Aula de Dir. Civil II - 3º Período
16 pág.

Aula de Dir. Civil II - 3º Período


DisciplinaDireito Civil II12.437 materiais129.602 seguidores
Pré-visualização8 páginas
só se libera da obrigação se cumprir todas as obrigações;
- alternativas: 	o devedor se libera do vínculo cumprindo apenas 1 prestação
	A escolha (concentração do débito), a princípio, cabe ao devedor
	A escolha só produz efeitos depois de declarada, transformando a obrigação composta numa obrigação simples, com um único objeto.
	Algumas características das obrigações alternativas estão no art. 252 e parágrafos do CC.
Observação 1:
Não confundir alternativas com facultativas (obrigações com faculdade de solução).
Duas ou mais prestações devidas. Se uma delas se impossibilita o credor exigir a outra.
Uma única prestação devida, sendo a outra (acessória). Mera faculdade para o devedor. Se prestação devida se impossibilita, o credor não pode exigir a outra.
Observação 2:
Obrigação alternativa tem alguns pontos de semelhança com obrigação de dar coisa incerta, já que em todos os dias deve ocorrer uma escolha, que tem o mesmo nome e deve ser feita da mesma forma, mas elas são diferentes. A obrigação de coisa incerta é simples, tem um único objeto (uma única prestação devida), e a escolha recai sobre a espécie do único objeto devido. Ao contrário a obrigação alternativa é composta tem mais de um objeto(+ de uma prestação devida), e a escolha recai sobe o próprio objeto, ou seja, sobre a conduta ser prestada. 
A respeito do §1º do art. 252 a regra se aplica tanto para o devedor como para o credor.
ALTERNATIVA					FACULTATIVA
vacas deve ou cavalos deve					 vacas deve cavalos pode
Obs.: Na facultativa o credor não pode exigir os cavalos. Aplica-se como coisa certa, mas nunca vai poder exigir os cavalos.
Descumprimento das Obrigações Alternativas
	Escolha do Devedor
	Escolha do Credor
	Possibilidade de uma prestação
	Impossibilidade de uma prestação
	Sem Culpa
	Com Culpa
	Sem culpa
	Com culpa
	Art. 253 CC
	O credor pode escolher a prestação subsistente ou resolver a obrigação
	Impossibilidade de todas as Obrigações
	Impossibilidade de todas as obrigações
	Sem Culpa
	Com Culpa
	Sem Culpa
	Com Culpa
	Art. 256CC
	Art. 254CC *
	Art. 256CC
	Art. 255, §2º parte
* Se as prestações perecerem ao mesmo tempo, o devedor paga o valor equivalente à média de preço e mais perdas e danos.
Observação:
Se o contrato diferir a opção a jum terceiro e uma das prestações se impossibilitar, com culpa do devedor, o terceiro pode escolher a que sobrou ou o valor equivalente aquela que pereceu, com direito a perdas e danos em qulalquer das opções. Se foi sem culpa, só lhe cabe optar entre extinguir a obrigação ou escolher a subsistente, sem direito a indenização. Se todas as prestações se oimpossibilitaram sem culpa do devedor aplica-se também o art. 256, mas se for com culpa, o terceiro pode escolher o valor de qualquer uma delas e mais perdas e danos por analogia do art. 255 e parágrafos.
Se a escolha é do devedor, mas a culpa pela impossibilidade de uma ou de todas as prestações é do credor, adota-se as seguintes soluções.
1º \u2013 impossibilidade de 1 prestação: O devedor pode escolher se dá a obrigação como cumprida ou se cumpre a subsistente, exigindo indenização por aquilo que pereceu.
2º - impossibilidade de todas as prestações: Uma delas será dada cumprida, podendo o devedor ixigir indenização pelo valor das outras.
Rio, 31 de agosto de 2011
OBRIGAÇÕES COMPOSTAS SUBJETIVAS - Divisível, Indivisíveis e Solidárias
As obrigações divísiveis, indivisíveis ou solidárias só ppdem ser assim classificadas havendo mais de um devedor ou mais de um credor. 
