ok clin peq 20.04.11
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ok clin peq 20.04.11

Disciplina:Clínica Médica de Mamíferos de Pequeno Porte15 materiais49 seguidores
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de encontrar ele lá se ele estiver presente.

Técnica:
Temos que lembrar de 2 detalhes importantes. Se eu tenho um microscópio ali do lado, vou coletar o material, vou colocar sob um lamina, coloco um soro fisiológico, e uma lamínula em cima e vou olhar imediatamente.
Se eu não tenho um microscópio e vou mandar para um laboratório eu preciso mandar esse material conservado.
Pego um tubo de ensaio, coloco no fundo um dedo de solução conservante que pode ser: formol a 10% ou o álcool 70%. (óleo mineral também conserva)
Como faço:
A mesma técnica: Comprimo a pele do animal, vou com a lâmina do bisturi e escarificar a pele desse animal e vou pegar o conteúdo que está na ponta e colocar dentro do tubo de ensaio e mandar para o laboratório.
Tem que raspar pelo menos 10 áreas para ter certeza que um diagnóstico é negativo, principalmente na escabiose.
Então vou escarificar a maior quantidade de área que eu conseguir escarificar para poder mandar ao laboratório e não dar um falso negativo.

= 3) Citologia
=	- processos piogênicos: infecciosos x estéreis
=	- Micoses superficiais: Malassezia SP
=	- Lesões ulceradas: infecciosas x inflamatórias x tumorais

Citologia é um exame que agente emprega bastante no diagnostico dermatológico, diagnostico conclusivo e principalmente presuntivo.

A primeira indicação da citologia é diferenciar do processo piogênico, se é infeccioso ou estéril. Quero saber se vou usar antibiótico, se vou conseguir a remissão dessas lesões ou não, com isso faço uma citologia da lesão fechada.
O que é citologia: é o esfregaço de uma secreção ou exsudato sobre uma lamina onde eu coro com corantes hematológicos e vou estudar o tipo celular predominante e a presença ou não de microrganismo.

Segunda indicação para citologia:
Diagnostico de micoses superficiais.
Ex. diagnostico da malasseziase é feito na maioria das vezes pela citologia, não há necessidade da cultura.
Ex. malassezia da pele, do ouvido, são bem superficiais, não há necessidade de fazer uma cultura, se aderem bem a lamina, se cora e ai eu consigo identificar.

Na superfície onde tenho a erosão, vejo se tenho a malassezia ou não complicando.

O grande uso da citologia também:
Nas lesões ulceradas, pra diferenciar se é uma ulcera infecciosa (ex. esporotricose, leishmania, ), se é uma úlcera inflamatória (ex. ulceras eosinofílicas nos gatos, é só por processo inflamatório, não tem infecção) ou uma úlcera neoplásica.
Ex. leishmania, esporotricose, carcinoma.

A citologia não fecha diagnostico, mas ela direciona se é melhor fazer uma cultura ou uma biopsia.

= Citologia
= Técnicas: escarificação (eritematosa, oleosa, pústulas)
=		Imprint (escoriações, ulcerações, crostas, oleosas)
=		Swab (ouvido, narinas, vagina, fistulas)
=		Aspirativa (nódulos, tumores, cavidade) – PAAF

As técnicas para confecção de lamina pro exame citológico:
Escarificação: é indicada para lesões eritrematosas, como pododermatite, onde tem uma erosão, alguma coisa bem superficial. Vc vem com uma lamina de bisturi e escarifica muito superficialmente, e aquele fio de exsudato que ficou na borda da lamina de bisturi vc faz o esfregaço da lamina para citologia.

Imprint: é a decalcagem, que agente pode fazer com uma fita adesiva, que tem bastante indicação quando agente suspeita de malassezia, porque a malassezia é muito complicada, ela está aderida aos queratinócitos na camada mais superficial da epiderme, então aqui vc pega uma fita adesiva, faz uma pressão sobre a pele, tira e cola essa fita sobre a lâmina. Ou vc faz isso com a própria lamina.
Características que tem que ter lesão pra usar o imprint: tem que ter algum grau de erosão ou ulceração. Uma pústula fechada ou um nódulo eu não posso usar o imprint.

	Swab: vou pegar a aste com algodão na ponta, com swab estéril, vou coletar pra tratos espumosos, onde não posso fazer um imprint ou uma escarificação, vou lá e coleto a secreção e deposito sobre a lâmina. Tem indicação principalmente em ouvido, narina, vagina, etc. essa é a metodologia de coleta.

