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DisciplinaResistência dos Materiais II6.442 materiais139.750 seguidores
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ha´ tenso\u2dces cisalhantes
nas sec¸o\u2dces transversais ( \u3c4xy = 0 e \u3c4xz = 0).
Pode-se dizer que o ca´lculo das tenso\u2dces normais e dos alongamentos (ou encurtamentos)
totais sa\u2dco fundamentais para o dimensionamento de barras sujeitas a esforc¸o normal.
Partindo da equac¸a\u2dco 3.13 e admitindo-se que \u3c3x(x), A(x), e N(x) podem variar ao longo
do comprimento da barra (eixo x), tem-se:
N(x) =
\u222b
A
\u3c3x(x) dA (3.19)
Como A(x), \u3c3(x) sa\u2dco caracter´\u131sticas da sec¸a\u2dco transversal da barra com esforc¸o normal
N(x), a equac¸a\u2dco 3.19 pode ser reescrita como:
\u3c3x(x) =
N(x)
A(x)
(3.20)
Assim sendo, a equac¸a\u2dco 3.20 permite que se calcule a tensa\u2dco normal uma vez conhecido
o diagrama de esforc¸os normais e a a´rea da sec¸a\u2dco transversal onde se deseja calcular a
tensa\u2dco \u3c3x.
Para o ca´lculo des alongamentos (ou encurtamentos) e´ dada e\u2c6nfase maior para direc¸a\u2dco
longitudinal. Mudanc¸as na geometria nas direc¸o\u2dces transversais podem ser obtidas pelas
equac¸o\u2dces 2.62.
O alongamento/encurtamento total de uma barra sujeita a esforc¸os normais (\u2206L)
pode ser calculado pela equac¸a\u2dco:
\u2206L =
\u222b L
0
²x dx (3.21)
Da lei de Hooke para o estado uniaxial de tenso\u2dces (somente \u3c3x atuando) \u3c3x = E²x, ou
seja:
\u2206L =
\u222b L
0
\u3c3x
E
dx (3.22)
mas, considerando equac¸a\u2dco 3.20 tem-se finalmente:
\u2206L =
\u222b L
0
N(x)
EA(x)
dx (3.23)
Exemplo 4: Calcular o alongamento total e a tensa\u2dco normal para a barra da figura 3.7.
Desconsidere o peso pro´prio. Dados: a´rea da sec¸a\u2dco transversal A, comprimento L e
mo´dulo de elasticidade longitudinal E.
Ca´lculo da tensa\u2dco normal \u3c3x. Neste caso a tensa\u2dco normal \u3c3x e´ constante na sec¸a\u2dco
e na\u2dco varia ao longo do eixo da barra pois a a´rea A e´ constante e o esforc¸o normal N
tambe´m:
\u3c3x =
N
A
=
P
A
(3.24)
Ca´lculo do alongamento total \u2206L. Neste caso a integral da equac¸a\u2dco 3.23 resulta em:
44
P
Figura 3.7: Figura dos exemplos 4, 5 e 6
\u2206L =
\u222b L
0
N
EA
dx =
NL
EA
=
PL
EA
(3.25)
Exemplo 5: Calcular o alongamento total e a tensa\u2dco normal para a barra da figura 3.7
para P = 0. Considere o peso pro´prio. Dados: a´rea da sec¸a\u2dco transversal A, comprimento
L, mo´dulo de elasticidade longitudinal E e peso espec´\u131fico \u3b3.
Ca´lculo da tensa\u2dco normal \u3c3x. Neste caso a tensa\u2dco normal \u3c3x e´ constante na sec¸a\u2dco e
varia ao longo do eixo da barra pois apesar a´rea A ser constante, o esforc¸o normal N varia
ao longo do comprimento. Definindo um referencial com origem no centro de gravidade
da sec¸a\u2dco transversal na extremidade da barra tem-se:
\u3c3x(x) =
N(x)
A
=
\u3b3Ax
A
= \u3b3x (3.26)
Ca´lculo do alongamento total \u2206L. Neste caso a integral da equac¸a\u2dco 3.23 resulta em:
\u2206L =
\u222b L
0
N(x)
EA
dx =
\u222b L
0
\u3c3x(x)
E
dx =
\u222b L
0
\u3b3x
E
dx =
\u3b3L2
2E
(3.27)
Exemplo 6: Calcular o alongamento total e a tensa\u2dco normal para a barra da figura 3.7.
