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ok clin peq 20.04.11

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CLÍNICA MÉDICA DE MAMÍFEROS DE PEQUENO PORTE 
Rio, 20/04/2011
Alexandra Woods
Prova AV1
1ª questão: 
Felino, 9 anos, vem perdendo peso progressivamente a 6 meses. Exame físico nada foi observado. Nos exames laboratoriais as alterações encontradas foram: hemograma normal, uréia e creatinina normal, glicemia de 200, fosfatase alcalina 150 (que não está aumentada pro gato. Isso seria um sinal se fosse um cão de hiperadreno) e uma ALT de 150.
(obs: Glicemia de 200 no gato é nada)
Como deve ser interpretado o resultado, pensando no diagnostico:
	Glicemia de 200 no gato, vc não vai dizer que ele é diabético. Mas pode ser o inicio de uma resistência insulínica. Como vou confirmar? Com frutosamina. 
Se não é diabetes no gato, o que vai aumentar a fosfatase alcalina, aumentar a ALT e fazer uma perda de peso no gato? Hipertireoidismo. O hiperadreno no gato, o gato pode até ter, mas ele não perde peso em 6 meses. E diabetes não pode ser, pra levar a perda de peso desse jeito ele teria que ter mais sinais clínicos, e ele não tem.
Então como deve ser interpretado o meu resultado? 1º que não posso diagnosticar a diabetes, que teria que confirmar com a frutosamina. Provavelmente essa glicemia em 200 é uma hiperglicemia de estresse que o gato tem. 
Como confirmar o diagnostico de hipertireoidismo no gato? O hipertireoidismo no gato aumenta a fosfatase.
2ª questão: 
Sinal de anamnese de hipertireoidismo:
Perda de peso, alteração de comportamento (mais agitado, mais agressivo), intolerância ao calor, intolerância ao exercício e ao calor, pelagem feia, vomito, etc.
3ª questão: 
4 achados laboratoriais do hipertireoidismo: 
Fosfatase alcalina aumentada, GGT aumentada, T4 aumentado, TSH diminuído.
4ª questão:
isso é o maior erro no diagnostico clinico: 
Cão da raça poodle, 10 anos, obeso, apresenta dermatopatia crônica recidivante. Nos exames laboratoriais, o T4 total estava abaixo dos valores normais de referencia, o colesterol estava aumentada, e a fosfatase alcalina estava muito aumentada. Hemograma estava normal, o EAS apresentava isoestenuria e glicosúria.
Qual a endocrinopatia no cão que aumenta exageradamente a fosfatase alcalina? Hiperadrenocorticismo. O hipotireoidismo não aumenta a fosfatase alcalina. 
Só o hipotireoidismo faz dermatopatia crônica das endocrinopatias? Não. Outra que vai fazer é o hiperadrenocorticismo. 
Animal com T4 total baixo, com dermatopatia crônica. Não posso fechar o diagnostico pra hipotireoidismo. 
Pode ser: uma insuficiência renal, uma síndrome do eutireoideu doente. 
Resposta: é um hipotireoidismo secundário a um hiperadrenocorticismo. Todas as características aqui são do hiperadrenocorticismo. 
Só que pelo diagnostico indevido, acaba sendo hipotireoidismo. O veterinário só por esse dado não pode fechar diagnostico de hipotireoidismo. 
Posso pedir pra dosar o T4 livre, que é mais específico pra hipo.
5ª questão:
 Doença de addison clássica: qual a causa: destruição imunomediada do córtex da adrenal, de partes do córtex da adrenal. Destruição auto-imune
 Hiperadrenocorticismo iatrogênico: uso indiscriminado de glicocorticóides (que é exógeno).
Hipotireoidismo: tireoidite linfocítica
Hipertireoidismo: adenoma da tireóide. Supõe se que esse adenoma da tireóide possa ser causado pelo excesso de iodo na ração.
6ª questão
Quando não se consegue o controle glicêmico no animal diabético, após o aumento da dose da insulina deve-se imediatamente: 1ª coisa que agente faz: buscar a causa de resistência insulínica antes de fazer a curva glicêmica. 
Quais seriam as causas de resistência insulínica: se for uma fêmea: não está castrada. O foco infeccioso. Insulina não está sendo administrada de forma adequada. Estresse. Quando tiro todas essas causas não têm jeito, agora é um problema com o metabolismo da insulina, ai eu faço a curva glicêmica, esse é o segundo passo.
7ª questão
Qual dos testes abaixo está indicado para o diagnostico da doença de addison (hipoadrenocorticismo):
Estimulação com ACTH. Pois a doença de addison é a ausência de cortisol. Eu estimulo a adrenal com ACTH pra ver se ela vai produzir cortisol. 
(o teste de estimulação com baixas doses de dexametasona eu inibo adrenal, esse teste é feito pra ver se tem a doença de cushing - hiperadreno)
8ª questão 
Quais as alterações cardíacas podemos encontrar no hipertireoidismo e no hipoadrenocorticismo clássico:
Cardiomiopatia hipertrófica no hipertireoidismo / microcardia no hipoadreno
9ª questão
Hipocolesterolemia, hipoglicemia, hipercalemia, hiponatremia são alterações encontradas na doença de addison. 
(a doença de cushing vai fazer hipercolesterolemia, hiperglicemia, e cushing não interfere nos eletrólitos)
10ª questão
Na cetoacidose diabética é importante a reposição do potássio.
11ª questão 
Quais das situações clínicas abaixo não promovem resistência insulínica:
Doença de addison não provoca. Todas as outras promovem como: doença de cushing, aplicação de progestageno, pancreatite crônica, isso tudo leva a resistência insulínica.
