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ok clin peq 04.05.11

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CLÍNICA MÉDICA DE MAMÍFEROS DE PEQUENO PORTE 
Rio, 04/05/2011
Alexandra Woods
Doenças fúngicas da pele do cão e do gato
	As doenças fúngicas diferente das doenças bacterianas, vão ser etiologias, exceção a Malasseziase. A Malassezíase é secundária a alguma causa primaria. Agora, as dermatofitoses, esporotricose, são primarias, elas agridem a pele do animal.
Em algumas situações as dermatofitoses principalmente vão estar relacionadas a alguma deficiência imunológica, mas não é uma regra tão geral quanto é o caso das doenças bacterianas. 
Micoses superficiais
	Essas micoses, o mais importante, em destaque para dermatofitose.
Dermatófitos
O que são: 
	Característica dos fungos desse grupo: digerem a queratina. Então vou buscar como um dos pontos antes da biologia desse microrganismo é ele ter afinidade por tecidos com queratina, que são: pêlo, pele, epiderme, camada córnea, unha, casco, chifre. Qual região específica da pele: a camada córnea da epiderme, que é a camada mais superficial. Por isso que são consideradas micoses superficiais, não causam lesão profunda. Quando causam lesão profunda, vão desencadear o quadro totalmente anômalo. Em algumas situações eles podem penetrar. 
	Os 2 gêneros que representam os dermatófitos são: microsporum e o tricophytum, de importância na clinica de pequenos animais. 
Mas agente fala de espécie: 
No cão a espécie mais importante é o microsporum canis, e com menor freqüência vamos encontrar o microsporum gypsium e o tricophytum mentagrofiti.
No gato: 95% do isolamento são do microsporum canis. Então o que acontece: o m. canis é um agente muito mais no gato do que no cão, só que ele foi isolado primeiro no cão, por isso recebeu esse nome. Existem até os animais considerados portadores assintomáticos, que são gatos que trazem o fungo na pele sem fazer lesão. Nos gatos, o m. canis vai acometer principalmente os animais da raça Persa. 
Os gatos da raça persa vão apresentar com grande freqüência essa patologia. O que acontece com essa raça: 1º é o tipo de pelagem, como nos cães, os cães da raça yorkshire são os mais acometidos. A textura do pêlo do Persa e a textura do pêlo do Yorkshire são muito parecidas. 
Outra situação é que o fungo gosta de queratina, então ele não necessariamente precisa estar na pele, o animal com pelagem longa, ele vai destruindo o pelo, então às vezes dá impressão que o animal não tem lesão. Ai vc tem que observar, persa com pelagem quebradiça, não muito cheia, pode ser um animal com dermatofitose, e ai o animal vai levando e levando e o proprietário só leva o animal quando ele está totalmente acometido e isso dificulta o tratamento.
É uma doença primariamente de animais jovens.
Ex. se eu atendo um cão com menos de 1 ano de idade com lesão dermatológica, a 1ª coisa que vou ter certeza que não é: doença parasitária e dermatofitose (doença micótica). Sendo pruruginosa ou não pruriginosa, e depois vou pensar nas outras causas. Porque tem muita relação com sistema imunológico. E alguns animais, alguns filhotes, quando as lesões são únicas, multifocais, se o animal chega a um quadro generalizado, às vezes agente nem precisa fazer um tratamento sistêmico, um controle da disseminação com tratamento tópico e o amadurecimento do sistema imunológico melhora. 
Tratamento tópico não cura a dermatofitose, só controla a disseminação. O que curou foi o sistema imune que amadureceu e ai ele conseguiu controlar aquela lesão.
	Em gatos:
Vc tem tanto o animal idoso quanto o animal jovem apresentando. Mas sempre nos animais mais idosos, buscar se ele não tem uma virose imunossupressora, que é o caso da FIV e da FELV nos gatos, não é regra geral, principalmente em gato persa, que pra ter dermatofitose ele não precisa estar com o vírus, mas pelo quadro generalizado ou alguma outra coisa que possa estar interferindo no sistema imunológico do animal, vale a pena agente investigar.
Transmissão
	Através do pêlo contaminado. O pêlo contaminado, a estrutura que sai é o artroconídeo, esse artroconídeo pode sobreviver até 2 anos no ambiente e nesse pêlo, por isso que o tratamento tópico é importante, que vai justamente atingir essa situação, no controle da disseminação do fungo ambiental.
	O m. gypsium vive na terra, areia contaminada, e ai vc tem vários animais aparecendo com a lesão num determinado local.
Isso vai ser importante pra terapêutica.
Hifa: hifa dessas espécies. Vamos encontrar essas estruturas desses agentes só quando vc faz o cultivo. Porque as vezes o exame direto do pelo vc pode encontrar hifas, e essas hifas não serem dos dermatófitos, mas serem de fungos ambientais, então vc esquece. Essas estruturas desse agente só são localizadas no meio de cultura, vc coloca o pêlo lá e depois pega o material e examina. 
Animais jovens (tanto gato quanto cão)
Vários animais com a mesma lesão (nessa situação agente determina que tem imaturidade do sistema imunológico, tenho manejo inadequado), tenho que isolar esse agente, porque pode ser uma sarna demodécica, fungo, dermátofito, escabiose, no cão pode ser uma doença bacteriana.
Tratamento
	Se é a 1ª vez que chega, usa o sistêmico pra controlar a disseminação, espera um mês pra vez como esse animal vai ficar, principalmente por ser um animal muito jovem. São lesões focais ou multifocais. 
Apresentação clínica
	Clássica que agente encontra nos livros: “ring ______” que é a lesão em anel, que é uma lesão alopécica, circular e descamativa.
	Nem toda dermatofitose vai se apresentar dessa forma, e ai que está o grande erro. Se vc vê uma lesão circular e descamativa pode ser um colarete epidérmico, então agente não pode dizer por que está vendo que é dermatofitose, agente precisa do isolamento.
Existem outras apresentações: a foliculite, mesma apresentação na doença bacteriana vc pode ter pelo dermatofito, mas não é o dermatofito que faz a foliculite, o dermatófito lesa o folículo, ele consegue penetrar no folículo porque o folículo é uma invaginação da epiderme, então ele é queratina, ele penetra, destrói o folículo e a bactéria vem e entra e ai faz a foliculite. É um diferencial que agente tem que fazer nas lesões de foliculite, é a dermatite.
Pode ser esfoliativa, pode ser eritrematosa, pode ser qualquer aspecto de lesão superficial.
Gatos
	Alem dessa apresentação clássica, agente pode ter a apresentação da dermatite miliar. No gato, a dermatite miliar, a alopecia simétrica e o granuloma eosinofílico são as apresentações clássicas das dermatopatias nos felinos. Elas podem ser qualquer coisa, elas podem ser apresentação de doença infecciosa, fúngica ou bacteriana, podem ser apresentação de doença alérgica, podem ser apresentação de doença parasitária.
O que é a dermatite miliar:
	É uma lesão mais sensitiva do que visual. Vc passa a mão no gato e vc sente como se o gato estivesse todo encaroçado, como se vc tivesse passando a mão em cima de uma espiga de milho, é uma lesão pápulo crostosa que se forma na saída do folículo. É uma resposta inflamatória a uma agressão da pele. A dermatofitose pode se apresentar dessa forma, dermatite pápulo crostosa.
