TRANSCRICAO_DE_CLINICA_DE_PEQUENOS_II_DO_DIA_23-02-2011
16 pág.

TRANSCRICAO_DE_CLINICA_DE_PEQUENOS_II_DO_DIA_23-02-2011

Disciplina:Clínica Médica de Mamíferos de Pequeno Porte15 materiais49 seguidores
Pré-visualização7 páginas
para a tireóide, você deve ter dados na sua ficha, dados na sua conduta clinica que solidifiquem ao máximo a sua suspeita diagnostica e isso já começa aqui na determinação clinica, na epidemiologia, idade, é uma doença de cão adulto, idoso, raramente você vai ver em animais jovens, e ser for jovem você tem que ter um critério maior para pensar, esquecer do congênito, não estar falando do congênito agora, está falando da Tireoidite Linfocitica, então idade, de 5, 6, 7 anos, alguns livros falam que é uma doença de raças de porte médio a grande, acomete com menos freqüência as raças de porte pequeno, mas acometem também. Não tem predileção sexual, tanto machos quanto fêmeas são acometidos, com relação a distribuição racial, muitas vezes está relacionada com a raça que está predominando naquele momento, hoje em dia a raça que está predominando é o Shitzu, o Pag já prenominou mas já caiu de novo, buldog Frances, então as doenças que marcam essas raças são as que vão predominar, mas de qualquer forma o hipotireoidismo é uma doença onde a gente ver com mais freqüência no Golden retriever, Labrador, são animais que apresentam com uma certa freqüência maior, o Cocker spaniel ainda é, mas em qualquer outra raça pode dar isso, no Shitzu a gente ver, no Poodle a gente ver, no Bull terrier, na época que o Dogue alemão estava em moda surgia bastante, isso ajuda mas as vezes atrapalha.
Sintomas, o livro fala: Os Hormônios Tireoidianos tem efeitos em múltiplos órgãos, todos os sistemas são afetados pelo Hipotireoidismo. Então não existe um único sinal patognomonico, o que a gente tem que buscar é, independente da queixa principal, é se existe outros sinais, uma coisa que a gente tem que ter na mente é o Hipotireoidismo não vai poder esta presente com um único sinal, só com problema dermatológico, não tem como, mesmo que o proprietário não traga aquilo como queixa principal, você tem que detectar na anamnese ou no exame físico. Os sinais metabólicos eles vão estar presentes sempre, ele coloca aqui que 85% dos animais vão apresentar alterações metabólicas gerais, Que se manifesta de que forma? Diminuição da atividade física, letargia, sono exagerado, que para o proprietário isso muitas vezes não é problema, Beagle uma raça que tinha muito e que atualmente ninguém mais cria. Imagina um Labrador, dentro de um apartamento de 80 metros quadrados, se dorme o dia inteiro, o proprietário não vai se queixar disso, isso não é normal, e você vai buscar na anamnese, intolerância ao frio, é aquele Cocker que gosta de ficar com roupinha, Cocker é um cachorro de clima frio, ele vai gostar de ficar esparramado em cima de água, é o Labrador preto que meio dia está deitado lá no sol, isso não é normal, porque o Hormônio Tireoidiano é o que faz a termo regulação, isso é um sinal, isso na anamnese tem que observar bastante, Ganho de peso, aqui tem que ter cuidado, o animal ganha peso, mas quando a gente vai ler os estudos de obesidade, num gráfico, o hipotireoidismo tem uma fatia muito pequena, relacionada a obesidade, então o ganho de peso no hipotireoidimo é um ganho de peso de 2Kg, 3Kg, no máximo acima do peso do animal, mas o que chama a atenção do proprietário é que ele não aumentou a ingesta de comida, não está comendo mais, isso pode ser uma suspeita diagnostica, não é porque o animal é obeso que ele é hipotireoideo, hoje em dia se sabe que a maioria das causas de obesidade é comportamental, é o proprietário que dá comida em excesso, o animal que tem necessidade de se exercitar e não se exercita,então ele vai ficar obeso, Intolerância ao exercício é diferente de letargia, que é em relação a dormir muito, intolerância ao exercício é aquele cão que começa a diminuir a sua disposição para caminhar, ele caminhava um quarterão inteiro, agora ele não caminha, ele quer caminhar, ver a coleira, pega, pula, mas quando ele esta andando fica mais cansado, isso é intolerância ao exercício. Aqui uma Beagle, caso nosso que tinha ganho de peso, e mixe edema, isso aqui é um sinal marcante no Hipotireoisdimo, essas dobras aqui na face é um infiltrado de mucopolissacarideo, que acometem os cães com hipotireoidismo, que dá essa cara de tristeza, vocês vão ver na literatura Fascies Tragicas, parece que está sempre triste, porque isso pesa, dobra aqui, o olho cai, dá essa aspecto de tristeza, e o ganho de peso, essa cadela era só hipotireoidismo.
