ok clin equi 14.02.11
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ok clin equi 14.02.11

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um dente, por isso é chamado de cisto dentigeno, mas não tem nada a ver com o dente, nem tem muito a ver com a cavidade oral propriamente dita, se eu penso num odontoma temporal. Quando agente esta falando da cavidade oral por conta de ser dentígeno, por conta de ser alguma coisa semelhante a dentes, ai agente acaba falando na cavidade oral, até mesmo por que a literatura cita que se eu tenho o cisto num outro seio eu posso ter uma cistulação pra cavidade oral. Odontoma é um tumorzinho, o organismo identifica aquilo como sendo uma formação estranho e aquilo o organismo tenta eliminar, e quando tenta eliminar ele fistula. No caso do odontoma temporal, ele vai fistular na orelha. Nos outros seios (que não é comum) ele pode fistular ou pra fora, na face na altura do seio ou pra dentro. (por isso agente vê ele aqui na cavidade oral)
Ele pode provocar um inchaço, posso ter um aumento do volume ou uma distorção dependendo do local onde ele está do seio que ele está afetando. Seio temporal é mais comum, ou seio maxilar, ou no rostral ou no caudal. Tenho um abaulamento e uma quantidade de pus muito grande sendo produzida.
A fistula do seio temporal vai acontecer na orelha, então geralmente agente vê um pus, um acúmulo de pus na base da orelha (na ponta da voltinha da orelha), e ai o proprietário reclama o seguinte: ele limpa e coloca remédio e ela não cura. O pus fica minando o tempo inteiro, enquanto não retirar a fistula, não sara.
Diagnostico: através da inspeção e da evidencia da fistula. O raio-x vai mostrar o odondoma no seio, e ai eu consigo fechar o diagnostico.
Tratamento é cirúrgico, eu tenho que abrir esse seio (através da trepanação) com o trepano vou abrir o seio, fazer a retirada do cisto, faço a limpeza do cisto, retiro a fistula (senão ela vai continuar ali aberta e ocorrer uma contaminação). Enquanto não tira a fistula, não vai sarar isso.
O seio temporal é o mais comum, então quando vc tem ele no temporal (que é o que normalmente acontece) ele fistula na orelha. O rostral e o caudal, eles são mais raros de serem encontrados, que quando vc tem nesses seios, vc tem uma fistulação que pode ir pra fora, mas é mais fácil ir pra dentro. (professora viu os 3 casos no Campolina)

Estomatites
	Temos as estomatites infecciosas. Pelo vírus da estomatite vesicular, tem algumas áreas nos EUA que vc tem, mas não é uma coisa muito comum. O importante do vírus da estomatite vesicular são as lesões que eles podem fazer no casco do cavalo.
	Temos as estomatites causadas por pseudômonas, rodococo equi, cândida. As estomatites mais comuns nos eqüinos são as causadas pelo rodococo equi, em potros por exemplo que não são imunizados, ela é mais comum. As infecções por rodococos vc pode ter tanto uma pneumonia quanto uma gastroenterite grave, e ai muitas vezes vc tem diarréias com apresentação dessas vesículas na boca (um quadro de estomatite).
O que é a estomatite: é um processo inflamatório da mucosa oral, da gengiva. Essa estomatite vai ser causada por alguma coisa, provavelmente ela vai ser secundaria, ou por uma gastrite (porque tomou muito antiinflamatório e fez uma gastrite, que pode fazer a estomatite) ou mesmo pelo processo infeccioso do rodococos. Esse rodococos quando vai pro sistema digestivo, causa uma enterite grave com uma diarréia grave, e se agente não ficar esperto, perdemos o potro. Quanto mais novo o potro mais grave é. Esses potros fazem uma diarréia e se agente não consegue controlar, muitas vezes eles acabam evoluindo para uma pneumonia por rodococos, fica com o pulmão cheio de abscessos e acaba morrendo. A partir do momento que o rodococos está fortalecido, e o sistema imunológico do animal está debilitado, dependendo do tempo, agente não consegue controlar.
O rodococos pode invadir e causar uma pneumonia e se eu não conseguir controlar ele pode evoluir para uma enterite. Ou ele pode fazer uma enterite, agente não conseguir controlar e ele evoluir para uma pneumonia.
Como que acontece isso: normalmente são pequenas vesículas que evoluem para grandes úlceras. Então alem dessas lesões (vesículas que evoluem para úlceras) eu posso ter formação de úlceras por causas parasitárias, causas mecânicas e causas toxicas. Eu posso ter por ex. intoxicação por fenilbutazona que pode levar a essa formação de vesículas que podem evoluir para ulceras. (diferença de vesícula para úlcera: tamanho. Tenho uma vesícula que pode estourar, e ai a vesícula é superficial e a ulcera já pega camadas mais profundas).