12º questão:
De o nome de cada endocrinopatia devido às definições abaixo e cite um fármaco usado no controle de cada uma.
Hipertireoidismo: iodo radioativo, metimasol, 
Hipotireoidismo: levotireoxina, 
Doença de addison clássica: não se trata só com corticóide, fluticasona com corticóide. Acido retinoide (não é a primeira escolha, só vamos usar quando tiver certeza que é um macrotumor hipofisário)
Hipersecreção do hormônio adenocorticotrófico: trilostano ou mitostano.
13ª questão 
Quais endocrinopatias cursam poliúria e polidipsia? E explicar como ocorre.
+ Hiperadrenocorticismo
+ Diabetes: temos na diabetes a poliúria porque extrapola a capacidade do túbulo de reabsorver glicose, então a urina fica hiperosmótica e ai absorve mais água.
+ Hipertireoidismo 
AV2
Livros recomendados
- Bichard & Sherding
- Dermatologia em pequenos animais (SCOTT, MILLER, GRIFFIN)
------------//------------
Meios de diagnóstico em dermatologia
Levar em conta a lesão
Em pele, o diagnostico tende ao erro com mais facilidade, pois como é um órgão é exposto, o veterinário às vezes cai na tentação de fazer um diagnostico visual. 
	Os órgãos internos geralmente desenvolvem sinais generalizados que vc através de um quebra cabeça tem que primeiro descobrir onde está e depois o que está acontecendo.
	A pele de uma forma enganosa, trás a lesão exposta. Mas mesmo estando exposta, muitas vezes aquela lesão não é o que parece. 
	Diferente dos outros sistemas, agente não lança mão dos mesmos exames complementares que agente lança quando é um problema hepático, quando é um problema renal. Então a parte do laboratório de rotina da hematologia, da bioquímica não é muito usada em dermatologia, ela é uma ferramenta complementar. 
O que agente usa de exame em dermatologia: outros exames, mais direcionados a lesão, que não vão ser usados pros outros sistemas.
= Doença de pele X lesões externas X diagnóstico
= Diagnóstico
= 	-resenha/anamnese/exame físico
=	-exames complementares (diagnostico) 
Como qualquer outro sistema, pro diagnostico dermatológico agente precisa juntar dados. Como o diagnostico é formado: através de dados de resenha, anamnese e exame físico. O diagnóstico tem que ser formulado na sua cabeça através dos dados que vc coletou na resenha, anamnese e exame físico. 
Quando vc formula esses diagnósticos é que vc vai começar a pensar nos exames complementares. 
	O exame complementar é pra confirmar ou descartar nossa suspeita diagnostica. 
Se eu termino o exame físico e não tenho suspeita diagnostica na minha cabeça, é porque tem alguma coisa errada, eu volto e faço tudo de novo, seja o sistema que for.
= Dados animal X diagnóstico
= Idade
= 	-menos de 1 ano
=	-hipersensibilidade
=	-endocrinopatias e neoplásicas
	Quando estamos falando de resenha, quais são os dados importantes no primeiro momento: idade do animal.
Chegou um animal com doença de pele, e pra qualquer outro sistema, vc vai na idade do animal. 
Se é um animal com menos de 1 ano, quais são as doenças dermatológicas mais prováveisdele ter? São as doenças infecciosas como: Doenças parasitárias, doenças micóticas, são as mais comuns. 
E doença endócrina é comum? Não. Vamos começar a suspeitar de endocrinopatias em animais mais idosos. 
	E as doenças alérgicas? As doenças alérgicas ficam em animais de meia idade, nem em animais muito jovens e nem em animais muito velhos.
Não é que eu descarte as possibilidades, mas eu tenho que partir de algum ponto para montar meu diagnostico.
= Anamnese: minuciosa!!
= “Uma historia completa toma a maior parte do tempo do exame clinico e é ferramenta fundamental para o diagnostico”
	A anamnese tem que ser minuciosa, não é porque a lesão está exposta que vc não vai perguntar. Na maioria das vezes a lesão não tem relação direta com a causa, exemplo: ah essa lesão é característica de tal causa. 
	Exame clínico: é toda a consulta. O exame físico é quando examina o animal. 
Vamos ver que nas doenças alérgicas não existe exame complementar que fecha o diagnóstico. Nas doenças alérgicas o diagnostico é feito por descarte dos exames complementares e por informações da anamnese. 
= Tempo de evolução: crônico X lesão primária
=	- onde iniciou a lesão?
=	- tipo de vida
=	- higiene: animal, ambiente
=	- dieta: deficiência nutricional
=	- tratamentos anteriores: drogas X resultado (exames complementares)
=	- Ectoparasitas: DAPE
Algumas coisas que não podem deixar de ter na anamnese: 
1ª coisa: tempo de evolução, estamos diante de um quadro crônico ou quadro agudo? ninguém vai ter uma escabiose crônica, uma escabiose que já coça a 3 anos. O animal não vai ter uma escabiose que tem época que coça e época que não coça.
Agora, aquele animal com 5, 6 anos, que nunca coçou na vida foi hospedado em algum lugar, 1 semana depois começou a coçar loucamente, olha a informação na anamnese. Então pode ter sido alguma coisa que contaminou. 
Não é olhando a lesão que vc vai pensar numa hipótese dessas, mas sim na anamnese.
Depois agente pergunta, onde iniciou a lesão. Pois tem doenças dermatológicas que elas têm uma evolução meio padrão.
