ok clin peq 04.05.11
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Disciplina:Clínica Médica de Mamíferos de Pequeno Porte15 materiais49 seguidores
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CLÍNICA MÉDICA DE MAMÍFEROS DE PEQUENO PORTE
Rio, 04/05/2011
Alexandra Woods

Doenças fúngicas da pele do cão e do gato

	As doenças fúngicas diferente das doenças bacterianas, vão ser etiologias, exceção a Malasseziase. A Malassezíase é secundária a alguma causa primaria. Agora, as dermatofitoses, esporotricose, são primarias, elas agridem a pele do animal.
Em algumas situações as dermatofitoses principalmente vão estar relacionadas a alguma deficiência imunológica, mas não é uma regra tão geral quanto é o caso das doenças bacterianas.

Micoses superficiais
	Essas micoses, o mais importante, em destaque para dermatofitose.

Dermatófitos
O que são:
	Característica dos fungos desse grupo: digerem a queratina. Então vou buscar como um dos pontos antes da biologia desse microrganismo é ele ter afinidade por tecidos com queratina, que são: pêlo, pele, epiderme, camada córnea, unha, casco, chifre. Qual região específica da pele: a camada córnea da epiderme, que é a camada mais superficial. Por isso que são consideradas micoses superficiais, não causam lesão profunda. Quando causam lesão profunda, vão desencadear o quadro totalmente anômalo. Em algumas situações eles podem penetrar.

	Os 2 gêneros que representam os dermatófitos são: microsporum e o tricophytum, de importância na clinica de pequenos animais.
Mas agente fala de espécie:
No cão a espécie mais importante é o microsporum canis, e com menor freqüência vamos encontrar o microsporum gypsium e o tricophytum mentagrofiti.
No gato: 95% do isolamento são do microsporum canis. Então o que acontece: o m. canis é um agente muito mais no gato do que no cão, só que ele foi isolado primeiro no cão, por isso recebeu esse nome. Existem até os animais considerados portadores assintomáticos, que são gatos que trazem o fungo na pele sem fazer lesão. Nos gatos, o m. canis vai acometer principalmente os animais da raça Persa.

Os gatos da raça persa vão apresentar com grande freqüência essa patologia. O que acontece com essa raça: 1º é o tipo de pelagem, como nos cães, os cães da raça yorkshire são os mais acometidos. A textura do pêlo do Persa e a textura do pêlo do Yorkshire são muito parecidas.
Outra situação é que o fungo gosta de queratina, então ele não necessariamente precisa estar na pele, o animal com pelagem longa, ele vai destruindo o pelo, então às vezes dá impressão que o animal não tem lesão. Ai vc tem que observar, persa com pelagem quebradiça, não muito cheia, pode ser um animal com dermatofitose, e ai o animal vai levando e levando e o proprietário só leva o animal quando ele está totalmente acometido e isso dificulta o tratamento.

É uma doença primariamente de animais jovens.
Ex. se eu atendo um cão com menos de 1 ano de idade com lesão dermatológica, a 1ª coisa que vou ter certeza que não é: doença parasitária e dermatofitose (doença micótica). Sendo pruruginosa ou não pruriginosa, e depois vou pensar nas outras causas. Porque tem muita relação com sistema imunológico. E alguns animais, alguns filhotes, quando as lesões são únicas, multifocais, se o animal chega a um quadro generalizado, às vezes agente nem precisa fazer um tratamento sistêmico, um controle da disseminação com tratamento tópico e o amadurecimento do sistema imunológico melhora.
Tratamento tópico não cura a dermatofitose, só controla a disseminação. O que curou foi o sistema imune que amadureceu e ai ele conseguiu controlar aquela lesão.

	Em gatos:
Vc tem tanto o animal idoso quanto o animal jovem apresentando. Mas sempre nos animais mais idosos, buscar se ele não tem uma virose imunossupressora, que é o caso da FIV e da FELV nos gatos, não é regra geral, principalmente em gato persa, que pra ter dermatofitose ele não precisa estar com o vírus, mas pelo quadro generalizado ou alguma outra coisa que possa estar interferindo no sistema imunológico do animal, vale a pena agente investigar.

