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CCJ0009-WL-PA-18-T e P Narrativa Jurídica-Novo-34128

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Título 
Teoria e Prática da Narrativa Jurídica 
Número de Aulas por Semana 
 
Número de Semana de Aula 
9 
Tema 
Produção de narrativa jurídica valorada: versão da parte autora. 
Objetivos 
O aluno deverá ser capaz de: 
- Redigir narraƟvas jurídicas valoradas com coesão e coerência textuais; 
- UƟlizar com moderação e consistência as estratégias modalizadoras; 
- Produzir uma versão dos fatos que interesse ao pólo aƟvo da demanda. 
Estrutura do Conteúdo 
1. NarraƟva jurídica valorada 
1.1. Diferentes versões sobre um mesmo fato jurídico 
1.2. Uso de modalizadores 
1.3. Produção Textual 
Aplicação Prática Teórica 
CASO CONCRETO 
MÃE É PRESA POR DEIXAR BEBÊ TRANCADO DENTRO DO CARRO PARA VER SHOW EM SP 
SÃO PAULO. Uma mãe deixou a filha de um ano trancada dentro do  carro em um estacionamento e foi ver a apresentação do grupo de pagode Exaltasamba na casa de 
shows Porto Alcobaça, na em Barra Funda, Zona Oeste de  São Paulo. A menina permaneceu duas horas trancada. Um manobreiro ouviu o choro  da criança, de madrugada, e pediu 
ajuda à polícia. 
KáƟa de Paula Torres, 25 anos, foi  deƟda uma hora depois e pode perder a guarda da filha, Maria Fernanda Torres. A menina estava dormindo no banco traseiro de um 
Tempra azul, quando o veículo foi deixado no  estacionamento às 23h30min. KáƟa seguiu para ver o show com um casal de amigos, enquanto o manobreiro Bruno Rafael de Souza 
estacionava o veículo. 
A criança não foi vista por Souza porque dormia e Ɵnha um cobertor sobre ela. Por volta da 1h30min, o manobrista ouviu o choro da criança. Ele se aproximou do carro e 
encontrou a menina de pé sobre o banco. 
A mãe da criança afirmou que a menina costuma dormir a noite  inteira e deixou ao lado da cadeirinha do bebê um disposiƟvo denominado ?babá eletrônica?, que permite 
ouvir qualquer som emiƟdo pela criança a distância. Afirma que não ouviu o choro da filha porque o disposiƟvo recém comprado apresentou defeito. 
O Globo, 25/10/2006 
Textos de apoio 
Código Penal 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera -se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado  não teria 
ocorrido. 
Relevância  da omissão 
§ 2° - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. 
Art. 14 - Diz -se o crime: 
Crime consumado 
I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; 
Decreto -lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940  
Art. 27, § 2°  - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por  embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo  da ação ou da omissão, a 
plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar -se de acordo com esse entendimento. 
  
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 
Art. 5°. Todos são iguais perante a lei, sem disƟnção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade İsica e moral; 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela 
inerentes; 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obƟdas por meios ilícitos; 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal  condenatória; 
  
Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990  
Art. 5°  - Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer  forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e  opressão, punido na forma da lei qualquer 
atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. 
Art. 22 - Aos pais  incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo - lhes ainda,  no  interesse destes,  a obrigação de cumprir e fazer cumprir as 
determinações judiciais. 
Art. 24 - A perda e a suspensão do pátrio poder serão decretadas  judicialmente, em procedimento contraditório, nos casos previstos na legislação  civil, bem como na hipótese de 
descumprimento injustificado dos deveres e  obrigações a que alude o art. 22. 
  
Questão 1 
Produza uma tabela com duas colunas, a fim de elencar, na primeira, as informações que  contribuem para reforçar a versão da parte autora e, na segunda, as que podem 
auxiliar a ré. Lembre -se de apenas selecionar as informações que são  juridicamente relevantes para a solução da lide em análise no judiciário. 
  
Questão 2 
Tendo  em vista que o pólo aƟvo do processo (autor - MP), em Ação Penal Pública,  pretende a condenação do pólo passivo (ré  - mãe da criança) pela práƟca de um crime, 
produza a narraƟva jurídica valorada de acusação, com respeito a todas as orientações dadas ao longo do semestre. 
Plano de Aula: Teoria e Prática da Narrativa Jurídica 
TEORIA E PRÁTICA DA NARRATIVA JURÍDICA
Estácio de Sá Página 1 / 2
Título 
Teoria e Prática da Narrativa Jurídica 
Número de Aulas por Semana 
 
Número de Semana de Aula 
9 
Tema 
Produção de narrativa jurídica valorada: versão da parte autora. 
Objetivos 
O aluno deverá ser capaz de: 
- Redigir narraƟvas jurídicas valoradas com coesão e coerência textuais; 
- UƟlizar com moderação e consistência as estratégias modalizadoras; 
- Produzir uma versão dos fatos que interesse ao pólo aƟvo da demanda. 
Estrutura do Conteúdo 
1. NarraƟva jurídica valorada 
1.1. Diferentes versões sobre um mesmo fato jurídico 
1.2. Uso de modalizadores 
1.3. Produção Textual 
Aplicação Prática Teórica 
CASO CONCRETO 
MÃE É PRESA POR DEIXAR BEBÊ TRANCADO DENTRO DO CARRO PARA VER SHOW EM SP 
SÃO PAULO. Uma mãe deixou a filha de um ano trancada dentro do  carro em um estacionamento e foi ver a apresentação do grupo de pagode Exaltasamba na casa de 
shows Porto Alcobaça, na em Barra Funda, Zona Oeste de  São Paulo. A menina permaneceu duas horas trancada. Um manobreiro ouviu o choro  da criança, de madrugada, e pediu 
ajuda à polícia. 
KáƟa de Paula Torres, 25 anos, foi  deƟda uma hora depois e pode perder a guarda da filha, Maria Fernanda Torres. A menina estava dormindo no banco traseiro de um 
Tempra azul, quando o veículo foi deixado no  estacionamento às 23h30min. KáƟa seguiu para ver o show com um casal de amigos, enquanto o manobreiro Bruno Rafael de Souza 
estacionava o veículo. 
A criança não foi vista por Souza porque dormia e Ɵnha um cobertor sobre ela. Por volta da 1h30min, o manobrista ouviu o choro da criança. Ele se aproximou do carro e 
encontrou a menina de pé sobre o banco. 
A mãe da criança afirmou que a menina costuma dormir a noite  inteira e deixou ao lado da cadeirinha do bebê um disposiƟvo denominado ?babá eletrônica?, que permite 
ouvir qualquer som emiƟdo pela criança a distância. Afirma que não ouviu o choro da filha porque o disposiƟvo recém comprado apresentou defeito. 
O Globo, 25/10/2006 
Textos de apoio 
Código Penal 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera -se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado  não teria 
ocorrido. 
Relevância  da omissão 
§ 2° - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção

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