Obrigações divisíveis
São aquelas que a prestação pode ser dividida entre os devedores ou entre os credores. ( Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.) Este dispositivo esclarece que esta obrigação é divida em tantas partes quanto forem os devedores ou os credores.
	Havendo uma pluralidade de devedores, cada um se responsabiliza apenas pela sua cota. Ex.: 5 sujeitos devem cinco mil reais a Claudia. Cada um deles deve um mil e não pode ser compelido pelo credor a pagar nada além disso, o que significa que se um deles for insolvente esse prejuízo é suportado pelo credor.
	Havendo uma pluralidade de credores, cada um destes só pode exigir do devedor comum a sua cota, e se o devedor pagar a dívida toda a um só, ainda que obtenha um recibo de quitação assinado por este credor num valor total do débito, continua devedor da cota dos demais credores. Isso acontece porque numa obrigação divisível, existe uma pluralidade de vínculos como se cada um dos credores estivesse ligada ao devedor por um vínculo separado dos demais. Assim, a declaração de vontade proferida por cada um só interfere no próprio vínculo e só tem força jurídica para romper o próprio vínculo. (Art. 258. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico. Art. 259. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívida toda. Parágrafo único. O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros coobrigados). 
Obrigações indivisíveis
É aquela em que a prestação não comporta divisão entre os vários devedores ou entre os vários credores. Ex.: Cinco sujeitos devem entregar um cavalo específico a Marisa ou um sujeito se compromete a entregar um quadro determinado a cinco credores. Fácil concluir que não há possibilidade dessas obrigações serem cumpridas por partes. (art. 258)
	Havendo uma pluralidade de devedores, diz a lei que qualquer um fica obrigado pelo todo, o que significa que possivelmente um deles terá de cumprir a obrigação sozinho. Aquele que paga sozinho se subroga nos direitos do credor em relação aos demais devedores. Isso significa que ele se coloca no lugar do primitivo credor podendo fazer uso de todos os privilégios e garantias que aquele credor possuia no contrato contra os devedores, a fim de se reembolsar, obtendo de cada um, o valor em dinheiro. (art. 259CC).
	Existindo uma pluralidade de credores, qualquer um deles pode exigir o pagamento do devedor, mas aquele que recebeu sozinho se torna devedor dos outros credores, pelo valor em dinheiro equivalente a cota de cada um. (art. 260 caput e 261 do CC).
Obsservação:
O art. 260CC que trata de obrigação indivisível cim pluralidade de credores, estabelece que o devedor comum só se exonera da obrigação pagando a todos os credores conjuntamente, e nesse caso exigindo que no recibo de quitação conste a assinatura de cada um deles, ou pagando a um só credor, mas nesta hipotése o devedor pode e deve exigir do credor caução de ratificação dos demais, ou seja, uma garantia de confirmação do ato pelo demais credores, uma garantia de que ele não será cobrado novamente. Pode ser o recibo de quitação assinado por todos; pode ser uma procuração para que aquele credor possa assinar o recibo de quitação pelos outros, ou pode ser também um fiador ou uma hipoteca que responderiam pelo débito se o devedor fosse cobrado novamente pelos demais credores. Isso acontece porque mesmo numa obrigaão indivisivel a doutrina majoritária, através da corrente pluralista, defende a existência de uma pluralidade de vínculos, como se cada credor estivesse ligado ao devedor comum por vínculos distintos, e assim, a declaração de vontade de cada um só tem força jurídica para alterar e romper o próprio vínculo.
Solidariedade
	A solidariedade está definida no art. 264 do Cc, e peçla redação da norma percebe-se que ela se assemelha a uma obrigação indivisível. 
	Todas as duas se cumprem da mesma maneira. Na solidariedade, havendo uma pluralidade de devedores, qualquer um fica responsável pelo todo e aquele que cumpre sozinho depois tem o direito de regresso contra os demais. (art. 264 e art. 283 do CC). Da mesma forma, havendo uma pluralidade de credores, qualquer
thercio
thercio fez um comentário
muito bom !
1 aprovações
Carregar mais