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07.Osteoporose

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07.Osteoporose

Osteoporose
“Doença esquelética sistêmica
caracterizada pela diminuição
da massa óssea e deterioração
Introdução
da massa óssea e deterioração
microarquitetural do tecido
ósseo, com conseqüente
aumento da fragilidade óssea e
da susceptibilidade à fratura”.
• Faz parte do processo normal de envelhecimento, sendo
mais comum em mulheres do que em homens.
• A doença progride lentamente e raramente apresenta
sintomas antes que aconteça algo de maior gravidade,
Introdução
sintomas antes que aconteça algo de maior gravidade,
como uma fratura, que costuma ser espontânea, isto é,
não relacionada à traumas.
• Se não forem feitos exames diagnósticos preventivos a
osteoporose pode passar despercebida, até que tenha
gravidade maior.
• Estima-se que mundialmente 1 em cada 3 mulheres e 1
em cada 5 homens acima da idade dos 50 anos tem
osteoporose.
• Responsável por milhões de fraturas anualmente, a
Epidemiologia
• Responsável por milhões de fraturas anualmente, a
maioria envolvendo vértebras lombares, quadril e punho.
• Cerca de 200 milhões de pessoas sofrem de
osteoporose no mundo. Só no Brasil, são 15 milhões de
casos, 7,5% do número mundial. 80 mil fraturas de
quadril estão relacionadas à osteoporose no Brasil.
Desses pacientes, 15 mil morrem.
• O osso é um tecido vivo que se renova
permanentemente durante a vida toda. Essa renovação
se deve as células ósseas responsáveis pela atividade
de formação e de reabsorção do tecido ósseo.
Fisiopatologia
• Até aproximadamente 30 anos de idade a quantidade de
osso reabsorvido e reposto é igual. A partir daí, inicia-se
um lento balanço negativo que vai provocar discreta
perda de massa óssea.
• Inúmeros fatores sistêmicos e locais atuam sobre esse
sistema, como aspectos nutricionais, fatores raciais e
genéticos, atividade física e influência hormonal.
• Entre os 30 e 35 anos de idade, a massa óssea do
homem e da mulher alcança o limite máximo.
• Após essa idade, começa a ocorrer, de forma lenta e
gradual, a perda da massa óssea para ambos os sexos.
Fisiopatologia
gradual, a perda da massa óssea para ambos os sexos.
• Entretanto, para a mulher, esse processo é acelerado
quando ela atinge a menopausa:
o Nos 5 a 6 anos seguintes à menopausa, as mulheres
perdem o dobro de massa óssea - 3% a 4% ao ano -
em comparação aos homens da mesma idade - 1% a
2% ao ano).
Fisiopatologia
• A osteoporose é inicialmente assintomática. As primeiras
manifestações clínicas surgem quando já houve perda de
30 a 40 % da massa óssea.
• A sintomatologia física mais comum entre os indivíduos
acometidos se manifesta por: dor, deformidade postural e
Sinais e Sintomas
acometidos se manifesta por: dor, deformidade postural e
Fraturas.
• Dor:
o Não é originada pela osteoporose.
o Lombalgia: decorrência de microfraturas vertebrais,
algumas vezes associada à raquialgia importante.
o A dor crônica está quase sempre associada ao esforço,
sendo aliviada parcialmente com o repouso.
• Deformidade Vertebral:
o Devido à redução na altura da região anterior dos
corpos vertebrais à cifose dorsal, redução da
estatura e dor.
Sinais e Sintomas
o Essas alterações anatômicas reduzem a capacidade
das cavidades torácica e abdominal, com
conseqüente alteração das funções cardíaca,
pulmonar, gástrica e vesical, que podem dificultar a
respiração e causar hérnia de hiato e incontinência
urinária.
• Fraturas:
o Quadril e vértebras: representam a conseqüência mais
séria da osteoporose e, também, o principal fator
determinante da morbidade, da mortalidade e do custo
sócio-econômico da doença.
Sinais e Sintomas
sócio-econômico da doença.
o A perda de independência decorrente da incapacidade
de deambular é a principal conseqüência da fratura de
quadril.
o Essa inatividade leva a piora da osteoporose e
aumenta os riscos de quedas e fraturas.
Sinais e Sintomas
• Comprometimento Psicológico:
o A osteoporose não só traz conseqüências físicas e
funcionais, como seqüelas psicossociais.
