Aula de Dir. Civil II - 3º Período
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convencional, derivada de convenção, ou seja, de acordo particular, como ocorre nas hipóteses do art. 347 do CC.
Imputação do pagamento \u2013 Art. 352 e seguintes \u2013 está definida no art. 352, esclarecendo que o devedor obrigado por duas ou mais dívidas da mesma natureza com o mesmo credor, pode indicar a qual delas oferece o pagamento, desde que as dívidas sejam da mesma natureza, ou sejam líquidas e todas vencidas. 
Se o devedor não faz essa escolha, ela passa a ser do credor na forma do art. 353 do código.
Obs.: Os art. 354 e 355 do CC tratam de hipóteses de presunção de imputação do pagamento.
Existem mais 4 meios indiretos de adimplemento, que se diferenciam dos 4 anteriores porque extinguem a obrigação sem pagamento.
1 \u2013 Confusão \u2013 está definida no código no art. 381. por este instituto jurídico, o devedor se torna credor de si mesmo, e então a dívida se extingue sem pagamento. Ex.: João deve 50 mil a seu pai, que vem a falecer, de maneira que João herda o crédito e passa a ser credor de si próprio.
A confusão pode ser total ou parcial, na forma do art. 382 CC. 
Obs.: Numa obrigação solidária, para efeito de aplicação do instituto, o art. 383 trata os devedores solidários ou os credores solidários de maneira isolada.
2 - Remissão \u2013 significa perdão da dívida ou da obrigação, valendo esclarecer que o perdão só produz efeitos, extinguindo a obrigação se for aceito pelo devedor.
Obs.: A remissão não pode prejudicar terceiros, sob pena de configurar fraude contra credores.
O art. 386 presume a remissão quando o credor, espontaneamente devolve ao devedor o título que representa a obrigação. Ex.: o credor devolve uma nota promissária ao devedor, sem que o devedor tenha quitado a obrigação.
A restituição voluntária do objeto dado em penhor (jóias empenhadas), cujo credor é a Caixa Econômica, não presume a remissão do débito, mas apenas a extinção da garantia. (art. 387)
O perdão concedido a um dos devedores solidários exclui esse devedor da obrigação (apenas ele) e extingue o débito no que diz respeito a cota remitida, o que significa que a dívida total diminui, mas com relação ao restante a solidariedade subsiste para os demais devedores. Art 388
3- Compensação \u2013 Acontece na hipótese descrita no art. 368 do CC. 
Contudo, a compensação legal (regulada por lei) só pode ser aplicado se preenchido os requisitos dos art. 369 e 370.
4 \u2013 novação \u2013 ocorre quando se constrói uma obrigação nova, uma dívida nova, para extinguir a anterior. A novação pode ser objetiva ou subjetiva. No primeiro caso apenas a dívida é alterada, mas os sujeitos são os mesmos. No segundo caso, além de ocorrer a criação de uma nova obrigação, extinguindo a anterior, ocorre também a alteração de pelo menos, um dos sujeitos. Se a alteração for do devedor, a novação é subjetiva passiva \u2013 art. 360, II. Mas se a alteração for do credor, a novação é subjetiva ativa \u2013 art. 360, III. 
A novação por substituição do devedor (subjetiva passiva) pode ser feita com o seu consentimento (novação subjetiva passiva) por delegação. (ou sem o seu consentimento). Novação subjetiva passiva por expromissão \u2013 art. 362.
Se o novo devedor for insolvente, o credor não tem como exigir o pagamento do antigo, salvo se este agiu de má fé art. 363.
Considerando o princípio de que o acessório segue o principal, as garantias oferecidas na primeira dívida não subsistem na segunda a não ser que o contrato de novação se refira a elas expressamente, valendo acrescentar que se a garantia foi oferecida por terceiro, ainda que o contrato de novação a mencione, ela só se manterá com a concordância do terceiro. Art. 364 e 366.
Obs.: O art. 367 esclarece que as obrigações extintas ou nulas não comportam novação.
Email professora - conhuebra1@hotmail.com
Rio, 12 de novembro de 2011 \u2013 Aula Extra (sábado \u2013 não fui)
Com culpa \u2013 perdas e danos (186 - Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.)
Fortuito \u2013 inevitável e imprevisível
Força maior \u2013 inevitável
Patrimônio \u2013 conjunto de bens suscetíveis de avaliação econômica
Perdas e danos (Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar)
Direitos da personalidade art. V da CF.
Dano moral \u2013 compensatório (punitivo)
INADIMPLEMENTO (descumprimento)
Inadimplemento absoluto \u2013 não tem como ser cumprido
Inadimplemento relativo
INADIMPLEMENTO absoluto ou relativo - Inadimplemento significa descumprimento 
No descumprimento absoluto, a obrigação não pode ser cumprida depois da data, porque deixou de gerar benefício econômico para o credor. No descumprimento relativo, a obrigação ainda pode ser cumprida com atraso, porque continua gerando benefício econômico para o credor. 
Obs.: o descumprimento relativo é chamado, tecnicamente, de mora, também conhecida como atraso no cumprimento da prestação.
O descumprimento absoluto pode ser com culpa ou sem culpa. No segundo caso, resulta de fortuito ou força maior, em regra geral, liberando o devedor da obrigação sem responsabilidade civil, ou seja, sem o dever de pagar perdas e danos.
Obs.: para a doutrina majoritária, o fortuito é o fato inevitável e imprevisível e a força maior é o fato inevitável mas, previsível.
Vale esclarecer, entretanto, que todos os dois são inevitáveis e, portanto, significam ausência de culpa.
A responsabilidade civil é o dever que nasce para alguém de indenizar o prejuízo gerado a outrem. Normalmente a responsabilidade civil decorre de ato ilícito, definido no art. 186 do CC. (186 - Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.)
A configuração do ilícito depende da existência de 4 elementos: conduta, dano, nexo causal e culpa.
A conduta pode ser comissiva (resultado de ação) ou omissiva (resultado de omissão).
O dano pode ser material e/ou moral. Dano material é ofensa a patrimônio (conjunto de bens suscetíveis de avaliação econômica) da vítima. Tem natureza reparatória, que significa retornar as coisas ao estado anterior. O dano moral é a ofensa a um direito da personalidade, os direitos da personalidade estão descritos na constituição no art. 5, que são, em regra, insuscetíveis de avaliação econômica. O dano moral tem finalidade punitiva.
O nexo causal é o liame que necessariamente deve existir entre a conduta e o dano. 
A culpa é uma expressão que pode ser concebida no sentido amplo ou restrito. No segundo caso traduz falta de cuidado, decorrente de negligência, imprudência ou imperícia, ao contrário do dolo, que significa intenção de prejudicar. Entretanto, no seu sentido amplo, a expressão culpa inclui o dolo.
Obs.: com base no 402 do CC (Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar. ) as perdas e danos incluem os danos emergentes e os lucros cessantes.
Inadimplemento Relativo \u2013 Mora
O art. 394 do CC (Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer) esclarece que a mora pode ser do devedor (mora solvendi) ou do credor (mora accipiendi).
Obs.: o art 396 (Art. 396. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora) esclarece que só há culpa se o atraso for com culpa.
O devedor em mora sofre as sanções descritas no art. 400. O art. 395 (Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-la, e exigir a satisfação
thercio
thercio fez um comentário
muito bom !
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