Resumo Estrutura dos Materiais
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Resumo Estrutura dos Materiais


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deformação para uma orientação preferencial.
Um material fortemente texturado deve exibir propriedades altamente anisotrópicas. Neste caso, o endurecimento pode ocorrer devido à aplicação imediata do conceito de tensão cisalhante resolvida.
Materiais texturados são fortemente anisotrópicos e são bastante utilizados como condutores elétricos e para estampagem.
Bandeamento:
Consiste basicamente na formação de bandas de ferrita e perlita. Está relacionado com a segregação de elementos substitucionais durante a solidificação.
Durante a solidificação lenta do material, o carbono fica mais estável na austenita que na ferrita. Assim, ferrita é formada até uma concentração de carbono ocorrer na austenita, formando assim a perlita.
Recristalização:
Quando a energia de deformação armazenada no material atinge determinado nível, que depende, basicamente, do material e da temperatura, ocorre a nucleação de novos grãos não deformados. Este fenômeno é chamado de recristalização.
Tratamentos Térmicos:
Recozimento, consiste no aquecimento do material até a linha eutética. 
Têmpera consiste no resfriamento rápido do material. Normalmente com água. 
Revenimento é uma técnica aplicada para aliviar as tensões causadas pela têmpera. 
Precipitação consiste na formação de fases por resfriamento controlado.
Laminação convencional x Laminação controlada:
Na laminação convencional, o material é laminado de uma sé vez e é então encaminhado para um tratamento térmico posterior.
Na laminação controlada o material é laminado, mantido a uma elevada temperatura para promover a recristalização e então laminado de novo até a seção desejada. Desta forma o material apresenta microestrutura com grão refinados e, se feito um resfriamento rápido, os grãos são ainda menores. Na laminação controlada não se necessita, normalmente, posterior tratamento térmico.
CAP.10 \u2013 Difusão no estado sólido
É um processo termicamente ativado que segue uma equação do tipo Arrhenius.
A difusão pode ser definida como o transporte de massa por movimento atômico.
A difusão pode ocorrer entre átomos de um mesmo material (autodifusão) e entre átomos de materiais distintos (interdifusão). Pode ser volumétrica ou de curto circuito e também pode acontecer entre átomos intersticiais ou lacunares (casos mais comuns).
A difusão de átomos intersticiais é muito mais rápida que a de átomos lacunares.
Além dos tipos de difusão supracitados, a difusão pode ocorrer na superfície do material, entre contornos de grãos e entre linhas de discordâncias.
O processo de difusão é industrialmente utilizado para, por exemplo, o endurecimento de metais por difusão de carbono em sua superfície (cementação). E também é a base do processo de sinterização.
O estudo da difusão em estado sólido pode ser dividido em dois tipos; estacionário e não estacionário, que são representados, principalmente respectivamente pela primeira e pela segunda lei de Fick.
A primeira lei de fick para difusão estacionária leva em consideração apenas a distância.
O coeficiente de difusão segue, a equação do tipo Arrhenius que depende da temperatura e da concentração e representa a capacidade de um material de se difundir em outro ou nele mesmo.
É interessante observar que em cristais cúbicos, o coeficiente de difusão irá depender, também se a difusão ocorre paralelamente ou perpendicularmente ao eixo do cristal.
O coeficiente de difusão também aumenta se a difusão ocorre no interior do cristal, no contorno de grãqo ou na superfície do material e pode ser explicado pelo maior espaço para movimento atômico.
Efeito Kirkendall:
É a \u201cdiminuição\u201d, por exemplo, do Latão quando colocado em contato com o zinco a altas temperaturas.
O Efeito Kirkendall prova que a difusão, por exemplo, do zinco no cobre é maior que do cobre no zinco. Isto faz com que a \u201clinha\u201d que separa um material do outro (interface de Kirkendall) se desloque para o lado do material que se difunde menos.
Isso mostra também que o coeficiente de difusão do cobre no zinco é diferente do coeficiente de difusão do zinco no cobre. 
Quando os coeficientes de difusão são muito diferentes, o processo de difusão resultará em porosidade proveniente do acúmulo de lacunas deixadas pelo material que se difundiu mais rápido. Esta porosidade é denominada Porosidade de Kirkendall.
Considerando agora a difusão não estacionária, que é a que realmente ocorre industrialmente, a segunda lei de Fick é a que descreve o processo. Agora, a difusão, além da concentração e da posição, depende também do tempo.
Efeito Snoek:
É o acúmulo de átomos intersticiais em uma determinada direção quando uma força tensora é aplicada na estrutura Cúbica devido a mudaça dos seus parâmetros de rede.
Quando a tensão é aplicada, o número de átomos intersticiais em excesso é nulo, com o passar do tempo esse valor aumenta até chegar num ponto crítico. A partir deste ponto o número dos átomos em excesso diminui. O tempo após o ponto crítico é denominado tempo de relaxamento e por meio deste tempo, pode-se calcular o coeficiente de difusão intersticial.