Ex. dermatite alérgica a picada de ectoparasita, especificamente a pulga. Onde a pulga mais gosta de ficar no animal? Na base da cauda e atrás da orelha. Então a lesão vai começar por ali. O animal pode chegar com a lesão disseminada, mas na anamnese alguns proprietários conseguem te dizer.
Ex. escabiose. Onde se inicia a lesão da escabiose na maioria das vezes? Borda de orelha, cotovelos, então a lesão vai começar ali.
 	Mesmo que o animal chegue totalmente acometido, alguns proprietários conseguem te informar isso.
Tipo de vida do animal: 
Porque o tipo de vida é importante? Porque se eu tenho um animal confinado, eu não vou pensar numa doença contagiosa. 
Ex. gato que nunca saiu de casa, não tem vaso de planta na casa, aparece com uma úlcera. Lesão ulcerada em gato, qual a doença que agente pensa? Esporotricose. Mas nesse caso não vou pensar numa doença contagiosa como essa. 
Agora, aquele gato que vive em casa, mas tem quintal e outros gatos podem entrar, ai é um tipo de vida que posso pensar em contaminação com ectoparasitas, contaminação com bactérias, fungos. 
Um dos pontos importantes é o tipo de vida, é onde ele passa mais do que 2/3 do dia confinado, em ambiente fechado, isso é anamnese e não exame físico.
Higiene do animal e do ambiente:
A higiene hoje em dia se sabe que ela não é uma situação que vá trazer diretamente um problema pro animal, mas indiretamente ela trás.
O que trás mais problema não é nem a falta de higiene, é o excesso de higiene. Como por exemplo: animais que são banhados excessivamente com produtos muito adstringentes. Vamos ver nas desordens seborréicas que o que acontece: tira a gordura da pele, que é importante pra proteção da pele do animal, e isso abre porta pra infecção secundaria, favorece as desordens seborréicas, as seborréias, etc.
Se quer dar banho no animal, o intervalo menor é 1x por semana, quanto maior for esse intervalo, mais favorável é pra pele do animal. O animal produz uma gordura chamada filme protetor, que ele precisa dessa gordura para manter o equilíbrio da pele. Então quanto menos banho agente der (animal saudável) melhor é.
Que produto deve ser usado pra banho? O menos agressivo possível. O que agente oferece: sabão de glicerina, sabão de latonina, sabão de coco (não é sabão de coco que usamos pra lavar roupa, é sabonete de coco), quanto menos adstringente melhor.
Então agente orienta: banho 1x por semana com produto neutro, sem perfume. O perfume não é causa direta de alergia, mas é indireta, é gatilho. O animal alérgico, os odores são irritativos e ai é o gatilho pra que ele venha piorar suas crises alérgicas.
	O que vai ser importante pra higiene e pra saúde dessa pele: qual o procedimento que é importante pra saúde dessa pele sem ser o banho: A escovação é importante para manejo, pois quando vc escova vc tira o pelo que está solto e vc estimula a produção do filme protetor e espalha essa gordura sobre o pêlo. 
Animais que são muito escovados eles tendem a ter pelos mais bonitos e mais saudáveis do que animais que tomam muito banho.
Ambiente: 
Devem evitar no ambiente produtos com odor forte, produtos com toxicidade maior, porque o animal tem contato direto com o chão. 
Indicado: hipoclorito (cloro), formaldeído, amônia quaternária (de preferência sem cheiro, porque se ele for alérgico, o cheiro vai ser irritativo)
Dieta: 
A dieta do animal tem que ser equilibrada, seja caseiro seja comercial. Porque a pele recebe muito pouco tanto de nutriente quanto de oxigênio que está circulando pelo corpo. Quando vc tem uma deficiência na alimentação, a pele é a primeira a sentir. 
O pêlo é proteína, e o filme protetor é gordura de boa qualidade (Omega 3, 6, 9), e às vezes uma dieta deficiente vai interferir na pele do animal, em algumas situações ela pode ser a causa, mas em outras não, ela só contribui. Isso é anamnese, não tem exame complementar que vai te dizer.
Animais que vemos na rua, com o pêlo feio, pensamos logo em sarna, mas a maioria é mal de cuia, falta de comida mesmo.
É importante na anamnese do animal com doença de pele os tratamentos anteriores. Raramente agente pega um animal que é a primeira vez que ele está com doença de pele. Então temos que saber com o que ele foi tratado e qual foi o resultado. Um exemplo clássico são as doenças alérgicas.
Outra informação importante no cão alérgico, é que ele responde favoravelmente a corticoterapia, o prurido que responde bem a corticoterapia é mais um ponto para o diagnostico de doença alérgica.
	Se coça, o que já usou, como usou e qual foi a resposta.
	
Nunca esquecer se tem problema de pele, ectoparasita. Ex. presença de carrapato em animais que tem alergia ao ectoparasita. 
Às vezes não é só o ectoparasita ali, se tem ectoparasita, ele tem algum papel ali na lesão de pele. 
Na alergia, basta uma picada pra desenvolver todo o quadro da cronicidade 
= Anamnese:
= - Contato: escabiose, dermatofitose, otoacaríase (sarna de ouvido)
=	- Outro animal reservatório sem sinais clínicos 
=	- Pessoas: zoonoses -> escabiose, dermatofitose
Ainda na anamnese.
Contato: se o animal se coça, e depois que ele começou a coçar, outros animais começaram a cocar também, é alguma coisa contagiosa. Agora se eu tenho um animal que coça e nenhum outro coça, eu posso descartar a chance de ser uma doença contagiosa pruriginosa. 
