Direito Administrativo (47)
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devem ser por ele cumpridos, e por eles responde o seu patrimônio.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Pelo artigo 117, para proteger o representado, se o representante vier a efetivar negócio jurídico consigo 
mesmo no seu interesse ou por conta de outrem, esse ato será anulável, exceto se houver permissão legal ou 
autorização do representado para agir dessa forma. Se houver substabelecimento de poderes, o ato 
praticado pelo substabelecido é considerado como se tivesse sido celebrado pelo representante original, 
pois não houve transmissão do poder, mas mera outorga do poder de representação. Somente é permitido o 
substabelecimento nos casos de representação convencional. O poder de representação legal não pode ser 
substabelecido. 
O artigo 118 trata do dever que o representante tem de provar àqueles com quem vier a tratar em nome do 
representado não só a sua qualidade, mas também a extensão dos poderes que lhe foram conferidos, sob 
pena de, não o fazendo, ser responsabilidade, civilmente, pelos atos que excederem àqueles poderes. Pelo 
artigo 119, se o representante concluir um negócio jurídico e houver conflito de interesses com o 
representado, com pessoa que devia ter conhecimento desse fato, esse negócio jurídico será anulável. 
O artigo 121 traz o conceito de condição, que é a cláusula que subordina o efeito do negócio jurídico, 
oneroso ou gratuito, a evento futuro e incerto. Para a configuração da condição é preciso que existam: a) 
aceitação voluntária pelas partes; b) evento futuro, do qual o efeito do negócio dependerá; e c) incerteza do 
acontecimento, pois a condição relaciona-se com um acontecimento incerto, que poderá ocorrer ou não.
Pelo artigo 122, a condição será lícita quando o evento que a constitui não for contrário à lei, à ordem 
pública ou aos bons costumes. São proibidas as condições chamadas de a) perplexas, se privarem o negócio 
jurídico de todo o efeito, como, por exemplo, a venda de um prédio sob a condição de não ser ocupado pelo 
comprador; e b) puramente potestativas, se oriundas de mero arbítrio de um dos sujeitos. 
O artigo 123 fala a respetio da invalidação de negócios em razão de condições. As condições fisicamente 
impossíveis as que não podem ocorrer por serem contrárias à natureza, e invalidam os negócios jurídicos a 
elas subordinadas, por serem contrárias à ordem legal, como, por exemplo, a outorga de uma vantagem 
pecuniária sob condição de haver renúncia ao trabalho. As condições ilícitas ou as de fazer coisa ilícita são 
condenadas pela norma jurídica, pela moral e pelos bons costumes e, por isso, invalidam os negócios 
jurídicos a que forem apostas. As condições incompreensíveis ou contraditórias ocorrem quando os 
negócios jurídicos contiverem cláusulas que subordinam seus efeitos a evento futuro e incerto, mas 
carregadas de obscuridade, possibilitando várias interpretações pelas dúvidas que levantam. Nesses casos, 
os negócios jurídicos serão invalidados, porque não é possível saber qual é a interpretação correta da 
condição.
O artigo 124 observa que se determinado negócio jurídico for subordinado a uma condição resolutiva 
impossível ou de não fazer coisa impossível, será tida como não escrita; logo, o negócio valerá 
normalmente, como se não houvesse condição nenhuma. Ou seja: a condição impossível é considerada 
inexistente. Pelo artigo 125, a condição é suspensiva quando as partes adiam, temporariamente, a eficácia 
do negócio até a realização de um acontecimento futuro e incerto. Enquanto estiver pendente a condição 
suspensiva, não se terá direito adquirido, mas expectativa de direito ou direito eventual. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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Só se adquire o direito após o implemento da condição. A eficácia do negócio jurídico ficará suspensa até 
que se realize o evento futuro e incerto.
Pelo artigo 126, é possível que, na pendência de uma condição suspensiva, sejam feitas novas disposições. 
Mas essas novas disposições somente terão validade se elas não forem incompatíveis com a condição 
original.
O artigo 127 fala em condição resolutiva, que é a que subordina a ineficácia do negócio jurídico a um 
evento futuro e incerto. Enquanto a condição não se realizar, o negócio jurídico vigorará. Uma vez verificada 
a condição, para todos os efeitos extingue-se o direito a que ela se opõe. Por exemplo, uma pessoa constitui 
renda a favor de outra, enquanto ela estudar. Assim que ela parar de estudar, a renda não será mais 
constituída.
Pelo artigo 128, quando a condição ocorrer, o direito a que ela se opõe é extinto. Porém, se o negócio 
jurídico for de execução continuada, salvo disposição em contrário, o implemento da condição não atingirá 
os atos já praticados, desde que conformes com a natureza da condição pendente e aos ditames da boa-fé. 
A regra do artigo 129 tem dois objetivos: 1) A condição suspensiva ou resolutiva será considerada como 
realizada se seu implemento for intencionalmente impedido por quem tirar vantagem com a sua não-
realização, e 2) Se a parte beneficiada com o implemento da condição forçar maliciosamente sua 
realização, esta será tida aos olhos da lei como não verificada para todos os efeitos.
Pelo artigo 130, como o titular de direito eventual ou condicional não tem, ainda, direito adquirido, a lei 
reconhece a possibilidade de praticar atos conservatórios para resguardar seu direito futuro, impedindo, 
assim, que sofra qualquer prejuízo. Assim sendo, a condição suspensiva ou resolutiva não impede o exercício 
dos atos destinados a conservar o direito a ela subordinado. 
O artigo 131 trata do termo, que é a cláusula que subordina os efeitos do negócio jurídico a um 
acontecimento futuro e certo. O termo inicial é o que fixa o momento em que a eficácia do negócio deve ter 
início, retardando o exercício do direito. Assim sendo, o direito a termo será tido como adquirido. O termo 
inicial não suspende a aquisição do direito, que surge imediatamente. O direito somente pode ser exercido, 
porém, com a superveniência do termo. Ou seja: o exercício do direito fica suspenso até o instante em que o 
acontecimento futuro e certo, previsto, ocorrer. 
O artigo 132 trata de prazos. Prazo é o lapso de tempo compreendido entre a declaração de vontade e a 
superveniência do termo em que começa o exercício do direito ou extingue o direito até então vigente. O 
prazo é contado por unidade de tempo (hora, dia, mês e ano), excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o 
do vencimento, salvo disposição legal ou convencional, em contrário. 
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Para resolver questões relativas aos prazos, o Código Civil apresenta os seguintes princípios: