ok clin peq 27.04.11
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CLÍNICA MÉDICA DE MAMÍFEROS DE PEQUENO PORTE 
Rio, 27/04/2011
Alexandra Woods
Doença Bacteriana da pele (Piodermite)
Vamos falar sobre umas das principais apresentações clínicas das doenças dermatológicas, como assim: A lesão dermatológica não tem cara, porque uma mesma apresentação clínica ela pode se referir a várias etiologias, e as doenças bactérias dão complicações muito freqüente de varias etiologias. 
A pele é um órgão que contém uma microbiota, essa microtbiota vai ser composta por bactérias, fungos apatogênicos e patogênicos, e eles estão aí em equilíbrio, então qualquer situação que quebre esse equilíbrio ou que favoreça a penetração dessa bactéria patogênica na pele vai fazer com que o animal desenvolva uma apresentação clinica de doença bacteriana. 
Então uma doença parasitaria, uma sarna tem uma ação mecânica, destrói a anatomia e histologia do epitélio e favorecem a pentração da bactéria. A apresentação clinica que vamos ter é a apresentação clínica da doença bacteriana, no 1º momento quando vc não tem a doença não é muito comum o proprietário trazer, o proprietário só costuma trazer quando tem um processo secundário infeccioso esta instalada. 
Doenças alérgicas, a pele de um animal alérgico já é uma pele diferente, ela já tem uma barreira mais eficiente e isso já favorece a penetração da bactéria. Vamos ver recidivas das doenças bacterianas na pele dos alérgicos, principalmente dos atópicos. 
As endocrinopatias, como o hiperadreno e o hiportireoidismo baixando a imunidade do animal e isso favorecendo a instalação, então é nesse momento que o proprietário vai trazer.
O cão quando chegar, apresentando um quadro desse, o proprietário vai trazer o animal pra gente já com essa apresentação clínica. 
Objetivo da aula: 
- Que a gente aprenda a identificar clinicamente as lesões de doença bacteriana da pele. 
- 2º objetivo: confirmar que naquela lesão tem realmente bactéria. 
- 3º objetivo: Tratar 
- 4º objetivo: descobrir o motivo, a causa, o que favoreceu a instalação.
Quando vc consegue os 2 primeiros passos de forma correta vc já resolve 50% do problema. E agente ainda encontra muito animal que não é determinado que aquilo é uma doença bacteriana.
	
O que é importante lembrar é que toda lesão bacteriana na pele do cão teve uma causa, e é essa causa que a gente tem que determinar. 
Essa apresentação é muito mais comum no cão no que nos gatos.
Tem uma quebra da integridade na pele, e essa quebra faz com que a bactéria se prolifere.
Qual é o principal microorganimos patogênico da pele do cão que vai fazer a doença? 
Staphylococcus Intermedius.
Tem duas outras espécies que estamos encontrando com muito mais freqüência, como o S. aureus e o S. schliet... e essas 2 espécies são mais graves porque elas desenvolvem com mais facilidade o mecanismo de resistência.
Todos podem fazer, até o intermedius: 
MRS (mecanismo de resistência): 
Cepa de Staphylococcus resistente a meticilina. 
O que é isso (importante): Os staphylococcus que são resistentes a meticilina, eles vão ser resistente a todos os beta-lactâmicos (e os staphylococcus produzem a betalactamase que quebra o anel beta-lactâmico, então dos beta-lactâmicos do grupo das penicilinas sintéticas a gente não pode usar que não vai adiantar. Agora, os beta-lactâmicos do grupo das cefalosporinas a gente poder usar, pois ela não sofre ação das betalactamase. 
As cepas sejam do intermedium, aureous, scht.... que produzem o MRS, essas cepas são cepas muito graves. Vc não consegue usar todas as penicilinas, até as potencializadas ou seja, até as associadas ao acido clavulônico ou ao sulbactam, e vão ser resistentes a todas as cefalosporinas, e esse é o problema.
	Porque não falávamos sobre esses e agora estamos falando? Porque agente tem tido mais casos.
Não é uma coisa que agente deve se preocupar num primeiro momento e muito menos pensar que aquele animal que vc está tratando pra doença bacteriana da pele e que não esta respondendo é porque ele já é um MRS.
