2_AULA +_INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO

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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO
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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO
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2 - MUNDO CULTURAL E MUNDO NATURAL:
 2.1 \u2013 Juízo de valor e juízo de realidade
 2.2 \u2013 O Ser e o Dever ser
 
3- CONCEITO DE DIREITO:
 3.1 As diversas acepções do vocábulo direito.
 
4 -O DIREITO E AS CIÊNCIAS AFINS: 
 4.1 A Qualificação do Direito como Ciência:
 (Normativa, Social, Cultural e Histórica)
CONTEÚDO
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NOSSOS OBJETIVOS
Conhecer o campo da ciência do direito e de suas diversas ramificações e sua relação com as ciências afins. 
Identificar as diversas concepções do Direito. 
Promover a distinção entre Direito, Lei e Justiça. 
Assimilar o entendimento do Direito como norma, faculdade e fato social. 
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MUNDO CULTURAL E MUNDO NATURAL
Autonomia
Individualismo
Egoísmo
Independência
Companhia
Relacionamentos
Vida Em Grupo
Instituições
BIPOLARIDADE
 DO HOMEM
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O HOMEM É MEIO NATUREZA (COMO ANIMAL) 
E MEIO CULTURA (COMO PRODUTOR DE BENS).
A sociedade humana tem um arcabouço natural sem o qual falhariam as tentativas de organizá-la: as instituições.
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JUÍZO DE VALOR E JUÍZO DE REALIDADE 
A ciência trabalha somente com juízos de fato (ou de realidade), excluindo do seu âmbito tudo que se relacione com juízos de valor. 
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Esta exclusão se deve à natureza distinta destes dois tipos de juízos. O juízo de realidade é uma ponderação sobre algo real. Ele representa uma tomada de conhecimento da realidade.
Sua formulação tem como finalidade apenas informar, pois se trata de uma constatação objetiva. 
O juízo de valor, ao contrário, é subjetivo, pois os valores são pessoais. 
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1. Os Juízos de Valor distinguem-se dos Juízos de Realidade, também denominados \u201cde fato\u201d. Veja, por exemplo, quando a psicóloga Angélica do Carmo perguntou ao físico nuclear Florêncio das Neves, doente renal crônico se preferia a vida ou a morte e ele respondeu que prefere a vida e justificou afirmando que: -(1) Primeiro, a vida é um processo biológico que tem início, meio e fim. Ainda estou no meio desse processo. (2) Segundo, os avanços da medicina fazem a vida se tornar mais longa.
JUÍZO DE REALIDADE (DE FATO) E JUÍZO DE VALOR
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No entanto, quando Angélica fez a mesma pergunta ao pastor Henrico Ficahey este lhe respondeu que prefere a vida: (3) Primeiro, porque o direito à vida é um bem muito precioso ao ser humano. (4) E segundo, porque as pessoas em geral gostam de estar vivos e não desejam morrer tão cedo.
Por que é correto afirmar que as afirmativas 1 e 2 são juízos de fato e as afirmativas 3 e 4 são juízos de valor? 
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O SER E O DEVER SER
Ser são todas as aspirações que saem espontaneamente, sem indagar. Dever ser é a reflexão somada com: moral, convenção e imposição até.
Em seu livro A Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Kant afirma essas duas categorias: o ser e o dever ser. 
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Em sua \u201cTeoria pura do direito\u201d, na seção denominada \u201cDireito e natureza\u201d, Kelsen distingue ser e dever-ser, ou, para falar em termos menos abstratos, entre as coisas como são e as coisas como devem ser, que desempenha dois papéis distintos, mas igualmente cruciais, na sua concepção do Direito:
a) Em primeiro lugar, a distinção serve para diferenciar entre duas modalidades de estudo do direito: do direito como ele é e do direito como ele deve ser;
b) Em segundo lugar, a distinção serve para diferenciar entre o reino dos fatos, relacionado ao ser, e o reino das normas, relacionado ao dever-ser. 
 
