE, A COMPREENSÃO DA DINÂMICA FAMILIAR E DA DETERMINAÇÃO SAÚDE/DOENÇA DENTRO DELA.

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FAMÍLIA
UMA FAMÍLIA É, AO MESMO TEMPO, UM SISTEMA “PARTE DE UM SUPRA-SISTEMA MAIS AMPLO E, POR SUA VEZ, COMPOSTO DE MUITOS SUBSISTEMAS” (Bertalanfly, 1974).
A FAMÍLIA ESTÁ ANINHADA EM SUPRA-SISTEMAS AMPLOS COMO IGREJAS, ASSOCIAÇÕES DE BAIRROS, CLUBES ESPORTIVOS, VIZINHANÇA.
DENTRO DELA, EXISTEM SUBSISTEMAS, COMO: RELAÇÃO PAI/FILHO, SOGRA/GENRO, IRMÃOS, PRIMOS.
RECONHECER A IMPORTÂNCIA DE CADA UM DESTES SUBSISTEMAS E SUPRA-SISTEMAS É FUNDAMENTAL PARA COMPREENDER A FAMÍLIA QUE, POR SER UM TODO, É MAIOR QUE A SIMPLES UNIÃO DESTAS PARTES. MAS CADA UMA DESTAS PARTES VAI CONTRIBUIR NA DETERMINAÇÃO SAÚDE/DOENÇA DE SEUS COMPONENTES.

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FAMÍLIA
OS PROCESSOS DE FEEDBACK EM QUE O COMPORTAMENTO DE UMA PESSOA AFETA O COMPORTAMENTO DE OUTRA SÃO ESSENCIAIS PARA A COMPREENSÃO DA DETERMINAÇÃO DO ESTADO SAÚDE/DOENÇA.
EX.

PAI ALCOOLISTA
FILHO COM GASTRITE
ESPOSA COM HAS.

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HÁBITOS E ESTILOS DE VIDA
OS HÁBITOS ALIMENTARES, ASSIM COMO OS DE LAZER, RELACIONAM-SE NÃO APENAS AO FATOR ECONÔMICO, MAS ESPECIALMENTE AOS HÁBITOS, COSTUMES, GRATIFICAÇÕES E DEMONSTRAÇÕES DE AFETO QUE VIGORAM EM UM CONTEXTO FAMILIAR, ASSIM COMO DO SISTEMA DE CRENÇAS DA FAMÍLIA.

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ESTILO DE VIDA
AS MUDANÇAS SOBRE O ESTILO DE VIDA PODEM OCORRER GRADUALMENTE, DEPENDENDO ASSIM DO FATOR TEMPO E DAS MUDANÇAS DOS SUPRA-SISTEMAS AO REDOR, OU SER DESENCADEADAS POR PERTURBAÇÕES SÚBITAS OCORRIDAS NA FAMÍLIA, COMO DOENÇAS OU ALTERAÇÃO DO PADRÃO ECONÔMICO.

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ESTILO DE VIDA
A ESTRUTURA BIOFÍSICO-SOCIAL DO INDIVÍDUO É PRODUTO DE SEU DETERMINISMO ESTRUTURAL, OU SEJA, DA ESTRUTURA DO SISTEMA EM QUE VIVE, DAS INFLUÊNCIAS INTRAPESSOAIS E AMBIENTAIS.

AS MUDANÇAS SERÃO DESENCADEADAS PELAS “PERTURBAÇÕES”, MAS AS INTERVENÇÕES EM EDUCAÇÃO EM SAÚDE PODEM SE CONSTITUIR EM UMA DESTAS “PERTURBAÇÕES”, FATORES DESENCADEANTES DE MODIFICAÇÕES. (Muturana e Varela, 1992).

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Estilo de Vida
A ação dos profissionais da saúde sobre as famílias deve tender a provocar mudanças.
É importante que não haja culpabilização das famílias ou dos indivíduos pelos hábitos menos saudáveis, com alimentação inadequada, tabagismo, ou mesmo uso de drogas.
Também não podemos isentar a sociedade e as instituições de saúde e educacionais da responsabilidade de atuar nas mudanças necessárias para a promoção de saúde.
O contato com as famílias deve ser direcionado a aumentar a sua auto-estima, reforçar os aspectos positivos de personalidade que podem levar ao cultivo de bons hábitos.

