273_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
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CAPÍTULO VII
A ATMOSFERA EM MOVIMENTO.
1. Caracterização do vento.
Chama-se vento à componente horizontal (
r r r
V = u i + v jz ) do vetor velocidade
(
r r r r
V = u i + v j + w k) do ar. A caracterização do vento em qualquer ponto (\u3c6, \u3bb, z) da atmosfera
requer dois parâmetros: a direção e a velocidade (módulo). Ambas são grandezas instantâneas e
pontuais pois, o escoamento do ar depende das condições atmosféricas (que variam no espaço e
com o tempo). Nas proximidades da interface superfície-atmosfera o vento é altamente influencia-
do pelas características geométricas e pelo estado de aquecimento da própria superfície subja-
cente.
1.1 - Direção do vento.
A direção do vento exprime a posição do horizonte aparente do observador a partir da qual
o vento parece provir (ou seja: de onde o vento sopra) e nunca para onde o vento estaria indo, por
mais óbvio que isso possa parecer. A direção é expressa em termos do azimute isto é, do ângulo
que o vetor velocidade do vento forma com o norte geográfico local (0o), medido no mesmo senti-
do do movimento dos ponteiros de um relógio analógico. Assim, o vento que vem de leste tem
direção de 90o, aquele que procede do sul tem direção de 180o etc.. 
Na prática, costuma-se fornecer a direção do vento arredondando o azimute para a dezena
de graus mais próxima (escala de 1 a 36 pontos). Nessa escala o valor 6, por exemplo, significa
que a direção do vento está compreendida entre 55 e 64o; 36 refere-se a uma direção qualquer
entre 356 e 4o. Nela, o valor 0 é usado quando não há vento, situação conhecida como calmaria.
Não havendo instrumento que permita estabelecer a direção do vento com precisão, cos-
tuma-se estimá-la e lançar mão da rosa-dos-ventos para exprimir a direção aproximada. A direção
é relatada como aquela que mais se aproxima de um dos pontos cardeais (N, S, E, O) ou colate-
rais (NE, SE, SW e NW).