ok clin peq 20.04.11
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DisciplinaClínica Médica de Mamíferos de Pequeno Porte14 materiais51 seguidores
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CLÍNICA MÉDICA DE MAMÍFEROS DE PEQUENO PORTE 
Rio, 20/04/2011
Alexandra Woods
Prova AV1
1ª questão: 
Felino, 9 anos, vem perdendo peso progressivamente a 6 meses. Exame físico nada foi observado. Nos exames laboratoriais as alterações encontradas foram: hemograma normal, uréia e creatinina normal, glicemia de 200, fosfatase alcalina 150 (que não está aumentada pro gato. Isso seria um sinal se fosse um cão de hiperadreno) e uma ALT de 150.
(obs: Glicemia de 200 no gato é nada)
Como deve ser interpretado o resultado, pensando no diagnostico:
	Glicemia de 200 no gato, vc não vai dizer que ele é diabético. Mas pode ser o inicio de uma resistência insulínica. Como vou confirmar? Com frutosamina. 
Se não é diabetes no gato, o que vai aumentar a fosfatase alcalina, aumentar a ALT e fazer uma perda de peso no gato? Hipertireoidismo. O hiperadreno no gato, o gato pode até ter, mas ele não perde peso em 6 meses. E diabetes não pode ser, pra levar a perda de peso desse jeito ele teria que ter mais sinais clínicos, e ele não tem.
Então como deve ser interpretado o meu resultado? 1º que não posso diagnosticar a diabetes, que teria que confirmar com a frutosamina. Provavelmente essa glicemia em 200 é uma hiperglicemia de estresse que o gato tem. 
Como confirmar o diagnostico de hipertireoidismo no gato? O hipertireoidismo no gato aumenta a fosfatase.
2ª questão: 
Sinal de anamnese de hipertireoidismo:
Perda de peso, alteração de comportamento (mais agitado, mais agressivo), intolerância ao calor, intolerância ao exercício e ao calor, pelagem feia, vomito, etc.
3ª questão: 
4 achados laboratoriais do hipertireoidismo: 
Fosfatase alcalina aumentada, GGT aumentada, T4 aumentado, TSH diminuído.
4ª questão:
isso é o maior erro no diagnostico clinico: 
Cão da raça poodle, 10 anos, obeso, apresenta dermatopatia crônica recidivante. Nos exames laboratoriais, o T4 total estava abaixo dos valores normais de referencia, o colesterol estava aumentada, e a fosfatase alcalina estava muito aumentada. Hemograma estava normal, o EAS apresentava isoestenuria e glicosúria.
Qual a endocrinopatia no cão que aumenta exageradamente a fosfatase alcalina? Hiperadrenocorticismo. O hipotireoidismo não aumenta a fosfatase alcalina. 
Só o hipotireoidismo faz dermatopatia crônica das endocrinopatias? Não. Outra que vai fazer é o hiperadrenocorticismo. 
Animal com T4 total baixo, com dermatopatia crônica. Não posso fechar o diagnostico pra hipotireoidismo. 
Pode ser: uma insuficiência renal, uma síndrome do eutireoideu doente. 
Resposta: é um hipotireoidismo secundário a um hiperadrenocorticismo. Todas as características aqui são do hiperadrenocorticismo. 
Só que pelo diagnostico indevido, acaba sendo hipotireoidismo. O veterinário só por esse dado não pode fechar diagnostico de hipotireoidismo. 
Posso pedir pra dosar o T4 livre, que é mais específico pra hipo.
5ª questão:
 Doença de addison clássica: qual a causa: destruição imunomediada do córtex da adrenal, de partes do córtex da adrenal. Destruição auto-imune
 Hiperadrenocorticismo iatrogênico: uso indiscriminado de glicocorticóides (que é exógeno).
Hipotireoidismo: tireoidite linfocítica
Hipertireoidismo: adenoma da tireóide. Supõe se que esse adenoma da tireóide possa ser causado pelo excesso de iodo na ração.
6ª questão
Quando não se consegue o controle glicêmico no animal diabético, após o aumento da dose da insulina deve-se imediatamente: 1ª coisa que agente faz: buscar a causa de resistência insulínica antes de fazer a curva glicêmica. 
Quais seriam as causas de resistência insulínica: se for uma fêmea: não está castrada. O foco infeccioso. Insulina não está sendo administrada de forma adequada. Estresse. Quando tiro todas essas causas não têm jeito, agora é um problema com o metabolismo da insulina, ai eu faço a curva glicêmica, esse é o segundo passo.