	Como: escabiose, alergia a pulga, etc.
Alopecia simétrica: o gato às vezes pode ficar sem pelo de forma igual, e só ter a alopecia e não ter nada na pele dos dois lados de forma igual. Pode ser a apresentação de dermatofitose, pode ser apresentação de doença alérgica.
Granuloma eosinofílico
São placas ulceradas que se formam geralmente na parte posterior de membros posteriores, na região abdominal, que pode ser uma resposta inflamatória ao dermatófito. 
Então vc atendeu um gato com essas lesões, isso não é dermatofitose, isso é uma apresentação de uma doença dermatológica felina, que dentre elas pode ser a dermatofitose. 
O mais comum no gato na dermatofitose é a alopecia simétrica bilateral.
Forma clássica: alopecia circular descamativa. Se vc atender um gato com uma lesão dessa, vc tem 90% de chances de ser dermatofitose, mas vale a pena isolar o agente.
Agora, agente atende um cão com uma lesão alopécica, hiperpigmentada, pele delgada em membros posteriores:vc nunca vai dizer que é dermatofitose, vc vai isolar. 
Agora, vc sabe que é um agente folicular, porque ele está ficando sem pelo, e vc sabe que o animal não está arrancando o pelo porque ele não tem nenhuma lesão esfoliativa, então pode ser dermatofitose e pode ser sarna demodécica. Vc precisa diferenciar o que vc tem que fazer.
Apresentação clínica:
A apresentação clinica é individual, porque vai depender da resposta do hospedeiro ao fungo, ao dermatófito. 
Geralmente os dermatofitos na pele do cão e na pele do gato, o gênero microsporum canis, produzem pouco estimulo antigênico, pouca resposta inflamatória, principalmente no gato, o microsporum canis é um agente adaptado a pele do gato. 
Se tem pouca resposta inflamatória, a lesão vai ser uma lesão clássica. 
Quando o animal tem uma reação maior a aquele fungo, e isso é individual mesmo sendo microsporum canis, mesmo sendo gato, vc pode ter um gato que vai ter uma sensibilidade maior. Então a lesão começa a mudar. Então quanto mais adaptado o hospedeiro for ao fungo, mais branda é a lesão, o exemplo é o microsporum canis no gato. Se vc tem uma resposta inflamatória intensa, vc começa a ter eritrema (a lesão começa a ficar avermelhado), prurido, e quando coca as pessoas acham que não é o dermatófito e isso é um erro, o dermatófito pode ou não coçar, exsudato (pode ser uma lesão exsudativa), e quando o animal começa a cocar aquela lesão perde todo o padrão, vai ter um padrão de auto mutilação pois vai ter escoriação, pode ter crosta, pode ter descamação.
Uma lesão clássica chamada de Kérion. É uma resposta inflamatória especifica a alguns microrganismos, não só ao dermatofito, mas o dermatófito é o mais comum de agente ver. 
Kérion: é uma lesão que geralmente se forma em extremidades, ponta de focinho e pata, e isso já te chama atenção. É uma placa erosiva, é uma lesão elevada com superfície erosiva. Exsudativa, faz exsudato e forma a crosta em cima.
A 1ª coisa quando agente vai identificar o kérion, agente vai pensar em dermatofitose, mas tem que isolar pra ter certeza. Outra coisa: tem agentes bacterianos que podem também formar o kérion. E existe a resposta inflamatória sem agente e formar o kérion.
	O kerion tem sempre a complicação mesmo sendo pelo microsporum, tem a complicação bacteriana ali.
Ex. lesão clássica: gatinho filhote com lesão alopécica, descamativa, em .......
Ex. gato persa, com lesões crostosas em ponta de orelha em ponte nasal e em orbito ocular. Por ser um gato persa, a dermatofitose tem que estar sempre como diagnóstico diferencial. Provavelmente o gato coça. Outro diferencial que vamos fazer com esse gato é com a sarna notoésica, que vai ter o mesmo aspecto, então mesmo só olhando e por ser um gato persa eu não posso dizer que é dermatofitose. As vezes pode ser uma alergia alimentar, que em gato faz lesão em face e uma lesão pruriginosa, ele pode cocar e fazer um aspecto desse também.
Isolamento do kérion: agente pode coletar ao redor da lesão e mandar pra cultura.
Ex. Lesão clássica: animal jovem, com lesões circulares alopécicas. Os 2 diferenciais que eu tenho que pensar: 1ª: sarna demodécica. 2ª: doença bacteriana, pode fazer lesão circular que é o colarete, foliculite. 
Ex. lesão atípica: somente uma alopecia e um leve eritrema em região de base do pescoço. Como sei que era dermatofito: isolamento.
A cultura de fungo tem que estar dentro dos exames de triagem pra essas lesões superciciais, alopécicas, não dá pra ver só olhando. Não podemos transcrever anti-fúngico sem cultura.
Ex. dermatofitose generalizada grave: foi por um hiperadreno não controlado, com isso estava com imunossupressão e teve um quadro de dermatofitose.
Yorkshire tem reação intensa ao dermatófito.
	Então uma vez que vc atende um animal com quadro generalizado, vc vai pensar se é uma sarna demodécica, vai pensar se é um yorkshire e vai pensar em dermatofitose. 
Se a dermatofitose apresenta-se grave, é porque tem uma causa de base.
Diagnostico da dermatofitose
	1º exame: tricograma, pra buscar o artroconídeo. Lembrando que o tricograma tem muito falso negativo. Se vc ver o fungo, se vc vê o artroconídeo por cima do pêlo vc não tem duvida, mas se vc não encontrar vc não pode dizer que é negativo. Se vem positivo ótimo, se não vem, esquece. 
Se vc sabe ver, e tem um microscópio na clinica pode ser a sua primeira triagem, se vc vê, vc já trata, se não viu vc manda pra cultura.
2º: Lâmpada de Wood: também é exame de triagem. Tem muito falso negativo e também vemos falso positivo. Então a lâmpada de Wood é mais direcionadora e é muito usada pros animais positivos. Se deu positivo na cultura, com a lâmpada de Wood eu vou acompanhando a melhora deles.
O que a literatura fala: a lâmpada de Wood deve ser usada quando positivo pra vc usar aquela área de fluorescência pra coletar o material pra cultura, que vc tem mais chance de ter seu resultado positivo.
Qual a espécie que floresce na lâmpada de Wood: microsporum canis. As outras espécies não fluoerescem. E o microsporum canis não são todas as cepas que fluorescem. 
Os falso positivos: substancias químicas como iodo, enxofre, o próprio taponáceo (o sabão pode fluorescer se tiver resíduo no pelo)
3º exame: exame ouro pra diagnostico de dermatófito: cultura fúngica. Como agente coleta: pêlo e descamação e agente encaminha no papel. Esse é o exame padrão pra vc ter certeza se é ou não é.
4º exame: biopsia pode ser usada. A biopsia no exame histopatológica com uma coloração especial. Então quando vc suspeita que aquela lesão possa ser um dermatofito, vc tem que solicitar na histopatologia, porque às vezes não é rotina no laboratório fazer a coloração de PAS. Vc tem que solicitar e dizer que é suspeita também de dermatofitose. 