Ex. escabiose, otocaríase.
	Lembrar de ver se as pessoas têm lesão. Então lembrar quais são as doenças clássicas que vão fazer lesão no ser humano: escabiose, dermatofitose e esporotricose. 
Vamos sempre questionar se alguma pessoa na casa está com lesão.
= Anamnese:
= - Prurido ->> processo alérgico
=	- infecção secundaria ->> Prurido
=	- “Quem surgiu primeiro?” a lesão ou o prurido?
=	- Lamber, mastigar, esfregar = prurido
= - Sintomas gerais: 
=	- Espirros, tosse
=	- Diarréia, PU/PD
=	- Comportamento
Com relação ao prurido na anamnese, como o prurido é uma queixa muito significante, podemos botar que 50% dos diagnósticos dermatológicas chegam com queixa deprurido. O prurido deve ser bem investigado. 
O importante é agente situar se é um prurido primário ou um prurido secundário. 
O que é um prurido primário:
	É aquele que a etiologia leva a coceira. A etiologia desencadeia.
O exemplo clássico é a escabiose, ele coça porque o ácaro está ali, que faz a lesão.
Prurido secundário
	É um prurido onde eu tenho a causa, a dermatopatia, essa dermatopatia cria uma situação favorável para ter o prurido.
Ex: doenças endócrinas, como hipotireoidismo. O hipotireoidismo faz o pêlo cair, aumenta a oleosidade da pele, interfere com o processo de queratinização. Tudo isso favorece a proliferação de microrganismos, das bactérias. E como a bactéria cresce na pele, ela desencadeia o prurido. Então esse é o prurido secundário.
Como agente vai saber isso na anamnese? Agente pergunta ao proprietário, quem surgiu primeiro, a lesão ou o prurido?
No hipotireoidismo, o pelo cai, a pele fica mais oleosa e depois o animal se coça. 
Na doença alérgica, o animal vai se coçar e por ele coçar o pelo começa a cair e a pele começa a ficar lesionada.
	Isso é importante pra etiologia e pra terapêutica. 
Prurido secundário vou tratar com o que? Infecção bacteriana vou controlar essa infecção bacteriana com o que? Antibiótico.
Prurido primário não, eu tenho que tirar a causa e às vezes preciso de corticóide.
Lembrar que lamber, esfregar excessivamente a face, é sinal de prurido. Lamber muito a pata é sinal de prurido, se esfregar na parede é prurido. Etc. 
Lembrar também que a pele está ligada ao organismo. Já vimos doenças sistêmicas que vão trazer sinais na pele. Então eu preciso saber se além dos sinais dermatológicos se esse paciente tem outros sinais.
Nas doenças alérgicas vamos ver as rinites, as bronquites, elas podem cursar junto, e isso vai ser uma informação importante para o diagnóstico.
Poliúria e polidipsia, já vimos em hiperadreno, hipotireoidismo, levam a problema de pele. 
Comportamento: ai entra também as endocrinopatias. O animal começou a ficar mais parado, mais quieto, está ganhando peso (no hiperadreno), temos que pesquisar num todo no final da anamnese.
= - Exame físico:
=	Geral. Se o problema é pele, a pele é o ultimo a ser avaliado, porque às vezes vc vai observar uma 
=	Pelos e Pele: é importante o animal estar 5-7 dias sem banho! Pra ver o aspecto verdadeiro.
=		cabeça (boca, lábios, orelhas) -> pelo tronco -> área perineal -> pernas, patas (coxins, unhas) -> ventral (axilas e virilhas) 
=	Pelos: brilho/seco, coloração, oleosidade, densidade (hipotricose)
=	Pele: textura, elasticidade, espessura, lesões.
No exame físico:
Se o problema é de pele, a pele vai ser o último a ser examinado, agente começa com exame geral e depois agente vai pra pele. Porque às vezes vamos achar alterações no exame físico geral que vão ser compatíveis com a doença de pele. Ou então vão fazer com que agente coloque essa doença de pele em segundo plano.
Caso clínico da aula pratica: Cachorra com doença de pele crônica, que pode ser uma doença alérgica. Quando colocou na mesa, e fez o exame físico geral, ela estava com os linfonodos muito aumentados e a única doença de pele que faz linfoadenomegalia generalizado é a sarna demodécica, mas o quadro dessa cadela não era de sarna demodécica. Então nesse momento do exame físico a professora esqueceu a pele e foi buscar uma doença sistêmica, teve suspeita de leishmania, doença de hematozoário, linfoma. Pois tinha baço aumentado, linfonodo aumentado, etc. 
	Quando vamos avaliar pele, agente começa sempre com pele e pelo. É importante o animal estar sem banho, pois o proprietário tende a dar banho pra trazer pra clínica veterinária. Então se o proprietário deu banho, 50% do exame físico está perdido. 
É importante o cachorro estar no mínimo de 5-7 dias sem banho pra que as lesões tenham um aspecto verdadeiro, pra que vc possa ver o que está acontecendo com essa pele.
	Essa é a ordem do exame dermatológico: quais são os limites da pele no corpo do animal? As junções muco cutâneas, então vc tem que avaliar a pele até as junções muco cutâneas. Onde estão as junções muco cutâneas? Boca, pálpebra, abertura genital, abertura anal. 
E alem da pele, temos os plâneros, que no caso dos pequenos animais é a unha, plano nasal, coxim plantar, tudo isso faz parte do exame dermatológico.
Vamos ver que o ouvido externo também é pele. 
