Direito Administrativo (49)
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Direito Administrativo (49)


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pleno emprego, objetivo 
constitucional da Ordem Econômica e Financeira (art. 170, da Lei das Leis).
A igualdade, princípio constitucional geral, se traduz na esfera do financiamento da seguridade 
social mediante essa adequada repartição dos encargos que a sociedade deve suportar para fazer face aos 
problemas sociais. Assim como todos serão beneficiados, direta ou indiretamente, pelas ações e serviços de 
saúde, previdência e assistência social, todos devem, igualmente, ter responsabilidades no financiamento de 
tais programas.
Equidade no custeio.
A fim de conferir expressão jurídica a um sem número de necessidades que reclamam proteção, a 
sociedade deve definir, claramente, quais os recursos financeiros que pretende destinar a essa empreitada.
O constituinte determina que cada qual deve contribuir com base na diretriz genérica da: equidade 
na forma de participação no custeio. Há que se encontrar, pois, a justa proporção entre as quotas com 
que cada um dos atores social irá contribuir para a satisfação da seguridade social.
Congruente com a máxima geral da igualdade que acabamos de referir, a equidade se acha 
baseada, aqui, na capacidade econômica dos contribuintes, no que se conforma, plenamente com o 
preceptivo expresso no art. 145, § 1º, da Carta Magna.
De certo modo, a equidade pode ser considerada como outra forma de expressão do princípio 
tributário da capacidade contributiva, ainda que com ele não se confunda, por se tratar de mais rigorosa 
exigência. Enquanto o primeiro só objetiva igualar aqueles que apresentam signos iguais de riqueza 
econômica este último deve operar, ainda, como redutor das desigualdades sociais.
Em suma, o custeio não pode ser mais um entrave à seguridade. Ele há de ser, sim, meio 
indispensável para que aquela seja atingida o quanto antes.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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A regra é aperfeiçoada com dois comandos constitucionais que lhe são complementares: o § 9o do 
art. 195 e o § 4º do art. 239, introduzido pela Emenda Constitucional n. 20/98. Verifica-se, assim, que os 
diferentes setores de atividade - os dois comandos se referem às contribuições devidas pelas empresas - 
devem ser considerados a partir das peculiaridades que apresentem. Nesse aspecto, a proteção contra o 
desemprego se reveste de duas características: preventiva (evitando que haja o desemprego) e repressiva 
(onerando quem mais desemprega os trabalhadores).
Diversidade da base de financiamento.
O esquema tradicionalmente adotado pelo direito brasileiro, e que, desde 1934, passou a ser 
definido constitucionalmente, baseou-se na chamada contribuição tríplice (dos trabalhadores, dos 
empregadores e da União). O esquema da contribuição tríplice revelou-se insuficiente e, já de há muito, a 
seguridade social exigia novas fontes de recursos.
Agora, o art. 194, parágrafo único, inciso VI, da Constituição de outubro de 1988 estabelece que 
deverá existir: diversidade da base de financiamento. Há dupla dimensão na diretriz em estudo. Tanto se 
pode falar numa diversidade objetiva (atinente aos fatos sobre os quais incidirão as contribuições) quanto 
numa diversidade subjetiva (relativa a pessoas naturais ou jurídicas que verterão contribuições). O esquema 
é, ao nosso ver, suficientemente amplo para admitir variadas formas de participação no custeio.
Cumpre observar, com CRETELLA JÚNIOR (Comentários à Constituição de 1988, São Paulo, 
Forense Universitária, 1993, volume VIII, p. 4.309) que não se trata propriamente de financiamento (onde o 
ânimo de lucro pode estar presente) e sim de custeio - é dizer dispêndio - com programas sociais que não 
proporcionam retorno financeiro nenhum ao Estado. Contudo, o constituinte o delimitou, ao inventariar boa 
parte das bases de financiamento do sistema.
A Emenda Constitucional n. 12, de 1996, transformou o tributo não-vinculado IPMF na 
Contribuição sobre Movimentação Financeira, vinculada ao custeio da área de saúde.
Ademais, a Emenda n. 20, de 1998, acrescentou ao elenco das fontes de custeio, ao lado daquele 
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controvertido vocábulo "faturamento" o termo "receita" e ampliou a incidência sobre a remuneração que, em 
razão da interpretação restritiva da expressão "folha de salários" tivera reduzida sua importância e expressão 
financeira em decorrência de equivocada decisão judicial.
Por fim, a Emenda Constitucional n. 42, de 2003, incluiu o inciso IV no art. 195, da Lei Suprema, 
trazendo para o rol dos contribuintes da seguridade social os importadores de bens e serviços do exterior.
O financiamento da seguridade social.
Como já se disse, a diversidade das bases de financiamento (Art. 194,Par. único, VI) foi definida, na 
Constituição, como diretriz da seguridade social brasileira. 
Ao determinar que os diversos programas a cargo da seguridade social tenham financiamento por 
parte de toda a sociedade (art. 195), assim de forma direta como indireta, o constituinte vê tributos, a que 
nem sempre com propriedade técnica denomina de contribuições sociais, delineadas no art. l49, como o 
modo direto de financiamento. Já o modo indireto, pelo qual toda a sociedade é chamada a custear a 
seguridade, se configura em dotações orçamentárias a serem efetivadas pelas diversas pessoas políticas. 
Naturalmente, na modalidade indireta de financiamento se inclui qualquer outro meio de geração de 
recursos legalmente permitido (por exemplo, o resultante de aplicações financeiras).
De notar, todavia, a diferença fundamental existente entre os três programas que integram a 
seguridade social. As prestações de previdência social dependem de contribuições (art. 201, caput, da 
Constituição); enquanto que as prestações de saúde e de assistência social serão devidas a quem delas 
necessitar. Porém, essa distinção acaba desaparecendo no interior do sistema de seguridade social pois este 
exige que os programas sejam considerados em conjunto.
Desta sorte, ali onde não seja devida a proteção previdenciária, há de ser oferecido algum tipo de 
cobertura sanitária ou assistencial. Antecedem ao Plano de Custeio, porém, na construção sistemática do 
edifício da seguridade social, diversas expressões institucionais a serem observadas.
Inicialmente, caberá ao Plano Plurianual definir diretrizes, objetivos e metas relacionadas com os 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
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programas de duração continuada (art. 165, § 1º, da Constituição Federal),