281_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
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O sensor de direção é constituído por uma grimpa conectada a um sistema de alavancas o
qual aciona uma das penas registradoras de direção (cada uma atua nas direções corresponden-
tes à metade da rosa-dos-ventos, N-E-S e S-W-N). O sensor de velocidade média consiste num
conjunto de três conchas, dispostas simetricamente, à semelhança do que ocorre com os ane-
mômetros totalizadores. A rotação das conchas movimenta mecanicamente a terceira pena regis-
tradora, fazendo-a traçar um gráfico em zig-zag da "distância percorrida" pelo vento. O registro
desta última pena é cumulativo e a alternância da linha traçada (em zig-zag) ocorre, nos modelos
mais comuns, a cada intervalo de 10.000 m. Finalmente, o sensor de velocidade instantânea (de-
tector de rajadas) está representado por um tubo de Pitot (sistema de pressão sucção), o qual
aciona dinamicamente a quarta pena registradora e possibilita verificar a ocorrência de mudanças
bruscas na velocidade do vento.
Por se tratar de instrumento relativamente grande, não é apropriado para determinações a
pequenas alturas do solo e tampouco pode ser usado no estabelecimento de perfis de vento. São
encontrados em estações meteorológicas convencionais, para registro do vento a 10 m de altura,
cuja velocidade e direção são requeridas aos estudos sinóticos.
2.1.5 - Anemômetros sônicos.
Um anemômetro sônico consiste em três pares emissores-receptores de som, ortogonal-
mente orientados. Cada par é capaz de detectar sutis variações entre o instante da emissão e o
da recepção de sinais sonoros. A velocidade de escoamento do ar é deduzida indiretamente, a
partir das alterações que provoca na propagação do som. O instrumento pode ser instalado de
maneira que os pares detectores fiquem orientados nas direções leste-oeste, norte-sul e zênite-
nadir (segundo os eixos x, y e z do referencial local), passando a fornecer diretamente as compo-
nentes zonal (u), meridional (v) e vertical (w) da velocidade do ar. 
2.2 - Observação do vento em níveis elevados da atmosfera.
A forma mais simples de observar o vento em níveis atmosféricos afastados da superfície
é acompanhar a trajetória de um balão que se desloca livremente na atmosfera. O monitoramento
da posição do balão pode ser ótico (balão-piloto) ou eletrônico (radioventossonda).
2.2.1 - Sondagens óticas.
Um balão-piloto é um simples balão de borracha (em geral vermelho ou branco), inflado
com uma certa quantidade de hidrogênio ou hélio e lançado na atmosfera. A razão de ascensão
do balão é teoricamente conhecida (Tabela VII.1). Logo, se for medido seu ângulo de elevação (E)
e seu azimute (A) a intervalos regulares, é possível estimar sua trajetória na atmosfera. Esses
ângulos são obtidos, minuto a minuto, com o auxílio de um teodolito ótico que difere dos conven-
cionais (empregados em levantamentos topográficos) porque a objetiva forma com a ocular um
ângulo de 90 o.
A distância horizontal da projeção do balão (L) ao ponto de origem, em um dado minuto t,