Caso clínico: 
Se eu tenho um animal tem doença bacteriana da pele e toda vez que ele tem o quadro, usa a cefalexina e ele fica ótimo, e quando para de usar a cefalexina uns 10 dias depois retorna todo o quadro. 
Pergunta-se: eu vou pensar em resistência bacteriana nesse caso? Não. 
Resistência bacteriana é quando uso o antibiótico e não tenho melhora durante o uso, isso é resistência. Ou então eu tenho uma breve melhora e durante o tratamento as lesões retornam e ai eu vou pensar em resistência. 
Os trabalhos trazem como a maior causa de desenvolvimento dessas cepas é a troca de antibiótico.
A partir do momento que vc recebe um animal que tem recidiva de doença bacteriana da pele, e o proprietário fala que toda vez que ele toma cefalexina ele fica bom e já tem 2 anos que ele toma cefalexina. Qual antibiótico vc vai fazer nesse animal? Cefalexina. Não é pra trocar.
O que acontece: se esse animal vier a ter uma infecção de trato urinário, se esse animal vier a ter uma infecção respiratória, provavelmente esses agentes vão estar resistentes a cefalexina, porque são agentes da microbiota que fazem quadros respiratórios, quadros urinários que tiveram contato varias vezes com a cefalexina, então gera realmente cepas resistentes a cefalexina. Mas aqui o staphylo da pele ainda não está fazendo resistência, senão não não poderia usar. Não é trocando o antibiótico que vc vai resolver (no animal que está respondendo).
 
Outros microorganismos podem fazer lesão bacteriana de pele como Proteus, Pseudomonas, E.coli; principalmente nas lesões profundas, mas não é comum. Eles são oportunistas, eles precisam que o Staphylos abra o caminho que aí quando eles estão presentes eles passam a também a atuar, mas não é comum. 
As principais causas que vão levar a doença bacteriana: anormalidades cutâneas que são as doenças alérgicas, seborréicas, parasitárias (escabiose), desordens foliculares, desordens metabólicas (e endocrinopatias) e as deficiências imunológicas principalmente as adquiridas, as congênitas são raríssimas.
Então vc atendeu um animal com doença bacteriana da pele, identificou a lesão, prescreveu o antibiótico, prescreveu o tratamento tópico, o segundo passo é ir buscar. Se eu não consigo detectar eu vou encaminhar o paciente, mas eu vou encaminhar o paciente sem doença bacteriana da pele, o que ajuda muito o dermatologista a chegar ao diagnóstico.
Vamos aprender a identificar as lesões: 
Posso ter a pápula que evolui para pústula que evolui para colarete. Dessas três lesões aqui o que eu vou mais encontrar é o colarete epidérmico, porque a pústula é extremamente frágil, então a pústula se forma e se rompe em menos de 24h e o que persiste é o colarete epidérmico. Então tenho que saber identificar, pois se teve colarete teve pústula e se teve pústula tem doença bacteriana.
Em áreas de pêlo, o colarete epidérmico é mais fácil de ver em área glabra, mas agente também tem que identificar em área de pêlo. No colarete epidérmico teve uma pústula, então aqui tem doença bacteriana, eu não sei o que causou, mas eu sei que eu tenho que tratar com alguma forma de antibiótico, tópico ou sistêmico. 
Outra apresentação clínica é a foliculite, que é quando a pústula se forma na saída do folículo piloso.
Na área glabra eu consigo ver a pústula, na região que tem pelo eu vou ver a foliculite. O proprietário fala: eu puxo o pêlo do meu cão, solta e vem com uma casquinha aderida, isso era uma pústula formando na saída do folículo, destruiu o folículo, a pústula rompeu, o exsudato ressecou e fez aquela crosta. 
	Se chegar um cachorro cheio de caroçinhos, isso é foliculite, não é alergia. A doença alérgica leva a foliculite, mas a alergia no cão não vai se manifestar assim, com esse aspecto. 
Foliculite: vc olha, mas não sabe o que causou, mas vc sabe que tem que tratar com antibiótico. 
Às vezes, a foliculite é a lesão na saída do pelo, se vc não tratar ou se etiologia for uma etiologia que lese o folículo como a sarna demodécica, o que acontece: a bactéria invade o fundo do folículo. Então a