Lesões que te indicam a fazer a biopsia: são as lesões mais inflamadas, ulceradas. O exemplo clássico é o Kerin, é a típica lesão que vc pode precisar de diagnostico através de biopsia, porque se não for dermatófito, o kerin é padrão também de outras lesões.
Tratamento
Engloba 3 situações ao mesmo tempo:
Vc tem que tratar o ambiente, porque o dermatofito fica muito tempo no ambiente, então pode ocorrer a re-contaminação. Vc tem que controlar o ambiente, tem que controlar a disseminação do fungo através do pêlo (tem que inativar esses artroconídeos) e tratar a doença.
Pra controle do ambiente:
	Hipoclorito na concentração da água sanitária. 
Se for água sanitária vc coloca ela do jeito que ela vem. 
Se for o cloro puro, vc dilui 1copo de 200ml de cloro pra 5L de água.
Vapor quente: é um problema muito grande em gatil e canil de yorkshire, tem que fazer em todas as gaiolas, não pode ter casinha de madeira, o pano, tudo tem que ser desinfetado porque o artroconídeo vai ficando no ambiente. Se for gaiola que não pega fogo vc pode passar aquele lança chama pra fazer a higienização ambiental.
Banhos
	O banho vai estar sempre presente pra controlar a disseminação, pra inativar o artroconídeo que vai ficar viável no pêlo no ambiente. 
	Enxofre 2-3%, clorexidine, cetoconazol, selênio, miconazol 2%.
O clorexidine pra dermatofitose e pra malassezíase agente tem que usar em concentração maior que 2%, porque na bactéria é usado de 0,5-1% que não é efetivo pra dematófito. 
Existem alguns autores que dizem que o clorexidine não tem ação contra dermatofito. Então nunca usar só ele no tratamento da dermatofitose.
Tricotomia 
Se o animal tem pelagem longa, ele deve ser tricotomizado, com exceção ao gato (porque é um estresse muito grande pro gato a tricotomia). 
A tricotomia não deve ser feito com máquina, a máquina faz microtraumas na pele e ai vc pode inocular um dermatofito pra derme, e mandando o artroconídeo pra derme vc vai fazer uma lesão muito grave ch. Pseudomicetoma, e isso acontece muito em gato persa. A tricotomia deve ser feita com tesoura.
Agora vamos tratar a dermatofitose
	A dermatofitose só responde a tratamento sistêmico. Para curar a dermatofitose o tratamento é sistêmico, o tópico só controla a disseminação.
	Imidazoles, por via oral: intraconazol ou cetaconazolGriseofulvinas.
Em animais jovens, com lesões focais, ou multifocais, numa quantidade pequena, agente pode usar só o tópico e esperar o amadurecimento do sistema imunológico pra ver se ele vai ter uma resposta favorável.
Tempo de tratamento
	Nenhuma dermatofitose se cura antes de 60 dias de tratamento, é o tempo mínimo. 
Quando eu suspendo o uso do anti-micótico: o anti-micótico vai ser usado até eu ter uma cultura negativa. Então ele vai ser mantido até 30 dias depois da cultura negativa.
Então enquanto o pêlo está na cultura, o animal continua tomando o remédio. Ai 30 dias depois que é o tempo pra uma cultura ser liberado do laboratório com o resultado da cultura fúngica, se aquele material der negativo, eu posso suspender o medicamento. Se ainda deu positivo, vc continua, faz mais 30-60 dias até ter a cultura negativa.
Cuidado redobrado no gato persa e no yorkshire.
Lembrar dos efeitos colaterais dessas drogas: tem efeitos graves. Estudar no caderno de fármaco que cai na prova. 
A dermatofitose é uma zoonose, então agente tem que ter uma certa cautela. 
O microsporum canis no homem faz uma resposta inflamatória muito intensa, porque não é um habitante natural da pele, então vai fazer uma lesão totalmente diferente, é uma lesão circular eritrematosa, às vezes tem bordos elevados, e muito pruriginosos, coca muito, e geralmente em áreas que vc tem mais contato com o animal como braço, pernas, etc.
Isso é uma informação na anamnese importante: se tem alguém com lesão na casa. 
Micoses superfifiais – Leveduras
Malassezíase
	Principal representante é a malassezia pachydermatis. Mas na pele, mais de 6 espécies de malasézia já foram isolados. 
A malassezia reside normalmente na pele do cão e na pele do gato, muito mais na pele do cão. 
Locais onde ela reside: 
Nas junções muco-cutâneas. Pele labial, pele vulvar, pele anal, e dentro dos condutos auditivos. Temos a malassezia residindo ali, fazendo parte da microbiota normal. 
Eu preciso ter uma situação favorável pra que ela prolifere, aqui vamos pensar igual pensamos nas doenças bacterianas, primeiro eu vou identificar que tem a doença e depois eu vou tentar buscar o motivo que fez a malassezia proliferar.
A dermatite se instala quando eu tenho uma situação favorável que leva a um crescimento excessivo, e esse crescimento excessivo na maioria dos indivíduos desencadeia uma reação especifica, o animal se coca excessivamente o local que tem a malassezia proliferada.
Fatores predisponentes pro desenvolvimento da malasseziase
	- Doenças alérgicas, hipersensibilidade e atopia. 
A atopia e a malasseziase principalmente otomalassezíase andam juntos, porque vc tem uma pele mais inflamada. 
- Uma situação que tem que estar presente pra malassezia proliferar é um aumento da oleosidade na pele do animal.
A atopia é uma situação de doença de hipersensibilidade que ela causa processo inflamatório intenso na pele, então a pele fica mais quente, mais vascularizada, coça, e isso descama e favorece a proliferação da malassezia como também favorece a proliferação da bactéria. 
	- Endocrinopatias: hipotireoidismo. No hipotireoidismo ele tem um aumento da secreção oleosa da pele.
	- Desordens da queratinização: agente tem uma oleosidade maior da pele.
Apresentação clinica
	A malasseziase se desenvolve principalmente em locais de dobra cutânea. Quais são as grandes dobras da pele: região ventral do pescoço, axila, virilha, e essa flexura do anti-braço, esses são os locais clássicos de inicio do desenvolvimento da malassezíase. Agora, qualquer local que faca uma prega, vc pode ter o intertrigo por malassezia ao invés de ter o intertrigo por bactéria. 
	Prurido, eritrema e seborréia. 
Então a primeira apresentação clinica vc tem o avermelhamento das regiões, a seborréia, o aumento da oleosidade e o prurido.
Ex clínico: hiperqueratose, hiperpigmentação, liqueinificação e com isso o odor ruim, a pele começa a ficar com cheiro de ranço, rançosa.
Raça que faz muito a malasseziase: bace round. 
Eles têm todas as doenças predispostos, são atopicos, tem desordens da queratinização primária e eles têm o hipotireoidismo. 
Temos a região de prega, região de virilha, pescoço. Vemos descamação com aumento da oleosidade, com isso ela forma uma crosta ch cor de mel, tem um odor de ranço insuportável. Muito eritrema e o animal coca demais. 
É uma lesão superficial. 
Pode ser: dermatofitose, sarna demodécica, dermatite por malassezía (e por malassézia agente vai ter que buscar sempre a causa, que no bace geralmente é por uma desordem primária da queratinização, ele nasceu com o defeito no processo de produção de sebo na pele e ai ele produz mais sebo que o normal).