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PACIENTE OBESA
Abordagem negativa:
“A senhora não conseguiu
 fazer
 o regime previsto, outra vez!”
Abordagem positiva:
“A senhora é uma pessoa tão
responsável, ativa e cuidadosa, que
logo
vai conseguir reverter este quadro.
Não combina com a senhora ser
negligente com sua saúde.”

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É através da problematização, procurando junto com a família as soluções cabíveis, que os profissionais de saúde conseguirão maior impacto em sua atuação.
Os supra-sistemas, como igreja ou escola, são importantes nesta atuação. Junto a eles pode-se organizar caminhadas, grupos de ginástica e exercícios, cursos de culinária saudável ou mutirões para limpeza de reservatórios de água.
As atividades religiosas ou de lazer podem distanciar, especialmente os jovens do alcoolismo e do uso de drogas.

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É NECESSÁRIO OLHAR COM OS OLHOS DO OUTRO, VIVER COM ELE OS OBSTÁCULOS, AS MUDANÇAS NECESSÁRIAS, PARA PODER CONDUZI-LO AO PATAMAR QUE ALMEJAMOS.

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ALTERAÇÕES NO CONTEXTO SÓCIO ECONÔMICO E SEU IMPACTO NA SAÚDE DA FAMÍLIA
O MAIOR ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE TEM PROPICIADO A DIMINUIÇÃO DAS TAXAS DE NATALIDADE PELA DIFUSÃO DO CONHECIMENTO DOS MÉTODOS DE CONTRACEPÇÃO E PELA FACILIDADE DE OBTENÇÃO DE MEDICAMENTOS E PRESERVATIVOS. PREDOMINAM AS FAMÍLIAS NUCLEARES.

HÁ MAIOR PRESENÇA DE IDOSOS NA COMPOSIÇÃO DAS FAMÍLIAS E AUMENTO NA INCIDÊNCIA DAS DOENÇAS CRÔNICO-DEGENERATIVAS. NA FAMÍLIA ATUAL, A MAIOR PARTE DAS PESSOAS ESTÁ ENVOLVIDA EM ATIVIDADES FORA DO LAR E MUITAS VEZES FALTAM FAMILIARES PARA CUIDAR DO IDOSO, QUANDO SUAS CONDIÇÕES FÍSICAS O EXIGEM. POR OUTRO LADO, ELEVADO NÚMERO DE IDOSOS MORAM SÓ, DISTANTE DE SEUS FAMILIARES, OU COM UM CÔNJUGE DA MESMA IDADE E INCAPAZ DE PROPICIAR CUIDADO ADEQUADO.

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ALTERAÇÕES NO CONTEXTO SÓCIO ECONÔMICO E SEU IMPACTO NA SAÚDE DA FAMÍLIA
AUSÊNCIA DA FIGURA PATERNA EM MUITAS FAMÍLIAS, ONDE A MÃE EXERCE FUNÇÃO DE PROVEDORA DO SUSTENTO FAMILIAR; OU POR DESEMPREGO DO PAI, GERANDO ESTRESSE FAMILIAR: PARA A MÃE, POR TER JORNADA DUPLA; PARA O PAI PELA BAIXA AUTO-ESTIMA; PARA OS FILHOS QUE PODEM SER NEGLIGENCIADOS DENTRO DO LAR OU TER QUE ASSUMIR TAREFAS DOMÉSTICAS. TUDO ISTO PODE GERAR ADOECIMENTO.

MAIOR NÚMERO DE 2º OU 3º CASAMENTO REDESENHANDO A ARQUITETURA FAMILIAR, PODENDO PROVOCAR RELAÇÕES CONFLITUOSAS TRAZENDO NOVOS IRMÃOS, NOVAS RELAÇÕES PARENTAIS, OCASIONANDO ANSIEDADE E INSEGURANÇA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

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ALTERAÇÕES NO CONTEXTO SÓCIO ECONÔMICO E SEU IMPACTO NA SAÚDE DA FAMÍLIA
A MUDANÇA DE VALORES, A CRESCENTE LIBERAÇÃO DOS COSTUMES, A INFLUÊNCIA DA MÍDIA, TUDO TEM LEVADO AS ADOLESCENTES AO INÍCIO PRECOCE DA ATIVIDADE SEXUAL, AUMENTANDO O RISCO DE AIDS, DSTs, GRAVIDEZ INDESEJADA, ABORTO PROVOCADO. EM ALGUMAS FAMÍLIAS, OS AVÓS TÊM ASSUMIDO O PAPEL DE PAIS. EM OUTROS CASOS, FORMAM-SE NOVOS NÚCLEOS FAMILIARES QUE, SEM CONDIÇÕES DE PROVER O PRÓPRIO SUSTENTO, GERALMENTE CONTINUAM A HABITAR O NÚCLEO FAMILIAR ORIGINAL. ENVOLVIDOS EM NOVAS RESPONSABILIDADES, ESTES ADOLESCENTES VÊEM-SE TOLHIDOS EM SUA BUSCA DE REALIZAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL.

A DIFICULDADE DE INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO FRUSTRA AS EXPECTATIVAS DE ASCENSÃO SOCIAL DOS JOVENS E OS TORNA DEPENDENTES DOS PAIS POR MAIS TEMPO, PROLONGANDO A ADOLESCÊNCIA E IMPEDINDO A AUTONOMIA DESEJÁVEL. ESTA AUSÊNCIA DE PERSPECTIVAS PODE IMPELIR O JOVEM À TRANSGRESSÃO E AO USO DE DROGAS.

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ALTERAÇÕES NO CONTEXTO SÓCIO ECONÔMICO E SEU IMPACTO NA SAÚDE DA FAMÍLIA
A CARÊNCIA DE RECURSOS FAZ COM QUE MUITAS FAMÍLIAS HABITEM ÁREAS CARENTES DE SANEAMENTO BÁSICO EM PERIFERIAS OU FAVELAS. ALGUMAS FAMÍLIAS MESMO TENDO ACESSO AO ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA REDE OFICIAL, NÃO PROCURAM O SERVIÇO ALEGANDO NÃO PODER PAGAR A TAXA MÍNIMA PARA O FORNECIMENTO. A AUSÊNCIA DO FORNECIMENTO BÁSICO, O INSUFICIENTE CONTROLE DOS VETORES, A AGLOMERAÇÃO DOS DOMICÍLIOS E DE PESSOAS DENTRO DOS ESPAÇOS RESIDENCIAIS E O DESCONHECIMENTO DE HÁBITOS DE HIGIENE FAZEM COM QUE A INCIDÊNCIA DE DOENÇAS INFECTO-PARASITÁRIAS PERMANEÇA ALTA NO PAÍS.

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ALTERAÇÕES NO CONTEXTO SÓCIO ECONÔMICO E SEU IMPACTO NA SAÚDE DA FAMÍLIA
A GLOBALIZAÇÃO, A MENOR NECESSIDADE DE MÃO-DE-OBRA, A EXIGÊNCIA DE MAIOR PREPARO PARA OS TRABALHADORES, O RECUO DAS POLÍTICAS SOCIAIS, O DESEMPREGO ESTRUTURAL, ENFIM, TÊM COMO CONSEQUÊNCIA A EXCLUSÃO SOCIAL DE MUITAS FAMÍLIAS E O RECRUDESCIMENTO DA INCIDÊNCIA DE DOENÇAS CARENCIAIS E DA MORBIDADE E MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS, ESPECIALMENTE AGRESSÕES E HOMICÍDIOS. TAMBÉM A POBREZA E A FALTA DE ALTERNATIVAS DE SOBREVIVÊNCIA LEVAM MUITOS JOVENS À TRANSGRESSÕES E MARGINALIDADE SOB A FORMA DE TRÁFICO DE DROGAS, FURTO, ASSALTOS E OUTROS. OUTRA ALTERNATIVA ASSOCIADA A POBREZA É A PROSTITUIÇÃO, NÃO SÓ EM CRIANÇAS E JOVENS, MAS ENTRE DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS.

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ALTERAÇÕES NO CONTEXTO SÓCIO ECONÔMICO E SEU IMPACTO NA SAÚDE DA FAMÍLIA
PERDA DA TRADIÇÃO DE SE FAZER HORTAS E POMARES, MANTENDO-SE O CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS COMO BOLACHAS, REFRIGERANTES, DOCES, ETC. ESTES HÁBITOS FOMENTAM A OBESIDADE E CARÊNCIA DE ELEMENTOS IMPORTANTES PARA A SAÚDE DO ADULTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.
AUMENTO DA MIGRAÇÃO AOS GRANDES CENTROS EM BUSCA DE