Causas parasitárias: posso ter aquele caminho de parascaris, que lesiona a mucosa.
Causas mecânicas: capim que pode entrar entre a gengiva e o dente.
Causas tóxicas: substancias que intoxicam. Ex. fenilbutazona. Uso prolongado de AINE’s acaba levando a essas ulcerações. Dependendo, podem ser consideradas estomatites e não infecciosas.

Sinais: às vezes não tem sinal, às vezes é assintomático. As vezes eu tenho disfagia, inapetência, salivação e se for infecciosa eu vou ter febre associada.
Os processos de gastrite quando estão no inicio, alguns estudos mostraram que com a utilização da endoscopia começamos a descobrir as coisas como por ex.: com 3 dias de flumexine eu já tenho uma gastrite instalada, imagina com a fenilbutazona. As vezes vc não chega a ter a intoxicação propriamente dita, mas vc já tem uma gastrite desencadeando e vc já começa a observar porque esse animal tem uma gastrite, e muitas vezes vc não tem excesso de saliva pq ele deglute, as vezes vc tem um aumento na produção de saliva que não é tão grande que ele não consiga deglutir tudo. Então vc pode ter no processo inicial da gastrite vc não tem ulcera, vc tem gastrite, começa a formação de pequenas vesículas, vc tem aumento na produção de saliva, mas ele deglute e agente não percebe, muitas vezes sendo assintomático.

Tratamento: retirada da causa. Então tem que procurar o que está causando essas ulcera e vesículas. Lavagem com agente anti-séptico por ex, clorexidine. A partir do momento que vc tira a causa, resolve o problema, a cicatrização (recuperação) acontece de forma rápida.

Calculo e fístula salivar
	Os cálculos vão acontecer como qualquer outro cálculo, concreções que vão acontecer por precipitação, e precipitações de componentes salivares, isso vai fazer com que eu tenha uma obstrução da passagem dessa saliva. Quando essa obstrução é total eu posso ter a formação de uma fístula. Não é uma coisa muito comum, normalmente cavalo não tem calculo salivar.
	Eu tenho mais comum calculo na glândula parótida e muitas vezes eles se acumulam no canal de estenon. Vc pode ter pequenos cálculos que podem ser como areia, e vc pode ter um calculo só, uma pedrinha feita. É mais fácil agente encontrar esses pequenos em forma de areia.
Podemos encontrar também nas glândulas mandibulares no canal de Barton e nas glândulas sublinguais. É raro mais raro, porem podemos encontrar.

O que vou encontrar: posso encontrar um aumento de volume da glândula propriamente dita ou um aumento do canal, dependendo da onde está o calculo, ele é duro, endurecido se for um calculo grande. Posso ter um calculo maior ou cálculos múltiplos pequenos. Quanto mais concentrado for, mais duro vai ser, indolor. Quando agente aperta, se for tipo areia vamos perceber a crepitação.
Nesses casos, como vou tirar: se tenho esse aglomerado pequeno, tipo areia, muitas vezes a manipulação, a massagem faz ele eliminar pela boca. Nos cálculos grandes vamos ter que fazer uma incisão pra fazer a retirada. Se eu tenho um calculo obstruindo tudo, ou uma fistula formada eu ai sim, vou fazer a incisão, retirada do calculo e tenho que fazer retirada da fistula. Às vezes agente consegue com solução de iodo forte, queimar essa mucosa da fistula, produz uma agressão forte nessa mucosa, causa reação inflamatória e ai cicatriza. Só conseguimos a cicatrização se agente destruir a mucosa, se não destruir, a fistula vai ficar lá, sendo um orifício de contaminação.

Pequenos: remoção bucal. Grandes: remoção cirúrgica. Fistula está diretamente relacionada ao comprometimento vesical que