CCJ0009-WL-PA-16-T e P Narrativa Jurídica-Antigo-15857
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Título

8 - Teoria e Prática da Narrativa Jurídica

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula

8

Tema

Produção de narrativa jurídica simples: relatório.

Objetivos

O aluno deverá ser capaz de:
- Produzir narraƟvas simples condizentes com todas as orientações dadas ao longo do semestre.

Estrutura do Conteúdo

1. Produção de Relatório Jurídico

1.1. Seleção de fatos

1.2. Presença dos elementos da narraƟva forense (o quê, quem, onde, quando, como, por quê, por isso...)

1.3. Organização Cronológica

1.4. Correta idenƟficação do fato gerador

1.5. Uso adequado do tempo verbal

1.6. Adequação à norma culta

1.7. Uso de polifonias

1.8. Foco narrativo na terceira pessoa

1.9. Ausência de modalizadores

Aplicação Prática Teórica

O relatório é um Ɵpo de narraƟva em que os fatos importantes de uma situação de conflito devem ser cronologicamente organizados, sem 
interpretá-los (ausência de valoração); apenas informá-los na lide ou demanda processual.

Segundo De Plácido (2006, p.1192), relatório “designa a exposição ou a narração acerca de um fato ou de vários fatos, com a discriminação de 
todos os seus aspectos ou elementos relevantes”.

 
QUESTÃO:
Leia atentamente o caso concreto e produza um relatório. Observe todas as orientações acumuladas ao longo do semestre.
 
Caso concreto

Miguel ajuizou, em face da menor Melina Coelho Andrade – dois anos, nascida em 16 de dezembro de 2006, representada por sua mãe, Constança 
Andrade – ação negatória de paternidade, em relação à menor, e, por consequência, a declaração/anulação de seu reconhecimento, em registro de 
nascimento, com a exclusão de seu nome, como pai.

Argumentou que foi induzido a erro pela mãe da menor, com quem teve um relacionamento amoroso, deixando -se conduzir, na ocasião do registro, 
pelas suas súplicas e apelos emocionais. GaranƟu que somente registrou a menor como sua filha porque acreditou, à época do registro, ser seu 
verdadeiro pai biológico e que, logo após o registro, foi feito exame de DNA, anexado ao processo, por meio do qual descobriu não ser o pai da menor. 

Sustenta também que, se soubesse antes não ser o pai biológico da requerida, jamais aceitaria registrá -la como sua filha e que, assim, houve vício 
de seu consenƟmento por erro substancial, pois não existe qualquer vínculo biológico nem afeƟvo entre ele e a menor.

Em contestação, argumenta-se não ter havido o alegado erro e que o ato de reconhecimento espontâneo e consciente da menor como filha 
importou, praƟcamente, em sua adoção, por instrumento impróprio, razão pela qual não poderia ser rescindido unilateralmente.

Vieram aos autos, como prova, além do trazido com a inicial, outro exame pericial de DNA, determinado judicialmente, que confirmou o primeiro e 
negou, cienƟficamente, a paternidade biológica de Miguel Coelho, em relação a Melina. Em depoimentos pessoais, ambas as partes apenas reiteraram o 
que expuseram, respecƟvamente, na inicial e na contestação.
 

A fim de orientá -los na seleção dos fatos importantes do caso concreto, eis pequena coletânea de quatro julgados recentes sobre a matéria 
em análise.
 
NEGATÓRIA DE PATERNIDADE. ANULAÇÃO DE REGISTRO CIVIL. PROVA PERICIAL FRUSTRADA. LIAME SOCIOAFETIVO. 1. O ato de reconhecimento de filho 
é irrevogável (art. 1º da Lei nº 8.560/92 e art. 1.609 do CC). 2.A anulação do registro civil, para ser admiƟda, deve ser sobejamente demonstrada como 
decorrente de vício do ato jurídico (coação, erro, dolo, simulação ou fraude). 3. Em que pese o possível distanciamento entre a verdade real e a biológica, 
o acolhimento do pleito anulatório não se jusƟfica quando evidenciada a existência do liame sócio-afeƟvo. 4. Inexistência de prova do vício induz à 
improcedência da ação. Recurso desprovido. (AC 598403632)
 
REGISTRO DE NASCIMENTO - RECONHECIMENTO ESPONTÂNEO DA PATERNIDADE  - ADOÇÃO SIMULADA OU “À BRASILEIRA”. Descabe a pretensão 
anulatória do registro de nascimento do filho da companheira, lavrado durante a vigência da união estável, já que o ato Ɵpifica verdadeira adoção, que é 
irrevogável. Apelo provido, por maioria. (EI 599277365)
 
