Hisória do Direito Brasileiro - Apostila (63)
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Hisória do Direito Brasileiro - Apostila (63)


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do pagamento, o termo inicial é o primeiro dia do exercício 
seguinte àquele em que ocorreu o fato gerador, consoante a Súmula 219 do extinto Tribunal Federal de 
Recursos; b) havendo antecipação parcial do pagamento, o termo inicial é a data da ocorrência do fato 
gerador (art. 150, § 4º do CTN).
Assevere-se, finalmente, que a decadência, em regra, não admite suspensão ou interrupção durante 
seu curso. A única exceção refere-se à hipótese constante do inciso II do art. 173 do CTN (ou inciso II do art. 
45 da Lei n. 8212/91). A justificativa desta ressalva está em que se já houve o fato gerador, e o prazo anterior 
é descontado, trata-se, induvidosamente, de interrupção da decadência.
O parágrafo primeiro do art. 45 da Lei n. 8.212/91 determina que, "para comprovar o exercício de 
atividade remunerada, com vistas à concessão de benefícios, será exigido do contribuinte individual, a 
qualquer tempo, o recolhimento das correspondentes contribuições."
Entrementes, os valores cobrados não ostentam natureza tributária, por não serem prestações 
compulsórias. Dessa forma, o indivíduo pode abster de efetivar o pagamento, sem que isso provoque a sua 
inscrição em dívida ativa e sua posterior execução forçada. 
Em verdade, apesar de topicamente transparecer hipótese de perpetuidade decadencial, o 
parágrafo 1º do art. 45 da Lei n. 8212/91 traz um favor legal, conforme inclusive já decidiu a 1ª Seção do 
Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 
A situação, segundo nos parece, é uma decorrência do princípio da exceção de contrato não 
cumprido, previsto no art. 476 do Código Civil. Se o particular não cumpriu a sua obrigação de verter as 
contribuições, não há como exigir do sistema previdenciário o implemento de sua obrigação, que é 
conceder as prestações (benefício e serviços). 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Trata-se, pois, de uma figura jurídica inominada, caracterizada pelos seguintes aspectos: a) não 
pode ser exigida unilateralmente pela Fazenda Pública, o que afasta o seu caráter tributário e indenizatório; 
b) está condicionada à comprovação do exercício de atividade laboral; e, c) tem a finalidade específica de 
obtenção de benefício previdenciário. 
É medida que se impõe, haja vista a necessidade de preservação do equilíbrio financeiro e atuarial 
do sistema, sendo certo que a concessão gratuita da prestação previdenciária significaria forte incentivo às 
práticas de sonegação e elisão fiscais; e ninguém pode beneficiar-se de sua própria torpeza.
De acordo com o art. 156, V, do CTN, a prescrição extingue o crédito tributário. Disso resulta que 
este instituto, no direito tributário, apresenta traços característicos diversos daqueles do direito privado, na 
medida em que deixa de fulminar não apenas o direito de ação, para extinguir o próprio direito do crédito.
Importantes conseqüências daí sobrevêm. Em primeiro lugar, se há a extinção do crédito tributário, o 
seu pagamento é indevido, ensejando, consequentemente, em favor do interessando, o direito à repetição, 
nos termos do art. 165, I, do CTN. Ademais, com a extinção da relação de direito material, cessa a causa 
jurídica que fundamentaria a cobrança do crédito, podendo, então, o magistrado reconhecer de ofício a 
dívida prescrita.
Desse modo, é de se concluir que a diferença fundamental entre a prescrição e a decadência no 
direito tributário não se baseia nas conseqüências jurídicas de efetivação, pois ambas geram a extinção do 
direito ao crédito. A real distinção está na fase do processo de positivação em que cada instituto se opera. 
Enquanto a decadência opera na fase de constituição administrativa do crédito, a prescrição opera no 
momento do exercício do direito de ação.
O termo a quo da prescrição é o momento da constituição definitiva do crédito, somente podendo 
considerá-la definitiva, conforme entendimento dos Tribunais Superiores, após a notificação do contribuinte 
acerca da decisão proferida no processo administrativo fiscal, consideradas eventuais defesas e recursos. 
O art. 46 da Lei n. 8.212/91 estabelece prazo decenal para a cobrança dos créditos constituídos da 
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Seguridade Social, aqui se repetindo as mesmas considerações empreendidas à decadência no que diz 
respeito à constitucionalidade desse prazo. 
A prescrição, diferentemente da decadência, admite suspensão e interrupção.
Na suspensão, o termo anteriormente decorrido é computado. Já a interrupção implica reinício da 
contagem de todo o prazo, desprezando-se o período anterior. Assevere-se, porém, que o reinício da 
recontagem não depende apenas da ocorrência da hipótese interruptiva, mas da verificação de requisito 
imprescindível para o seu curso: a inércia do credor. Assim, para o reinício da contagem, urge que o ente 
credor proceda com negligência, mantendo-se inerte na promoção de atos de impulsão processual. 
De acordo com o art. 174, I, do CTN, são hipóteses de interrupção do prazo prescricional: a) o 
despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; b) o protesto judicial; c) qualquer ato judicial que 
constitua em mora o devedor; d) qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em 
reconhecimento do débito pelo devedor. 
A suspensão da prescrição não encontra tratamento normativo expresso. Entrementes, as suas 
hipóteses decorrem, por dedução lógica, da suspensão da exigibilidade do crédito tributário, afinal se o 
crédito não é exigível, não há como se admitir a fluência do prazo prescricional. E, nos termos do art. 151 do 
CTN, suspendem a exigibilidade do crédito e, consequentemente, a prescrição previdenciária: a) a 
moratória; b) o depósito do seu montante integral; c) as reclamações e os recursos, nos termos das leis 
reguladoras do processo tributário administrativo; d) a concessão de medida liminar em mandado de 
segurança; e) a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; 
e, f) o parcelamento.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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