Direito Administrativo (51)
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Direito Administrativo (51)


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PREPARATÓRIO PARA OAB
Professor: Dr. Marcel Leonardi
DISCIPLINA: DIREITO CIVIL
Capítulo 3 Aula 4 
PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
Coordenação: Dr. Flávio Tartuce
01
Prescrição e Decadência
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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O artigo 189 do Código Civil trata da prescrição. Para resguardar seus direitos, o titular deve praticar atos 
conservatórios como o protesto, retenção, arresto, seqüestro; caução fidejussória ou real, interpelações 
judiciais para constituir o devedor em mora, e assim por diante. E, quando ele sofrer ameaça ou violação, o 
direito subjetivo é protegido por ação judicial. Nasce, então, para o titular a pretensão, que se extinguirá nos 
prazos prescricionais previstos nos arts. 205 e 206. Prescrição é, assim, a extinção de uma ação ajuizável, 
em virtude da inércia de seu titular durante um certo lapso de tempo, na ausência de causas preclusivas de 
seu curso. Tanto as pessoas físicas como as jurídicas sujeitam-se aos efeitos da prescrição de modo ativo ou 
passivo, ou seja, podem invocá-las em seu proveito ou sofrer suas conseqüências quando alegada pela 
outra parte.
E não é só a pretensão que prescreve. A exceção também sofre prescrição, como dispõe o artigo 190 do 
Código Civil. É possível renunciar à prescrição, como menciona o artigo 191 do Código Civil, pelo qual Art. 
191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, 
depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, 
incompatíveis com a prescrição.
Somente depois de consumada a prescrição, desde que não haja prejuízo de terceiro, é que poderá haver 
renúncia expressa ou tácita por parte do interessado. Não se permite a renúncia prévia ou antecipada à 
prescrição, a fim de não destruir sua eficácia prática. Quando ocorre a renúncia expressa, o prescribente, 
ou seja, a pessoa a quem a prescrição aproveitaria, abre mão dela de modo explícito, declarando que não a 
quer utilizar. Na renúncia tácita, o que se tem é a prática de atos incompatíveis com a prescrição, como, por 
exemplo, alguém que paga uma dívida prescrita.
Os prazos de prescrição são previstos, em regra, na lei, e nesses casos não podem ser modificados, como 
dispõe o artigo 192 do Código Civil. Mesmo que as partes queiram, os prazos de prescrição que são fixados 
por lei não podem ser alterados por acordo.
Pelo artigo 193 do Código Civil, a prescrição pode ser levantada em qualquer grau de jurisdição. Ou seja, a 
prescrição poderá ser argüida na primeira instância, que está sob a direção de um juiz singular, e na segunda 
instância, que se encontra em mãos de um colegiado de juízes superiores. Pode ser invocada em qualquer 
fase processual, ou seja, na contestação, na audiência de instrução e julgamento, memoriais, apelação, 
embargos infringentes e assim por diante. A prescrição é, assim, uma exceção ao princípio de que toda a 
matéria de defesa precisa ser alegada na contestação, pois ela pode ser levantada em qualquer instância, 
mesmo depois da contestação e até, pela primeira vez, no recurso da apelação ou recurso especial ou 
extraordinário aos tribunais superiores. 
O artigo menciona que a prescrição somente poderá ser invocada por quem ela aproveite. Ou seja, seja 
pessoa física ou jurídica, somente pode alegar em juízo a prescrição a parte que se beneficie com a sua 
decretação.
Aula 4
02
Pelo artigo 194 do Código Civil, O juiz não pode declarar a prescrição de ofício, salvo se favorecer o 
absolutamente incapaz. Assim sendo, este artigo do Código estabelece a proibição de decretação de ofício 
da prescrição de ação alusiva a direito patrimonial. O juiz não poderá conhecer da prescrição da ação 
relativa a direitos patrimoniais, reais ou pessoais, se não for invocada pelos interessados, não podendo, 
portanto, decretá-la de ofício, por ser a prescrição um meio de defesa. A única exceção ocorre quando o juiz 
reconhece de ofício a prescrição para beneficiar um absolutamente incapaz.
O artigo 195 prevê a possibilidade ser movida uma ação regressiva quando a prescrição, ou a falta de sua 
alegação, prejudicar os interesses de relativamente incapazes ou da pessoa jurídica. Ou seja, é possível 
mover ação regressiva contra os representantes legais dos relativamente incapazes ou das empresas quando 
estes, por dolo ou culpa, derem causa à prescrição, ou deixarem de alegá-la para se defender em juízo. A 
idéia é a de que seja preservado o patrimônio dos incapazes ou da empresa.
 
De acordo com o artigo 196, a prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
herdeiro a titulo universal ou singular. Há uma exceção, porque não corre prescrição contra o absolutamente 
incapaz. Como regra geral, a prescrição iniciada contra o falecido continuará a correr contra seus 
sucessores.
O artigo 197 prevê quais são as causas impeditivas da prescrição, que são as circunstâncias que impedem 
que a prescrição inicie seu curso, em razão do estado de uma pessoa individual ou familiar, atendendo 
razões de confiança, amizade e motivos de ordem moral. Assim, é por isso que existem casos em que a 
prescrição não se inicia, e que o Código exemplifica. Não corre, portanto, a prescrição: entre cônjuges, 
durante o período do casamento; entre ascendentes e descendentes, durante o período de existência do 
poder familiar; entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela. 
De acordo com o artigo 198, a incapacidade absoluta impede a prescrição. Assim, não corre prescrição 
contra os absolutamente incapazes. 
O artigo 199 estabelece que a condição suspensiva pendente e o termo não vencido impedem a prescrição. 
Ou seja, são causas impeditivas da prescrição a condição suspensiva e o não-vencimento do prazo. Assim, 
não corre a prescrição, pendendo condição suspensiva, o que significa que, enquanto não realizada tal 
condição, o titular não adquire direito. Logo, ele não tem ação para proteger esse direito que não foi 
adquirido e, assim, enquanto não nascer a ação, por conseqüência lógica, ela não pode prescrever. Da 
mesma forma, também não haverá prescrição se o prazo não estiver vencido, pois o titular da relação 
jurídica submetida a termo não vencido não pode, ainda, acionar ninguém para efetivar seu direito. Por fim, 
se ainda estiver pendente ação de evicção, pela qual vai se decidir o destino da coisa evicta, suspende-se a 
prescrição em andamento até que a ação tenha sido definitivamente decidida.
O artigo 200 prevê que, em primeiro lugar, é preciso que seja apurada a existência de eventual questão 
prejudicial. Ou seja, é preciso verificar um fato cuja apreciação é condição indispensável àquele 
julgamento, por isso deve ser discutida numa ação independente. Por tal razão, a apuração de questão 
prejudicial a ser verificada no juízo criminal, se a ação dela se originar, é causa impeditiva do curso da 
prescrição, que só começará a correr após a sentença definitiva.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Em outras palavras, se alguém sofre um grave acidente de trânsito e a apuração de quem deu causa ao 
acidente está sendo feita no juízo criminal, não começará a correr a prescrição