PORTUGAL E BRASIL NO SÉCULO XVIII

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da Inquisição nos Estados da América Meridional;
Pelo artigo 10º, consentia-se na abolição gradual da escravidão, ao mesmo tempo em que eram delimitadas as possessões portuguesas que poderiam permanecer com o tráfico negreiro;

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ALGUMAS DISPOSIÇÕES DO TRATADO DE COMÉRCIO E NAVEGAÇÃO:
Os primeiros nove artigos definiam reciprocidade de direitos de ambas as partes sob a égide do sistema de livre-comércio e navegação.
Pelo artigo 2º, os súditos de ambos os países poderiam negociar, viajar, residir ou se estabelecer nos portos, nas vilas, nas cidades dos respectivos Estados, exceto naqueles em que fossem proibidos estrangeiros.
Pelos artigos 3º, 4º, 5º e 7º, determinavam que haveria reciprocidade no tratamento dos súditos, produtos e navios das duas nações, no que se referia a impostos, tributos, direitos alfandegários e despesas nos portos.
Pelo artigo 8º, Portugal conservaria os monopólios sobre a venda de determinados produtos, tais como: marfim, madeira tintorial, diamantes, ouro em pó, pólvora e tabaco manufaturado.

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Pelo artigo 10º, permitia-se aos ingleses a implantação de um tribunal privativo em cada um dos portos brasileiros, que seriam regidos por magistrados especiais (JUÍZES CONSERVADORES DA NAÇÃO BRITÂNICA), eleitos pelos ingleses residentes e confirmados pelo príncipe regente. Nos domínios ingleses, todavia, os portugueses seriam tratados como qualquer estrangeiro;
Pelo artigo 12º, era assegurada aos ingleses residentes liberdade de consciência e de culto religioso, devendo seus locais de culto assemelhar-se a domicílios particulares;
Pelo artigo 19º, estipulavam-se as seguintes taxas de importação: 15% “ad valorem” para produtos ingleses, 16% para artigos portugueses e 24% para produtos de outras nações;
Pelo artigo 22º, o porto de Santa Catarina tornava-se um porto franco, o que visava facilitar o comércio britânico com Buenos Aires;

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ALGUNS ASPECTOS DA ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA E ADMINISTRATIVA DO IMPÉRIO PORTUGUÊS DURANTE A PERMANÊNCIA DA FAMÍLIA REAL NO BRASIL
Implantação, no Brasil, de todos os órgãos do Estado Português (secretarias do Reino, da Guerra e Estrangeiros, da Marinha e Ultramar, do Real Erário).
No nível dos tribunais superiores, a administração de D.João criou a MESA DO DESEMBARGO DO PAÇO, DA CONSCIÊNCIA E ORDENS, pela fusão do DESEMBARGO DO PAÇO com a MESA DE CONSCIÊNCIA E ORDENS, pelo alvará de 22/04/1808 .
Transformação do TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO RIO DE JANEIRO em CASA DE SUPLICAÇÃO para todo o Reino, pelo Alvará de 10/05/1808.
Criação das RELAÇÕES DO MARANHÃO (1812) e de PERNAMBUCO (1821).

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Foram criados também neste período, órgãos superiores de jurisdições especializadas:
Conselho Supremo Militar (Alvará de 1 de abril de 1808);
Intendência Geral da Polícia: criada pelo alvará de 05 de abril de 1808, com a finalidade de controlar as obras públicas e organizar as tropas na Corte.
- O primeiro intendente geral de polícia nomeado foi o desembargador Paulo Fernandes Viana que já havia ocupado vários cargos públicos, inclusive o de OUVIDOR GERAL DO CRIME.
- Mesmo com escassos recursos, o intendente organizou a GUARDA REAL DA POLÍCIA e iniciou o patrulhamento da cidade.
- O intendente possuía ilimitada jurisdição para manter a ordem na cidade (possuía jurisdição sobre juízes criminais), ao mesmo tempo em que a Intendência assumia várias atribuições que, ordinariamente, caberiam ao Senado da Câmara, o que gerou desavenças entre as duas instâncias, uma vez que os camaristas perderam certas prerrogativas sobre o espaço urbano com a criação da Intendência.

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KAREN GUERREIRO fez um comentário
  • Muito bom, ajudou bastante!
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