	Citologia aspirativa: PAAF (punção aspirativa por agulha fina) usado para lesões fechadas ou para coleta de material intracavitário. Com uma agulha acoplada numa seringa, eu vou puncionar o nódulo e pela pressão negativa que vou fazendo com o embolo da seringa vou provocando um arrancamento dessa celularidade, e o que vem na agulha eu deposito sobre a lâmina e faço o esfregaço.

Podemos usar a espátula para escarificação, mas podemos usar o bisturi também.
Para malassezia posso fazer tanto a escarificação, quanto a decalcagem com a fita adesiva.

Para coleta da sarna demodécica vc tem que fazer um beliscamento, porque o acaro está dentro do folículo, ai vc tem que beliscar e espremer que ai ela sai e vc consegue coletar.

Para corar a lamina:
Isso é com o patologista. O clinico tem que saber como vai enviar a lamina, ai tem que ter contato clinico patologista, qual o método de coloração que ele quer que eu use, cada um tem seu conceito. Nem todo patologista gosta que vc mande a lâmina corada.
O método rápido é o método do panótipo.

Raramente vc vai fechar um diagnostico na citologia, a citologia vai te direcionar melhor a hora de biopsiar, o que vc vai colocar como suspeita diagnostico pro patologista, etc.

= 4) Dermatohistopatologia:
=	- anamnese, exame físico e exames complementares
=	- fechar o diagnóstico x direcionar o diagnóstico
=	- acrescenta informações -> clínico -> diagnóstico

O exame histopatológico, é um exame onde vc tem que ter mais critério pra saber a hora certa de realizar, e ter a suspeita diagnostico, senão vc fica mais perdido do que achado.
A doença alérgica, o diagnostico se fecha na anamnese e por diagnostico de exclusão.

Biopsia de pele, vamos biopsiar o tecido que é fino, então eu preciso de um material delicado, eu não posso biopsiar a pele com o mesmo material que eu faço uma laparotomia exploratória, pois posso criar uma lesão ali que não existe.

Material é coletado com um bisturi, fazendo um corte sempre em elipse do que eu quero coletar, e sempre perpendicular. Não fazer corte em cunha! Senão as camadas da epiderme vão estar cortadas pelo meio.
A pele é coletada até o tecido celular subcutâneo.

Posso usar o “Punch”: É como se fosse uma caneta, a borda é circular com uma lamina cortante, ela perfura até o tecido celular subcutâneo, é muito bom e pratico pra fazer biopsia.

A coleta do material pode ser feita com anestesia local (vai depender também pela localização no animal).

Material é fixado e mandado ao laboratório no formol a 10%, sempre 10x o volume do material.
Se eu coletei um fragmento do focinho, da pata e da cabeça, cada um em frasco separado, pois podem ser lesões diferentes.

Procurar biopsiar lesões recentes e sem infecção secundárias.
Se o animal chegou cheio de lesões sugestivas de doença bacteriana, fez citologia e tem bactéria, trata primeiro com antibiótico. Se sobrou alguma coisa, ai vamos biopsiar.

= 5) Cultura:
=	Fungos
=		superficiais (dermatofitos)
=		exame direto falso negativo
=		tempo 35 dias cultura negativa.

=	Fungos
=		Subcutâneo (esporotricose)
=		Profunda (criptococose)

A cultura mais importante pra gente no exame dermatológico é a cultura fúngica, principalmente pros dermatófitos.
Os dermatofitos, o diagnostico é sempre confirmado através da cultura fungica.

O meio de transporte é o papel ou pote seco.
Agente manda pelo ou descamação ao redor da lesão e manda para o cultivo.
Mandar em soro fisiológico e ser implantado pra cultura em até 24 horas.
Uma cultura só pode ser considerada negativo se ficou no meio de cultivo pelo menos 30 a 35 dias.
Cultura fúngica também é feita quando suspeitamos de fungos que fazem lesões no subcutâneo ou lesão profunda.

Como coleto o material quando suspeito de esporotricose? E como transporto?
Com swab e coloco o swab no meio de transporte.

E se eu quiser mandar tecido? Ex. biopsiei uma ulcera, quero mandar uma parte desse material para histopatologia e uma parte pra cultura, qual vai ser o meio de transporte pra cultura? Solução