4_AULA +_INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO

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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO
SEMANA 4
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SEMANA 04
FUNDAMENTOS DO DIREITO 
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CONTEÚDO
FUNDAMENTOS DO DIREITO
1.	A ideia do Direito Natural. O jusnaturalismo.
2.	O Positivismo Jurídico.
3.	O Normativismo jurídico.
4.	Crítica à Teoria Pura do Direito.
5.	A estrutura tridimensional do Direito.
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Nossos objetivos nesse encontro
 
AULA 1
AULA 2
\u2022	Introduzir as diversas concepções acerca do direito natural.
\u2022	Discorrer a respeito das correntes jusnaturalistas.
\u2022	Apresentar o movimento positivista jurídico e sua polêmica com os jusnaturalistas.
\u2022	Explicitar os postulados kelsenianos do normativismo jurídico.
\u2022	Apontar as críticas formuladas à teoria pura do Direito.
\u2022	Discorrer sobre o culturalismo jurídico e a Teoria Tridimensional do Direito.
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A ideia do Direito Natural. O jusnaturalismo.
AULA 1
AULA 2
É corrente tradicional do pensamento jurídico, que defende a vigência e a validade de um direito superior ao direito positivo. 
Tem-se mantido de pé, apesar das várias crises por que tem passado, e apesar de criticada, mantém-se fiel ao menos a um princípio comum: a consideração do direito natural como direito justo por natureza, independente da vontade do legislador, derivado da natureza humana (jusnaturalismo) ou dos princípios da razão (jusracionalismo), sempre presente na consciência de todos os homens. 
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O JUSNATURALISMO TEOLÓGICO E RACIONALISTA
Moral
As duas correntes admitem um Direito segundo a natureza do homem que preexiste as suas diferentes organizações políticas e sociais e que não coincide necessariamente com o direito das convenções, dos acordos, do entendimento.
- TEOLÓGICOS - direito é revelação divina e transcendente aos próprios homens. O homem é mero portador dos princípios revelados da vontade divina (São Tomás de Aquino).
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- RACIONALISTAS - para eles existe um Direito imanente à natureza do homem e que as organizações políticas e sociais são formas especialíssimas de concretizar o direito natural (Hugo Grotius). 
Partem do pressuposto de que existe uma verdadeira identidade entre o Direito e a Justiça, o que significa que não existe Direito injusto. O injusto é o antijurídico, e a sanção é o instrumento da restauração da expectativa de justiça.
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O ponto comum entre as diversas correntes do direito natural tem sido a convicção de que, além do direito escrito, há uma outra ordem, superior àquela e que é a expressão do Direito justo. É a idéia do direito perfeito e por isso deve servir de modelo para o legislador. É o direito ideal, mas ideal não no sentido utópico, mas um ideal alcançável. A divergência maior na conceituação do Direito natural está centralizada na origem e fundamentação desse direito.
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AULA 1
Os jusnaturalistas nunca dissociaram ou distinguiram, mesmo nas formulações mais modernas, realidade e valor.
AULA 1
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AULA 1
A necessidade de se reforçar a razão convencional em detrimento do ideal absolutista revelado superestimou os documentos escritos \u2013 a lei e o contrato \u2013 e criou as condições históricas e políticas para o desenvolvimento do legalismo positivista, caracterizado no Code Napóleon.
A Revolução Francesa vai levar à contraposição entre direitos revelados e as convenções escritas como novas formas de transcrição dos valores racionais naturais diversamente dos valores divinos naturais.
AULA 1
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O Positivismo Jurídico.
De manifestação revelada e inviolável, a lei transformou-se em instrumento essencial de poder, a sua índole e natureza.
 