Diagnostico 
	Citologia por imprint. Fita adesiva com uma escarificação bem superficial.
Vc tem grandes chances de fechar o diagnostico com esse exame.
Não há muita necessidade da cultura, só se vc não achar pela citologia, mas vc sente cheiro de malassezia, etc. ai vc faz a cultura. 
Mas se eu tenho grandes chances de ter dermatite por malassezia, e no imprint eu não estou vendo, eu posso fazer a cultura.
Como é a cultura pra malassezia: swab e meio de transporte. Passa o swab na região interdigital, que tem muito a pododermatite por malassezia. 
Posso ter o diagnostico também pelo exame histopatológico.
Tratamento
	Tratar não é complicado, o problema é a recidiva, a recidiva ocorre porque vc tem que identificar e tratar a causa primaria. 
	Atopia: não tem cura, é a doença alérgica. Tem que tentar controlar a atopia e com isso tentar controlar a malasseziase. 
	Mais de 80% dos animais com malasseziase agente pode melhorar o quadro somente com tratamento tópico, com os anti-micóticos tópicos: imidazoles, cetoconazol, miconazol, clorexidine (2-4%). Esses tem ação anti-micótico, anti-microbiano. 
Qual a situação biológica essencial pra proliferação da malassezia na pele: de gordura. Então o controle da oleosidade é fundamental, então eu vou ter que sempre prescrever um anti-seborréico pra ser usado num pré-banho. Sulfeto de Selênio: é um anti-seborréico com uma boa ação em seborréia oleosa, e também tem ação sobre a malassezia, então aqui agente pode usar só o sulfeto de selênio ou associar com outro produto.
	Nos casos de malasseziase generalizada, agente pode usar o tratamento sistêmico: imidazole: cetoconazol, intraconazol.
Tempo de tratamento: 15-30 dias. 
Lembrando que a griseofulvina não funciona pra levedura!
Pra leveduras, só os imidazoles.
Se voltou, não é porque a malassezia é resistente, ela voltou porque a causa ainda está ali atuando. 
Levedura profunda
Esporotricose
A esporotricose tem importância muito grande no RJ, porque a doença está descontrolada há muitos anos. Ainda é considerada uma doença rara na maioria dos estados brasileiros, e não tem a expressão como tem no RJ.
O clinico aqui, tem que conhecer essa doença, pra saber identificar porque é uma zoonose grave, e em função de não diagnostico e de tratamento errado ela está cada vez sendo desencadeada por cepas resistentes ao tratamento.
Agente: Esporotrix shent
É um agente presente no solo rico em matéria orgânica. 
Porque o gato se contamina mais fácil: porque o gato gosta desses locais pra defecar, na terra fofa. Agora, ele não é um agente que se só ficar sobre a pele ele não faz lesão, ele é um agente que precisa ser inoculado na derme, ele precisa de um ferimento profundo pra fazer a lesão. O gato pode se espetar ou ele traz esse agente principalmente nas unhas. 
A disseminação é através de feridas perfurantes. Uma vez o gato contaminado pela terra nas unhas, vai brigar com outro animal e ai ele passa de um pro outro. É através dessa forma que se dissemina.
Cães podem ter também. Vimos no RJ que tem muitos casos de cães que tem também, mais do que em outras cidades.
Mas os gatos são mais acometidos, são gatos machos com mais de 4 anos não castrados, que são gatos que estão em atividade sexual ativa, então eles brigam mais pelo território, mas qualquer outro pode fazer.
Clinicamente
	O que vai te fazer pensarque é esporotricose? Tanto no gato quanto no cão:
Uma úlcera, uma lesão ulcerada que não cicatriza, onde vc já usou antibiótico, já usou cicatrizante, e não fecha. Isso é uma constante. 
A úlcera é o primeiro diferencial pra esporotricose no gato.
	
A esporotricose pode ter apresentação cutânea, cutânea-linfática ou disseminada: 
- A apresentação cutânea, as lesões estão restritas a pele. 
- A apresentação cutânea-linfática vamos ter pele e tecido linfático, no caso, vamos ter pele e linfonodos acometidos. É a apresentação mais comum no humano.
- Disseminada: vamos ter pele, tecido linfático e vísceras acometidas. Nesse caso o prognostico é totalmente desfavorável.
Principais locais de surgimento das lesões iniciais: 
Cabeça e membro, por causa dessa situação, porque como é um agente de terra e de briga, é o local que o animal vai brigar e vai fazer a lesão.
Lesão inicial: 
É um nódulo subcutâneo e fístula. Porque o nódulo se forma na derme e ele fistula, no que ele fistula, ele exsuda uma secreção sanguino-purulenta e ai vai formar a crosta. Por baixo dessa crosta todo o tecido está sendo destruído. Quando vc tira essa crosta vc tem uma grande úlcera. Essas úlceras vão se confluindo e as vezes vc tem aquelas lesões totalmente deformadas da pele, da região anatômica do animal que está sendo acometida.
	Nódulos, nódulos que fistulam, secreção sanguino-purulenta, vc tem a crosta formada em cima e por baixo grandes úlceras, as úlceras vão se confluindo e vc tem a destruição total desse tecido.
Diagnóstico
	1ª coisa: gato, chegou gato com uma ulcera, o primeiro diagnostico que eu vou pensar é a esporotricose.
	Cão: ele vai entrar também no diagnostico das lesões ulceradas.
No gato, a citologia se presta bem pro diagnostico. Citologia por imprint, citologia por escarificação, etc. porque é uma lesão aberta.
Porque no gato se presta bem pro diagnostico: porque o gato trás uma quantidade muito grande de esporos na lesão, diferente das outras espécies. Então vc faz um imprint e vc vê muitas leveduras na lesão. Geralmente elas estão dentro dos macrófagos, porque é um processo piogranulomatosa, uma resposta piogranulomatosa em que o esporotrix desencadeia.
No cão a citologia pode ser um primeiro exame, mas não descarta. No gato descarta às vezes sim e às vezes não. Se vc não vê, vc parte pra outro exame.
2º exame: cultura fúngica. Como coleto o material: com o swab, passo na lesão e coloco no meio de transporte, é uma cultura rápida, no máximo de 10-15 dias vc tem o resultado.
3º exame: histopatológico: mas vc pode ou não ver as leveduras
O mais fidedigno é a cultura, que tem menos chances de falso negativo, quando vc não acha na citologia.
Tratamento
	Imidazoles: cetoconazol, intraconazol, são os mais usados, embora agente já tenha cepas resistentes a tudo isso. Ai temos que passar pra tratamentos alternativos.
	Iodeto de potássio: é a 1ª escolha de tratamento de ser humano, mas pra animal não. Ele pode ser usado no cão, mas pro gato ele é tóxico. Vamos deixar o iodeto pra tratamento daqueles animais que não respondem com outros. O gato é sensível ao iodo, então não pode usar. 
	Tem que ter o comprometimento do proprietário com o animal. Senão o animal definha até morrer. E o animal ainda vai ficar contaminando o ambiente, contaminando outras pessoas. 
	A professora recomenda que menos contato com o animal melhor, porque a literatura cita que vc pode prescrever tratamento tópico. Ela só trata com o sistêmico.
Tem que isolar o animal. 
