08.Osteoartrose
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08.Osteoartrose


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Osteoartrose
\u2022 Osteoartrite, artrite degenerativa ou artrose.
\u2022 Resulta de um processo anormal entre a destruição
cartilaginosa e a reparação da mesma (vertebrados).
\u2022 Mais comum das afecções reumáticas, atingindo
aproximadamente 1/5 da população mundial.
Introdução
aproximadamente 1/5 da população mundial.
\u2022 Geralmente acomete os indivíduos à partir da 4ª década da
vida, estimando-se que ocorra em até 90% da população
adulta.
\u2022 No Brasil, ocupa o 3º lugar na lista dos segurados da
Previdência Social que recebem auxílio-doença, ou seja,
65% das causas de incapacidade, sendo apenas superada
pelas doenças mentais e cardiovasculares.
Introdução
\u2022 A doença é de caráter crônico, de evolução lenta e sem
comprometimento sistêmico de outros órgãos, afetando
as articulações periféricas e axiais, mais freqüentemente
as que suportam peso. Na grande maioria dos
indivíduos se desenvolve de maneira silenciosa.
Epidemiologia
indivíduos se desenvolve de maneira silenciosa.
\u2022 Incide, predominantemente, no sexo feminino, na idade
adulta entre a 4ª e 5ª décadas e no período da
menopausa.
\u2022 Abaixo dos 40 anos, a freqüência é semelhante, em
ambos os sexos sendo, esta patologia, um tanto quanto
incomum.
\u2022 Uma articulação normal é formada por células
chamadas condrócitos, cuja função básica é fabricar
todas as substâncias necessárias para o bom
funcionamento da cartilagem articular.
Dentre estas substâncias, encontra-se uma proteína
Fisiopatologia
\u2022 Dentre estas substâncias, encontra-se uma proteína
denominada colágeno, cuja finalidade é funcionar como
uma malha de sustentação, retendo as demais
substâncias existentes dentro da cartilagem.
\u2022 O estado de hidratação da cartilagem e a integridade da
mesma, é fator preponderante para a não existência de
degradação.
\u2022 Na osteoartrose os condrócitos vão morrendo e
produzem menor quantidade de proteoglicanos e de
colágeno.
\u2022 Em conseqüência disto a cartilagem articular ulcera e o
osso que está por debaixo da cartilagem, chamado osso
Fisiopatologia
osso que está por debaixo da cartilagem, chamado osso
sub-condral, reage, espessando-se e dando origem a
excrescências ósseas chamadas osteófitos.
\u2022 Os osteófitos são conhecidos pelo nome de "bicos de
papagaio", porque alguns deles, ao raio-X, dão imagens
que lembram precisamente o bico de um papagaio.
\u2022 Com o tempo, os ligamentos, cápsulas e músculos
tornam-se contraídos levando a uma diminuição do uso
da articulação e a redução na faixa de movimento, o que
causa uma atrofia da musculatura ao redor da
articulação.
Fisiopatologia
articulação.
\u2022 Conclusão:
Toda vez que tivermos alterado o estado de equilíbrio
entre os constituintes articulares, estaremos sujeitos ao
processo de degradação articular, com conseqüente
desenvolvimento da osteoartrose.
Fisiopatologia
\u2022 Antes da dor, os pacientes podem reclamar de
desconforto articular ou ao redor das articulações e
cansaço.
\u2022 Posteriormente, aparece dor e, mais tarde, deformidades
e limitação da função articular.
Sinais e Sintomas
e limitação da função articular.
\u2022 No início, a dor surge após uso prolongado ou
sobrecarga das articulações comprometidas.
\u2022 Mais tarde, os pacientes reclamam que após longo
período de inatividade como dormir ou sentar-se por
muito tempo há dor no início do movimento que
permanece alguns minutos.
\u2022 Na osteoartrite de quadris e joelhos, subir e descer
escadas fica mais difícil, assim como caminhadas mais
longas.
\u2022 Atrofia muscular à falta de movimentos completos e a
Sinais e Sintomas
\u2022 Atrofia muscular à falta de movimentos completos e a
inatividade.
\u2022 O envolvimento articular usualmente não é simétrico.
\u2022 As articulações mais acometidas são: joelho, mão,
quadril, coluna vertebral.
\u2022 Coluna:
o Cervical:
\u2022 Processos degenerativos à desproporção entre o peso
da cabeça e articulação afetada.
Fisiopatologia
\u2022 Sintomatologia: dor na região temporal, ruídos
auditivos, rigidez do pescoço, dores de cabeça com
vômitos e distúrbios visuais.
\u2022 Pode haver irradiação das dores para os ombros e
sensações de cãibra, dormência, formigamento,
prurido, sudorese e atrofia muscular das mãos.