Pra que não esqueçamos nada, temos uma ordem de exame. Agente começa pela cabeça, indo até o limite, na boca, lábio e orelha, ai agente desce através do tronco, examinando, chega na área perineal e desce pelas patas, desceu nas patas, examinar os coxins, virar os coxins e examinar o leito ungueal. Terminou isso, decúbito dorsal pra examinar região ventral e região de axila e virilha. Essa deve ser a ordem. 
Como vamos examinar? Vai olhando sempre sentido contrario do pêlo, levantando o pêlo, examinando pêlo e pele ao mesmo tempo.
	
No pêlo vou observar se tem queda intensa de pelo, como está a queda de pelo, se o pelo tem brilho, se está quebradiço, e a densidade desse pelo (se tem uma área que está menos densa, se tem uma área que está com falhas, etc.), alteração de coloração (se tem uma área mais clara ou se tem uma área mais escura.
	E a pele, o que vou observar? Textura, elasticidade, espessura, e o mais importante, na pele vou observar as lesões. Quais lesões vou encontrar e vou dar nome. 
= Exame físico:
= - Lesão primária:
=	mácula, papula, pústula, nódulo, tumor
= - Lesão primaria ou secundária:
=	hipotricose/alopecia, descamação, crosta, hiperpigmentação
= - Lesão secundária:
=	colarete, hiperqueratose, liqueinificação, erosão, ulceração
Procurar imagens e definição dessas lesões do quadro acima na internet e imprimir. (de cão e gato)
 
O que é lesão primária?
- É a lesão que a etiologia causa. 
E o que é lesão secundária?
- É lesão que o sinal vai causar, o prurido vai causar, a infecção bacteriana vai causar.
Pápulas: 
É a mordidinha de mosquito, é um infiltrado inflamatório na derme, que não passa do tamanho de uma cabeça de alfinete.
A pápula geralmente é uma lesão inicial, ela pode parar só na papula ou pode proceder a uma pústula, ela pode proceder a um nódulo.
Pústula: 
É o acumulo de pus entre as camadas da epiderme.
Pústula pode ser séptica ou asséptica. Vai ter doença onde vc pode ter acumulo de pus sem ter bactérias.
Nódulo: 
Classificação do nódulo é até 1 cm. 
Tumor:
Acima de 1cm é tumor.
Quando falo de tumor eu não estou me referindo a neoplasia, um abscesso eu classifico como uma lesão tumoral, e ai um processo inflamatório que aumente o volume, que seje vegetativo eu chamo de tumor, uma lesão fúngica pode formar um tumor.
Macula: 
É a mancha, pode ser hiperpigmentada ou despigmentada, mas a mácula não tem elevação nenhuma, é uma lesão plana.
Tenho que classificar a lesão, mensurar e localizar a lesão. Isso tudo tem que estar descrito na ficha.
 
Alopecia: 
Ausência de pelo. Vou dizer que é uma alopecia, vou mensurar essa alopecia e vou localizar essa alopecia.
Descamação: 
Pode ser seca, pode ser mais gordurosa, etc.
Ulceras: 
Pode ser com ou sem crostas
No caso da esporotricose eu tenho ulceras com crostas.
Hiperqueratótica: 
Pele mais espessa que é a hiperqueratose. 
Hiperpigmentação:
Pele começa a ficar mais escura
Posso ter varias lesões num único animal.
Colaretes epidérmicos: 
A pústula é uma lesão frágil, difícil de a gente ver, o que vamos ver sempre são os colaretes, o que agente tem que saber é que se tem colarete é porque teve pústula. Se teve pústula pode ter infecção bacteriana. Isso ai as vezes tenho que tratar com antibiótico.
Erosão: 
É uma perda de camadas da epiderme, mas a derme ainda não está exposta. Quando a derme começa a estar exposta já é ulcera.
Paquidermia: 
Pele semelhante à pele paquidérmica, de elefante e hiperpigmentação.
Tenho que descrever as lesões.
Placa:
Posso ter placa com superfície erosada. 
Pra que tenho que fazer a descrição?
Quando vem na próxima consulta, eu pego a ficha do animal, leio e vejo se melhorou ou não. Posso também fotografartambém pra ajudar.
E preciso fazer a descrição também porque quando vou encaminhar pro patologista tenho que descrever a lesão pra auxiliar no diagnóstico.
= Exame físico:
= 	- Pente de pulga 
Pente de pulga: 
É o pente fino, que é para catar ectoparasitas, principalmente pulga. 
Característica desse pente: tem dentes bem juntos e é de metal. 
A finalidade é detectar se o paciente tem ou não ectoparasita, principalmente pulga, porque às vezes a proprietária não vê e vc vai encontrar as fezes da pulga e não o ectoparasita. Larvas de carrapato também acha passando esse pente, piolho também, lêndeas, etc.
Vai avaliar descamação da pele do animal, se está perdendo pelo, se não está. Mas a finalidade básica dele é, animal de pelagem preta, vc passar o pente e ver se realmente não tem ectoparasita.
Quando vc acha o ectoparasita, vc terminou sua consulta para achado etiológico, depois que controlar a pulga ai vc vai buscar outras causas. Pode não ser só isso, mas enquanto tiver ectoparasito é em cima dele que vamos trabalhar.
Hemograma e a parte de bioquímica para o problema de pele não traz informação diagnostico. Não tem nenhum exame que através dessas avaliações que vamos chegar ao diagnostico. 
Vão ser outros exames que vão auxiliar no diagnostico dermatológico, que é o exame direto da lesão, exame que vamos aplicar ali na pele, pois é um órgão exposto. 