7ª questão
Qual dos testes abaixo está indicado para o diagnostico da doença de addison (hipoadrenocorticismo):
Estimulação com ACTH. Pois a doença de addison é a ausência de cortisol. Eu estimulo a adrenal com ACTH pra ver se ela vai produzir cortisol. 
(o teste de estimulação com baixas doses de dexametasona eu inibo adrenal, esse teste é feito pra ver se tem a doença de cushing - hiperadreno)
8ª questão 
Quais as alterações cardíacas podemos encontrar no hipertireoidismo e no hipoadrenocorticismo clássico:
Cardiomiopatia hipertrófica no hipertireoidismo / microcardia no hipoadreno
9ª questão
Hipocolesterolemia, hipoglicemia, hipercalemia, hiponatremia são alterações encontradas na doença de addison. 
(a doença de cushing vai fazer hipercolesterolemia, hiperglicemia, e cushing não interfere nos eletrólitos)
10ª questão
Na cetoacidose diabética é importante a reposição do potássio.
11ª questão 
Quais das situações clínicas abaixo não promovem resistência insulínica:
Doença de addison não provoca. Todas as outras promovem como: doença de cushing, aplicação de progestageno, pancreatite crônica, isso tudo leva a resistência insulínica.
12º questão:
De o nome de cada endocrinopatia devido às definições abaixo e cite um fármaco usado no controle de cada uma.
Hipertireoidismo: iodo radioativo, metimasol, 
Hipotireoidismo: levotireoxina, 
Doença de addison clássica: não se trata só com corticóide, fluticasona com corticóide. Acido retinoide (não é a primeira escolha, só vamos usar quando tiver certeza que é um macrotumor hipofisário)
Hipersecreção do hormônio adenocorticotrófico: trilostano ou mitostano.
13ª questão 
Quais endocrinopatias cursam poliúria e polidipsia? E explicar como ocorre.
+ Hiperadrenocorticismo
+ Diabetes: temos na diabetes a poliúria porque extrapola a capacidade do túbulo de reabsorver glicose, então a urina fica hiperosmótica e ai absorve mais água.
+ Hipertireoidismo 
AV2
Livros recomendados
- Bichard & Sherding
- Dermatologia em pequenos animais (SCOTT, MILLER, GRIFFIN)
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Meios de diagnóstico em dermatologia
Levar em conta a lesão
Em pele, o diagnostico tende ao erro com mais facilidade, pois como é um órgão é exposto, o veterinário às vezes cai na tentação de fazer um diagnostico visual. 
	Os órgãos internos geralmente desenvolvem sinais generalizados que vc através de um quebra cabeça tem que primeiro descobrir onde está e depois o que está acontecendo.
	A pele de uma forma enganosa, trás a lesão exposta. Mas mesmo estando exposta, muitas vezes aquela lesão não é o que parece. 
	Diferente dos outros sistemas, agente não lança mão dos mesmos exames complementares que agente lança quando é um problema hepático, quando é um problema renal. Então a parte do laboratório de rotina da hematologia, da bioquímica não é muito usada em dermatologia, ela é uma ferramenta complementar. 
O que agente usa de exame em dermatologia: outros exames, mais direcionados a lesão, que não vão ser usados pros outros sistemas.
= Doença de pele X lesões externas X diagnóstico
= Diagnóstico
= 	-resenha/anamnese/exame físico
=	-exames complementares (diagnostico) 
Como qualquer outro sistema, pro diagnostico dermatológico agente precisa juntar dados. Como o diagnostico é formado: através de dados de resenha, anamnese e exame físico. O diagnóstico tem que ser formulado na sua cabeça através dos dados que vc coletou na resenha, anamnese e exame físico. 
Quando vc formula esses diagnósticos é que vc vai começar a pensar nos exames complementares. 
	O exame complementar é pra confirmar ou descartar nossa suspeita diagnostica. 
Se eu termino o exame físico e não tenho suspeita diagnostica na minha cabeça, é porque tem alguma coisa errada, eu volto e faço tudo de novo, seja o sistema que for.
= Dados animal X diagnóstico
= Idade
= 	-menos de 1 ano
=	-hipersensibilidade
=	-endocrinopatias e neoplásicas
	Quando estamos falando de resenha, quais são os dados importantes no primeiro momento: idade do animal.
Chegou um animal com doença de pele, e pra qualquer outro sistema, vc vai na idade do animal. 
Se é um animal com menos de 1 ano, quais são as doenças dermatológicas mais prováveis