\u2022 Os osteófitos do corpo vertebral podem fazer
compressão no esôfago e traquéiaà rouquidão/tosse.
\u2022 Coluna:
o Lombar:
\u2022 Dor crônica, que aumenta
com os movimentos e
Fisiopatologia
com os movimentos e
alivia com o repouso,
geralmente localizadas
nas últimas vértebras.
\u2022 Pode irradiar para a virilha,
nádega, ciático até o pé.
\u2022 Mãos:
o A osteoatrose possui forte
efeito sobre a funcionalidade
da mão.
Efeitos: dor, rigidez articular
Fisiopatologia
o Efeitos: dor, rigidez articular
e presença dos nódulos HB.
o Força de preensão à
dificuldade de realizar
movimentos, levando à
sérias limitações.
\u2022 Quadril:
o Os primeiros sintomas podem ser um leve
desconforto na região inguinal, nádega e/ou coxa,
com alguma rigidez articular.
Fisiopatologia
o Com o passar do tempo os sintomas tendem a se
intensificar e a dor e a rigidez podem estar presentes
mesmo em repouso.
o Quando finalmente o tecido cartilaginoso se esgota, o
movimento passa a acontecer osso com osso o que é
extremamente doloroso.
\u2022 Quadril:
o O paciente neste estágio
diminui sensivelmente a
capacidade de movimentação
Fisiopatologia
capacidade de movimentação
de rotação, flexão e extensão
da bacia à limitação severa
dos movimentos, onde o
\u201cmancar\u201d torna-se evidente.
\u2022 Joelhos:
o Localização periférica mais comum.
o Defeitos posturais da articulação, como joelho valgo e
varo, são freqüentemente percebidos.
Fisiopatologia
varo, são freqüentemente percebidos.
o Está amplamente demonstrada a ligação entre
gonartrose e obesidade.
o Os sintomas variam em função da gravidade da
lesão: dor, rigidez articular, crepitação, etc.
\u2022 Joelhos:
Fisiopatologia
Fisiopatologia
\u2022 Outras Articulações:
Tornozelo Ombro
\u2022 Sensibilidade exagerada na articulação;
\u2022 Parestesias (coluna);
\u2022 Crepitação (joelhos);
Espasmos e atrofia muscular adjacente;
Sinais e Sintomas
\u2022 Espasmos e atrofia muscular adjacente;
\u2022 Defeitos posturais (causa e conseqüência);
\u2022 Sinais discretos de inflamação;
\u2022 Derrame articular;
\u2022 Sensação de insegurança e/ou de instabilidade;
\u2022 Limitação funcional.
\u2022 A Osteoartrose é, do ponto de vista médico, dividida em
dois grandes grupos:
o Osteoartrose Primária: formado por aqueles indivíduos
que já possuem um patrimônio genético, que faz com
Classificação
que já possuem um patrimônio genético, que faz com
que a patologia se desenvolva independentemente de
fatores externos.
o Osteoartrose Secundária: formado por pessoas que,
em virtude de algum fator agressivo ocorrido em
determinado período da sua vida, passam a apresentar
a patologia.
Ex. obesos, traumas articulares, esportistas, etc.
\u2022 São apontados dois grandes grupos de fatores de risco
para esta patologia:
\u2022 Suscetibilidade individual:
o Hereditariedade;
Fatores de Risco
o Hereditariedade;
o Fatores Hormonais;
o Obesidade;
o Massa óssea;
o Hipermotilidade à maior stress articular;
o Doenças metabólicas.
\u2022 São apontados dois grandes grupos de fatores de risco
para esta patologia:
\u2022 Fatores Mecânicos:
o Macro traumas.
Fatores de Risco
o Macro traumas.
o Traumas repetitivos localizados.
o Sobrecargas esportivas.
o Uso inadequado de aparelhos de musculação.
o Alteração da biomecânica normal da articulação.
\u2022 Em muitos destes fatores de risco há como se intervir,
através de uma correção ou tratamento precoce, tentando
evitar o aparecimento desta patologia.
o Perda de peso;
Prevenção
o Controle hormonal;
o Orientação esportiva correta;
o Uso de calçados adequados;
o Correção de posturas, etc.
Diagnóstico
\u2022 Métodos de imagem são os mais adequados e menos
invasivos:
1. Raio-x:
o Diminuição do espaço articular;
Diagnóstico
o Esclerose do osso subcondral;
o Osteófitos;
o Cistos ósseos.
2. Tomografia computadorizada.
3. Ressonância Magnética (coluna, joelhos, quadril).
4. Ultrassom (eventualmente).
\u2022 Outros:
o Mensuração dos níveis