Pra chegar nessa fase, eu já tenho que ter formulado a minha suspeita diagnostico. E essa fase vai ser usada para os diferenciais.
= Exames complementares
= 1) Tricograma (examinar as estruturas do pêlo)
=	dermatofitose (vejo os artroconídeos)
=	demodiciose
=	parasitas (piolhos)
= Alopecias: Ápice (alopecia auto-traumatismo)
=		Raiz (anagênicos/telogênicos)
Tricograma: 
É o exame do pêlo. Vou examinar as estruturas do pêlo. Não é um exame complementar que traga muita informação. Geralmente agente passa até por esse exame.
O tricrograma para avaliar estrutura do pêlo só é valido quando é feito no consultório. Vc vai arrancar o pêlo no sentido do crescimento dele, colocar sob uma lamina, com um pouco de soro e uma lamínula em cima e vai olhar diretamente no microscópio. 
Pra avaliar as estruturas do pêlo, se agente encaminha ao laboratório, a partir do momento que vc arranca o pelo ele vai perdendo suas características. 
As 2 estruturas básicas que vamos avaliar são: o ápice do pelo e a raiz do pêlo e as escamas algumas vezes.
Esse exame também é usado para diagnostico de dermatofitose, esse exame agente vê os artroconídeos, e isso não precisa ser imediatamente. Mas esse exame não é o preferencial para isso, tem muito falso negativo.
Sarna demodécica posso ver, mas não é um exame de escolha para a sarna demodécica. Porque eu posso ver a sarna demodécica? Porque a sarna demodécica se localiza no folículo piloso, então algumas vezes quando esse folículo está integro e o animal tem sarna demodécica, quando vc arranca o pêlo pode vir algum acaro grudado ali, mas não achar no tricograma não quer dizer que ele não tenha sarna demodecica. 
Pra visualizar piolho sim, pois o piolho fica grudado ali no pêlo, mas isso vc vê a olho nu. São situações de pouca significância diagnóstica.
Pro que agente usa mesmo é pra avaliação do ápice do pelo e da raiz do pêlo.
Pro ápice qual o objetivo: descartar ou não que aquele arrancamento, que aquela perda de pelo é por auto traumatismo, principalmente por um prurido.
Isso é muito comum no gato, vc pergunta ao proprietário assim: ele se coça? Ai o proprietário fala, não. Mas vc olha o animal e ele está com uma falha ali. ai vc pergunta se ele está lambendo mais do que deveria aquela área, e o proprietário diz que não, que está caindo pêlo sozinho. 
O primeiro passo pra diferenciar as doenças que cursam com alopecia, a grande diferenciação é, alopecia espontânea ou alopecia por arrancamento? 
	Como é a alopecia numa situação pruriginosa? Por auto traumatismo, que pode ser pela pata, pela boca ou lambendo excessivamente.
O que agente faz: 
O pelo que está sendo arrancado na margem da lesão ele está com a ponta traumatizada, o que agente chama de ponta (tulsurada?), ai quando vemos na lamina, vamos ver no pelo varias estruturas pilosas que não vão terminando afilando e terminando direitinho como ponta, vc vê o pelo quebrado. Isso quer dizer que aquela alopecia está sendo algo induzido. 
Se vc vai no bordo da lesão, arranca os pelos, coloca na lamina e o ápice está direitinho, ai é porque a alopecia é pela queda espontânea que eu tenho que descobrir a causa.
Mas pra isso eu tenho que ter o microscópio do meu lado, não dá pra mandar para o laboratório para fazer isso.
Uma outra situação é a analise da raiz do pelo: é uma avaliação muito vaga, mas alguns dermatologistas trabalham com isso. Vou observar em que fase de crescimento a maioria dos pêlos daquele animal se encontra.
O pêlo tem 3 fases de crescimento. Vamos ter a fase que o pêlo está tendo crescimento progressivo: Anagem. (isso é geneticamente programado, animais de pelo longo tem uma fase de anagem mais longa, animais de pelo curto tem uma fase de anagem mais curta)
Uma fase de repouso, que é chamado de Catagem: chegou ao máximo de crescimento.
Telogem: fase da queda de pelo.
A telogem se inicia sempre que eu já tenho a epiderme formando o folículo piloso, quando começa a nascer o outro pelo, o primeiro pelo começa a ser empurrado, ai ele já começa a fase telogenica. 
O que agente tem que saber: 
A muda do cão e a muda do gato é uma muda em mosaico. O que é uma muda em mosaico, é que varias partes do corpo ao mesmo tempo estão trocando o pêlo.
O que influencia na troca de pelo é a luminosidade. É um estímulo luminoso na hipófise.
Quando o animal reside em local que as estações de ano são mais bem marcadas, ele vai perder pelo em épocas mais luminosas do ano e ele vai perder menos pelo em épocas menos luminosas do ano.
Aqui no Brasil agente não tem isso, nossos animais vão ter uma perda mais ou menos igual o ano inteiro.
Então quando eu faço o arrancamento do pelo de um animal e examino as raízes, o que eu espero encontrar se eu tiver que classificar em quantidade de pelo em anagem, catagem ou telogena? Se ele está perdendo pelo o ano inteiro e está perdendo pelo em mosaico? E eu não percebo fácil? Ai é porque está meio a meio, 50% daqueles folículos estão em crescimento e 50% estão em descanso ou em queda.
Quando eu faço exame do pelo e eu encontro uma maior quantidade de pelo em telogem, o que eu interpreto? Que tem alguma situação favorecendo a queda de pelo. Ex. hiperadrenocorticismo, hipotireoidismo, deficiências nutricionais, podem levar a isso.