PATERNIDADE. RECONHECIMENTO. Quem, sabendo não ser o pai biológico, registra como seu filho de companheira durante a vigência de união estável 
estabelece uma filiação sócioafeƟva que produz os mesmos efeitos que a adoção, ato irrevogável. AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE E AÇÃO 
ANULATÓRIA DO REGISTRO DE NASCIMENTO. O pai registral não pode interpor ação negatória de paternidade e não tem legiƟmidade para buscar a 
anulação do registro de nascimento, pois inexiste vício material ou formal a ensejar sua desconsƟtuição. Embargos rejeitados, por maioria. (EI 
70001919414)
 
NEGATÓRIA DE PATERNIDADE. ALEGAÇÃO DE CONSENSO ENTRE AS PARTES. PATERNIDADE SOCIOAFETIVA. Não obstante a existência de exame 
parƟcular de DNA realizado de comum acordo entre as partes antes do ajuizamento da ação, e que exclui a paternidade biológica, não se perquiriu acerca 
da existência de vínculo afeƟvo em relação ao pai registral. Suposto pai biológico é liƟsconsorte passivo necessário. Reconhecimento da paternidade que 
se deu de forma regular, livre e consciente, mostrando-se a revogação juridicamente impossível diante das circunstâncias dos autos. NEGADO 
PROVIMENTO. UNÂNIME.
 

Plano de Aula: 8 - Teoria e Prática da Narrativa Jurídica
TEORIA E PRÁTICA DA NARRATIVA JURÍDICA

Estácio de Sá Página 1 / 2

Título

8 - Teoria e Prática da Narrativa Jurídica

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula

8

Tema

Produção de narrativa jurídica simples: relatório.

Objetivos

O aluno deverá ser capaz de:
- Produzir narraƟvas simples condizentes com todas as orientações dadas ao longo do semestre.

Estrutura do Conteúdo

1. Produção de Relatório Jurídico

1.1. Seleção de fatos

1.2. Presença dos elementos da narraƟva forense (o quê, quem, onde, quando, como, por quê, por isso...)

1.3. Organização Cronológica

1.4. Correta idenƟficação do fato gerador

1.5. Uso adequado do tempo verbal

1.6. Adequação à norma culta

1.7. Uso de polifonias

1.8. Foco narrativo na terceira pessoa

1.9. Ausência de modalizadores

Aplicação Prática Teórica

O relatório é um Ɵpo de narraƟva em que os fatos importantes de uma situação de conflito devem ser cronologicamente organizados, sem 
interpretá-los (ausência de valoração); apenas informá-los na lide ou demanda processual.

Segundo De Plácido (2006, p.1192), relatório “designa a exposição ou a narração acerca de um fato ou de vários fatos, com a discriminação de 
todos os seus aspectos ou elementos relevantes”.

 
QUESTÃO:
Leia atentamente o caso concreto e produza um relatório. Observe todas as orientações acumuladas ao longo do semestre.
 
Caso concreto

Miguel ajuizou, em face da menor Melina Coelho Andrade – dois anos, nascida em 16 de dezembro de 2006, representada por sua mãe, Constança 
Andrade – ação negatória de paternidade, em relação à menor, e, por consequência, a declaração/anulação de seu reconhecimento, em registro de 
nascimento, com a exclusão de seu nome, como pai.

Argumentou que foi induzido a erro pela mãe da menor, com quem teve um relacionamento amoroso, deixando -se conduzir, na ocasião do registro, 
pelas suas súplicas e apelos emocionais. GaranƟu que somente registrou a menor como sua filha porque acreditou, à época do registro, ser seu 
verdadeiro pai biológico e que, logo após o registro, foi feito exame de DNA, anexado ao processo, por meio do qual descobriu não ser o pai da menor. 

Sustenta também que, se soubesse antes não ser o pai biológico da requerida, jamais aceitaria registrá -la como sua filha e que, assim, houve vício 
de seu consenƟmento por erro substancial, pois não existe qualquer vínculo biológico nem afeƟvo entre ele e a menor.

Em contestação, argumenta-se não ter havido o alegado erro e que o ato de reconhecimento espontâneo e consciente da menor como filha 
importou, praƟcamente, em sua adoção, por instrumento impróprio,