Sinais e Sintomas
o O isolamento social traz alterações no
comportamento, tais como: o medo, a ansiedade e a
mudança de humor, principalmente quando o
paciente tem o diagnóstico da doença e sabe da
possibilidade de fraturas futuras e deformidades
física.
• Osteoporose Primária:
o Pós-menopáusica ou do Tipo I: lombar e quadril;
o Senil ou do Tipo II: fêmur, punhos e vértebras;
o Juvenil ou do Tipo III: Mais rara; crianças ou adolescentes.
Classificação
• Osteoporose Secundária:
o Hipercortisolismo;
o Hiperparatireoidismo e/ou Hipertireoidismo;
o Acromegalia;
o Neoplasias do sistema hematopoiético;
o Cirrose biliar;
o Doença celíaca;
o Doenças reumáticas inflamatórias, etc.
• Como qualquer outra doença, quanto mais precoce for o
diagnóstico, melhor tende a ser a sua resposta ao
tratamento proposto.
• O critério atual para diagnóstico de osteoporose é perda
Diagnóstico
• O critério atual para diagnóstico de osteoporose é perda
de 25% de massa óssea quando comparada com adulto
jovem.
• Assim, diagnóstico precoce de osteoporose é feito através
da densitometria óssea enquanto o estudo radiológico
somente mostra alterações inequívocas quando há perda
de 30% da massa óssea.
• Se encontra baseado nos seguintes itens:
o História clínica;
o Exame físico;
Diagnóstico
o Avaliação laboratorial;
o Quadro radiográfico:
• Raio-x;
• Densitometria óssea;
• Ultrassonometria óssea.
• Densitometria Óssea:
o Exame radiológico rápido, indolor e com baixa
radioatividade.
o O paciente submete-se ao exame deitado em uma maca
Diagnóstico
o O paciente submete-se ao exame deitado em uma maca
e com as pernas apoiadas em uma almofada.
o Geralmente realizada no fêmur total e na coluna lombar,
visto que, são os sítios mais susceptíveis à fratura.
Obs. A coluna pode ter o seu resultado modificado para
um valor acima do real pela presença de cálcio na aorta,
nos ligamentos da coluna ou por ostéofitos.
• Densitometria Óssea:
o Indicações:
• Mulheres com deficiência de estrogênio e fatores
de risco;
Diagnóstico
de risco;
• Tratamento prolongado com glicocorticóides;
• Anormalidades da coluna vertebral;
• Hiperparatireoidismo primário;
• Controle terapêutico da osteoporose.
• Densitometria Óssea:
o Valores Absolutos:
• Até -1 DP à Normal;
Diagnóstico
• De -1,1 a -2 DP à Osteopenia;
• De -2 DP a -2,5 à Osteoporose;
• Abaixo de -2,5 DP e na presença de uma ou mais
fraturas decorrentes de fragilidade óssea à
Osteoporose severa.
Diagnóstico
• Densitometria Óssea:
• Ultrassonometria Óssea:
o Vem possibilitando a realização do exame sem emitir
qualquer tipo de radiação, uma evolução bastante
significativa sobre a densitometria óssea.
Diagnóstico
o Além de medir a densidade óssea pela quantidade
de cálcio nos ossos, é capaz de detectar seu nível de
flexibilidade.
o Ainda pouco utilizado no Brasil, o aparelho é de
grande aceitabilidade nos países europeus. Na Itália,
os exames de osteoporose com aparelhos de raios-X
já foram abolidos.
• Ultrassonometria Óssea:
o Por ser portátil, o aparelho pode ficar no próprio
consultório médico, e o exame, realizado ali mesmo,
tem um custo médio de aproximadamente metade do
valor cobrado com a densitometria.
Diagnóstico
valor cobrado com a densitometria.
• Há muitos fatores de risco que podem indicar que a
pessoa estará mais sujeita à osteoporose e, nestes
casos, a prevenção torna-se uma necessidade.
• Após a identificação dos principais fatores de risco e da
Prevenção
• Após a identificação dos principais fatores de risco e da
avaliação dos exames de rotina, o médico poderá então
indicar um tratamento adequado e fazer um
acompanhamento do paciente ao longo dos anos.
• Maiores:
o Sexo feminino;
o Fratura prévia;
Fatores de Risco
o Raça asiática ou caucásica;
o Idade maior que 65 anos (ambos os sexos);
o História materna de fraturas ou osteoporose;
o Menopausa precoce;
o Tratamento crônico com corticóide.
• Menores:
o Doença reumática, especialmente a AR;
o Climatério/menopausa;
o Hipertireoidismo;