Considere o peso pro´prio. Dados: a´rea da sec¸a\u2dco transversal A, comprimento L, mo´dulo
de elasticidade longitudinal E e peso espec´\u131fico \u3b3.
Utilizando-se o princ´\u131pio da superposic¸a\u2dco de efeitos:
\u3c3x(x) =
P
A
+ \u3b3x (3.28)
\u2206L =
PL
EA
+
\u3b3L2
2E
(3.29)
Exemplo 7: Calcular o alongamento total e a tensa\u2dco normal para a barra da figura
3.8. Desconsidere o peso pro´prio. Dados: a´rea da sec¸a\u2dco transversal A, comprimento L,
mo´dulo de elasticidade longitudinal E e q a carga axial distribu´\u131da.
45
constante)(a \u2212
x
q(x) = ax 
Figura 3.8: Figura do exemplo 7
Ca´lculo da tensa\u2dco normal \u3c3x. Neste caso a tensa\u2dco normal \u3c3x e´ constante na sec¸a\u2dco e
varia ao longo do eixo da barra:
\u3c3x(x) =
N(x)
A
=
\u222b x
0 q(x) dx
A
=
\u222b x
0 ax dx
A
=
ax2
2A
(3.30)
Ca´lculo do alongamento total \u2206L. Neste caso a integral da equac¸a\u2dco 3.23 resulta em:
\u2206L =
\u222b L
0
N(x)
EA
dx =
\u222b L
0
\u3c3(x)
E
dx =
\u222b L
0
ax2
2AE
=
aL3
6AE
(3.31)
Exemplo 8: Calcular o encurtamento total e a tensa\u2dco normal para o obelisco da figura
3.9.Considere somente o peso pro´prio. Dados: obelisco de base quadrada de lado a e
altura L, mo´dulo de elasticidade longitudinal E e \u3b3 o peso espec´\u131fico.
y x
La
=
L
y = ax
x
y
a
L
Figura 3.9: Figura do exemplo 8
Ca´lculo da tensa\u2dco normal \u3c3x. Neste caso a tensa\u2dco normal \u3c3x e´ constante na sec¸a\u2dco e
varia ao longo do eixo da barra:
\u3c3x(x) =
N(x)
A(x)
=
1
3
y2x\u3b3
1
y2
=
1
3
\u3b3x (3.32)
Ca´lculo do alongamento total \u2206L. Neste caso a integral da equac¸a\u2dco 3.23 resulta em:
46
\u2206L =
\u222b L
0
N(x)
EA(x)
dx =
\u222b L
0
\u3c3(x)
E
dx =
\u222b L
0
1
3
\u3b3x
E
=
\u3b3L2
6E
(3.33)
3.1.1 Exerc´\u131cios
Atenc¸a\u2dco: Considere a acelerac¸a\u2dco da gravidade g = 10 m/s2 e lembre-se que F = ma (a
forc¸a igual ao produto da massa pela acelerac¸a\u2dco).
1. Calcular o dia\u2c6metro de uma barra sujeita a ac¸a\u2dco de uma carga axial de trac¸a\u2dco
P= 50 kN e calcular o valor correspondente alongamento total , para uma tensa\u2dco
admiss´\u131vel de \u3c3x= 150 MPa e uma variac¸a\u2dco de comprimento ma´xima de \u2206L = 4
mm. Sa\u2dco dados o comprimento da barra L = 4,5 m e o mo´dulo de elasticidade do
ac¸o E = 210 GPa.
Resposta. (\u3c6 = 21 mm; \u2206L= 3,093 mm )
2. Calcular o valor ma´ximo admiss´\u131vel da carga P na trelic¸a deste problema (ver figura
3.10) e o correspondente deslocamento vertical da articulac¸a\u2dco onde esta´ aplicada a
carga P . As barra de ac¸o (E = 210 GPa), tem da\u2c6metro d = 15 mm e a tensa\u2dco
admiss´\u131vel e´ \u3c3x= 150 MPa .