Tempo de tratamento: 
1-8 meses, dando remédio, fazendo exame, fazendo hepatograma, acompanhando a resposta do animal, dá muito trabalho e é um custo alto. 
Então se não for tratar, se não tem condição, é eutanásia.
É inadmissível no RJ o veterinário não ter conhecimento da esporotricose. Tem que fazer o diagnóstico direitinho e fazer uma cultura, conversar com o proprietário se trata ou não.
Desordens da queratinização
Apresentação clínica
Como as doenças bacterianas da pele, as desordens da queratinização elas também são apresentações clinicas de varias doenças. Então vc pode ter uma sarna demodécica sendo apresentada clinicamente por uma furunculose e também por uma desordem na queratinização, a única diferença é que 20% dos casos de desordens da queratinização podem ser primários, ou seja, ser uma doença por uma disfunção congênita em uma das fases do processo de queratinização da pele.
Quais são os processos de queratinização, o que é a queratinização? É a migração do queratinócito (é a célula básica da epiderme) da camada basal da epiderme até a camada córnea, e nesse processo ele vai sendo transformado, ele vai adquirindo queratina. Diferença do queratinócito da camada basal pro queratinócito da camada córnea? Ele fica mais pavimentoso, vai ficando mais achatado, vai adquirindo queratina e vai perdendo núcleo, pra que na camada superficial da epiderme ele é uma camada morta, mas é uma célula com função de proteção (porque a queratina tem essa função). 
Então quais são os processos que vamos ter na queratinização? A epidermopoiese que é justamente a produção do queratinócito da camada basal e a sua migração até a camada córnea. A queratinização que é o queratinocito adquirindo queratina, perdendo o núcleo e ficando pavimentado. Nesse processo também vão estar envolvidos a função das glândulas sebáceas e apócrinas. O que as glândulas apócrinas e as glândulas sebáceas vão formar na epiderme? O filme protetor, o cimento intercelular. Então as secreções das glândulas apócrinas e sebáceas é que formam esse cimento intercelular, e no cão e no gato ele é extremamente importante porque a coesão dos queratinocitos na camada córnea não é tão perfeita quanto nas outras espécies como por exemplo no ser humano. Então esse cimento tem uma função muito grande de barreira de filme protetor, por isso que agente sempre suplementa com ácidos graxos, Omega 3 e 6, eles são fundamentais pra esse processo. Então se vc tiver alguma disfunção nessa glândula, vc vai ter alteração nesse processo, ou a pele vai descamar mais porque ela não está tendo uma boa coesão ou ela vai ser mais oleosa do que ela deveria ser, ou ocorrem as 2 coisas. Tem interferência na coesão e na descamação dessas células. 
Clinicamente como se apresentam
	Pela alteração da descamação e/ou oleosidade da pele.
Como as desordens da queratinização da pele vão se apresentar:
	Pelas caspas e/ou pelo aumento ou diminuição da oleosidade com ressecamento da pele. 
Isso pode ter um fundo secundário, por ex. uma sarna sarcoptica, aonde é que a sarna sarcoptica ele vive? Ele vive na epiderme, ele faz galerias nessa camada da pele, então quando ele está fazendo isso ele está desencadeando um processo inflamatório, uma agressão, com essa agressão essa pele passa a responder de uma forma mais acelerada a esse processo de epidermepoiese, então ele descama mais. Ai é uma resposta secundária.
Vc pode ter um animal que nasceu com uma disfunção na epidermepoiese, então ele normalmente troca a pele mais rápida. Esses processos estão acontecendo o tempo todo na pele dos animais e na nossa pele, na pele, a camada córnea vai sendo trocada diariamente só que é um processo invisível porque ele é lento, quando ele começa a ser visível, ai agente vê sob a forma de escama por ex: agente pega sol, se queima na praia, isso é uma alteração de queratinização, agente acelera a troca da epiderme, agente mata as células mais profundas da epiderme, então agente consegue visualizar um processo que seria normalmente invisível.
A queratinização ela leva normalmente, o processo de queratinização leva normalmente, todo esse processo de epidermepoiese e queratinização leva fisiologicamente no cão e no gato 22 dias, nos processos patológicos, nas desordens da queratinização pode chegar de 3-5 dias, por isso que vc começa a ver, e ela se apresenta na forma de escamas. 
Essas escamas podem ser maiores ou menores, mais grossas ou mais finas, vai depender de qual camada está sendo afetada. 
Diagnostico
É clinico, eu olho o animal e eu identificoclinicamente que ele tem uma desordem da queratinização. E ai clinicamente eu vou classificar, se essa desordem é uma desordem seca, oleosa ou se é uma dermatite seborréica.
Desordem seca
	É quando a escama é branquinha, ela está solta na pelagem do animal e ela cai com muita facilidade na mesa. Isso é uma dermatite seca.
Desordem oleosa
	Parece que passaram manteiga na pele do cachorro. Vc não tem descamação, vc tem aumento da oleosidade. O que cursa sempre junto com a desordem oleosa: o odor butílico, o odor de ranço.
Na verdade agente trabalha mais com as classificações intermediárias, agente pode ter:
Uma desordem da queratinização primariamente seca. Mas na maioria das vezes eu vou ter uma desordem da queratinização seca com um pequeno grau de oleosidade. Como eu sei: o pelo fica mais aglutinado, tem odor.
Eu posso ter desordem da queratinizaçao descamativa com oleosidade. A descamação fica amarela e aderida. 
Posso ter somente uma descamação, por uma desordem da queratinização seca. 
Os animais podem ter foliculite com desordem da queratinização. É mais um aspecto que vai estar presente que vai ser importante na terapêutica, vc tem que também entrar com medicação pra controlar.
Dermatite seborréica
	É quando associado a esse quadro, vc vai ter a proliferação microbiana na camada superficial. Essa dermatite seborréica pode ser por malassezia na maioria das vezes ou por bactérias. 
	Pra ter dermatite seborreica tem que ter oleosidade.
	Geralmente a região fica eritrematosa alem de descamar. É o aspecto da dermatite por malassézia, é uma dermatite seborreica.
Classificação etiológica
	Toda vez que agente atender um animal com desordem da queratinização, eu vou botar sempre em mente: tem uma causa, 80% das desordens da queratinização são secundarias. Posso ter: 
- Alimentar, secundária a um manejo principalmente alimentar, animais que tem uma alimentação deficiente de Omega 3 e 6 eles vão descamar. 
- Causas parasitárias: tanto a sarna demodecica quanto a sarna sarcoptica pode ter também apresentação de desordem da queratinização. 
- Fúngica: os dermatófitos são altamente descamativos. 
- Endócrinas: tanto hipotireoidismo quanto hiperadreno cursam com a desordem da queratinização. A diferença é que o hipotireoidismo tende a ser uma desordem da queratinização mais oleosa e o hiperadreno mais seco.
- Doenças auto-imunes: são doenças bastantes descamativas.
Ex. gato: é raro gato com desordem da queratinização, o gato geralmente descama por conta da doença sistêmica. Não adianta dar o banho com o melhor xampu que só ia estressar mais o gato e não ia resolver o problema dele.
Vamos classificar clinicamente:
	Peguei o animal, olhei uma desordem da queratinização seca, ou agente usa o termo “seborréia seca”, as escamas estão soltas e não tem oleosidade.