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O que Kelsen recomenda é um estudo do direito como ele é no sentido de um estudo descritivo, um estudo não-avaliativo do direito, um estudo que possa informar, de modo objetivo e neutro, qual o direito vigente e o que ele diz, sem julgá-lo como justo ou injusto.
Esta seria uma tarefa para a Filosofia do Direito.
Considerando FATO aquilo que ocorre no mundo, Kelsen fixa a noção de NORMA, mediante uma nova distinção, dessa vez entre dever-ser subjetivo e dever-ser objetivo. Segundo Kelsen, o dever-ser é sempre produto de uma vontade. Dever ser é aquilo que alguém quer que seja, ou aquilo que alguém quer que outro alguém faça. 
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DEVER-SER SUBJETIVO: Se alguém quer que certa pessoa faça certa coisa, mas essa pessoa não tem nenhuma obrigação de fazer o que a primeira quer que ela faça. 
DEVER-SER OBJETIVO: Se, além disso, a primeira pessoa tem alguma autoridade sobre a segunda ou a segunda pessoa tem alguma obrigação de fazer o que a primeira quer que ela faça, então o querer da primeira pessoa significa não apenas um dever-ser subjetivo, mas também um dever-ser objetivo, quer dizer, não apenas a primeira pessoa quer que a segunda faça certa coisa e, por isso, pensa que ela deve fazer essa certa coisa, mas também essa segunda realmente deve fazer essa coisa. 
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 Toda NORMA implica um juízo, um juízo hipotético em que se imputa um conseqüente a um antecedente: se A, então deve ser B ou, em linguagem mais jurídica: se se comete o ilícito, deve ser a sanção correspondente. 
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AS DIVERSAS ACEPÇÕES DO VOCÁBULO DIREITO. 
Consideremos as expressões seguintes:
O direito não permite a vingança;
O Estado tem o direito de legislar;
A educação é direito da criança;
Cabe ao direito estudar a criminalidade;
O direito é parte da nossa vida social. 
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No primeiro caso \u2013 \u201cdireito\u201d significa a norma, a lei, a regra social obrigatória.
No segundo \u2013 \u201cdireito\u201d significa a faculdade, o poder, a prerrogativa que o Estado tem de criar leis.
No terceiro \u2013 \u201cdireito\u201d significa o que é devido por justiça. No quarto \u2013 \u201cdireito\u201d significa ciência, ou, mais exatamente, a ciência do direito.
No último \u2013 \u201cdireto\u201d é considerado como fenômeno da vida coletiva. Ao lado dos fatos econômicos, artísticos, culturais, esportivos etc., também o direito é um fato social. 
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Do ponto de vista da Ciência Jurídica o direito é um conjunto de normas sociais obrigatórias que asseguram o equilíbrio do organismo social e que são impostas coercitivamente pelo Estado. Mas este é apenas um dentre os muitos significados possíveis da palavra \u201cdireito\u201d.
No texto abaixo, o vocábulo \u201cdireito\u201d é empregado de diversas formas:
OS SIGNIFICADOS DO VOCÁBULO \u201cDIREITO\u201d.
CASO CONCRETO 2:
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O direito brasileiro (1) consagra muitos direitos (2). Entre eles está a livre comunicação das opiniões e dos pensamentos que é um dos direitos (3) mais preciosos do homem. Foi exatamente o que falou Zé Merreca quando o policial lhe retirou o direito(4) de continuar usando o megafone para convocar seus colegas de trabalho para a greve na porta da fábrica de sapatos de seu Galdêncio Honorino. Seu Raimundo, advogado aposentado que passava na hora, comentou: - Realmente, não parece direito (5) impedir um cidadão direito (6) de dar seu recado, pois ele tem os seus direitos (7). E veja, nem sempre foi assim. Somente com o passar do tempo, o estudo do direito (8) reconheceu esses direitos (9), transformando-os em direito (10).
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Identifique as formas em que a palavra direito está utilizada, correlacionando-as aos seguintes significados: direito de cada um, direito que está na norma, direito criado pelo Estado, justo, correto, e ciência jurídica.
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GABARITO SUGERIDO:
(1) direito criado pelo Estado
(2) direito que está na norma
(3) direito de cada um
(4) justo
(5) correto
(6) direito de cada um
(7) ciência jurídica
(8) direito de cada um
(9) direito que está na norma.
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Ainda sobre o juízo de valor, assinale a opção que apresenta a melhor interpretação da afirmação abaixo:
\u201c...o juízo de valor representa ... uma tomada de posição frente à realidade, visto que sua formulação possui a finalidade não de informar, mas de influir sobre o outro...\u201d (Bobbio, N. O positivismo jurídico. Lições de filosofia do Direito. São Paulo: Ícone, 1990 p. 135-138).
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