História do Direito Brasileiro - Apostila (68).pdf
9 pág.

História do Direito Brasileiro - Apostila (68).pdf


DisciplinaHistória do Direito Brasileiro10.973 materiais260.440 seguidores
Pré-visualização2 páginas
Professor: Marta Gueller
Aula 4
Contribuição dos Empregadores
Sobre a Folha de Salários e Demais
Rendimentos do Trabalho.
Direito Previdenciário - Custeio 
Coordenação: Dr. Wagner Ballera
01
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
www.r2direito.com.br
"CONTRIBUIÇÃO DOS EMPREGADORES SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS E DEMAIS 
RENDIMENTOS DO TRABALHO"
 O artigo 195 da Constituição da República trata do financiamento da seguridade social e traz 
em seu inciso I, letra "a", a contribuição do empregador, da empresa e ainda, da entidade a ela 
equiparada.
Art. 195 A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, 
nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes 
sobre: 
_________
Nota:
Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98
Redação anterior:
Redação original
__________
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa 
física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; 
_________
Nota:
Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20/98
 Note que a Emenda Constitucional nº 20/98 alterou o texto original dado pelo legislador 
Constituinte.
 Além de estar prevista constitucionalmente a contribuição da empresa sobre a folha de 
02
salários está disciplinada no artigo 22, da Lei 8.212/91, conhecida como Lei de Custeio da Previdência 
Social que também já teve sua redação alterada, pelas Leis 9.732/98 e 9.876/99, e estabelece 
contribuição sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos 
segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços.
O ANTECEDENTE DA REGRA-MATRIZ DE INCIDÊNCIA
O Critério Material
Para o Profº Wagner Balera, in Revista de Direito Tributário, v. 60, pg.113, a expressão utilizada 
pelo legislador "folha de salário", na verdade corresponde a "folha de salário de contribuição" que 
carrega conceito diverso daquele dado pelo direito do trabalho. Para o Profº Balera "folha de salário de 
contribuição é a expressão que equivale, no contexto previdenciário, a qualquer tipo de remuneração, 
ainda que não inclusa em folha. 
No mesmo sentido é o entendimento do Ministro Cláudio Santos, também citado pelo Profº 
Nicolau Konkel Junior, in Contribuições Sociais, Doutrina e Jurisprudência, da ed Quartier Latin. 
Desde a EC 20/98 e após a entrada em vigor da Lei 9.876/99, a contribuição passou a incidir 
não só sobre a folha de salários, mas também sobre as demais remunerações.
Podemos apontar o núcleo da norma, correspondente ao critério material, como sendo: 
"Utilizar-se do trabalho remunerado de pessoa física, com ou sem vinculo empregatício". 
O Critério Espacial 
A norma que estabelece a contribuição social sobre a folha de salários e demais rendimentos do 
trabalho possui, segundo classificação do Profº Paulo de Barros Carvalho, critério espacial bem 
genérico, assim todo e qualquer fato que suceda em qualquer ponto do território nacional estará apto a 
desencadear seus efeitos peculiares.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
www.r2direito.com.br
03
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
www.r2direito.com.br
O Critério Temporal:
A contribuição, objeto de nossa aula, se ajusta àquelas espécies de tributos que definem, 
implícita ou expressamente o momento de ocorrência do fato jurídico tributário. A norma estabelece o 
período mensal para apuração dos valores, fixando o último dia de cada mês como critério temporal da 
contribuição.
Para que ocorra a incidência da contribuição não importa que o salário tenha efetivamente sido 
pago. Basta a utilização de mão-de-obra, a qual gera uma obrigação e, de forma correspondente, uma 
despesa para a empresa.
CONSEQUÊNCIA DA REGRA MATRIZ DE INCIDÊNCIA
Critério Pessoal
O Sujeito ativo é o credor da obrigação, revelando-se como titular da prestação que é objeto da 
relação jurídica tributária, enquanto o devedor recebe o nome de sujeito passivo. 
SUJEITO ATIVO = CREDOR = INSS
O INSS Instituto Nacional do Seguro Social é o sujeito ativo da relação de custeio aqui 
estudada, conforme dispõe o artigo 33 da Lei 8212/91, que trata DA ARRECADAÇÃO E 
RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES.
 Na qualidade de sujeito ativo o INSS tem a prerrogativa da Secretaria da Receita Federal de 
poder examinar a contabilidade da empresa, não prevalecendo para esse efeito o disposto nos arts. 17 
e 18 do Código Comercial, ficando obrigados a empresa e o segurado a prestar todos os 
esclarecimentos e informações solicitadas. 
O sujeito passivo, após a EC 20/98 e a edição da Lei 9.876/99, já não carece de qualidade 
04
especial, bastando que seja efetivamente empresa.
SUJEITO PASSIVO = DEVEDOR = EMPRESA = EMPREGADOR = ENTIDADE A ELA 
EQUIPARADA, NA FORMA DA LEI
Determinação Quantitativa: Base de Cálculo e Alíquota
A BASE DE CÁLCULO
Quanto às contribuições sobre a remuneração dos empresários, autônomos e avulsos, previstas 
na redação original deste inciso I do artigo 22, gostaríamos de fazer retrospectiva da legislação, 
apontando seis pontos importantes para a compreensão da Base de Cálculo da contribuição do 
empregador sobre a folha de salários:
1º) O STF, nas ADIns 1.102, 1.108 e 1.116/95, declarou inconstitucionais as expressões 
"empresários e autônomos";
2º) Quanto aos avulsos, o STF suspendeu a eficácia da expressão "avulsos" (concedendo liminar 
na ADIn 1.153-7/DF) e, posteriormente, extinguiu a ação sem julgamento de mérito por entender que a 
Lei Complementar nº 84/96 havia revogado a Lei nº 8.212/91, no tocante a essa contribuição, 
concluindo pela impossibilidade da cobrança da contribuição social, permanecendo devidas as 
contribuições para cobertura de acidente do trabalho.
3ª) Antes da Lei nº 8.212/91, essas contribuições estavam previstas no inciso I do art. 3º da Lei 
nº 7.787/89 em relação a qual o STF, no Recurso Extraordinário nº 177296-4/200, declarou 
inconstitucional a contribuição sobre a remuneração de administradores e autônomos prevista no citado 
inciso I.
Posteriormente, o Senado Federal (Resolução nº 14, de 19/04/95) suspendeu as expressões "avulsos, 
autônomos e empregadores" contidas no já referido inciso I.
4º) A Lei Complementar 84/96, aplicada de 05/96 até 02/2000, reinstituiu essas contribuições 
com alíquota de 15%, facultando, em relação aos autônomos, a opção da empresa pelo recolhimento 
de 20% sobre o salário base do segurado; 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim
Wilson Lima
Wilson Lima fez um comentário
Muito bom!
0 aprovações
Wilson Lima
Wilson Lima fez um comentário
Boa tarde,
0 aprovações
Carregar mais