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Hisória do Direito Brasileiro - Apostila (72)

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PREPARATÓRIO PARA OAB
Professor: Dr. Carlos Toledo
DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO 14 AULA 1
TEMAS ATUAIS DO 
DIREITO ADMINISTRATIVO
Coordenação: Dr. Carlos Toledo
01
Tema I - Estatuto da cidade
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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O Estatuto da Cidade, Lei 10.257/2001, veio regular os artigos 182 e 183 da Constituição Federal de 
1988.
Principais instrumentos previstos no Estatuto da Cidade:
- Edificação ou utilização compulsórios: Com base nas regras contidas no Plano Diretor, o Município pode 
estabelecer, por meio de lei específica, que determinadas áreas sejam obrigatoriamente parceladas, 
edificadas ou utilizadas pelos seus proprietários (Estatuto da Cidade, art. 5º), de maneira que suas 
propriedades cumpram a sua função social.
- Progressivo no tempo: Após a notificação pelo Município, se o proprietário não promover o parcelamento, 
a edificação ou a utilização do imóvel, no prazo legal, o Estatuto permite a majoração anual da alíquota do 
IPTU, durante cinco anos (Estatuto da Cidade, art. 7º). 
- Desapropriação do imóvel com pagamento em títulos: usados os instrumentos anteriores, sem resultado, o 
Estatuto permite a desapropriação do imóvel com caráter punitivo. É a chamada desapropriação-sanção 
pelo descumprimento da função social da propriedade urbana (art. 8º do Estatuto da Cidade), cuja 
desvantagem para o proprietário é o fato de ele não receber a indenização em dinheiro, mas em títulos da 
dívida pública resgatados em até dez anos, em parcelas anuais, com juros de 6% ao ano. 
- Usucapião especial de imóvel urbano: instituto de natureza social, vem regulamentar o artigo 183 da 
CF/88, que já previa esse instituto. Tem direito à usucapião especial aquele que possuir como sua área ou 
edificação urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem 
oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família. É necessário que o interessado não seja 
proprietário de outro imóvel e não se reconhecerá esse direito mais do que uma vez para a mesma pessoa. O 
Estatuto também previu uma modalidade coletiva, com requisitos próprios, para atender à situação dos 
moradores de favelas e cortiços. 
Outorga onerosa do direito de construir: O Estatuto da Cidade permite que o Plano Diretor estabeleça áreas 
nas quais se poderá construir acima do coeficiente de aproveitamento fixado para aquela área, desde que o 
proprietário preste uma contrapartida (art. 28). Os recursos arrecadados com a "venda" do direito de 
construir devem ser utilizados para finalidades ligadas ao desenvolvimento urbana e à qualidade de vida da 
cidade.
Tema II - Parcerias Público-privadas
Figura criada pela Lei nº. 11.079/2004, a público-privada é uma nova espécie de concessão, com regime 
específico, que se subdivide em duas modalidades: a concessão patrocinada ou administrativa.
Aula 1
02
A concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata, quando 
envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao 
parceiro privado. Na concessão patrocinada, a Administração paga ao parceiro privado um valor pela 
prestação do serviço, que poderá corresponder a até 70% da remuneração prevista ao concessionário, ou 
até mais do que isso, se houver autorização legislativa (art. 10, § 3º). 
A concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a 
usuária direta ou indireta, que deve envolver também a execução de obra ou fornecimento e instalação de 
bens. 
Para que um contrato seja considerado parceria público-privada, além das características acima, há 
necessidade de que: I - tenha valor igual ou superior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); II - que a 
prestação do serviço seja igual ou superior a 5 (cinco) anos; III - que envolva, além do fornecimento de mão-
de-obra, o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.
Essas são, portanto, as duas modalidades de concessão que são caracterizadas como PPPs. As concessões 
de serviço público comuns continuam regidas pela Lei 8.987/95 e os contratos administrativos em geral 
continuam regidos pela Lei 8.666/93.
A nota mais relevante para a compreensão das PPPs é que elas propiciam maiores garantias para os 
parceiros privados e para os financiadores dos empreendimentos. A garantia mais relevante é a criação de 
um Fundo Garantidor de Parcerias, que tem personalidade jurídica e patrimônio próprio que pode ser 
gravado e executado, para garantia das obrigações do parceiro público. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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