	Atopia: o animal é alérgico. Então pelo processo inflamatório crônico da pele ela descama. 
	Dermatite seborréica: podemos ver eritrema, e a escama não é da mesma cor, ela é mais amarelada, e se ela é mais amarelada é porque eu tenho um certo grau de oleosidade. Agente tem que saber classificar visualmente essa descamação e essa oleosidade porque é essa classificação que vai direcionar a terapêutica. 
	Odor butílico, aumento da oleosidade, pele eritrematosa = dermatite seborréica. Pode ser uma malasseziase, porque é na região de prega.
Ex. animal com sarna demodécica localizada, anômala, era só na região de dorso, onde o único processo que ela demonstrava clinicamente era a formação de comedos, os comedos são os cravos. O cravo é uma disfunção seborréica, vc tem o acumulo de sebo na saída do folículo piloso. 
Ex. sarna sarcoptica: apresentação em volta de orelha, apresentação descamativa no corpo todo, porque o sarcoptico vai fazendo essa alergia. 
Tem animal que não apresenta foliculite nessas sarnas. Mas às vezes vc tem a lesão da doença bacteriana junto com a desordem seborréica, e ai vc tem que intervir terapeuticamente.
Apresentações primárias
Agora, existem as apresentações primárias, que são raras. Então ninguém vai pegar um animal num primeiro momento, classificar que ele tem uma desordem da queratinização e dizer que é primaria.
As desordens da queratinização primárias, tem padrão genético, tem padrão racial, tem raças que são mais acometidas. E por ser uma disfunção genética ela vai aparecer até o 2º ano de vida do animal, não vai aparecer no animal velho, porque ele nasceu com aquela disfunção.
O diagnóstico é histopatológico, não tem outra forma de fazer esse diagnostico.
Na verdade o que agente faz, agente vem por eliminação, descarta todas as causas secundárias, se não achou nenhuma ai agente vem pela historia suspeitando. 
Algumas das desordens da queratinização primárias mais importantes:
- Seborréia idiopática primária: acomete principalmente os cães da raça spainel. Ex. Cocker spainel.
É uma disfunção seborréica descamativa com oleosidade que vc encontra principalmente na raça spainel. Essa raça é muito comum ter essa disfunção. 
A dermatose é responsiva a vitamina A, clinicamente tem o mesmo aspecto, é o aspecto que acomete as mesmas raças spainels. Histologicamente são diferentes, e a terapêutica é diferente porque ela é responsiva a vitamina A, não é uma deficiência de vitamina A. Quando vc acrescenta vitamina A ela melhora, mas fazer com cuidado senão pode fazer a hipervitaminose A.
________ Sebácea: também é uma disfunção seborréica onde a glândula sebácea está envolvida, vc tem uma destruição auto-imune da glândula sebácea. É uma doença típica de akita, mas qualquer raça pode ter como, por exemplo, um poodle. A pele fica ressecada, ela complica com infecção secundária. O diagnostico é histopatológico, onde vc vai ter ausência das glândulas sebáceas porque elas vão sendo destruídas. A pele vai perdendo toda sua função porque ela não tem mais sebo, ela tende a inflamar, pois a barreira de proteção fica desfavorável, o pelo começa a cair. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor. 
Dermatose responsiva ao zinco: uma desordem da queratinização característica das raças nórdicas como Husky siberiano, amalute, samueda. A lesão se forma em junção muco-cutânea, são lesões crostosas em junção muco-cutânea, como peri labial, Peri ocular, Peri anal, Peri superficial . Vc faz o diagnostico histopatológico e vc identifica a doença e vc repõe o zinco e ele responde bem. 
Hiperplasia da glândula da cauda: essa é a que agente vê com mais freqüência. No terço proximal da cauda dos machos, tanto gato quanto cão, existe uma quantidade maior de glândula sebácea, que é usado pra marcar território. Essas glândulas aumentam a sua função quando elas são estimuladas pela testosterona, então em alguns animais ou por alguma disfunção da testosterona ou por micro tumores testiculares essas glândulas passam a hipersecretar e vc passa a ter uma lesão localizada no terço superior da cauda, vc tem mais sebo ali, o pelo vai ficando mais oleoso, começa a cair e tem complicação de infecção secundária. Hoje em dia agente quase não vê mais em gato porque muitos dos gatos machos são castrados, mas tem visto muito em cães e quando vc faz ultrassom o cão tem tumor testicular.
Tratamento: castração. 
	Acne felina: formação de comedos na região mentoniana do gato, porque aqui ele também tem um aumento de glândulas sebáceas pra marcar. Em alguns gatos por uma disfunção congênita eles fazem um acumulo maior de comedos nessa região. 
Mais rara onde agente só pensa depois que agente descarta as secundárias.
Ex. Cocker spainel, vc pode pensar em desordem seborréias idiopáticas quanto a dermatose responsiva. Sempre complica com a malasseziase.
Desordens primárias da queratinização podem levar a malasseziase. Sempre acaba complicando porque vc tem uma oleosidade maior.
Descarta todas as causas, se não é causa endócrina, não é doença alérgica, vc biopsia, que ai vem o laudo.
Ex. gato com acne felina. Vemos um monte de cravos.
Tratamento
	Vc atendeu um animal com desordem da queratinização, independente da causa, mesmo que vc não saiba a causa num primeiromomento, pela apresentação clinica, vc já pode tratar. Vc trata pra ter uma melhora clinica do quadro. 
O tratamento é através do banho com xampus queratoliticos e/ou queratoplasticos. Através de produtos desengordurantes e hidratantes.
Os xampus queratoliticos e queratoplasticos removem aquelas células que estão soltas na pele, então elas melhoram o aspecto descamativo da pele. 
Os produtos desengordurantes: equilibram a gordura da pele
Hidratantes da pele: trazem um equilíbrio, porque se resseca vc tem que hidratar essa pele, mesmo nas seborréias oleosas vc tem um desequilíbrio na parte hídrica da pele, então vc sempre vai hidratar. 
Estou buscando ainda a causa, posso usar um tratamento pra desordem da queratinização? Pode. Vc já vai dar uma melhora nesse quadro.
A xampu terapia pode ser feito diariamente, a cada 3-5 dias, vai depender do quadro, quanto mais intenso, quanto mais oleoso, maior a freqüência de banho ou da hidratação.
Se eu tenho uma descamação muito seca, eu vou fazer menos banho, mas vou hidratar mais essa pele.
Se eu tenho uma disfunção muito oleosa, eu vou dar mais banho e vou hidratar menos. 
Manter o xampu por 15-20 minutos no animal, enxaguar com abundancia.
Os anti-seborréicos:
Podem vir sob a forma de pomada, gel, creme ou loção. Quando vamos usar essa forma? Pras lesões localizadas, ex. acne felina, posso usar um gel. O melhor é o gel porque o animal absorve mais rápido, e o animal tem menos chance de lamber.
Xampu e sabonete:
Quando as lesões são disseminadas. 
Bases:
- Enxofre: o enxofre não tem ação desengordurante. Então é indicado pra que tipo de seborréia? Seca. 
- Ácido salicílico: a mesma coisa, não tem ação desengordurante. Então é indicado pra seborréia seca.