Transmissão
	Através do pêlo contaminado. O pêlo contaminado, a estrutura que sai é o artroconídeo, esse artroconídeo pode sobreviver até 2 anos no ambiente e nesse pêlo, por isso que o tratamento tópico é importante, que vai justamente atingir essa situação, no controle da disseminação do fungo ambiental.
	O m. gypsium vive na terra, areia contaminada, e ai vc tem vários animais aparecendo com a lesão num determinado local.
Isso vai ser importante pra terapêutica.

Hifa: hifa dessas espécies. Vamos encontrar essas estruturas desses agentes só quando vc faz o cultivo. Porque as vezes o exame direto do pelo vc pode encontrar hifas, e essas hifas não serem dos dermatófitos, mas serem de fungos ambientais, então vc esquece. Essas estruturas desse agente só são localizadas no meio de cultura, vc coloca o pêlo lá e depois pega o material e examina.

Animais jovens (tanto gato quanto cão)
Vários animais com a mesma lesão (nessa situação agente determina que tem imaturidade do sistema imunológico, tenho manejo inadequado), tenho que isolar esse agente, porque pode ser uma sarna demodécica, fungo, dermátofito, escabiose, no cão pode ser uma doença bacteriana.

Tratamento
	Se é a 1ª vez que chega, usa o sistêmico pra controlar a disseminação, espera um mês pra vez como esse animal vai ficar, principalmente por ser um animal muito jovem. São lesões focais ou multifocais.

Apresentação clínica
	Clássica que agente encontra nos livros: “ring ______” que é a lesão em anel, que é uma lesão alopécica, circular e descamativa.
	Nem toda dermatofitose vai se apresentar dessa forma, e ai que está o grande erro. Se vc vê uma lesão circular e descamativa pode ser um colarete epidérmico, então agente não pode dizer por que está vendo que é dermatofitose, agente precisa do isolamento.

Existem outras apresentações: a foliculite, mesma apresentação na doença bacteriana vc pode ter pelo dermatofito, mas não é o dermatofito que faz a foliculite, o dermatófito lesa o folículo, ele consegue penetrar no folículo porque o folículo é uma invaginação da epiderme, então ele é queratina, ele penetra, destrói o folículo e a bactéria vem e entra e ai faz a foliculite. É um diferencial que agente tem que fazer nas lesões de foliculite, é a dermatite.

Pode ser esfoliativa, pode ser eritrematosa, pode ser qualquer aspecto de lesão superficial.

Gatos
	Alem dessa apresentação clássica, agente pode ter a apresentação da dermatite miliar. No gato, a dermatite miliar, a alopecia simétrica e o granuloma eosinofílico são as apresentações clássicas das dermatopatias nos felinos. Elas podem ser qualquer coisa, elas podem ser apresentação de doença infecciosa, fúngica ou bacteriana, podem ser apresentação de doença alérgica, podem ser apresentação de doença parasitária.

O que é a dermatite miliar:
	É uma lesão mais sensitiva do que visual. Vc passa a mão no gato e vc sente como se o gato estivesse todo encaroçado, como se vc tivesse passando a mão em cima de uma espiga de milho, é uma lesão pápulo crostosa que se forma na saída do folículo. É uma resposta inflamatória a uma agressão da pele. A dermatofitose pode se apresentar dessa forma, dermatite pápulo crostosa.
	Como: escabiose, alergia a pulga, etc.

Alopecia simétrica: o gato às vezes pode ficar sem pelo de forma igual, e só ter a alopecia e não ter nada na pele dos dois lados de forma igual. Pode ser a apresentação de dermatofitose, pode ser apresentação de doença alérgica.

Granuloma eosinofílico
São placas ulceradas que se formam geralmente na parte posterior de membros posteriores, na região abdominal, que pode ser uma resposta inflamatória ao dermatófito.

Então vc atendeu um gato com essas lesões, isso não é dermatofitose, isso é uma apresentação de uma doença dermatológica felina, que dentre elas pode ser a dermatofitose.
O mais comum no gato na dermatofitose é a alopecia simétrica bilateral.

Forma clássica: alopecia circular descamativa. Se vc atender um gato com uma lesão dessa, vc tem 90% de chances de ser dermatofitose, mas vale a pena isolar o agente.

Agora, agente atende um cão com uma lesão alopécica, hiperpigmentada, pele delgada em membros posteriores: