ok clin peq 04.05.11
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ok clin peq 04.05.11

Disciplina:Clínica Médica de Mamíferos de Pequeno Porte15 materiais50 seguidores
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vc nunca vai dizer que é dermatofitose, vc vai isolar.
Agora, vc sabe que é um agente folicular, porque ele está ficando sem pelo, e vc sabe que o animal não está arrancando o pelo porque ele não tem nenhuma lesão esfoliativa, então pode ser dermatofitose e pode ser sarna demodécica. Vc precisa diferenciar o que vc tem que fazer.

Apresentação clínica:
A apresentação clinica é individual, porque vai depender da resposta do hospedeiro ao fungo, ao dermatófito.
Geralmente os dermatofitos na pele do cão e na pele do gato, o gênero microsporum canis, produzem pouco estimulo antigênico, pouca resposta inflamatória, principalmente no gato, o microsporum canis é um agente adaptado a pele do gato.
Se tem pouca resposta inflamatória, a lesão vai ser uma lesão clássica.
Quando o animal tem uma reação maior a aquele fungo, e isso é individual mesmo sendo microsporum canis, mesmo sendo gato, vc pode ter um gato que vai ter uma sensibilidade maior. Então a lesão começa a mudar. Então quanto mais adaptado o hospedeiro for ao fungo, mais branda é a lesão, o exemplo é o microsporum canis no gato. Se vc tem uma resposta inflamatória intensa, vc começa a ter eritrema (a lesão começa a ficar avermelhado), prurido, e quando coca as pessoas acham que não é o dermatófito e isso é um erro, o dermatófito pode ou não coçar, exsudato (pode ser uma lesão exsudativa), e quando o animal começa a cocar aquela lesão perde todo o padrão, vai ter um padrão de auto mutilação pois vai ter escoriação, pode ter crosta, pode ter descamação.
Uma lesão clássica chamada de Kérion. É uma resposta inflamatória especifica a alguns microrganismos, não só ao dermatofito, mas o dermatófito é o mais comum de agente ver.
Kérion: é uma lesão que geralmente se forma em extremidades, ponta de focinho e pata, e isso já te chama atenção. É uma placa erosiva, é uma lesão elevada com superfície erosiva. Exsudativa, faz exsudato e forma a crosta em cima.
A 1ª coisa quando agente vai identificar o kérion, agente vai pensar em dermatofitose, mas tem que isolar pra ter certeza. Outra coisa: tem agentes bacterianos que podem também formar o kérion. E existe a resposta inflamatória sem agente e formar o kérion.

	O kerion tem sempre a complicação mesmo sendo pelo microsporum, tem a complicação bacteriana ali.

Ex. lesão clássica: gatinho filhote com lesão alopécica, descamativa, em .......
Ex. gato persa, com lesões crostosas em ponta de orelha em ponte nasal e em orbito ocular. Por ser um gato persa, a dermatofitose tem que estar sempre como diagnóstico diferencial. Provavelmente o gato coça. Outro diferencial que vamos fazer com esse gato é com a sarna notoésica, que vai ter o mesmo aspecto, então mesmo só olhando e por ser um gato persa eu não posso dizer que é dermatofitose. As vezes pode ser uma alergia alimentar, que em gato faz lesão em face e uma lesão pruriginosa, ele pode cocar e fazer um aspecto desse também.

Isolamento do kérion: agente pode coletar ao redor da lesão e mandar pra cultura.

Ex. Lesão clássica: animal jovem, com lesões circulares alopécicas. Os 2 diferenciais que eu tenho que pensar: 1ª: sarna demodécica. 2ª: doença bacteriana, pode fazer lesão circular que é o colarete, foliculite.

Ex. lesão atípica: somente uma alopecia e um leve eritrema em região de base do pescoço. Como sei que era dermatofito: isolamento.

A cultura de fungo tem que estar dentro dos exames de triagem pra essas lesões superciciais, alopécicas, não dá pra ver só olhando. Não podemos transcrever anti-fúngico sem cultura.

Ex. dermatofitose generalizada grave: foi por um hiperadreno não controlado, com isso estava com imunossupressão e teve um quadro de dermatofitose.
Yorkshire tem reação intensa ao dermatófito.

	Então uma vez que vc atende um animal com quadro generalizado, vc vai pensar se é uma sarna demodécica, vai pensar se é um yorkshire e vai pensar em dermatofitose.
Se a dermatofitose apresenta-se grave, é porque tem uma causa de base.

Diagnostico da dermatofitose
	1º exame: tricograma, pra buscar o artroconídeo. Lembrando que o tricograma tem muito falso negativo. Se vc ver o fungo, se vc vê o artroconídeo por cima do pêlo vc não tem duvida, mas se vc não encontrar vc não pode dizer que é negativo. Se vem positivo ótimo, se não vem, esquece.
Se vc sabe ver, e tem um microscópio na clinica pode ser a sua primeira triagem, se vc vê, vc já trata, se não viu vc manda pra cultura.

2º: Lâmpada de Wood: também é exame de triagem. Tem muito falso negativo e também vemos falso positivo. Então a lâmpada de Wood é mais direcionadora e é muito usada pros animais positivos. Se deu positivo na cultura, com a lâmpada de Wood eu vou acompanhando a melhora deles.
O que a literatura fala: a lâmpada de Wood deve ser usada quando positivo pra vc usar aquela área de fluorescência pra coletar o material pra cultura, que vc tem mais chance de ter seu resultado positivo.
Qual a espécie que floresce na lâmpada de Wood: microsporum canis. As outras espécies não fluoerescem. E o microsporum canis não são todas as cepas que fluorescem.
Os falso positivos: substancias químicas como iodo, enxofre, o próprio taponáceo (o sabão pode fluorescer se tiver resíduo no pelo)

3º exame: exame ouro pra diagnostico de dermatófito: cultura fúngica. Como agente coleta: pêlo e descamação e agente encaminha no papel. Esse é o exame padrão pra vc ter certeza se é ou não é.

4º exame: biopsia pode ser usada. A biopsia no exame histopatológica com uma coloração especial. Então quando vc suspeita que aquela lesão possa ser um dermatofito, vc tem que solicitar na histopatologia, porque às vezes não é rotina no laboratório fazer a coloração de PAS. Vc tem que solicitar e dizer que é suspeita também de dermatofitose.
Lesões que te indicam a fazer a biopsia: são as lesões mais inflamadas, ulceradas. O exemplo clássico é o Kerin, é a típica lesão que vc pode precisar de diagnostico através de biopsia, porque se não for dermatófito, o kerin é padrão também de outras lesões.

Tratamento
Engloba 3 situações ao mesmo tempo:
Vc tem que tratar o ambiente, porque o dermatofito fica muito tempo no ambiente, então pode ocorrer a re-contaminação. Vc tem que controlar o ambiente, tem que controlar a disseminação do fungo através do pêlo (tem que inativar esses artroconídeos) e tratar a doença.

Pra controle do ambiente:
	Hipoclorito na concentração da água sanitária.
Se for água sanitária vc coloca ela do jeito que ela vem.
Se for o cloro puro, vc dilui 1copo de 200ml de cloro pra 5L de água.
Vapor quente: é um problema muito grande em gatil e canil de yorkshire, tem que fazer em todas as gaiolas, não pode ter casinha de madeira, o pano, tudo tem que ser desinfetado porque o artroconídeo vai ficando no ambiente. Se for gaiola que não pega fogo vc pode passar aquele lança chama pra fazer a higienização ambiental.

Banhos
	O banho vai estar sempre presente pra controlar a disseminação, pra inativar o artroconídeo que vai ficar viável no pêlo no ambiente.
	Enxofre 2-3%, clorexidine, cetoconazol, selênio, miconazol 2%.

O clorexidine pra dermatofitose e pra malassezíase agente tem que usar em concentração maior que 2%, porque na bactéria é usado de 0,5-1% que não é efetivo pra dematófito.
Existem alguns autores que dizem que o clorexidine não tem ação contra dermatofito. Então nunca usar só ele no tratamento da dermatofitose.

Tricotomia
Se o animal tem pelagem longa, ele deve ser tricotomizado, com exceção ao gato (porque é um estresse muito grande pro gato a tricotomia).
A tricotomia não deve ser feito com máquina, a máquina faz microtraumas na pele e ai vc pode inocular um dermatofito pra derme, e mandando o artroconídeo pra derme vc vai fazer uma lesão muito grave ch. Pseudomicetoma, e isso acontece muito em gato persa. A tricotomia deve ser feita com tesoura.

Agora vamos tratar a dermatofitose
	A dermatofitose só responde a tratamento sistêmico. Para curar a dermatofitose o tratamento é sistêmico, o tópico só controla a disseminação.

	Imidazoles, por via oral: intraconazol ou cetaconazol