Quando vc associa o enxofre com o acido salicílico, alem da ação queratolítica, dá uma certa ação desengordurante pequena. É só pra aquela oleosidade branda que vc vai usar 
produtos com essa associação.
- Alcatrão: tem tanto ação queratoplastica, quanto ação desengordurante. Tem que ter cuidado porque ele é mais agressivo. O alcatrão não pode ser usado em gatos. 
- Peróxido de benzoíla e xampu: doença bacteriana, também tem ação desengordurante e também tem ação queratolítico. 
Cuidado: os produtos desengordurantes ressecam a pele, então eu não posso usar se não tem gordura. 
Ex. tenho uma foliculite, eu sei que o peróxido de benzoila é o melhor produto que tem ação pro staphylococcus intermedium, mas eu tenho uma seborréia seca, então eu não posso passar o peróxido de benzoila, porque eu posso melhorar a doença bacteriana mas eu pioro a desordem da queratinização. 
- Sulfeto de selênio: na concentração de 1% ele tem mais ação queratolítica, pra descamação. Na concentração maior é desengordurante, e ele tem ação na lignificação também.
- Uréia: acima de 15% ela vai ter uma ação queratolítica. Abaixo de 15% ela só tem ação hidratante.
Então dependendo da apresentação clínica eu vou escolher o xampu de acordo com a base que ele apresenta e de acordo com a concentração. Então eu nunca vou usar pra uma seborréia oleosa só o enxofre que não vai adiantar. E numa seborréia seca eu também não vou usar peróxido de benzoíla. 
Hidratantes
	São os emolientes e os umectantes.
	Suavizam a pele e mantém a água no estrato córneo. Devem ser usados sempre após o xampu com a pele úmida, porque eles vão reter água naquela pele. 
São usados na forma de rinse ou de spray. Creme ou solução agente não usa.
Deve ser usado no mínimo 2x por semana. Pra aqueles casos que vc não precisa hidratar tanto, mas agora nos casos que vc precisa, usar diariamente ou de 2 em 2 dias pra manter o aspecto mais saudável daquela pele. 
Bases hidratantes emolientes: são os óleos, óleos vegetais, óleos minerais, uréia, propilenoglicol, acido lático, tudo isso são bases emolientes. aveia é um dos melhores emolientes que tem, tepantenol, tudo isso são substancias emolientes e umectantes. Vou buscar produtos que tenham essas substancias. Isso já tem no mercado, e agente pode mandar formular. 
Importante: o hidratante não tem enxágüe. Vc coloca na pele do animal e fica, não adianta enxaguar. 
Pro sucesso terapêutico eu preciso:
Nas desordens secundárias, descobrir a causa. Na primeira consulta eu posso fazer o controle terapêutico daquela disfunção seborréica, mas enquanto isso eu vou buscando a causa, pois ele não vai melhorar até eu resolver a causa. 
	
Na doença alérgica, ele auxilia na terapêutica e no controle, mas a causa tem que estar identificada.
	Nas desordens primarias: aqui é diferente, essa disfunção primaria não tem como corrigir. A seborréia primaria do Cocker é um controle direto desses produtos, mudando às vezes, aumentando os espaços entre banhos, quando está pior diminui, as vezes ficam irresponsivos a aquele produto ai tem que mudar, e isso que agente tem que explicar ao proprietário, que a disfunção está ali no tecido, no código genético dele, eu não tenho como alterar isso. Então eu vou só controlar.
	De forma sistêmica, o que sempre propicia a essas disfunções seborréicas: os ácidos graxos essenciais, o Omega 3 e o Omega 6. Por isso que sempre prescrevo em qualquer receita dermatológica, porque ele vai beneficiar o filme protetor. Quando o quadro é reversível uma vez que melhorou vc para, mas quando não é, ele vai ficar tomando pro resto da vida.
Doenças parasitárias da pele do cão e do gato
Aqui vamos voltar a falar de um grupo de etiologias que agridem a pele do animal e pode desencadear uma apresentação clinica de uma doença bacteriana e/ou de uma desordem da queratinização. 
Escabiose
	
Agente: sarna. 
A sarna é um ácaro, a do cão é o Sarcoptide scabei variedade canis. 
Forma de transmissão desse agente:
	A principal forma é a direta, contato animal com animal. Sendo que essa sarna é muito espécie especifica, por isso tem variedade canis, variedade hominis, etc. 
O contato cão com cão contaminado vai passar, até passa pro homem, mas o homem vai fazer um quadro mais brando da doença. O parasita é especifico porque ele não consegue se multiplicar na pele do outro hospedeiro que não seja especifico pra ele, mas o homem vai fazer lesão. 
Transmissão indireta: fórmits, ou seja, é no banho e tosa, casinha, ropinha, e isso é importante pro tratamento, muitas vezes o animal não cura porque vc esquece dessa forma de transmissão (igual agente falou no dermatofito)
É uma doença altamente pruriginosa, o animal se coca muito. Não existe escabiose sem prurido, e é um prurido primário, o proprietário vai chegar dizendo que o animal não pára de cocar.
 É uma doença muito mais de animal jovem do que de animal adulto, mas o animal adulto também pode fazer. 
O que faz vc pensar em escabiose no animal adulto é o proprietário chega assim: meu cão não pára de coçar, e ai vc pergunta assim: ele já coçou antes? O proprietário fala que não. É um cão de 5 anos, que nunca cocou e tem 2 meses que ele não para de coçar, vc vai pensar em escabiose, é um dos pontos que faz vc pensar. 
O que desencadeia o prurido na escabiose? 
A irritação mecânica. O sarcoptides scabiei fica na epiderme, ele faz galerias e vai colocando os ovos. O prurido causa uma irritação mecânica, todos vão se cocar por isso. Agora, uns vão se cocar muito mais do que outros, por que: alguns cães desenvolvem uma hipersensibilidade aos metabolitos desse ácaro, é como se o ácaro desencadeasse uma reação alérgica, então ele coça o dobro do que o outro coça (não é que tenha mais ácaro, ele tem uma resposta mais exacerbada, o que confunde um pouco no diagnóstico).
Não existe escabiose sem prurido.
Diagnostico da escabiose:
	Começa pela historia. 
	Pelo prurido primário. Nessa historia pode ter situação de contactantes, onde começou vários animais a coçar. Ou a historia de contaminação, “ele veio coçar depois que ele veio do hotel que ficou hospedado, ou fez tosa e deu 2 semanas e começou a cocar, fez obra na casa, é muito comum na areia da obra o animal rolar e se contaminar” tem que ter uma situação que fez ele se contaminar.
	O proprietário pode trazer um animalsó porque é o que mais está se cocando, e deixa o outro que ele nem percebeu que está cocando em casa. 
Sinais clínicos
	A lesão da escabiose é uma lesão descamativa.
	Localização preferencial: (nem todos os animais se apresentam dessa forma) mas geralmente a lesão começa nas regiões: em bordo de pavilhão auricular, cotovelos, jarrete e abdômen. 
Por isso é importante perguntar na anamnese onde a lesão começou. 
No abdômen agente consegue vê lesões papulares que o acaro faz. Nas outras regiões agente vê muito mais o eritrema e a descamação. 
	Conseqüentemente o pêlo vai cair. E pode disseminar pelo corpo inteiro. 
Como fecho o diagnostico:
	Raspado parasitológico de pele. Agente faz a escarificação no local da lesão e agente identifica o ácaro no microscópio. 
