TRANSCRICAO_DE_CLINICA_DE_PEQUENOS_II_DO_DIA_23-02-2011
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TRANSCRIÇÃO DE CLÍNICA DE PEQUENOS II DO DIA 23-02-2011

ENDOCRINOLOGIA
As doenças endócrinas, elas vão se manifestar por duas situações básicas diferentes: Um a doença endócrina ela se manifesta por uma hipersecreção do hormônio, então a glândula, ela sofre uma alteração, geralmente quando você tem uma hipersecreção, a gente vai ver, você tem uma glândula tumoral ou por uma hiposecreção do hormônio. Então as doenças endócrinas, elas não vão se dividir, ou elas vão se manifestar, ou você tem o hormônio sendo secretada em excesso, ou elas vão se manifestar, quando você tem uma deficiência do hormônio, então os conceitos de fisiologia são importantíssimos. Quem lembra qual a função de cada hormônio, só precisa saber a etiologia. O hipertireoidismo felino se manifesta por um Adenoma da Glândula Tireoide, Adenoma é um tumor, tumor hipersecretor, então tudo aquilo que a glândula da tireóide faz, no hipertereoidismo vai estar exacerbado, no hipotereoidismo exatamente o contrario, no hipotereoidismo a gente tem uma destruição da glândula tireóide, por infiltrado inflamatório, por uma degeneração, e isso faz com que a glândula pare de produzir, então toda aquela função do hormônio tireoidiano vai estar deficiente no organismo, então sabendo a fisiologia, sabendo a função do hormônio fica fácil entender o resultado da doença. Outro acontecimento importante, a grande parte dos hormônios, eles não tem um alvo especifico dentro do organismo, então as doenças endócrinas elas vão ser multisistemicas, os sintomas eles vão ser variados, então não existe somente um único sintoma, porque todo organismo é afetado, porque os hormônios agem dentro das células, os receptores são geralmente intracelulares e dispersos por todo o organismo, os hormônios tem a função de ativar algum mecanismo celular, por exemplo: o hormônio tireoidiano, ele vai ativar a função protéica e de hipoporteinemia dentro da célula ??,e isso esta disperso pelo organismo todo, a insulina vai colocar glicose para dentro da célula, existem células do organismo que não precisam da insulina para receberem glicose, o Sistema Nervoso não precisa, mas o resto todo precisa, um animal com Diabetes pode apresentar “n” sintomas, o Cortisol tem a função principalmente, de Gliconeogenese, ele faz catabolismo de carboidratos, de proteínas para realizar a gliconeogenese, então olha quantos tecidos vão fazer parte, isso é o que a gente tem que entender, isso que ,às vezes, torna difícil o diagnostico da doença endócrina num primeiro momento, porque o proprietário vai chegar queixando-se, como nós mesmos, quem tem hipertireoidismo geralmente procura um cardiologista, começa a apresentar taquicardia, taquiarritmia, não vai procurar diretamente um endocrinologista, na veterinária é a mesma coisa, quantas vezes a gente vai atender um diabético quando ele esta em cetoacidose diabético, quando ele começa a vomitar, ele chega com a queixa de vômito, existe clinica mais inespecífica do que isso, ai vai, vomito já a algum tempo, emagrecimento, polifagia, aí você vai começar a suspeitar, ou então vai apresentar queixa de poliúria, polidipsia, que é também uma outra queixa comum mais relacionadas diretamente a diabetes, temos que ter uma visão aberta dentro do estudo das doenças endócrinas.
Hipotireoidismo:
A Glândula Tireoide no cão e no gato, ela é diferente do ser humano, no ser humano ela é como se fosse uma borboleta, localizada aqui, ela é uma única estrutura, com dois nódulos, mas ela é unida, no cão e no gato ela são distintas, elas são localizadas aqui na altura dos primeiros anéis braquiais lateralmente, não são palpáveis, fisiologicamente elas não são palpáveis, elas vão ser palpáveis em algumas situações, principalmente no hipertireoidismo felino, no hipotireoidismo canino, existem alguns endocrinologistas que referem conseguirem palpar no inicio da doença, quando a glândula está um pouquinho mais aumentada, mas na rotina clinica isso não é possível, diferente do gato.
