Dir Civil II - Semana 1
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Dir Civil II - Semana 1

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DIREITO CIVIL II  - O DIREITO DAS OBRIGAÇÕES – SEMANA 1

 

Estrutura do Conteúdo

1. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

1.1
Plano de ensino; 1.2 Metodologia de ensino – o método
da resolução de casos; 1.3 Bibliografia adotada – básica e complementar.

 

2. DIREITO DAS OBRIGAÇÕES

2.1
Conceito, âmbito, gênese e importância do Direito das Obrigações. 2.2
Princípios norteadores das relações obrigacionais. 2.3 Direitos de crédito; 2.4 Tratamento do direito obrigacional no novo Código Civil;
2.5 Distinção entre direitos obrigacionais e direitos reais. 2.5.1 As
obrigações propter rem. 2.6
Distinção entre obrigação e responsabilidade.

 

Referências bibliográficas:

Nome do
livro: Direitos das Obrigações, Rio de Janeiro:, 2009. EAN-13:9788537506103
Nome do autor: FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD,
Nelson. Editora: Rio de Janeiro: Lumem Juris Ano: 2009. Edição: 4a Nome do capítulo: Capítulo 1-
Introdução ao Direito das Obrigações N. de páginas do capítulo: 20 ( itens 1.1 a 1.4)

 

DIREITO DAS
OBRIGAÇÕES

 