O que agente pode encontrar no raspado de pele: Adultos, fêmea ou os ovos. 
A escabiose é difícil de achar o ácaro, vc tem muita lesão e pouco parasita, então agente tem que se esforçar pra ter certeza que não é escabiose. Por isso a historia e a epidemiologia são importantes. Vc vai raspar vários locais, às vezes vc acha só um ácaro, e aquele se coça loucamente, porque o animal tem hipersensibilidade ao ácaro. Então raspar o primeiro lugar e não achar não significa que não é escabiose.
Ex. caso: animal achado na rua, filhote, espalhado pelo corpo inteiro, se cocando desesperadamente a primeira coisa que agente vai pensar é escabiose. Podemos ter a escabiose com foliculite e oleosidade. 
- O que agente não vê na escabiose: lesões profundas, ela não faz lesão profunda, ela vai descamar no máximo e fazer uma foliculite, nunca uma furunculose, só se vc fizer corticóide nesse animal, ai faz uma furunculose.
Localização: bordo de orelha, cutuvelo, região abdominal, jarrete. 
São lesões brandas, num animal adulto elas ficam mais brandas ainda.
Tratamento da escabiose:
São 3 tipos e vc escolhe um:
Sabonetes, xampus. É mais trabalhoso, mas é um tratamento mais barato.
Qualquer sabonete a base de benzoxi de benzila pode ser usado. Agente não usa loção e nada que vai ficar na pele do animal. Ou qualquer sabonete ou xampu a base de deltametrina, 90% dos xampus anti-pulga ou contra carrapato que vende em pet shop são à base de deltametrina. É um tratamento longo, banho de 3 em 3 dias, as vezes leva até 2 meses pro animal ficar bom.
Tiuran: eficácia não é tão boa, e ele às vezes irrita muito a pele. Até pode ser usado, mas tem suas limitações.
Amitraz: o banho com a solução de amitraz, vc vai até deixar na pele, mas ela vai ser usada na forma de banho. Intervalos entre banhos de 7 em 7 dias. Geralmente em 4 semanas o tratamento resolve. É um tratamento tópico, barato.
Tratamento tópico: hoje em dia agente usa muito o fipronil spray. Ele resolve o problema da escabiose. Da mesma forma que a defenotrina spray que é um antiparasitário pra pulga e carrapato. Isso é bom pra filhotes porque a toxicidade é baixa e resolve. A forma de aplicação é de 3-4 aplicações a cada 7 dias.
Sistêmico: por via oral: o que funciona muito bem: Ivermectina, é excelente para o tratamento da escabiose canina. Dose: 0,2-0,4mg/kg 2 administrações com intervalo de 14 dias. 
Cuidado que eu tenho que ter: existem algumas raças que não pode usar ivermectina nessa dose: collie, todas as linhagens de collie (border collie, pastor de shepman, etc.) alguma literatura fala do shipdog, alguma literatura fala do dálmata. Essas raças não podem porque elas tem uma alteração na barreira hematoencefálica que permite que a molécula de ivermectina chegue ao SNC que é onde os mamíferos tem o GABA, que é a molécula que a ivermectina vai inativar. Na maioria dos mamíferos não tem problema, ele vai atuar só no gaba do parasito, mas nessas raças agente não pode usar em função disso.
Cuidado: não podemos usar em animais com menos de 2 meses. Por que: o SN termina de se formar extra-útero, a barreira hematoencefalica vai estar totalmente fechada e formada em média com 2 meses de idade, então vc vai ter a mesma conseqüência.
É um tratamento efetivo e pratico, mas vc não pode usar nesses animais.
Miotromicina: também funciona, só que no mercado só tem associado ao glufenulon na dose de 2mg/kg 3aplicações com intervalos de 7 dias. Pode usar nessas raças em que a ivermectina não pode ser usada, e pode usar também em animais com menos de 2 meses de idade.
Vou escolher um desses tratamentos e vou fazer.
O que é importante tratar também: 
O ambiente. O acaro vive algumas horas no ambiente, então principalmente em panos, tapetes, têm que tirar tudo isso, vc tira tudo isso de contato com o animal enquanto ele estiver apresentando a lesão.
Os contactantes: se tem outro cachorro, vc trata todo mundo, porque o outro pode ser o reservatório, ele pode ter um prurido discreto e o proprietário não estar notando. 
O que mais vou tratar na escabiose: 
Disfunção seborréica, onde vamos usar um produto. Aqui a descamação geralmente é seca, o melhor produto anti-seborréico pra gente usar é o enxofre (sabonete ou xampu), porque o enxofre tem uma certa ação sobre o ácaro, ele não acaba com a escabiose mas ele reduz bem a carga parasitária.
Outra apresentação clinica que a escabiose pode ter:
	Foliculites. Então às vezes há necessidade de antibióticos sistêmicos.
Hipersensibilidade: nunca usar corticóide. Vc explica ao proprietário que o animal vai cocar ainda por um tempo, mas corticóide vc não vai fazer. Enquanto não acabar o tratamento ele vai se coçar.
Gato
Escabiose felina 
Agente: sarcopitae notoebiris cati.
Também cursa com prurido muito grande.
As lesões dermatológicas nos gatos, sejam elas a etiologia que for, se localizam principalmente na cabeça e pescoço. Provavelmente é o local que o gato tem maior dificuldade de higienização. 
Vão se apresentar por uma descamação excessiva e às vezes escoriação (porque o gato coça com a unha). 
Vc tem descamação, com formação de crosta. Nos casos crônicos vc tem hiperqueratose, liqueinificação, às vezes o gato chega com a cabeça pelada com pele escura e grossa.
A diferença do gato é que ela acomete o mesmo grau de intensidade os gatos jovens e gatos adultos, porque tem muita relação com manejo, animais que vivem em condições ruins, o cão também, se tiver um abrigo, vai todo mundo fazer escabiose.
Diagnostico: mesmo do cão.
As sarnas, vc pode achar no exame de fezes porque o animal se lambe. Mas não é meio de diagnostico. 
Apresentação:
Fica com crostas, alopecia, ________, parece o gato da dermatofitose que é um diagnostico diferencial.
Pode ter hiperqueratose, liqueinificação. 
Pode ter apresentação mais branda, com hipotricose, alopecia, eritrema sem tanta formação de pus, é uma resposta individual. 
Tratamento:
	Cipronil spray, é a indicação pra filhote. Passa no corpo inteiro. Colocar o colar.
	Pra gatos: exclui os banhos. 
	Tratamentos tópicos, spray (fipronil, a defenotrina) da mesma forma que usa no cão, de 3 a 4 aplicações de 7 em 7 dias. 
	Sistêmico: agente usa a ivermectina. Restrição: não tem restrição racial, mas tem restrição da idade. Miomicina também pode ser feita.
Ambiente: contactante.
O que agente não vai tratar aqui no gato? 
Tratar desordem seborreica: com banho só se for um gato tranqüilo, vc pode fazer um banho com sabonete de enxofre. Se não for, esquece, porque senão leva mais tempo pra ficar bom.
O gato raramente faz a foliculite.
Aqui é só o tratamento do ácaro.
No gato agente evita qualquer tratamento tópico porque ele vai lamber, então a restrição fica a esse tratamento ai.