Sintomas dermatológicos: O hipotireoidismo não é uma doença dermatológica, você pode ter animal que vai ter só alteração metabólica, que não chega a ter alteração dermatológica, agora, as vezes o proprietário só observa quando tem alteração dermatológica e você vai buscar e já tem o metabólica junto, então 80% dos animais com hipotireoidismo, segundo Dixon, vão apresentar alterações dermatológicas, aí tem: escamas e crostas, alopecia principalmente em áreas de atrito, porque a alopecia em doenças endócrinas, de uma forma geral, não é só no hipotireoidismo, toda doença endócrina que cursa com alopecia, ela tem relação com a inibição da fase do crescimento do pelo os hormônios tireoidianos são responsáveis por estimular a fase de crescimento do pelo, fase chamada de fase Anália??, então se eu não tenho crescimento do pelo, se está lento ou ausente, nas áreas de atrito o pelo vai cai mais fácil, as áreas de atrito são região ventral do pescoço, flanco, tronco, cauda, onde eles se esfregam roçam e a alopecia vai começar primeiro aí. Mixedema que é um infiltrado de Mucopolissacarideo e acido Hialurônico na face do animal e o que forma a mulciana, o que forma a prega do Sharpei é o excesso de mulciana que ele tem naturalmente, nas outras raças isso não existe, só quando tem deficiência do hormônio tireoidiano é que começa a apresentar, isso é uma característica do hipotireoidismo, Infecções dermatológicas secundarias principalmente as doenças bacterianas da pele a gente vai ver, a sarna dermodesica, a dermatofitose, então essas infecções vão aparecer com uma freqüência maior nos animais hipotireoideo, porque o hormônio tireoidiano é responsável pela síntese protéica, e o anticorpo é proteína, e as células são constituídas de proteínas, você vai ter um animal imunossuprimido, não quanto como no hipoadrenocorticismo, Hiperpigmentação, a pele começa a ficar mais escura, em áreas mesmo cobertas com pelos, isso não é característica do hipotireoidimo, isso é característica de algumas endocrinopatias em geral, e a formação de Comedos que são os cravos, se observa nas áreas sem pelo dos animais, no abdomen um monte de cravos, isso é bastante típico do hipotireoidismo, não só, no hiperadreno também faz,.
O animal não tem todas essas manifestações dermatológicas, pode ter uma, duas, pode ter três, mas geralmente o proprietário vai vim por causa de alguma alteração dermatológica, porque é a ora que ele percebe que tem alguma coisa errada.
No hipotireoidismo a pele fica sempre espessada, diferente do hiperadrenocorticismo que vai ver que a pele fica delgada. A pele fica estressada, hiperpigmentada. Pele estressada, com hiperqueratose, paquitermia. Não é só doença endócrina que faz isso com a pele, qualquer animal com doença alérgica pode se apresentar dessa forma. Isso aqui algumas literaturas trazem como sendo mais típicos do hipotireoidismo, que é essa alopecia em região dorsal da cauda, conhecida com o nome de “cauda de rato”, porque é área de atrito, o cachorro fica abanando a cauda, então ele começa a perder pelo nessa região aqui.
Outros sistemas, sinais que já foram observados, Neuromuscular, vocês já viram com a Adelaide algumas alterações que podem ter como causa de base o Hipotireoidismo, Polineuropatias, dor muscular, você pode encontrar um Cpk até um pouco aumentado animal com hipotireoidismo, doença vestibular periférica, já foi relatada em alguns animais como sendo a causa do hipotireoidismo, então você pode atender um animal com doença vestibular periférica, pedir a dosagem do hormônio tireoidiano para ver como ele se encontra, paralisia do nervo facial, já também encontramos, mais o que a gente