Para relembrar a anatomia, nesta região, aderida a glândula tireóide, temos a glândula paratireóide, que no hipotireoidismo canino, ela não tem grande importância, mas no hipertireoidismo felino ela vai ter importância porque nos vamos ver que o tratamento do hipertireoidismo felino é tratamento curativo é por cirurgia e nessa cirurgia o que geralmente fica comprometido é a paratireóide, mas no cão, no hipotireoidismo canino isso não tem importância. Por que estou falando no hipotireoidismo canino e no hipertireoidismo felino? O cão tem hipertireoidismo e o gato tem hipotireoidismo, mas num grau muito pequeno que de uma forma geral, seria até insignificante, então o hipotireoidismo é uma doença clássica do cão e o hipertireoidismo é uma doença clássica do gato. A doença pode acometer as duas espécies, os sinais clínicos seriam os mesmos, se um dia vocês atenderem um gato com hipotireoidismo ele vai apresentar, os mesmos sinais clínicos do cão com hipotireoidismo, por isso a gente vai falar só do cão agora. Histologia, então aqui o esquema, aqui uma lamina, vamos ter vários folículos, formados por células cubóides epiteliais, e aqui dentro uma substancia coloidal, dentro dessa substancia coloidal vamos ter a tireoglobulina junto com uma molécula de iodo que vai fazer a formação dos hormônios, os hormônios são formados justamente por essas células epiteliais, isso é uma histologia de uma glândula normal.
Agora a fisiologia, toda vez que a gente vai estudar uma doença endócrina, principalmente para entender o diagnostico, a gente tem que entender como aquele hormônio é formado, porque os testes diagnósticos específicos eles vão estar baseados ou na estimulação dessa glândula ou na supressão da ação dessa glândula e realmente as doenças que são hiposecretoras, os testes mais específicos seriam os testes de estimulação e as doenças que são hipersecretoras os testes mais específicos são os testes de supressão.
Quais são os hormônios que são produzidos pela glândula tireóide? T3 e T4. Qual é o nome? Triiodotironina – T3 e esse aqui é Tiroxina – T4. Então esses são os dois hormônios produzidos pela glândula tiróide. T3 é a forma ativa e T4 é a forma inativa, e são lançados na circulação numa quantidade menor de T3 e uma quantidade muito maior de T4. Qual é a forma que vai chegar nos receptores celulares, principalmente na mitocôndria? É o T3, mas na circulação, no fígado, no pulmão, principalmente no fígado, nós temos a transformação desse T4 para T3. Por que o organismo lança essa forma inativa na circulação? É uma forma de reserva, o hormônio tireoidiano, ele tem a função, falando de uma forma bem grosseira, de ativação do metabolismo celular, ele vai ativar grande parte das funções celulares, principalmente a produção de energia, por isso essa mitocôndria também tem receptor para ele, isso precisa de uma ora para outra, em função com a atividade daquele organismo, então não daria tempo de esperar a ativação da glândula tireóide para lançar T3 ativo, então ele deixa circulando por um tempo, que no cão é um tempo muito mais curto que no ser humano, a forma inativa. Como essa forma, como esses hormônios eles circulam no organismo? Quem é a substancia carreadora de moléculas dentro do organismo? As proteínas, a maior parte desses hormônios, tanto o T3 quanto o T4 que esta circulando, vão estar carreadas pelas proteínas, a proteína carreadora é a Albumina, e uma pequena parcela vai estar livre é o que a gente chama, e o que só tem importância para gente, o T4 livre. O que é o T4 livre? É uma pequena parcela do hormônio produzido pela glândula tireóide que está circulando sem ser carreada pela albumina.
 Vamos entender o ciclo. Como é que esse hormônio é produzido? Todo hormônio, ele para ser produzido por uma glândula, ele precisa receber um estimulo do que a gente chama de um hormônio precursor, vamos dizer assim, e a maioria desses hormônios precursores, eles são produzidos na Hipófise. Para o hormônio tireoidiano o hormônio precursor é o TSH, então o TSH é produzido na Hipófise, que regula a glândula