A lei escrita transmudou-se de instrumento de construção da nova ordem em instrumento de sua conservação.
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O Positivismo legalista
A positivação dos jusnaturalismo racionalista provocou o desenvolvimento do mais sólido movimento jurídico da história do pensamento jurídico contemporâneo. A legalidade, a ordem escrita, se sobrepôs a todos os padrões de legitimidade e justiça: o justo e o legítimo são valores que a lei transcreve e prescreve, e aquilo que a lei não alcança não é Direito.
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A igualdade é igualdade perante a lei; a liberdade é a que a lei permite; o crime é crime se a lei o define como crime; ninguém deve fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei; nenhuma lei pode modificar direito (legalmente) adquirido, coisa julgada ou ato jurídico perfeito.
O código passa a representar para toda a vida moderna o modelo de organização civil da sociedade. A perfeição do Código não admitia qualquer leitura que fugisse ao seu sentido literal \u2013 a verba legis \u2013 o sentido filológico e gramatical de suas palavras.
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Para os juspositivistas o Direito é a lei \u2013 \u201ceu não conheço o direito Civil, eu ensino o Code Napoléon\u201d (Bugnet)
 
Este positivismo de características aplicativas, silogista e mecanicista será a tendência dominante: legal, estatal e avalorativo.
 
Todavia, não há como negar a importância dos juspositivistas na sociedade contemporânea..
 
O legalismo positivista guarda a profunda defesa da ordem posta e o seu pressuposto é o pressuposto de sua aplicação.
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O Normativismo jurídico
Não é uma reação atualizadora do positivismo legalista e, nem muito menos, uma retomada idealista do fenômeno jurídico, circunscrito na virada do séc. XIX pelos sociologismos e pelo cientificismo que retirou do Direito o seu status de conhecimento transcendental, colocando-o no âmago dos problemas humanos. 
Kelsen propõe uma depuração do objeto da ciência jurídica, como medida, inclusive, de garantir autonomia científica para a disciplina jurídica, que, segundo ele, vinha sendo deturpada pelos estudos sociológicos, políticos, psicológicos, filosóficos etc.
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A Teoria Pura do Direito
Para Kelsen o estudo do fenômeno jurídico como fenômeno científico deve se dar a partir de 2 questões:
1-	definindo-se o objeto do conhecimento jurídico;
2-	identificando-se o método lógico de abordagem e percepção do conhecimento jurídico científico.
O objeto do conhecimento jurídico é a norma jurídica.
O plano da Teoria Pura era, assim, atingir a autonomia disciplinar para a ciência jurídica. Essa é a grande importância de seu pensamento, isto é, o seu caráter paradigmático.
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Sendo certo que a lógica da percepção dos objetos naturais é ôntica ou causal (SER), no entanto, a percepção lógica da estrutura da norma e dos seus vínculos de conexão é deôntica (DEVER SER).
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A norma jurídica é uma estrutura constituída de vários elementos, entre si vinculados deonticamente, assim como as estruturas normativas, entre si, têm vínculos de subordinação e de fundamentação hieráquico-normativa. Estas duas dimensões lógicas \u2013 vínculos deônticos ou de imputação entre os elementos constitutivos da norma e os vínculos de validez ou de subordinação e fundamentação hierárquica são as bases metodológicas referenciais do normativismo.
 O Normativismo se considera uma teoria lógica e não ideológica.
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A moldura interpretativa kelseniana
Segundo Kelsen, \u201co Direito a aplicar forma, em todas estas hipóteses, uma moldura dentro da qual existem várias possibilidades de aplicação, pelo que é conforme ao Direito todo ato que se mantenha dentro desse quadro ou moldura, que preencha esta moldura em qualquer sentido possível\u201d. Kelsen considera que a norma superior forma uma moldura determinante de um campo de ação para a norma inferior, onde há várias possibilidades legais de aplicação do direito. Pode-se visualizar a moldura como uma figura geométrica, dentro da qual cabe ao órgão aplicador do direito escolher dentro das possibilidades oferecidas previamente pela norma superior.
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Críticas à Teoria Pura do Direito e ao 
Positivismo Jurídico.
Assumindo atitude intransigente perante o Direito Natural, o positivismo jurídico se satisfaz plenamente com o ser do Direito Positivo, sem cogitar sobre a forma ideal do Direito, sobre o dever-ser jurídico. 
Assim, para o positivista a lei assume a condição de único valor.
O positivismo jurídico é uma doutrina que não satisfaz as exigências sociais de