Aula de Dir. Civil II - 3º Período
16 pág.

Aula de Dir. Civil II - 3º Período

Disciplina:Direito Civil II6.943 materiais88.097 seguidores
Pré-visualização8 páginas
O herdeiro cobra o crédito e posteriormente um 3º aparece afirmando ser filho do tio avô. Ele prova a filiação, anula o inventário e toma para si todos os atos que haviam sido transferidos ao sobrinho neto, incluindo aquele crédito. Entretanto, se o devedor já tinha pago ao sobrinho neto, não precisará pagar novamente.

Maior prova de pagamento – Recibo de quitação

Art. 310 – Ato nulo. Nasceu com vício

Prova testemunhal somente para valores pequenos

O art. 310 trata de pagamento feito a incapaz esclarecendo que no ato do recebimento e da quitação esse incapaz tem de estar representado ou assistido sob pena do pagamento não valer. A não ser que o devedor consiga através de outros meios de prova admitidos em direito, convencer o juiz que o pagamento aconteceu e foi revertido em proveito do incapaz.

O devedor pode ser constrangido a pagar novamente na hipótese do 312CC.

DO OBJETO DO PAGAMETO E SUA POROVA – ART. 314 E 314

Art. 313/314

Art. 315 a 318 Obrigação de Dar Pecuniária

Art. 315 – Curso forçado de nossa moeda – não pode ser em outra moeda, ouro, etc (art. 318)

Art. 316 – Escala Móvel – cláusula de reajuste ( correção monetária

Reajuste – 1 vez no ano, tem a finalidade de não perder o R$. Juros tem finalidade lucrativa

Art. 317 (ver contratos art. 478) – Teoria da Imprevisão

Os art. 313 e 314 foram estudados anteriormente. Os arts. 315 e 318 tratam das obrigações pecuniárias, obrigações de dar dinheiro. O art. 315 esclarece que o Brasil impõe o curso forçado da nossa moeda, o que significa que os contratos realizados em moeda estrangeiras são nulos, de acordo com art. 318 do CC, salvo hipóteses excepcionais tratadas por leis específicas.

O art. 316 permite que o contrato de obrigação pecuniária contenha cláusula de escala móvel, ou seja, índice de reajuste.

A norma do art. 317 do CC permite a aplicação da teoria da imprevisão que socorre o devedor quando, por motivos imprevisíveis, inesperados, a prestação se desequilibra impossibilitando o seu cumprimento.

Exemplo: prestação da casa própria cujo reajuste está vinculado ao índice permitido pelo govero, relativamente estável, e que em razão de uma crise econômica inesperada passa a sofrer aumentos semanais.

Nesse caso, o devedor pode pedir ao juiz que faça a revisão do contrato, alterando o indexador, resgatando o equilíbrio inicial do contrato.

Contudo, considerando a importância do recibo de quitação, o art. 319 confere ao devedor o direito de não cumprir a sua obrigação se o credor se recusa injustamente, a fornecer a quitação.

O caput do art. 320 estabelece uma série de exigência para o recibo de quitação, mas o parágrafo único esclarece que mesmo sem o cumprimento dessas exigências, o recibo é capaz de produzir efeitos se o juiz se convencer de que o documento é autêntico.

Os art. 322, 323 e 324 estabelecem três presunções de pagamento, a favor do devedor, mas são presunções relativas, que admitem prova em contrário do credor.

LUGAR DO PAGAMENTO

O art. 327 estabelece como regra geral de lugar de pagamento o domicilio do devedor, e neste caso diz-se que o pagamento é quesível, mas o contrato pode contrariar essa regra determinando um local diferente, como, por exemplo, o domicílio do credor, e neste caso a doutrina chama o pagamento de portável. A lei também pode contrariar a regra geral impondo o pagamento num local diferente, assim como a natureza da obrigação.

Exemplo: a contratação de uma empreitada para construção de um condomínio.

Inevitavelmente o local do pagamento é o local da obra. Essa idéia é ratificada pelo art. 328.

Excepcionalmente, a lei admite que o pagamento seja feito no lugar diferente daquele ajustado no contrato nos casos dos art. 329 e 330 do CC.

TEMPO DO PAGAMENTO

Em regra geral, as obrigações têm data de vencimento, mas se isso não acontece aplica-se a regra do art. 331, que determina que o pagamento neste caso tem de ser feito imediatamente a constituição da obrigação.