Ao longo do primeiro encontro o intuito é de apenas
apresentar uma síntese do conteúdo do Plano de ensino da disciplina,
discorrendo sobre seu âmbito focal, a partir da aplicação da metodologia
explicativa, através da qual o aluno possa começar a familiarizar-se com a
matéria. A partir daí, vamos discorrer sobre a metodologia de ensino centrada na resolução de casos concretos. A
seguir, apresentar a bibliografia básica e complementar. Assim,  ao
adentrar ao conteúdo programático do primeiro
encontro vamos fornecer ao aluno o campo estrutural do Direito das
Obrigações e sua base principiológica. Vamos então,
discorrer sobre a relação do Direito Civil com a Constituição Federal de 1988,
para a partir deste entendimento introduzir o entendimento do conceito de repersonalização e do fenômeno da constitucionalização do
Direito Civil. Assim, sugerimos alguns tópicos que podem se constituir como um
referencial norteador à apresentação do conteúdo programático estabelecido para
estes dois primeiros encontros da primeira semana de aulas: Conceitos
importantes a desenvolver: Relações sociais em geral; Relações jurídicas;
Sociedade e complexidade social - necessidade de contratar; fazer algo e
receber em troca. Obrigações sociais: morais, religiosas e jurídicas –
distinção entre elas – a tutela estatal; força coercitiva advinda da norma, lei
ou contrato. Relação entre a liberdade do indivíduo e as obrigações impostas
pela sociedade para a vida social. Breve histórico sobre o direito obrigacional
no Direito Romano em que a obrigação possuía um cunho eminentemente pessoal.
Ex.: poder de tornar o indivíduo um escravo por cota de endividamento.
Enfatizar o fato pelo qual no Direito das Obrigações se encontra o suporte
econômico da sociedade capitalista, ressaltando a questão da circulação da
riqueza. Obrigações em relação ao Estado: obrigações tributárias. Esclarecer que
as obrigações decorrentes do Direito de Família serão tratadas posteriormente
em disciplinas próprias. Sobre o conceito de obrigação: A palavra obrigação
pode assumir vários significados, dependendo do contexto que estiver se
referindo. Dessa forma, em sentido amplo, a obrigação é um dever, que pode
estar ligada a uma acepção moral ou jurídica. Do ponto de vista moral, as
pessoas têm obrigações diversas, fruto da cultura, dos costumes e da própria
convivência social. Assim, exemplos de obrigações morais seriam
a obrigação de ir à missa, comparecer a eventos familiares, contribuir
com campanhas sociais, pagar dízimo em Igreja, dentre outras. Quando a
obrigação está dentro da órbita jurídica, há um dever
jurídico, que se relaciona à observância de uma lei específica, ou um
contrato firmado entre as partes. Assim, exemplos de obrigações jurídicas seriam a obrigação de pagar um tributo, de comparecer a uma
audiência, de cumprir um contrato de prestação de serviços, dentre muitas
outras. Importante apontar que não há uma definição no Código Civil; mas, que
no entanto há uma diferença entre obrigação em geral e direito das obrigações;
Clovis Bevilácqua (1977 ):
“Obrigação é a relação transitório do Direito que nos constrange a dar, fazer
ou não fazer alguma coisa, em regra economicamente apreciável, em proveito de
alguém que, por ato nosso ou de alguém conosco juridicamente relacionado, ou em
virtude de lei, adquirir o direito de exigir de nós uma ação ou omissão”
Washington de Barros (1979) – critica a ausência da responsabilidade.
“Obrigação é a relação jurídica de caráter transitório,
estabelecida ente o devedor e o credor e cujo objeto consiste numa
prestação pessoal econômica, positiva ou negativa, devida pelo primeiro ao
segundo, garantindo-lhe o adimplemento através de seu patrimônio.” Silvio
Venosa ( 2003 ) “Obrigação é a relação jurídica transitória, de cunho
pecuniário, unindo duas ( ou mais ) pessoas, devendo uma ( o devedor ) realizar
uma prestação à outra.” (a responsabilidade não integra o conceito). Assim, é
possível afirmar: O Direito da obrigações consiste num
complexo de normas que regem relações jurídicas de ordem patrimonial que tem
por objetivo prestações de um sujeito em proveito de outro. Trabalhando a
partir dos conceitos O conceito: Relação é de cunho jurídico; não é pessoal; é
inerente ao direito. Transitória: deverá extinguir-se; há uma relação de tempo;
não há obrigação perene; Há, neste aspecto, uma diferença entre o Direito
Obrigacional e o Direito Real. Credor e devedor – pessoalidade do vínculo, há
um sujeito ativo e um sujeito ativo; diferentemente dos direitos reais que é
erga omnes. Prestação: atividade do devedor e, prol
do credor, que pode ser positiva ou negativa. É o patrimônio do devedor que
deverá responder, mesmo quando da obrigação personalíssima, quando resolve-se por perdas e danos. Direito das obrigações possui
cunho pecuniário; sem este aspecto econômico, pode ser obrigação jurídica, mas
não se insere no mundo do Direito das Obrigações. Obrigação de servir às forças
armadas e obrigações do proprietário de cumprir certos regulamentos administrativos – sentido lato; não há o aspecto pecuniário,
a figura do credor. Obrigação com título negociável – obrigação no mercado
financeiro. OBRIGAÇÃO DEVER JURÍDICO ? Observar o comando da lei, sob pena de
sanção SUJEIÇÃO ? Suportar as conseqüências jurídicas do exercício de um
direito ÔNUS JURÍDICO ? Agir de modo a tutelar seu direito DUALIDADE DA
OBRIGAÇÃO DÉBITO (dever de prestar) GARANTIA (direito de exigir / permite
sanção) Distinção entre os direitos reais e os direitos pessoais e o caso
especial das obrigações propter rem
Nos Direito das Obrigações, estuda-se as relações dos homens entre si. Nos
Direitos Reais, se estuda a relação dos homens com as coisas,
sempre movido por interesse econômico. Desse relacionamento econômico,
com as pessoas e com as coisas, forma-se um patrimônio ao longo de nossa vida,
que será transferido aos nossos herdeiros após nossa morte, de acordo com as
regras do Direito das Sucessões. O interesse econômico está em todas essas
relações. Importante esclarecer que o Direito de Família é o menos patrimonial
de todas os ramos do Direito Civil. Em suma, o Direito Patrimonial é o campo do
Direito Civil onde as pessoas se relacionam entre si,
através dos contratos, e onde as pessoas se relacionam com as coisas,
adquirindo propriedade, com o objetivo de formar um patrimônio, que será
transferido aos herdeiros após a morte. No direito patrimonial predomina a
autonomia privada, onde a liberdade dos particulares é grande, não há a
presença marcante do Estado. É permitido fazer tudo o que a lei não proíbe,
diferentemente do direito público (Administrativo - onde só se faz o que a lei
permite) DIREITOS REAIS DIREITOS OBRIGACIONAIS Incide sobre a coisa Incide
sobre as relações humanas Absoluto; oponível erga omnes
Relativo; só é oponível ao devedor. Só há um titular ( pessoa
ou condomínio ), exercida de forma direta e imediata. Credor e Devedor
vinculados pela prestação. É Atributiva. É Cooperativa. Concede gozo e fruição
de bens.