Temos que ver essas raízes. 
Raiz em anagem 		Raiz em catagem			raiz em telogem
Tricrograma vai ser importante pra vc diferenciar se vc tem uma doença alopécica auto destruitiva ou se ela é espontânea, lembrando que a analise da raiz tem que ser feita imediatamente após o arrancamento, não dá pra mandar para o laboratório para fazer isso.
O arrancamento vai ser feito com a mão ou com a pinça, não pode fazer com a unha, porque com a unha vc induz no pelo uma quebra.
Se eu encontro artroconídeo nesse tricograma eu posso dizer que é fungo, o problema do artroconídeo é se eu não encontro, ai se eu não encontro eu não posso dizer que não é fungo.
= 2) Raspado de pele: exame parasitológico
=	Sarcoptes spp, Notoedres cati, Demodex canis
	O raspado de pele, vamos usar quando estivermos suspeitando das sarnas, para exame parasitológico. Ou quando quero ter certeza que não tem um ácaro ali causando lesão. 
	Aqui temos 3 animais, um com sarna notoécica, um com escabiose e outro com sarna demodecica, pros 3 animais foram empregados a mesma técnica de diagnostico. 
Vamos na área de lesão e vamos escarificar. Então toda vez que eu quero ter certeza que tem um ácaro, é esse exame que vou usar.
Onde coleto o material? Coleto o material em áreas alopécicas e menos espessas. Existe áreas de pele espessada, áreas de pele inflamada, quanto mais eritrematosa, mais vermelha mais inflamada ela está, mais chancede encontrar ele lá se ele estiver presente.
Técnica: 
Temos que lembrar de 2 detalhes importantes. Se eu tenho um microscópio ali do lado, vou coletar o material, vou colocar sob um lamina, coloco um soro fisiológico, e uma lamínula em cima e vou olhar imediatamente. 
Se eu não tenho um microscópio e vou mandar para um laboratório eu preciso mandar esse material conservado. 
Pego um tubo de ensaio, coloco no fundo um dedo de solução conservante que pode ser: formol a 10% ou o álcool 70%. (óleo mineral também conserva)
Como faço:
A mesma técnica: Comprimo a pele do animal, vou com a lâmina do bisturi e escarificar a pele desse animal e vou pegar o conteúdo que está na ponta e colocar dentro do tubo de ensaio e mandar para o laboratório. 
Tem que raspar pelo menos 10 áreas para ter certeza que um diagnóstico é negativo, principalmente na escabiose.
Então vou escarificar a maior quantidade de área que eu conseguir escarificar para poder mandar ao laboratório e não dar um falso negativo.
= 3) Citologia
=	- processos piogênicos: infecciosos x estéreis
=	- Micoses superficiais: Malassezia SP
=	- Lesões ulceradas: infecciosas x inflamatórias x tumorais
Citologia é um exame que agente emprega bastante no diagnostico dermatológico, diagnostico conclusivo e principalmente presuntivo.
A primeira indicação da citologia é diferenciar do processo piogênico, se é infeccioso ou estéril. Quero saber se vou usar antibiótico, se vou conseguir a remissão dessas lesões ou não, com isso faço uma citologia da lesão fechada. 
O que é citologia: é o esfregaço de uma secreção ou exsudato sobre uma lamina onde eu coro com corantes hematológicos e vou estudar o tipo celular predominante e a presença ou não de microrganismo.
Segunda indicação para citologia: 
Diagnostico de micoses superficiais. 
Ex. diagnostico da malasseziase é feito na maioria das vezes pela citologia, não há necessidade da cultura. 
Ex. malassezia da pele, do ouvido, são bem superficiais, não há necessidade de fazer uma cultura, se aderem bem a lamina, se cora e ai eu consigo identificar. 
Na superfície onde tenho a erosão, vejo se tenho a malassezia ou não complicando.
O grande uso da citologia também:
Nas lesões ulceradas, pra diferenciar se é uma ulcera infecciosa (ex. esporotricose, leishmania, ), se é uma úlcera inflamatória (ex. ulceras eosinofílicas nos gatos, é só por processo inflamatório, não tem infecção) ou uma úlcera neoplásica.
Ex. leishmania, esporotricose, carcinoma. 
A citologia não fecha diagnostico, mas ela direciona se é melhor fazer uma cultura ou uma biopsia. 
= Citologia
= Técnicas: escarificação (eritematosa, oleosa, pústulas)
=		Imprint (escoriações, ulcerações, crostas, oleosas)
=		Swab (ouvido, narinas, vagina, fistulas)
=		Aspirativa (nódulos, tumores, cavidade) – PAAF
As técnicas para confecção de lamina pro exame citológico:
Escarificação: é indicada para lesões eritrematosas, como pododermatite, onde tem uma erosão, alguma coisa bem superficial. Vc vem com uma lamina de bisturi e escarifica muito superficialmente, e aquele fio de exsudato que ficou na borda da lamina de bisturi vc faz o esfregaço da lamina para citologia.
Imprint: é a decalcagem, que agente pode fazer com uma fita adesiva, que tem bastante indicação quando agente suspeita de malassezia, porque a malassezia é muito complicada, ela está aderida aos queratinócitos na camada mais superficial da epiderme, então aqui vc pega uma fita adesiva, faz uma pressão sobre a pele, tira e cola essa fita sobre a lâmina. Ou vc faz isso com a própria lamina.
Características que tem que ter lesão pra usar o imprint: tem que ter algum grau de erosão ou ulceração. Uma pústula fechada ou um nódulo eu não posso usar o imprint.
	Swab: vou pegar a aste com algodão na ponta, com swab estéril, vou coletar pra tratos espumosos, onde não posso fazer um imprint ou uma escarificação, vou lá e coleto a secreção e deposito sobre a lâmina. Tem indicação principalmente em ouvido, narina, vagina, etc. essa é a metodologia de coleta.
	Citologia aspirativa: PAAF (punção aspirativa por agulha fina) usado para lesões fechadas ou para coleta de material intracavitário. Com uma agulha acoplada numa seringa, eu vou puncionar o nódulo e pela pressão negativa que vou fazendo com o embolo da seringa vou provocando um arrancamento dessa celularidade, e o que vem na agulha eu deposito sobre a lâmina e faço o esfregaço.
Podemos usar a espátula para escarificação, mas podemos usar o bisturi também.
Para malassezia posso fazer tanto a escarificação, quanto a decalcagem com a fita adesiva. 
Para coleta da sarna demodécica vc tem que fazer um beliscamento, porque o acaro está dentro do folículo, ai vc tem que beliscar e espremer que ai ela sai e vc consegue coletar.
Para corar a lamina:
Isso é com o patologista. O clinico tem que saber como vai enviar a lamina, ai tem que ter contato clinico patologista, qual o método de coloração que ele quer que eu use, cada um tem seu conceito. Nem todo patologista gosta que vc mande a lâmina corada.
O método rápido é o método do panótipo.
Raramente vc vai fechar um diagnostico na citologia, a citologia vai te direcionar melhor a hora de biopsiar, o que vc vai colocar como suspeita diagnostico pro patologista, etc.
= 4) Dermatohistopatologia:
=	- anamnese, exame físico e exames complementares
=	- fechar o diagnóstico x direcionar o diagnóstico
=	- acrescenta informações -> clínico -> diagnóstico
O exame histopatológico, é um exame onde vc tem que ter mais critério pra saber a hora certa de realizar, e ter a suspeita diagnostico, senão vc fica mais perdido do que achado.
A doença alérgica, o diagnostico se fecha na anamnese e por diagnostico de exclusão.
Biopsia de pele, vamos biopsiar o tecido que é fino, então eu preciso de um material delicado, eu não posso biopsiar a pele com o mesmo material que eu faço uma laparotomia exploratória, pois posso criar uma lesão ali que não existe. 
Material é coletado com um bisturi, fazendo um corte sempre em elipse do que eu quero coletar, e sempre perpendicular. Não fazer corte em cunha! Senão as camadas da epiderme vão estar cortadas pelo meio.
A pele é coletada até o tecido celular subcutâneo. 
Posso usar o “Punch”: É como se fosse uma caneta, a borda é circular com uma lamina cortante, ela perfura até o tecido celular subcutâneo, é muito bom e pratico pra fazer biopsia.
A coleta do material pode ser feita com anestesia local (vai depender também pela localização no animal). 
Material é fixado e mandado ao laboratório no formol a 10%, sempre 10x o volume do material.
Se eu coletei um fragmento do focinho, da pata e da cabeça, cada um em frasco separado, pois podem ser lesões diferentes.
Procurar biopsiar lesões recentes e sem infecção secundárias. 
Se o animal chegou cheio de lesões sugestivas de doença bacteriana, fez citologia e tem bactéria, trata primeiro com antibiótico. Se sobrou alguma coisa, ai vamos biopsiar.
= 5) Cultura: 
=	Fungos
=		superficiais (dermatofitos)
=		exame direto falso negativo
=		tempo 35 dias cultura negativa.
=	Fungos
=		Subcutâneo (esporotricose)
=		Profunda (criptococose)
A cultura mais importante pra gente no exame dermatológico é a cultura fúngica, principalmente pros dermatófitos. 
Os dermatofitos, o diagnostico é sempre confirmado através da cultura fungica. 
O meio de transporte é o papel ou pote seco. 
Agente manda pelo ou descamação ao redor da lesão e manda para o cultivo. 
Mandar em soro fisiológico e ser implantado pra cultura em até 24 horas.
Uma cultura só pode ser considerada negativo se ficou no meio de cultivo pelo menos 30 a 35 dias.
Cultura fúngica também é feita quando suspeitamos de fungos que fazem lesões no subcutâneo ou lesão profunda. 
Como coleto o material quando suspeito de esporotricose? E como transporto?
Com swab e coloco o swab no meio de transporte.
E se eu quiser mandar tecido? Ex. biopsiei uma ulcera, quero mandar uma parte desse material para histopatologia e uma parte pra cultura, qual vai ser o meio de transporte pra cultura? Soluçãofisiológica e tem que ser cultivado em 24 horas o tecido que agente manda.
= Bacteriana
=	Citologia cocos 95% Staphylococcus intermedium (também conhecido como Pseudo intermedium)
= “Lesão dermatológica não tem cara!” 
Cultura bacteriana: 
Vamos ver na próxima aula, esse tipo de infecção bacteriana, infecções bacterianas generalizadas de pele, em 95% das vezes vai causar na gente, que é o staphylococcus pseudo intermedium, então não há necessidade de cultura. A única coisa que eu preciso confirmar é que essa lesão fechada tem bactéria, vou usar o exame de citologia. 
Se eu vejo um citológico com bactérias, não preciso de cultura. 
Vou fazer cultura bacteriana para abscesso, fistula, até pra diferenciar, pois não sabe qual é.
Uma mesma doença apresentando varias formas, ou uma mesma apresentação pra varias doenças. O diagnostico não começa na lesão, começa na resenha do animal.