Observação

1 - Eventualmente a regra do art. 331 não se aplica à determinadas obrigações, pela sua própria natureza, exemplo: o empréstimo tem natureza obrigacional, mas exige um tempo mínimo de utilização da coisa até que ela seja devolvida.

2 – Se a obrigação é vinculada a uma condição, o art. 332 estabelece que o pagamento tem de ser feito imediatamente ao implemento da condição.

Excepcionalmente, a lei admite que o credor cobre a dívida antes do vencimento, nos casos taxativamente descritos no art. 333 do Código Civil. O inc. I se refere à hipótese de falência e insolvência do devedor, pessoa jurídica ou física, respectivamente. Neste caso ocorre uma declaração judicial atestando que o passivo do devedor é maior que seu ativo. O inc. II trata da hipótese em que o devedor oferece como garantia do débito um bem móvel ou imóvel para ser alienado judicialmente na hipótese de inadimplemento, e com o produto da venda, satisfazer o credor. Considerando que a lei permite que o mesmo bem seja dado em garantia a credores diversos por dívidas diferentes, se um dos credores executar a garantia os demais podem cobrar a dívida antecipadamente. As garantias podem ser fidejussórias (pessoais, como no exemplo da fiança) ou reais (quando o devedor fornece um bem móvel ou imóvel como garantia da dívida). Quando o devedor oferece um bem móvel como garantia, isso é chamado penhor, e quando for imóvel, isso é chamado hipoteca. O inc. III trata da hipótese em que as garantias se extinguem por uma razão qualquer como por exemplo, a morte do fiador.

Observação

O parágrafo único do art. 333 se refere a uma dívida solidária e deixa claro que no caso de insolvência os devedores devem ser tratados isoladamente.

Rio, 09 de novembro de 2011

Ler Súmula 596 do STF
Anatocismo é proibido pela lei de usura. Mas o STF tem se posicionado a favor dos bancos.

Adimplemento Direto e Indireto da Obrigação

Adimplir significa cumprir. No adimplemento direto, o devedor cumpre a sua obrigação exatamente da maneira inicialmente ajustada ou esperada, ao contrário do que ocorre no adimplemento indireto, em que o devedor cumpre a sua obrigação por um meio diferente daquele inicialmente ajustado pelas partes.

Espécies de Adimplemento Indireto

Dação em pagamento - regulada no código a partir do art. 356. Se o devedor paga a sua obrigação com uma prestação, ou com um bem diferente do devido, ocorre a dação em pagamento, que depende do consentimento do credor.

Se o devedor dá em pagamento, no lugar da prestação inicial, título de crédito contra terceiro, ocorre cessão de crédito e devem ser aplicadas as regras relativas à cessão (art. 358).

O art. 359 esclarece que se o credor for evicto da coisa dada em pagamento, esse não valerá e o devedor terá de pagar novamente.

Obs.: Evicção é a perda da propriedade em razão de uma decisão que a atribui a outrem por uma causa anterior a alienação. Ex.: A vende um imóvel que não é seu a B. Pouco tempo depois o verdadeiro proprietário descobre, promove uma ação reivindicatória de propriedade contra o comprador e prova que o seu direito é melhor. A sentença reconhece que o comprador não é proprietário do bem como achava que era, e ocorre a evicção.

Se o devedor dá em pagamento ao credor um bem móvel ou imóvel, e o credor posteriormente se torna evicto, descobrindo que o devedor não era o verdadeiro proprietário da coisa, o vínculo jurídico com esse devedor pode ser restabelecido, e ele terá que pagar novamente.

Consignação em Pagamento - está definida no art. 334, e é cabível nas hipóteses descritas no art. 335 (rol exemplificativo).

Obs. A consignação só é aplicável as obrigações de dar.

A consignação possa ser judicial ou extra judicial. No primeiro caso é feita através de ação com depósito judicial, e no segundo é feito através de depósito bancário.

Pagamento com sub-rogação – Neste instituto alguém paga a dívida do devedor e se sub-roga nos direitos do credor. A sub-rogação pode ser legal, imposta automaticamente pela lei nas hipóteses do art. 346 do CC., e pode ser
Carregar mais