Resposta: Padm = 20,38 kN; \u2206L= 6,02 mm
1,25 m
3 m3 m
P
Figura 3.10: Figura do exerc´\u131cio 2
3. Verificar a estabilidade da trelic¸a da figura 3.11. Dados: Barra AC em ac¸o , sec¸a\u2dco
circular, dia\u2c6metro 28 mm. Barra BC em madeira, sec¸a\u2dco quadrada, lado 65 mm; P
= 60 kN, \u3c3x (ac¸o) = 140 MPa, \u3c3x (madeira, compressa\u2dco) = 12 MPa, Ea = 210 GPa
e Em =12 GPa.
Resposta: Esta´vel
4. Um corpo de prova padronizado, de ac¸o , com 13 mm de dia\u2c6metro , sujeito a uma
forc¸a de trac¸a\u2dco de 29,5 kN teve um alongamento de 0,216 mm para um comprimento
de 200 mm. Admitindo-se que na\u2dco foi superado o limite de proporcionalidade,
estimar o valor do mo´dulo de elasticidade longitudinal do ac¸o.
Resposta: E = 206 GPa
5. Uma barra de ac¸o (E = 210 GPa) de comprimento 4,0 m e sec¸a\u2dco circular esta´
sujeita a uma trac¸a\u2dco de 80 kN. Calcular o dia\u2c6metro (nu´mero inteiro de mm) para
uma tensa\u2dco normal admiss´\u131vel de 120 MPa. Calcular o valor correspondentes da
47
1,5 m
2 
m
B
A
C
P
Figura 3.11: Figura do exerc´\u131cio 3
deformac¸a\u2dco espec´\u131fiica e o alongamento total.
Resposta: 30 mm; 0,0005389 e 2,156 mm.
6. Calcular o raio interno de uma sec¸a\u2dco cirular vazada (coroa circular) de ferro fundido
sujeita a uma compressa\u2dco de 1.500 kN. O raio externo e´ de 120 mm e a tensa\u2dco
admiss´\u131vel 75 MPa.
Resposta: 89 mm.
7. Calcular o valor ma´ximo admiss´\u131vel do esforc¸o normal em uma barra cuja a sec¸a\u2dco
transversal esta´ representada na figura 3.12 (dimenso\u2dces em cm). Dados: E = 10
GPa e \u3c3x = 12 MPa e a deformac¸a\u2dco espec´\u131fica admiss´\u131vel ²x = 0, 001.
Resposta. 208 kN.
20
4
12
4
4 88
Figura 3.12: Figura do exerc´\u131cio 7
8. Calcular o alongamento total da barra de ac¸o representada na figura 3.13, cuja a´rea
de sec¸a\u2dco transversal e´ 500 mm2. Dados: F = 4,5 kN, P = 2,0 kN e E = 210 GPa.
Resposta: \u2206L = 0, 0286 mm.
FF PP
250mm 300mm 250mm
Figura 3.13: Figura do exerc´\u131cio 8
9. Calcular o alongamento total da barra representada na figura 3.14, sujeita a uma
carga axial da trac¸a\u2dco F = 5,5 kN, sendo o segmento AB em ac¸o (Ea = 210 GPa)
com sec¸a\u2dco circular de dia\u2c6metro 6,3 mm e o segmento BC em lata\u2dco (El = 95 GPa)
com sec¸a\u2dco quadrada de lado 25 mm.
Resposta. \u2206L = 0,3639 mm.
48
30 cm40 cm
F F
A
B C
Figura 3.14: Figura do exerc´\u131cio 9
10. Uma coluna curta e´ constitu´\u131da por dois tubos de ac¸o , colocados um sobre o outro
(veja figura 3.15). Desprezando o peso pro´prio dos tubos, calcular a carga axial
P1 admiss´\u131vel, se a carga axial P2 = 200 kN, dada a tensa\u2dco normal admiss´\u131vel a
compressa\u2dco de 100 MPa.
Resposta (P1 = 60 kN).
21500mm 2
TUBO DE
22600mm 2
TUBO DE 
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd
P
P2
1
Figura 3.15: Figura do exerc´\u131cio 10
11. Uma barra AB de comprimento L esta´ suspensa horizontalmente por dois fios verti-